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27 de julho de 2011

28 de julho: Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais


Desde 2010, o dia 28 de julho é o “Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais”. A data foi instituída pela Organização Mundial da Saúde para chamar a atenção para uma doença que, além de silenciosa, é um constante problema de saúde pública no Brasil.

O fígado é um dos órgãos mais importantes do corpo humano e, quando inflamado, altera todo o funcionamento do organismo. A esta inflamação dá-se o nome de hepatite. As hepatites virais estão entre as principais causas de inflamação do fígado e as mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C.

A Hepatite A é adquirida através da ingestão de água e alimentos contaminados pelo vírus da hepatite A. Assim, devemos dar especial importância ao ato de lavar bem as mãos antes e depois de ir ao banheiro, antes das refeições, além de lavar corretamente frutas e legumes antes de consumi-las. Já as Hepatites B e C são transmitidas por via parenteral, isto é, através do uso de drogas injetáveis, transfusões com sangue contaminado e realização de procedimentos com material contaminado e não esterilizado (como tatuagens e procedimentos estéticos em salões de beleza). No caso da Hepatite B ganha destaque também a transmissão através de relações sexuais sem preservativos e durante o parto das mães infectadas pelo vírus da hepatite B.

Atualmente a Hepatite C é a maior causa de cirrose, sendo assim a principal doença que leva os pacientes ao transplante de fígado. Sua descoberta foi feita em 1989, mas apenas a partir de 1992 os bancos de sangue começaram o seu rastreamento entre os doadores. Assim, pacientes que receberam transfusões de sangue antes desta data estão entre a população de risco.


Saiba mais:
São Paulo: diagnóstico de hepatite cresce 57% 


fonte: ParanaShop | ICF

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19 de maio de 2011

Dia mundial de combate à Hepatite - 19 de maio

Hepatite é toda inflação no fígado, órgão que funciona como filtro do organismo. Pode ser diagnosticada como uma simples alteração laboratorial (portador crônico que descobre a doença por acaso) ou até uma hepatite fulminante, levando o paciente à morte em pouco tempo.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), são cerca de 200 milhões (ou 3% da população) de infectados somente pela hepatite C.

O vírus da hepatite B é 100 vezes mais infectivo que o HIV (Aids). As hepatites B e C contaminam sete vezes mais brasileiros do que a Aids e, por isso, matam mais. No entanto, a Aids tem muito mais visibilidade: recebe 13 vezes mais dinheiro do governo para campanhas educativas do que as hepatites.

Nesta quinta-feira (19), Dia Mundial de Combate à Hepatite, saiba quais são os tipos da doença, seus sintomas e dicas de prevenção. Os dados são do hepatologista Fernando Pandullo, do Hospital São Luiz, de São Paulo.
  1. Os sintomas mais comuns são pele amarelada (icterícia), febre, enjoos, urina escura e fezes claras.
  2. A hepatite A pode ser transmitida por meio da ingestão de alimentos e água contaminados. Normalmente, o tratamento medicamentoso tem curta duração e as chances de cura atingem 99% dos casos.
  3. A hepatite B é transmitida pelo contato sexual, transfusão de sangue, via placento-fetal, compartilhamento de agulhas e seringas. O quadro clínico pode evoluir e se tornar crônico.
  4. A hepatite C pode ser adquirida por meio de transfusão de sangue, mas muitas de suas causas ainda são desconhecidas. O tratamento é realizado com medicamentos. Pode evoluir e desencadear câncer no fígado.
  5. A hepatite D se manifesta em pessoas portadoras da hepatite B. Além disso, o paciente tem maiores chances de desenvolver a forma aguda da doença e precisar de transplante de fígado.
  6. A hepatite E é muito parecida com o quadro clínico da hepatite A. É do tipo não-crônico e se manifesta, principalmente, em países em desevolvimento com saneamento básico precário, por conta da contaminação da água e de alimentos. Raramente, é transmitida diretamente de uma pessoa para a outra.
  7. Além de receber a vacina contra a doença, é importante seguir algumas orienções para evitar o contágio. Entre as dicas, estão ingerir somente água tratada e alimentos higienizados, evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, praticar sexo somente com proteção e não ingerir medicamentos sem orientação médica.

fonte: Terra

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9 de dezembro de 2010

Época de temporais exige cuidados com a saúde


Em época de tempestades e alagamentos, além dos perigos que as pessoas que tiveram contato direto correm em contrair doenças, aumentam os riscos de contaminação também pela água e pelos alimentos.

