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9 de outubro de 2011

Dia Mundial da Saúde Mental - 10 de outubro


Você sabe o que é loucura? Loucura é preconceito, é humilhar e excluir pessoas que sofrem de doença mental.
As doenças mentais não são somente fruto da imaginação. São doenças verdadeiras que causam muito sofrimento, podendo inclusive levar o doente à morte. Não são pura "frescura", fraqueza de caráter ou "doença de rico". São doenças da mente causadas por fatores biológicos, psicológicos e sociais, e atingem todas as classes com a mesma intensidade e já existem tratamentos efetivos e sem sofrimento ao alcance de todos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 450 milhões de pessoas são atualmente afetadas por desordens mentais e neurológicas, sendo que milhões nunca buscarão ou receberão tratamento.

O Brasil – precisamente a psiquiatria e o movimento de saúde mental – adquiriu inconstestável liderança latino-americana e respeitável renome internacional. A participação do governo brasileiro em reuniões que resultaram na Declaração de Caracas de 1990, sobre a reforma psiquiátrica, e a adoção da Resolução CD40-R19 do Conselho Diretivo da OPAS, sobre cuidados de saúde mental, confirma que a posição das bases têm o respaldo das mais altas autoridades sanitárias do país.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em reunião do Conselho Nacional de Saúde (CNS), nesta quarta-feira (5), reafirmou os avanços obtidos no país a partir da Reforma Psiquiátrica, instituída por lei no país em 2001. “Não podemos regredir nos avanços que tivemos na reforma psiquiátrica brasileira”, definiu.

A pasta, esclareceu, trabalha na construção de uma rede composta por vários serviços interligados. “Um serviço não se contrapõe ao outro. Quem quiser discutir saúde mental apenas em cima de uma ação está fadado a fracassar”, enfatizou. A quantidade de procedimentos ambulatoriais em saúde mental aumentou 50 vezes em oito anos: passou de 423 mil, em 2002, para 21 milhões em 2010.

No Brasil, a Política de Saúde Mental adotou, a partir de 2003, um modelo de atenção integral aos pacientes estruturada nos princípios da Reforma Psiquiátrica. Amadurecida durante duas décadas, ela mudou o foco da hospitalização como centro ou única possibilidade de tratamento aos dependentes químicos. O Ministério da Saúde, além de ampliar o acesso à assistência hospitalar, introduziu – nos últimos sete anos – medidas complementares de tratamento para dependentes químicos.


Fonte: AgSaúde | OMS | PortalSaoFrancisco

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25 de novembro de 2010

Dia internacional pela eliminação da violência contra as Mulheres


Em 1999, as Nações Unidas (ONU) designaram oficialmente 25 de Novembro como Dia internacional pela eliminação da violência contra a Mulher.
Antes desta indicação da ONU, o dia 25 de Novembro já era vivido pelo movimento internacional de mulheres. A data está relacionada com a homenagem a Tereza, Mirabal-Patrícia e Minerva, presas, torturadas e assassinadas em 1960, a mando do ditador da República Dominicana Rafael Trujillo.

Violência plural
A mulher sofre diversas formas de violência. Quando pertence às classes menos favorecidas, sofre a violência de classe. Quando não é branca, sofre a violência racial. Pode ser vítima de uma violência múltipla, por exemplo, quando é negra e pobre.
No entanto, a mulher, independentemente da sua classe social, raça e idade, sofre também uma violência específica, de gênero, derivada da subalternização da população feminina. A organização social de gênero, atribui aos homens, prerrogativas que lhes permitem ditar normas de conduta para as mulheres, bem como julgar a aplicação correta dessas normas.

Violência dentro de casa
A violência física é uma das expressões extremas das contradições de gênero, que revela a crueza e profundidade do problema. É no espaço doméstico que ela é mais frequente e apresenta variadas formas. Contrariando o senso comum, as pesquisas indicam que o lugar menos seguro para a mulher é a sua própria casa. Segundo dados mundiais, o risco de uma mulher ser agredida em casa, pelo marido, ex-marido ou atual companheiro, é nove vezes maior do que o de sofrer alguma violência na rua.
Escondida pela cumplicidade da sociedade e pela impunidade, a violência contra a mulher ainda é um fenómeno pouco visível. Os casos que chegam às autoridades são apenas a ponta do iceberg. Os registros de ocorrência nas polícias revelam um número significativo de casos provenientes das classes alta e média alta, contrariando a tese, de que a violência contra a mulher, é apenas o resultado de uma cultura da pobreza ou da baixa escolaridade.


Números
Um relatório das Nações Unidas, divulgado por ocasião da data, revela que 70% das mulheres foi vítima de agressões físicas ou sexuais em algum momento de suas vidas.

Como resultado das campanhas contra a violência no gênero, 90 países possuem alguma disposição legislativa contra esta prática e mais de 60 com leis concretas a respeito, enquanto a violação dentro do casamento é delito em 104 países.

A ONU considera que a violência contra as mulheres  "é uma pandemia global" e um "problema universal", já que há vítimas em todos os países do mundo.

