Mostrando postagens com marcador cigarro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cigarro. Mostrar todas as postagens

8 de julho de 2012

Dia Mundial da Alergia - 8 de julho


As alergias respiratórias, como rinite e asma, atingem cerca de 30% da população do País, de acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (Asbai) e que merece atenção para quando todo o planeta se volta para o Dia Mundial da Alergia - data definida em 2005 pela Organização Mundial da Alergia (WAO, em inglês).

Um levantamento da entidade, feito em 30 países, com uma população estimada de 1,2 milhões de indivíduos, revelou que 22% (ou 250 milhões de pessoas) sofrem de algum tipo de alergia, definida como uma reação exagerada do organismo frente a estímulos comuns do meio ambiente, como alimentos, medicamentos, cosméticos, poeira, ácaros, pólen e fungos.

O problema pode se manifestar de várias formas e levar a várias doenças – entre elas, a rinite alérgica, definida como uma inflamação do revestimento interno da cavidade nasal (mucosa nasal) que é desencadeada pelo contato com os alérgenos (ácaros, pelos de animais e fungos, além de outros).

É a danada da inflamação que determina os quatro principais sintomas da rinite alérgica: nariz entupido, coceira, espirros e coriza excessiva. Intriga o fato de esses sinais geralmente serem ignorados. Esse comportamento leva ao prolongamento do quadro e consequentemente a uma complicação da doença.

Quem tem uma frequente congestão nasal sabe que o problema obriga a respiração pela boca, o que pode ocasionar irritação na garganta, voz anasalada, ronco e outros distúrbios respiratórios do sono. É por isso que aqueles com rinite alérgica não controlada estão sujeitos a desenvolver outras doenças, como otite, sinusite, faringite, amigdalite e asma.

Tanto distúrbio interfere na qualidade de vida. Não é raro os pacientes com rinite alérgica apresentarem limitação nas atividades diárias, além de produtividade reduzida no trabalho e na escola. Um levantamento realizado na América Latina, em 2009, conhecido pela sigla Aila (Allergies in Latin America), mostrou que a maioria dos pacientes (79%) com a doença apresenta algum tipo de impacto no cotidiano.

O diagnóstico precoce e o acompanhamento médico são fundamentais. Afinal, quando tratado, o paciente pode evitar as crises decorrentes da rinite alérgica. Para alguns indivíduos, o ar poluído da cidade ou alérgenos respiratórios como a poeira doméstica são suficientes para engatar espirros e sentir coceira no nariz. O tratamento adequado possibilita o controle da rinite alérgica e permite uma melhor qualidade de vida. O fato da pessoa ter rinite alérgica não significa que ela deve sofrer por causa dos sintomas. Entender como é possível manter o problema sob controle e impedir que as crises interfiram na sua rotina fazem parte do primeiro passo para que o paciente se sinta bem.

Conforta saber que o tratamento da doença nem sempre é complicado. Os medicamentos mais frequentemente usados são os anti-histamínicos e os corticoides nasais – entre esta última classe, está a ciclesonida, um corticoide intranasal de ação rápida que atua especificamente no foco da rinite alérgica. Dessa forma, é possível combater a inflamação e os sintomas associados.

A rinite alérgica também exige que o paciente tenha alguns cuidados. As principais recomendações são manter os ambientes de casa e do trabalho limpos, trocar os lençóis de cama uma vez por semana, lavar antes de usar as roupas guardadas por muito tempo, deixar as janelas abertas para ventilar o ambiente, evitar sair de espaços quentes e ir para outros muito frios. Além disso, o paciente deve evitar locais fechados, não fumar, evitar cheiros fortes, ficar longe de mofo e dos agentes que desencadeiam a crise. De qualquer forma, nunca é demais frisar que a rinite alérgica também tem caráter hereditário.



fonte: Burson-Marsteller | ASBAI

[ ... ]

29 de agosto de 2010

Os perigos do Narguile. Saiba mais


Onde tem fumaça, às vezes, tem um narguile – e é aí que mora o perigo! Mesmo porque o tradicional cachimbo d´água usado há milênios nos países do Sudeste Asiático e Oriente Médio agora é a moda entre os jovens no Brasil.

Tudo começou com a exibição na televisão de uma novela. Em seguida, bares e restaurantes aderiram à onda para agradar aos clientes. Assim, de boca em boca, o que era moda tornou-se uma febre.

Em virtude da mistura de inúmeras essências, o narguile tem aromas variados. É feito com um fumo especial (um melaço, subproduto do açúcar). Os sabores mais conhecidos, são: pêssego, maçã-verde, coco, flores e mel.