Ao longo de seu caminho, as cheias agregam resíduos e microorganismos de várias origens, por isso são perigosas para a saúde de quem está em contato com elas. Como consequência, ficamos mais vulneráveis a doenças como leptospirose, hepatite A, diarréias, febre tifóide e até mesmo cólera.

A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo elaborou dicas que podem ajudar a população a evitar doenças causadas pelo contato com água e lama infectadas pelas enchentes.

É fundamental que se evite contato com as águas infectadas. Caso seja inevitável, o ideal é permanecer o menor tempo possível. Não deixe que crianças nadem ou brinquem no resultado das enchentes. Além do perigo de infecções, as enxurradas também são perigosas, pois podem arrastar até adultos.

“Esses cuidados são essenciais para que as pessoas possam se prevenir contra doenças infectocontagiosas mais incidentes na época de chuvas, especialmente a leptospirose, que nos casos mais graves pode até levar à morte”, afirma Maria Cristina Megid, diretora da Vigilância Sanitária Estadual. 



Dicas

»_Evite manusear objetos que tenham sido atingidos pela água ou lama. 
As cheias podem contaminar pisos, paredes, móveis e outros objetos. Proteja os pés e as mãos com botas e luvas de borracha ou sacos plásticos duplos. »_Jogue fora medicamentos e alimentos que entraram em contato com as águas da enchente, mesmo que eles estejam bem embalados.
»_No caso dos utensílios domésticos (panelas, copos, pratos e objetos lisos e laváveis), lave-os normalmente com água e sabão. Depois, prepare uma solução desinfetante, diluindo um copo (200 ml) de água sanitária (hipoclorito de sódio a 2,5%) em quatro copos de água (800 ml). Mergulhe na solução os objetos lavados, deixando-os ali por, pelo menos, uma hora.
»_No caso dos pisos, paredes, móveis e outros objetos, após retirar a lama, lave o local com água e sabão e, a seguir, prepare uma solução diluindo um copo (200ml) de água sanitária (hipoclorito de sódio a 2,5%) para um balde de 20 litros de água. Umedeça um pano na solução e passe nas superfícies, deixando-as secar naturalmente.
»_Lave as mãos antes de cozinhar ou comer. 
»_Não se deve usar água de inundação nem qualquer água contaminada para beber, fazer gelo, escovar os dentes, cozinhar ou lavar roupa.
»_Beba sempre água potável, que não tenha tido contato algum com as enchentes, e a utilize no preparo da comida.
Para garantir que a água é segura para consumo, ferva-a por pelo menos um minuto, ou adicione duas gotas de água sanitária (hipoclorito de sódio a 2,5%) para cada litro de água.
»_Para higienizar verduras, frutas e hortaliças, dilua uma colher (sopa) de água sanitária em um litro de água tratada ou fervida. Lave os alimentos em água corrente e, em seguida, deixe-os imersos na solução por 30 minutos. Para finalizar, limpe-os novamente com água limpa, antes de consumir.
»_Prefira consumir os alimentos assados e cozidos; os legumes e frutas descascados.


fonte: SPGov
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28 de julho de 2010

28/7. Dia Mundial de luta contra as Hepatites Virais




A Organização Mundial da Saúde estima que um terço da população mundial é portadora de um tipo da doença.



No Brasil, dados do Ministério da Saúde revelam que de 1999 a 2009 o total de casos confirmados com a hepatite A foram de cerca de 124.687 indivíduos, sendo a maioria homens e mais de 50% destes casos confirmados foram para na região Norte e Nordeste. A hepatite B somou cerca de 96.044. A hepatite C somou 60.908 e mais de 50% dos casos se concentrou entre indivíduos de 20 a 39 anos sendo cerca de 90% de casos agudos.