Segundo dados de ONU Mulher, a violência contra pessoas do sexo mais frágil entre os 15 e 44 anos, causa mais mortes e incapacidade do que o câncer, a malária, os acidentes de trânsito e guerra combinados.

Em 2006, 79 porcento das vítimas de tráfico de seres humanos foram as mulheres e as meninas.
Outros dados divulgados assinalam que mais de 60 milhões de meninas no mundo são forçadas a casar antes de completar 18 anos enquanto 100 e 140 milhões de meninas e mulheres no mundo vivem com sequelas de mutilação genital feminina e ainda existem três milhões de meninas sob risco dessa prática todos os anos.


Saiba tudo a respeito
O Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher lançou ontem (23/11) o site "Violência contra a Mulher - Quebre esse ciclo". Um espaço para as vítimas contarem suas histórias, materiais para professores e advogados  e  um local para você ficar sabendo tudo sobre a principal Lei no Brasil de proteção a violência contra as mulheres: A Lei Maria da Penha.

Filme Institucional da campanha "Violência Contra a Mulher, Quebre esse Ciclo"


fonte: Angop/NBR/Quebreociclo
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21 de novembro de 2010

Dia nacional de conscientização do Stress


Este ano comemoramos em 21 de novembro o Dia Nacional de Conscientização do Stress. Desde 2001, a ISMA-BR* promove a data, sendo que desde 2009, a Câmara dos Deputados aprovou, por unanimidade, o Projeto de Lei 3555/2008 instituindo o Dia Nacional de Conscientização do Stress, a ser comemorado no Brasil no terceiro domingo de novembro, anualmente.

O estresse é uma reação do organismo a uma ou mais sobrecargas, sejam elas de ordem física ou psíquica. Reduz a defesa imunológica do organismo e pode desencadear doenças, entre elas a depressão. O combate ao estresse está relacionado a hábitos saudáveis, à atividade física regular e a tratamentos como psicoterapia.

O objetivo da data é conscientizar a comunidade sobre a importância da prevenção, do diagnóstico, do tratamento e do desenvolvimento de técnicas eficazes para gerenciar o stress através de informações e orientações ao público e oferecendo testes para medir o nível de stress, problema que afeta 70% da população do país, sendo que 30% estão em nível crítico.

A comemoração, gratuita e aberta ao público, conta com a presença de especialistas na área da saúde que medem o nível de stress dos participantes e a sua suscetibilidade a doenças através do teste do psiquiatra norte-americano Richard Rahe, um dos mais respeitados internacionalmente nas medições de stress. Através de parcerias com instituições preocupadas com a qualidade de vida da população, monitora-se as condições de saúde dos interessados. A iniciativa da ISMA-BR tem servido de modelo para inúmeras ações que são desenvolvidas em diversas cidades brasileiras.

*A International Stress Management Association (ISMA) surgiu nos Estados Unidos em 1973, com o objetivo de contribuir para a redução de doenças decorrentes do stress, colaborando para uma melhor qualidade de vida em todo o mundo. Atualmente, a ISMA  está presente em 12 países: Alemanha, Austrália, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Hong Kong, Índia, Inglaterra, Japão, Rússia e, mais recentemente, a ISMA-BR no Brasil.


Teste seu nível de estresse:


 
fonte: Isma-Br/ClicRBS
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7 de novembro de 2010

Transtornos mentais são riscos psicossociais no trabalho


A medicina do trabalho tem por princípio básico promover a saúde nos aspectos físicos e mentais, promovendo assim qualidade de vida. No 28.º Congresso Brasileiro de Psiquiatria, promovido pela Associação Brasileira de Psiquiatria, em um espaço reservado para a discussão desses problemas mentais, o psiquiatra e médico do trabalho do Hospital de Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), Duílio Camargo, explicou que a Organização Internacional do Trabalho (OIT) entende que os riscos psicossociais no trabalho estão relacionados ao estresse.

"Como fatores para esse transtorno, a instituição credita, entre outros, ao excesso de atividades, a pressão e o tempo, os conflitos entre subordinados e superiores e atividades repetitivas", avaliou o especialista.
Transtornos mentais precisam entrar no mapa das doenças relacionadas ao trabalho
Júlio César Fontana-Rosa, professor da USP, observou que os problemas mentais são uma das principais causas de incapacidade. A artrite e artrose vêm em primeiro lugar e, em segundo, aparecem os traumatismos de pescoço e membros e as intoxicações. "Dentre os transtornos mentais, são muito comuns os transtornos de humor, o estresse pós-traumático e a esquizofrenia", disse.

Para Camargo, esses problemas só podem ser verdadeiramente compreendidos se as equipes de perícia médica das empresas souberem quais atividades o paciente realiza e como elas podem o comprometer. "Antes de investigar a doença no empregado, é preciso encontrá-la na empresa", sublinhou.

Os especialistas levantaram uma outra questão: embora exista um avanço em relação ao reconhecimento da psiquiatria no mapa das doenças relacionadas ao trabalho, a questão ainda é tratada por outros especialistas. Para que esses problemas sejam resolvidos, é preciso que sejam tratados por profissionais de saúde mental. "O que se vê é o assunto sendo tratado por leigos", constata Fontana-Rosa.

