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24 de dezembro de 2010

Criado teste diagnóstico para detectar Alzheimer precocemente

Cientistas britânicos dizem ter encontrado uma maneira de diagnosticar o mal de Alzheimer anos antes de os primeiros sintomas da doença aparecerem.

Atualmente, não há cura ou um exame único para detectar a doença, que afeta mais de 20 milhões de pessoas no mundo.

Esta inovadora prova para a detecção precoce do Alzheimer foi provada por pesquisadores britânicos, com resultados positivos na profilaxia desta doença, que em 2050 triplicará sua prevalência atual.

Trata-se de uma punção lombar combinada com um escâner cerebral, que poderia identificar a pacientes com os primeiros signos da demência, uma das ante-salas dessa patologia.

Os autores, do Instituto de Neurologia do University College de Londres, submeteram a 105 voluntários sãos a várias puncões lombares para verificar seus níveis da proteína no líquido cefalorraquideo e ressonâncias magnéticas para calcular a contração do cérebro.

Os cérebros dos indivíduos normais com baixos níveis de beta-amiloide no líquido cefalorraquídeo, ou seja, em 38 por cento da mostra, contraíram-se duas vezes mais rápido em comparação com o outro grupo.
Estas pessoas, eles explicam, tem cinco vezes mais chances de possuir o gene APOE4 e risco também de níveis mais elevados de tau, uma proteína ligada ao mal de Alzheimer.

Para Anne Corbett, da Sociedade de Alzheimer, a detecção da demência precoce pode abrir as portas a novos tratamentos, ademais poderia ir de encontro a uma vacina contra essa doença.

Doença degenerativa que se manifesta como deterioração cognitiva e transtornos condutores, a doença de Alzheimer se caracteriza em sua forma típica por uma perda progressiva da memória e de outras capacidades mentais, à medida que os neurônios morrem e diferentes zonas do cérebro se atrofiam. Depois de seu diagnóstico, costuma ter uma duração média de 10 anos, ainda que isto varia em proporção direta com a severidade da doença.
O mal de Alzheimer afeta mais de 20 milhões de pessoas em todo o mundo.



fonte: PrensaLatina/Destak

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26 de setembro de 2010

21/9. Dia Mundial do Alzheimer


Levantar todos os dias e viver como se fosse ontem. Assim é para quem sofre de Mal de Alzheimer, uma doença degenerativa e sem cura, que acomete 1,2 milhões de brasileiros e se desenvolve a partir dos 65 anos de idade. Tal doença não atinge apenas os pacientes: na verdade os que mais sofrem e lutam diariamente são os cuidadores que muitas vezes não estão preparados para lidar com a situação.
Cerca de 5% da população com mais de 65 anos de idade têm a doença. Depois dos 80 anos, a incidência fica ainda maior, e chega a 15%.

O diagnóstico precoce e o tratamento adequado garantem ao paciente uma vida mais longa e com mais qualidade. Avaliações neuropsicológicas, fonoaudiológicas e exames de neuroimagem são os principais instrumentos para uma rápida comprovação.

“Quanto mais cedo o mal de Alzheimer for identificado, mais tempo o paciente manterá suas funções cognitivas preservadas”, explica o neurologista Ricardo Nitrini, também coordenador do CEREDIC – Centro de Referência em Distúrbios Cognitivos do HC.

O Mal de Alzheimer é uma doença degenerativa que causa a morte gradual dos neurônios, provoca perda de memória e de outras funções cognitivas, como raciocínio, juízo crítico, orientação e outras.

No início, a pessoa apresenta pequenos lapsos de memória, alterações de comportamento, desorientação espacial e dificuldades em realizar tarefas corriqueiras, como se alimentar ou se vestir.

Nos estágios mais avançados, não reconhece os familiares e nem os amigos. Com o tempo, perde a identidade e tornar-se dependente.

A assistência deve obedecer cada fase da evolução do processo demencial para melhoria dos sintomas, explica Nitrini, uma vez que não há tratamento capaz de impedir ou curar a doença.

Nas fases iniciais e intermediárias predominam-se as técnicas de reabilitação, as táticas de readaptação e os psicofármacos. Na fase avançada, o tratamento é voltado a co-morbidades, comuns em pacientes com afecções crônicas debilitantes e aos cuidados de enfermagem.

fonte: AE
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