A vacina para hepatite B passou a ser oferecida pelo Sistema Único de Saúde, a partir da década de 1990. A vacinação começou no Norte do País e o quantitativo oferecido foi aumentando gradativamente, conforme levantamento de áreas endêmicas e populações mais vulneráveis. Ela é oferecida em três doses, tanto para criança, quanto para adolescentes. Uma vez imunizado contra Hepatite B, o paciente também está protegido de ser infectado pelo vírus D.



Transmissão
A transmissão da hepatite B se dá principalmente por meio de relações sexuais, acidentes com instrumentos contaminados por sangue ou pela gravidez, quando a mãe está infectada.



Muitas vezes o paciente descobre que está com Hepatite C quando vai doar sangue. Em geral, são pessoas que fizeram transfusão até a década de 80 ou indivíduos que compartilharam seringas.



A hepatite C pode ser uma doença silenciosa porque os sintomas surgem depois de muito tempo que o vírus se instalou no organismo. Em geral, a maioria dos casos da hepatite C são descobertos acima dos 30 anos. Os dados alertam para a importância do diagnóstico precoce, pois; quanto mais tarde, maiores são as consequências. Cerca de 70% das hepatites C cronificam.



fonte: MS


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18 de maio de 2010

19 de maio. Dia Mundial das Hepatites virais



O vírus da hepatite B é 100 vezes mais infectivo que o HIV (Aids). As hepatites B e C contaminam sete vezes mais brasileiros do que a Aids e, por isso, matam mais. No entanto, a Aids tem muito mais visibilidade: recebe 13 vezes mais dinheiro do governo para campanhas educativas do que as hepatites.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), existem cerca de 350 milhões de portadores crônicos da hepatite B e dois bilhões de pessoas já tiveram contato com o vírus. Estima ainda que dois milhões de brasileiros sejam portadores do vírus B, além de outros três milhões, do vírus C, com um milhão de mortes/ano no mundo.

A hepatite é causada por vírus que atacam o fígado, responsável por centenas de funções, incluindo o metabolismo e a fabricação de proteínas, enzimas e hormônios. A do tipo A é a mais comum e o organismo reage sozinho. Os números parciais do Ministério apontam que mais da metade dos jovens entre 10 e 19 anos já teve a doença. As hepatites B e C são as mais preocupantes.

A maior dificuldade é conscientizar as pessoas que elas precisam fazer o exame para saber se têm a doença. E o mais cedo possível.


 
Tipo de hepatites

Hepatite A
Contaminação: Transmitida por via fecal-oral, a través de alimentos e água contaminados com o vírus.
Prevenção: Vacina para prevenir a infecção.
Tratamento: Medicamentos para os sintomas causados pela doença, como dor de cabeça e náuseas, ou soro para prevenir a desidratação.

Hepatite B
Contaminação: Transmitido quando o sangue ou fluidos orgânicos contaminados por ele penetram na corrente sanguinea. O vírus pode ser encontrado no sangue, na saliva, no sêmen, na secreção vaginal, no fluxo menstrual e no leite materno.
Prevenção: A vacinação é, hoje, o método mais adequado para impedir a disseminação do vírus.
Tratamento: Pacientes com infecção aguda normalmente curam-se espontaneamente e não precisam contra o vírus. Os pacientes com hepatite crônica devem ser tratados para limitar as complicações associadas com a infecção em longo prazo.

Hepatite C
Contaminação: O vírus é transmitido quando o sangue contaminado por ele penetra na corrente sanguinea através de transfusões, acupuntura, agulhas ou seringas compartilhadas, tatuagens, piercings, instrumentos de manicure, ferimentos, entre outros.
Prevenção: Não existe vacina contra a hepatite C. Uma das principais forma de prevenir a transmissão e examinar todo o sangue coletado nos bancos de sangue. Também devem ser realizados exames em outros objetos de doação, como órgãos. Além disso, são necessários os cuidados com materiais que possam conter sangue contaminado, como alicates de unha, lâminas, barbeadores, escovas de dente, agulhas de seringas compartilhadas, entre outros.
Tratamento: Uso de medicação correta indicada por um profissional.


fonte: iBahia/Gazeta-RS
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22 de março de 2010

Cartilha para manicures e pedicures sobre Hepatite

O Ministério da Saúde lançará uma cartilha para manicures e pedicures com orientações para a prevenção da hepatite, de acordo com a Agência Brasil.