O médico do trabalho explicou que o diagnóstico dos problemas mentais deve ser baseado em três aspectos: ocupacionais - relacionados às doenças que a empresa possui, às funções que o paciente realiza e suas relações na empresa; sociais - relacionados aos eventos da infância e adolescência (como a separação dos pais), habitação atual da pessoa e sua condição econômica, entre outras; e psíquicos - que têm a ver com enfermidades pré-existentes e com aspectos relacionados a sua personalidade, principalmente, a ansiedade.

O psiquiatra trouxe ainda a questão de que a qualidade de vida no trabalho está ligada ao relógio biológico de cada pessoa, ou seja, se ela produz mais e se sente melhor durante o dia, à tarde ou à noite. Existem instrumentos que medem essa condição. O relógio biológico funciona como um norteador para fazer o diagnóstico de transtorno psíquico. "É comum, com o avançar da idade, que as pessoas mudem, assim, quem é mais matutino tende a ficar vespertino ou ficar mais vigilante no período noturno", explicou Duílio Camargo.

Os especialistas reconheceram que o tema "psiquiatria e trabalho" é uma discussão moderna e de grande importância, e que o atual e constante debate reflete os problemas verificados todos os dias nas empresas brasileiras.

A qualidade de vida no trabalho é fundamental, sobretudo no que se refere à satisfação. Muitas pessoas trabalham para suprir suas necessidades básicas, como comer, por exemplo. Não possuem motivação pelo emprego. Seu ganho não possibilita a realização de sonhos. "O que podemos esperar de indivíduos que nas grandes cidades passam duas, três horas em ônibus lotados para ir ao trabalho?", indagou o especialista.

fonte: ParanaOnline-saude



TESTE: Avalie seu nível de stress

1) Você se sente insatisfeito com sua vida pessoal?
a) Raramente
b) Às vezes
c) Freqüentemente 

 
2) Com que freqüência você adoece?
a) Raramente
b) Às vezes
c) Freqüentemente


3) Você tem dificuldade de se concentrar nas tarefas do cotidiano?
a) Raramente
b) Às vezes
c) Freqüentemente


4) Você só enxerga o lado negativo das coisas?
a) Raramente
b) Às vezes
c) Freqüentemente


5) Perde o controle emocional quando se sente pressionado?
a) Raramente
b) Às vezes
c) Freqüentemente


6) Costuma respirar de forma ofegante?
a) Raramente
b) Às vezes
c) Freqüentemente


7) Sente dores musculares?
a) Raramente
b) Às vezes
c) Freqüentemente


8) Acorda cansado mesmo quando dorme a noite inteira?
a) Raramente
b) Às vezes
c) Freqüentemente 


9) Você se sente desmotivado sexualmente?
a) Raramente
b) Às vezes
c) Freqüentemente


10) Tem a impressão de que seu trabalho não propicia
desafios?
a) Raramente
b) Às vezes
c) Freqüentemente


11) Não se sente motivado com atividades que antes lhe davam
prazer?
a) Raramente
b) Às vezes
c) Freqüentemente


12) Toma remédios para controle emocional?
a) Raramente
b) Às vezes
c) Freqüentemente


13) Não consegue relaxar mesmo nos fins de semana e feriados?
a) Raramente
b) Às vezes
c) Freqüentemente

14) No trabalho, acha que não é reconhecido por seu
chefe ou pelos colegas?
a) Raramente
b) Às vezes
c) Freqüentemente


15) Você acha que seu chefe exige mais do que você é
capaz de executar?
a) Raramente
b) Às vezes
c) Freqüentemente



Total de pontos:



Resultado


ATÉ 17 PONTOS
Parabéns! Você está administrando bem seu nível de stress,
seja por não se sentir pressionado, seja por dispor de
técnicas eficientes para lidar com ele. Mantenha o bom
trabalho! 
 
DE 18 A 32 PONTOS
Atenção, seu nível de stress está acima do normal. Reavalie
suas prioridades e decida o que pode mudar para controlar sua
vida. Seja mais flexível. 
 
ACIMA DE 32 PONTOS
Cuidado! O stress está fora de controle e provavelmente você
já está sentindo as conseqüências disso.
Busque o apoio de amigos e familiares e respeite seus limites.
Se necessário, procure ajuda profissional.



Teste retirado do website do Dr. Rogério Alvarenga
 
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24 de outubro de 2010

Internação por alcoolismo das mulheres tem tempo maior


As mulheres passam mais tempo internadas por causa do alcoolismo do que os homens, de acordo com pesquisa da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP. O estudo foi feito com 2.203 pacientes de 56 municípios da região Centro-Oeste de Minas Gerais. Nele, o professor Richardson Miranda Machado, autor da pesquisa, constatou que o tempo de internação médio da mulher é de 24,4 dias, enquanto do homem é de 22,2 dias. O trabalho também destaca que no período estudado (1980 a 2008) a idade média dos pacientes tem diminuído.

Sobre o tempo de internação maior das mulheres, o professor explica que há duas principais causas. Uma delas se refere às condições fisiológicas da mulher: “Pelas próprias proporções anatômicas, a mulher que é bem menor do que o homem, apresenta-se mais frágil e sofre mais com o efeito do álcool, o que requer um tempo maior para a recuperação”. Outro motivo levantado diz respeito a mudanças ocorridas no comportamento. Segundo o professor, a identidade cultural da mulher mudou muito nos últimos anos. “Antes, a mulher que bebia era mal vista, hoje tal hábito não é condenado”, diz.

Referente à faixa etária, observou-se 34 internações de jovens entre 10 e 20 anos de idade, sendo que o professor relatou casos até de crianças de 10 anos internadas nos últimos cinco anos, o que antes não se via. “As crianças estão sendo tratadas pela sociedade como adultos mais cedo. Isso as leva a assumirem hábitos de consumo dos adultos”, alerta o professor.

O estudo fez parte da tese de doutorado de Machado, sob orientação de Moacyr Lobo da Costa Junior, professor da EERP. A pesquisa se baseou em dados do sistema eletrônico de internações hospitalares do único hospital psiquiátrico da região Centro-Oeste de Minas Gerais, a Clínica Psiquiátrica São Bento Menni, que serve de referência para as internações psiquiátricas hospitalares pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Internações
A pesquisa analisou também os fatores que levavam à maior ou menor dependência do álcool e o perfil geral dos pacientes.Entre os dados estudados, estão as relações das internações com o sexo, a escolaridade, a profissão e a faixa etária. Desta, a maioria dos pacientes (31,5%) tinham entre 40 e 50 anos. Já da escolaridade, observou-se que quanto maior o nível de formação, menor é o número de internações por alcoolismo.

Apesar do maior tempo de internação do sexo feminino, o número de homens internados ainda é bem maior. Eles representam 82,4% dos internados, o que, para Machado, já era esperado, uma vez que eles se arriscam mais e têm maior pressão para se ajustar ao grupo de amigos; fato este muitas vezes facilitado pelo consumo de álcool.

Quanto à profissão, a maior parte dos pacientes são trabalhadores informais ou trabalham no comércio. Machado explica que o alto número de trabalhadores informais internados se dá por uma particularidade local. “A região Centro-Oeste de Minas Gerais tem muitos trabalhadores autônomos nas plantações. Eles ficam em situação de maior isolamento, onde a ingestão de álcool acaba sendo uma das poucas alternativas de lazer”, conta. De todos os aspectos, os apresentados como maiores fatores de dependência são a idade e a escolaridade.

O professor observa um dado positivo. No trabalho, ele verificou melhorias no diagnóstico médico. De 1980 até 1996, muitos dos diagnósticos médicos eram dados como “não especificados”, ou seja, os médicos não sabiam se o problema de alguns pacientes internados era gerado por alcoolismo ou por outra complicação. A partir de 1996, os diagnósticos ficaram mais precisos e, além disso, eles começaram a detectar uma grande quantidade de alcoólatras que sofrem com problemas psiquiátricos, como depressão, transtorno de ansiedade e psicose.

Mas Machado enfatiza que o alcoolismo ainda permanece como um grave problema na sociedade e observa que ele piorou em alguns pontos: “Apesar de o álcool ser uma substância muito antiga, o homem ainda não achou o equilíbrio em seu consumo. Hoje, o alcoolismo se apresenta como problema em áreas que antes praticamente não existia, como o aumento do consumo pelos mais jovens e pelas mulheres.”

fonte: AgenciaUSP
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21 de outubro de 2010

O limite entre ‘beber socialmente’ e alcoolismo

Estima-se que 20% dos brasileiros, cerca de 32 milhões, bebem mais do que “socialmente”. O consumo de álcool é uma das três maiores causas de faltas ao trabalho e cerca de 65% dos acidentes de trabalho estão relacionados ao uso do álcool e outras drogas. Usuários de drogas faltam dez vezes mais ao trabalho, usam 16 vezes mais os serviços de saúde e solicitam cinco vezes mais indenizações. A produtividade de um usuário de álcool é 20% menor do que a de um trabalhador abstêmio e 70% dos usuários de drogas estão empregados.
65% dos acidentes de trabalhos envolvem álcool
“Só bebo para fazer show e andar de avião. O problema é que eu faço muitos shows e viajo muito de avião”. O humor da frase de Tim Maia esconde um problema: a dificuldade de saber quando ‘beber socialmente’ passa a ser alcoolismo.

O álcool deprime o Sistema Nervoso Central, o que afeta julgamento, nível de consciência, autocontrole e coordenação motora. A cada dose, ocorre um aumento de concentração de álcool no sangue, sendo que uma unidade de bebida alcoólica gera uma hora de efeitos físicos no organismo.