Neste mês, as manicures e pedicures passaram a integrar os grupos prioritários para vacinação contra hepatite B, junto com caminhoneiros, grávidas e moradores de assentamentos e acampamentos agrários. São necessárias três doses da vacina. O ministério informa que, depois das três doses, 90% dos adultos ficam imunizados. A vacina está disponível nos postos de saúde do país e pode ser tomada em qualquer época do ano.

Divulgada no ano passado, uma pesquisa revelou que 20% das manicures ouvidas no município de São Paulo têm hepatite B. Das 100 entrevistadas, em salões de beleza das classes alta e de baixa renda da capital paulista, 74% das profissionais não lavavam as mãos entre uma cliente e outra, nem estavam vacinadas contra a doença, 72% desconheciam as formas de contágio e somente 5% usavam luvas descartáveis.

A inclusão as profissionais nos grupos sujeitos a contrair a doença é devido ao uso de instrumentos cortantes, como o alicate, e o contato com sangue. A cartilha tem ainda o objetivo de incentivar as clientes a levar o próprio material na hora de fazer as unhas dos pés e das mãos nos salões de beleza, com alicate, palito de laranjeira, lixa, toalha, creme, esmalte, algodão e acetona.

Além da exposição à doença, a falta de cuidados com a esterilização dos instrumentos de trabalho e o desconhecimento sobre as formas de contágio da hepatite aumentam o risco para as manicures.

De acordo com a enfermeira Andreia Schunck, responsável pela pesquisa, as manicures não têm o hábito de adotar qualquer medida de prevenção, como esterilizar os instrumentos, entre eles, alicates, espátulas ou palitos.
O vírus da hepatite B pode ficar dias em uma toalha, por exemplo.
A pesquisadora, que trabalha no Instituto Emílio Ribas da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, disse que as profissionais de institutos de beleza deverão receber orientações sobre o uso de luvas e de material descartável, os procedimentos de esterilização na estufa e a vacina contra a hepatite B, que é gratuita nos postos de saúde. Segundo o Ministério da Saúde, o manual deverá ser lançado em junho.

A hepatite viral B é transmitida pelo sangue e pela relação sexual sem preservativo. Outra forma de transmissão é o uso de objetos contaminados, entre eles, lâminas de barbear, escovas de dentes, instrumentos de manicures e podólogos e o material usado na colocação de piercing ou realização de tatuagens.

fonte: G1-SP

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8 de fevereiro de 2010

Lançada Campanha de carnaval 2010 de prevenção à Aids

Entre jovens, epidemia de aids é mais feminina e gay. 
Na faixa etária de 13 a 19 anos, número de casos é maior entre as mulheres e, dos 20 a 24 anos, divisão por gênero é semelhante. Entre os homens, jovens se infectam mais em relações homossexuais.

Os números mais recentes da aids no Brasil mostram que a epidemia, na década de 2000, comporta-se de forma diferente entre os jovens. Na população geral, a maior parte dos casos está entre os homens e, entre eles, a principal forma de transmissão é a heterossexual. Considerando somente a faixa etária dos 13 aos 24 anos, a realidade é outra. Na faixa etária de 13 a 19 anos, a maior parte dos registros da doença está entre as mulheres. Entre os jovens de 20 a 24 anos, os casos se dividem de forma equilibrada entre os dois gêneros. Para os homens dos 13 aos 24 anos, a principal forma de transmissão é a homossexual.
Diversos fatores explicam a maior vulnerabilidade dos jovens para a infecção pelo HIV. Entre as meninas, as relações desiguais de gênero e o não reconhecimento de seus direitos, incluindo a legitimidade do exercício da sexualidade, são algumas dessas razões.
No caso dos jovens gays, falar sobre a sexualidade é ainda mais difícil do que entre os heterossexuais. “Eles sofrem preconceito na escola e, muitas vezes, na família. Isso faz com que baixem a guarda na hora de se prevenir, o que os deixa mais vulneráveis ao HIV”, explica Mariângela Simão, diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. 
   