Inicialmente, há sintomas de euforia, evoluindo para tonturas, dificuldade na fala e na coordenação motora, confusão e desorientação. Níveis elevados podem levar à anestesia, coma e morte. Os sintomas físicos da intoxicação alcoólica são aumento da diurese, redução dos reflexos motores, náuseas, vômitos e aumento da frequência cardíaca e da pressão sanguínea.

Em médio e longo prazo, os efeitos são tolerância (necessidade de doses maiores para obter as mesmas sensações de prazer e relaxamento de antes), síndrome de abstinência (tremores, náusea, sudorese, ansiedade e irritabilidade quando sóbrio), dependência, complicações clínicas, risco de acidentes de trabalho e trânsito, problemas sociais, familiares, econômicos e judiciais.

Classifica-se como uso nocivo do álcool quando o indivíduo bebe quantidade acima do tolerável pelo organismo, seja este uso frequente, ou ocasional. Beber em quantidades acima das doses estipuladas é considerado uso nocivo do álcool e os riscos aumentam no sentido de causar problemas físicos, laborais, sociais, judiciais, familiares e levar à dependência. O uso constante, descontrolado e progressivo de bebidas alcoólicas pode comprometer seriamente o funcionamento do organismo, levando-o a consequências irreversíveis.

A psicóloga Cristiane Sales, do Centro Psicológico de Qualidade de Vida, explica que um indivíduo deve procurar ajuda quando:

* As pessoas próximas estão preocupadas com seu padrão de consumo.
* Sai com amigos e bebe mais do que eles.
* Bebe muito e não fica visivelmente embriagado.
* Tem a percepção de que não tem controle sobre frequência e quantidade de consumo.
* Sente vontade de beber pela manhã.
* Fica irritado se alguém critica a maneira como bebe.
* Acredita que o álcool possa estar fazendo mal à saúde.
* Prejuízo por causa do álcool no trabalho, família, finanças, justiça, acidentes.
* Se sente culpado pela forma de beber.
* Já tentou parar ou diminuir sozinho, mas não conseguiu.

A dependência do álcool leva anos para se estabelecer, portanto se a pessoa perceber que seu padrão de consumo não está saudável deve parar antes de ter qualquer prejuízo.

fonte: VidaEquilibrio

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10 de outubro de 2010

10 de outubro. Dia Mundial da saúde mental

Transtornos mentais são reais, diagnosticáveis, comuns e universais. Se não tratados, podem produzir sofrimento e graves limitações nos indivíduos, além de perdas econômicas e sociais. Prevenção e tratamento são possíveis, mas muitas pessoas não são corretamente tratadas. Uma política nacional bem definida e programas de promoção de saúde mental e controle dos referidos transtornos são soluções plausíveis e eficazes para a população.

Cerca de 90 mil leitos fechados, 40 milhões de pessoas sujeitas a algum tipo de problemas mentais em todo o país e uma estrutura ineficiente para o tratamento dos pacientes. Os dados não são animadores, mas mostram a realidade da Saúde Mental no Brasil, que não tem muito o que comemorar neste 10 de outubro, Dia Mundial da Saúde Mental.

De acordo com o psiquiatra e vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, Emmanuel Fortes, há muito não existe uma prioridade nas políticas públicas voltadas para a saúde mental no país. “Pelo contrário, as ações realizadas até agora dificultam ainda mais o tratamento dos pacientes. Criaram um vício chamado CAPS - Centro de Atenção Psicossocial – que não possui nenhuma identidade. Nesses Centros são realizados internamentos, consultas e reabilitações. Quando na verdade deveria ser um local para trabalhar a reabilitação do paciente”, disse o psiquiatra que realizou, ontem a noite, palestra sobre “Política de Saúde Mental – Mitos e Realidade”.

Segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria os transtornos mentais são reais, diagnosticáveis, comuns e universais. Se não tratados, podem produzir sofrimento e graves limitações nos indivíduos, além de perdas econômicas e sociais. “Há 21 anos eu faço o mesmo discurso de que é preciso reformular o paradigma assistencial da saúde mental. Formar uma rede de assistência, com ambulatórios, hospitais e centros para reabilitações. Mas, infelizmente, o Brasil está desguarnecido de assistência médica, tanto na psiquiatria, como nas outras especialidades”, disse  Emmanuel Fortes.

João Alberto Carvalho, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria lembra que nos últimos anos a instituição tem lutado pela construção de uma rede de atendimento integrada, balanceada e hierarquizada, como a preconizada pela Organização Mundial de Saúde. Alertado para a importância da atenção primária, apontado equívocos e soluções no tratamento de dependes químicos e discutido meios mais efetivos de financiamento, entre outros pontos. Essa discussão, aliás, foi levada ao Ministério Público diante da indiferença do Governo. "Sobretudo sempre procuramos restabelecer o debate pautado por critérios técnicos", resume o presidente da ABP.

fonte: SBP/Terra
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10 de agosto de 2010

SP ganha maior ambulatório psiquiátrico do Brasil

A Secretaria de Estado da Saúde entregou nesta terça-feira (10), o maior ambulatório psiquiátrico do Brasil. O AME-Psiquiatria (Ambulatório Médico de Especialidades) Vila Maria, na zona norte da capital, faz parte de um modelo inédito de atendimento em saúde mental, que irá atender pacientes com quadros clínicos mais complexos, mas que não necessitam de internação. O investimento foi de R$ 1,8 milhão na reforma e adequação do espaço físico do prédio. Essa é a 32ª AME inaugurada no estado, mas a primeira especializada em psiquiatria.