Como uma resposta a essa realidade, o Ministério da Saúde e a Secretaria Especial de Políticas para as Mulhrees fará uma campanha publicitária por ocasião do carnaval, com mensagens dirigidas para esse público. Pela primeira vez, a ação terá dois momentos. No primeiro, veiculado uma semana antes dos dias de folia, as peças tratam do uso da camisinha. Na semana seguinte ao carnaval, outros materiais falarão sobre a importância de se fazer o teste anti-HIV quando se viveu alguma situação de risco.
A mensagem para quem vai curtir o carnaval é de prevenção. O slogan “Camisinha. Com amor, paixão ou só sexo mesmo. Use sempre” é direcionado para quem tem relação estável ou casual. São três vídeos, um para as meninas, um para os jovens gays e o outro (a ser veiculado no período pós-carnaval) de incentivo à realização do teste de HIV. Em ambos a protagonista é uma camisinha falante que alerta os jovens para o uso do preservativo, narrada na voz da atriz Luana Piovani, que aderiu à campanha e não cobrou cachê.
Desde 2000, essa é a décima vez que os jovens são tema de campanhas de massa desenvolvidas pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. Há também ações dirigidas para esse público em atividades específicas, como as paradas gays, carnavais fora de época e outras festas populares com grande participação dessa faixa etária. 

Feminização – O aumento de casos de aids entre as mulheres se deu em todas as faixas etárias. Em 1986, a razão era de 15 casos de aids em homens para cada caso em mulheres, e a partir de 2002, a razão de sexo estabilizou-se em 15 casos em homens para cada 10 em mulheres. Na faixa etária de 13 a 19 anos, o número de casos de aids é maior entre as mulheres jovens. A inversão apresenta-se desde 1998, com oito casos em meninos para cada 10 casos em meninas.
Entre 2000 e junho de 2009, foram registrados no Brasil 3.713 casos de aids em meninas de 13 a 19 anos (60% do total), contra 2.448 meninos. Na faixa etária seguinte (20 a 24 anos), há 13.083 (50%) casos entre elas e 13.252 entre eles. No grupo com 25 anos e mais, há uma clara inversão – 174.070 (60%) do total (280.557) de casos são entre os homens.

A Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População Brasileira, lançada pelo Ministério da Saúde em 2009, também ajuda a explicar a vulnerabilidade das jovens à infecção pelo HIV. De acordo com o estudo, 64,8% das entrevistadas entre 15 e 24 anos eram sexualmente ativas (haviam tido relações sexuais nos 12 meses anteriores à pesquisa). Dessas apenas 33,6% usaram preservativos em todas as relações casuais, as que apresentam maior risco de infecção.
Nos homens, 69,7% dos entrevistados eram sexualmente ativos. Entre eles, porém, o uso da camisinha é maior: 57,4% afirmaram ter usado em todas as relações com parceiros ou parceiras casuais. 

Gays – Na faixa etária de 13 a 19 anos, entre os meninos há mais casos de aids por transmissão homossexual (39,2%) do que heterossexual (22,2%), no ano de 2007. Essa tendência é diferente do que ocorre quando se observa todos os casos de aids adquiridos por transmissão entre homens – 27,4% homossexual e 45,1% heterossexual.



Nas escolas – O carro-chefe das ações de prevenção à aids e outras doenças sexualmente transmissíveis é o programa Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE), uma iniciativa dos ministérios da Saúde e da Educação. Criado em 2003, o SPE tem como objetivo central desenvolver estratégias para redução das vulnerabilidades de adolescentes e jovens. As ações se dão de forma articulada entre escolas e unidades básicas de saúde. Hoje, 50.214 escolas de todo o país participam do programa.
A iniciativa trabalha a inclusão, na educação de jovens das escolas públicas, dos temas saúde reprodutiva e sexual. O SPE reúne ações que envolvem a participação de adolescentes e jovens (de 13 a 24 anos), professores, diretores de escolas, pais dos alunos, e gestores municipais e estaduais de saúde e educação. É no âmbito deste programa que se disponibiliza preservativos nas escolas.



Mais informações
Atendimento à imprensa
Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais
Tel: (61) 9221-2546/3306 7051/ 7033/ 7010/ 7016/
Site: www.aids.gov.br - E-mail: imprensa@aids.gov.br

Atendimento ao cidadão
0800 61 1997 e (61) 3315 2425

 
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