No AME-Psiquiatria haverá atendimento exclusivo para os grupos principais de portadores de doenças mentais, que são os depressivos e com transtorno bipolar, os dependentes de álcool e drogas, os pacientes com transtornos psicóticos e esquizofrenia e idosos com transtornos mentais, além de psiquiatria infantil e adolescente.

O projeto terapêutico do AME uniu três dos principais especialistas em psiquiatria do Brasil: Ronaldo Laranjeira, da Unifesp, Valentim Gentil Filho, do Hospital das Clínicas da FMUSP, e Sérgio Tamai, da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

Quando estiver operando em plena capacidade, a unidade poderá realizar até 39,2 mil consultas psiquiátricas e 14,4 mil consultas não-médicas com fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais, por exemplo. A manutenção da unidade deverá custar cerca de R$ 6 milhões ao ano.

Com modelo totalmente inovador, o AME-Psiquiatria receberá os pacientes encaminhados de outras unidades de saúde, estaduais ou municipais. No total, 25 psiquiatras vão fazer o atendimento. Lá, eles passam por uma triagem, onde são avaliados, enquadrados nos grupos pré-definidos de patologias e encaminhados para as alas de tratamento específicas. Somente após o controle do problema o paciente será encaminhado ao Centro de Atenção Psicossocial (Caps).

Na unidade, todos os detalhes foram pensados especificamente para o tipo de atendimento realizado. Os vidros das janelas e portas são revestidos com uma película que não permite ser estilhaçado, há uma ala para observação de pacientes em surto, área de convívio externa e brinquedoteca para crianças que estiverem aguardando pelo atendimento.

“É um modelo terapêutico único e inédito na área da saúde mental, porque não exige internação do paciente, embora dê amparo total para os casos mais complexos. O paciente só é encaminhado novamente para uma unidade que trata problemas psiquiátricos leves, como os Caps (Centros de Atenção Psicossocial) quando seu problema estiver inteiramente controlado”, afirma o secretário de Estado da Saúde, Nilson Ferraz Paschoa.

Atualmente, prevalece no País uma política de saúde mental baseada no modelo de psiquiatria de comunidade, nos Caps, voltados à ressocialização e implantados de acordo com os preceitos da reforma psiquiátrica. Médicos que apoiaram a criação do novo ambulatório defendem modelo mais medicalizado que o vigente nos Caps.

Fonte: AgenciaEstado/G1

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16 de maio de 2010

18 de Maio. Dia da Luta Antimanicomial



Há 20 anos o Brasil comemora esta data como o marco inicial da luta antimanicomial. O objetivo deste dia é fazer uma reflexão as transformações na questão do tratamento das doenças mentais graves a partir da reforma psiquiátrica, que favoreceu o tratamento de pacientes privilegiando outros espaços fora dos ambientes asilares dos hospitais psiquiátricos.

O dia 18 de maio é dia de reafirmar o compromisso com a causa antimanicomial, é dia de reafirmar que não queremos mais hospícios em nosso país, já que esta é uma instituição retrógrada e ultrapassada, que não deve encontrar mais espaço nem respaldo em nossa realidade.

O Dia Nacional da Luta Antimanicomial é dia de lembrar que quase 60 mil pessoas continuam presas em algum hospício brasileiro e que isto é inaceitável! Que muitos continuam morrendo nestes lugares e que este não é um destino justo.

Apesar das dificuldades, as conquistas são muitas. Em todo país, prossegue a implantação de serviços substitutivos aos hospitais psiquiátricos, como os Centros de Atenção Psicossocial (Caps), os centros de convivência, as moradias protegidas, as iniciativas para a inserção dos chamados loucos no convívio social, na cultura, no direito e no trabalho. Estes serviços avançam não só em números como em qualidade, provando que é possível e melhor cuidar em liberdade, sem segregar, nem excluir.

Assim, os avanços mostram que o dia 18 de maio é sempre um dia de festa, é também uma oportunidade para o surgimento de denúncias de maus tratos que atingem os portadores de sofrimento mental; é também um momento para afirmar reivindicações, exigindo do poder público, em todos os níveis, uma posição mais firme na condução da Reforma Psiquiátrica.


O Movimento Antimanicomial
Também conhecido como Luta Antimanicomial, se refere a um processo mais ou menos organizado de transformação dos Serviços Psiquiátricos, derivado de uma série de eventos políticos nacionais e internacionais. O termo costuma ser usado de modo generalizante e pouco preciso.
O dia 18 de maio remete ao Encontro dos Trabalhadores da Saúde Mental, ocorrido em 1987, na cidade de Bauru, no estado de São Paulo.
Na sua origem, esse movimento está ligado à Reforma Sanitária Brasileira da qual resultou a criação do Sistema Único de Saúde (SUS); está ligado também à experiência de desinstitucionalização da Psiquiatria desenvolvidas em Gorizia e em Trieste, na Itália, por Franco Basaglia nos anos 60.
Como processo decorrente deste movimento, temos a Reforma Psiquiátrica, definida pela Lei 10216 de 2001 (Lei Paulo Delgado) como diretriz de reformulação do modelo de Atenção à Saúde Mental, transferido o foco do tratamento que se concentrava na instituição hospitalar, para uma Rede de Atenção Psicossocial, estruturada em unidades de serviços comunitários e abertos.
Segundo os estudos do Dr.Paulo Amarante, coordenador do livro Loucos Pela Vida: a Trajetória da Reforma Psiquiátrica no Brasil, a reforma psiquiátrica é um processo complexo, pode-se registrar como evento inaugural, desse movimento, a crise institucional vivida pela Divisão de Saúde Mental,(DINSAM) na década de setenta.

fonte: FioCruz/ExpressoMT



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1 de maio de 2010

Déficit de atenção atinge crianças em idade escolar. Saiba identificar


O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um distúrbio de difícil diagnóstico que atinge cerca de 6% da população infantil brasileira, estimam especialistas. O problema é facilmente confundido com outras patologias por pais e professores, que nem sempre estão atentos ou preparados para lidar com a dificuldade encontrada pela criança e saber como se deve lidar com o distúrbio.

O psiquiatra Ênio Roberto de Andrade, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, explica que as crianças com esse problema ficam mais agitadas e ensina algumas dicas para identificar.

“A criança portadora do TDAH apresenta seis ou mais sintomas persistentes, que podem ser isolados ou combinados, de inquietação, desatenção e impulsividade”, alerta o doutor. De acordo com o médico, a desatenção é mais predominante nas meninas e a inquietação é o sintoma mais presente nos meninos.

O psiquiatra salienta que as crianças com esse transtorno têm atitudes que as diferenciam de outras. “A criança com TDAH é mais agitada, é incapaz de concluir uma atividade, tem dificuldade de aprendizado, possui dificuldades de relacionamento na escola e em casa e perde objetos com facilidade”, explica.

Os professores conseguem fazer o diagnóstico da presença da síndrome de uma maneira mais rápida, pois costumam ter em sala de aula alunos com esses sintomas. “O comportamento da criança, às vezes, passa despercebido pelos pais. Quando ela entra na escola, os sintomas se tornam evidentes, pois a sua atenção é mais exigida e é preciso permanecer por mais tempo num mesmo lugar”, esclarece Andrade.

As causas do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade podem ser genéticas ou relacionadas ao ambiente em que as crianças vivem. “Filhos de pais hiperativos têm grandes chances de ter o transtorno. Porém, somente o fator genético não é responsável pelo surgimento do TDAH”, afirma o médico. Andrade cita ainda que lares desestruturados e com problemas afetivos podem desencadear a síndrome.

De acordo com o psiquiatra, o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade não tem cura, mas existem tratamentos à base de remédios ou terapia cognitivo-comportamental para melhora dos sintomas. “Tratamentos farmacológicos são recomendados para crianças, em torno dos seis anos. Os cognitivo-comportamentais orientam não só as crianças, mas também os pais, sobre como agir no cotidiano",finaliza o psiquiatra.

Em Casa
Ela tem 38 anos, é consultora de uma marca de cosméticos, é mulher. Mas, nesse momento, ela prefere ser chamada de Mãe. Vera, (nome fictício), é mãe de três filhos, dois meninos e uma menina.
Há algum tempo ela percebeu que um dos filhos, Lucas, vamos tratá-lo assim, não parava em frente à televisão para assistir um desenho até o final, ou que não conseguia ter a concentração necessária para estudar. Vera conta que quando o filho começou a estudar recebia bilhetes quase todos os dias da professora e não lembrava de mostrar para a mãe. ”As reclamações eram sempre as mesmas, falta de atenção, dispersão, inquietude, falava demais”. Nada muito incomum para uma criança que está começando a vida escolar, descobrindo novos amigos. Mas, o que despertou a atenção de Vera de maneira definitiva, foi em uma festa de aniversário. “Ele foi a única criança a não ficar até o final durante o parabéns. Ele já estava correndo de um lado para o outro... “ relata a mãe, preocupada.
A partir desse episódio, Vera decidiu buscar ajuda. Primeiro foi falar com a professora e a diretora da escola. Lá, elas a aconselharam a buscar ajuda especializada. “Elas explicaram que tinha um tal de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade e que seria legal eu consultar um psicólogo.”
Vera conta que ficou receosa no início, mas que foi buscar ajuda e teve a confirmação de que o filho sofria da síndrome de Déficit de Atenção e Hiperatividade. “Para uma mãe, seu filho nunca será considerado "anormal". E é a primeira coisa que você pensa quando ele é diagnosticado com o TDAHI, porque a partir daí, inicia-se um longo tratamento."
O tratamento no Lucas começou a dois anos, ele tem tomado remédios para controlar a Hiperatividade, conta com um acompanhamento psicoterapêutico. O trabalho desenvolvido com Lucas é o da Terapia Cognitivo Comportamental e ajuda o menino a controlar a síndrome.
Ela conta que procurou uma escola com profissionais capacitados que auxiliam no tratamento e sabem lidar com a criança. “Pesquisei e achei uma escola comprofissionais apropriados para a educação do meu filho, porque é muito difícil educar uma criança assim, o profissional tem que ter uma formação diferenciada”.
Desde o início do tratamento, há dois anos, Vera já nota melhoras significativas do filho. “Agora ele está mais concentrado. Quando vai fazer uma lição da escola, senta na cadeira, faz um pouquinho, levanta e depois volta." Ela conta ainda que seu filho tem se comportado melhor nas festas e jantares familiares , “ele não está mais tão "impossível". Antes, ele não deixava ninguém completar uma frase, já se intrometia no assunto. Agora, ele fica mais quieto”, brinca Vera.

Na Escola
A maior dificuldade encontrada por um aluno quando ele tem TDAHI aparece na sala de aula. A criança tem dificuldade de concentração, não consegue parar quieta na carteira, distrai-se com muita facilidade. A orientadora educacional do Colégio Singular Anglo, Renata Lourenço, esclarece como o professor deve agir se notar que o aluno tem maiores dificuldades de aprendizagem “O professor pode fazer um acompanhamento próximo em sala de aula, perceber as dificuldades do aluno através da tarefa de casa, do desempenho em exercícios na lousa ou na própria carteira em que o aluno está sentado”, alerta Renata.

Constatada a dificuldade encontrada pela criança, o pedagogo deve seguir alguns passos para que esse aluno seja auxiliado da maneira mais correta e sem prejudicar o relacionamento da criança com o ambiente escolar. “Ele deve sempre encaminhar esse quadro junto com a coordenação pedagógica ou com a orientação educacional, que vão chamar a família, contar como que a criança está se desenvolvendo ou não e, então,encaminhá-la para uma avaliação psicológica ou psicopedagógica”.

O professor tem que estar preparado para ajudar a criança em possíveis necessidades, mas isso não significa que o aluno deve ser tratado de forma diferente dos colegas de sala. "O aluno nunca deve ser tratado de forma diferente da turma, afinal ele tem apenas um aspecto que ele tem uma necessidade, ele precisa de um atendimento diferenciado, mas ele é uma criança normal, ele deve ser tratado como todos os outros. Com atenção, com respeito, com cuidado pra que não que ele se sinta diferente, mas sim que ele se sinta atendido nas suas necessidades” ressalta a orientadora.

Ela ainda avalia que o acompanhamento mútuo e a troca de informações, entre os profissionais, deve sempre acontecer para que o tratamento tenha um resultado positivo. “Ele (o psicólogo) deve vir até a escola passar dicas de como essa criança está no processo individual dentro de um consultório, como que esse profissional está trabalhando com essa criança. Então, a escola, o profissional e a família vão fazer um trabalho conjunto”, avalia Lourenço.

fonte: DiegoCastanheira,KallynaSabino,MayaraVolpe para RudgeRamosOnline
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21 de fevereiro de 2010

A diferença entre Psiquiatra, Psicólogo e Psicanalista


O termo “psi”, bastante utilizado pelas pessoas, muitas vezes pode ser permeado de confusão quanto aos significados, principalmente quando se refere aos profissionais indicados por este termo: psiquiatra, psicólogo ou psicanalista.
O psiquiatra é um profissional da medicina que após ter concluído sua formação, opta pela especialização em psiquiatria, esta é composta de 2 ou 3 anos e abrange estudos em neurologia, psicofarmacologia e treinamento específico para diferentes modalidades de atendimento, tendo por objetivo tratar as doenças mentais. Ele é apto a prescrever medicamentos, habilidade não designada ao psicólogo. Em alguns casos, a psicoterapia e o tratamento psiquiátrico devem ser aliados.

O psicólogo tem formação superior em psicologia, ciência que estuda os processos mentais (sentimentos, pensamentos, razão) e o comportamento humano. O curso tem duração de 4 anos para o bacharelado e licenciatura e 5 anos para obtenção do título de psicólogo. No decorrer do curso a teoria é complementada por estágios supervisionados que habilita o psicólogo a realizar psicodiagnóstico, psicoterapia, orientação, entre outras. Pode atuar no campo da psicologia clínica, escolar, social, do trabalho, entre outras.
O profissional pode optar por um curso de formação em uma abordagem teórica, como a gestalt-terapia, a psicanálise, a terapia cognitivo-comportamental.

O psicanalista é o profissional que possui uma formação em psicanálise, método terapêutico criado pelo médico austríaco Sigmund Freud, que consiste na interpretação dos conteúdos inconscientes de palavras, ações e produções imaginárias de uma pessoa, baseado nas associações livres e na transferência. Segundo a instituição formadora, o psicanalista pode ter formação em diferentes áreas de ensino superior.

fonte: BrasilEscola
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