O narguile (narguilê, narguila, arguile, naguilé etc) é formado por uma peça central, que parece um vaso, onde se coloca a água. Conectada à base está uma peça cilíndrica que sustenta o fornilho, onde se coloca o tabaco, e em cima do tabaco, o carvão. A mangueira, por onde se aspira a fumaça, resfriada pela água, se encaixa na parte superior do narguile e termina numa piteira. Pode haver mais de uma mangueira para várias pessoas fumarem juntas. Ele funciona quando é aspirado por um tubo que reduz a pressão no interior do aparelho, fazendo com que o ar aquecido pelo carvão passe pelo fumo, produzindo a fumaça. Essa fumaça desce até a base, onde é resfriada e filtrada pela água, que retém algumas partículas sólidas. A fumaça segue pelo tubo até ser consumida pelo usuário com o sabor da essência escolhida.
Segundo o dr. Sérgio Ricardo Santos, Presidente da Comissão de Tabagismo da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT), o narguile causa ainda mais males do que o cigarro, pelo potencial de transmitir também doenças infecciosas – já que é usado por mais de uma pessoa ao mesmo tempo sem a devida esterilização. Vale lembrar que o seu uso é proibido para menores de 18 anos, assim como o cigarro.
Efeitos à saúde
Também conhecido como ‘hookah’ nos países de língua inglesa, ou por ‘shisha’ no norte da África, o narguile pode causar diversas doenças, sendo as respiratórias as mais observadas.

Especialistas em doenças respiratórias advertem que 50 tragadas são suficientes para viciar. Isso ocorre devido à nicotina, que causa a chamada sensação de bem-estar, adverte o dr. José Eduardo Delfini Cançado, Presidente da SPPT.

Estudos recentes contrariam a crença popular de que a água ajudaria a filtrar as impurezas do fumo, tornando-o menos nocivo.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta que a fumaça inalada em uma sessão de narguile, que pode durar entre 20 minutos e uma hora e meia, corresponde à inalação de mais de 100 cigarros. E são consumidos até 10 litros de fumaça, pois a presença da água faz com que se aspire mais fumaça, que se torna mais tolerável. Dessa maneira, inala-se maior quantidade de toxinas.

Veneno
O que muitos pensam erroneamente é que esse tipo de fumo não é tão prejudicial à saúde. Longe disso: por conter diversas toxinas, pode causar câncer de pulmão, além de doenças cardíacas, tuberculose, herpes, hepatite e outras. “A única forma de minimizar os males causados pelo narguile é evitar o uso e não aspirar a fumaça“, alerta o dr. Sérgio.


Entrevista
A Dra. Jaqueline Scholz Issa, cardiologista, diretora do Programa de Tratamento do Tabagismo do InCor (Instituto do Coração) de São Paulo, responde as perguntas dos ouvintes enviadas à Rádio Jovem Pan para a campanha contra as drogas:

Quais são os malefícios do uso continuado do narguile? É igual ao tabaco?
Dra. Jaqueline Scholz Issa:
É igual ao tabaco. O fumo utilizado no narguile contém as mesmas substâncias tóxicas do tabaco (nicotina, alcatrão, monóxido de carbono, que tira o oxigênio das células) e sua fumaça contém também os aditivos aromatizantes e substâncias nocivas do carvão. Causa, portanto, dependência, perda de dente, câncer de boca e todos os riscos do tabaco à saúde: doenças respiratórias, câncer e doenças cardiovasculares.

Qual a origem do narguile? A planta é tabaco? Vários amigos meus dizem que provoca euforia. É verdade?
Dra. Jaqueline Scholz Issa:
O narguile tem origem no Oriente. Uma das versões é a de que teria sido inventado na Índia do século XVII. Na China, passou a ser utilizado para fumar o ópio, e assim permaneceu até a revolução comunista, no fim da década de 40. Com os árabes, passou a ser utilizado em grupo, acompanhado de café. As cruzadas também espalharam o narguile pelo mundo, quando os guerreiros sobreviventes traziam-no para seus países. No Brasil, o narguile foi trazido por trazido por turcos, libaneses e judeus. Para fumar, é utilizado tabaco. Maconha e crack também estão sendo fumados no narguile. E há grupos de adolescentes que estão trocando a água do narguile por bebida – causas da perigosa euforia relatada pelos seus amigos.

É verdade que o narguile veio com os árabes e muçulmanos para o Brasil? Ele é uma droga? É tabaco ou alguma outra coisa?
Dra. Jaqueline Scholz Issa:
Para o Brasil, foi trazido por turcos, libaneses e judeus. O que se fuma no narguile – tabaco – é droga. Há também quem utilize maconha, bebida e crack, potencializando os riscos dessas drogas.

Por que que o narguile está tão popular nas festas? Quem tem o interesse em divulgar mais esse consumo de tabaco? Ele é ilegal? Vicia? É droga?
Dra. Jaqueline Scholz Issa:
Porque se criou o falso conceito de segurança, incentivado pela falsa idéia de que é inócuo, os pais compraram a idéia de que não tem perigo. Falso e perigoso conceito porque fumar no narguile é altamente maléfico para a saúde. A água do narguile não filtra, ela esfria a fumaça. E a fumaça vem com nicotina, que vicia, vem com alcatrão e monóxido de carbono, substâncias do tabaco. O monóxido de carbono no narguile é potencializado pela combustão do carvão, o que significa que chegará mais forte ao organismo, retirando oxigênio das células e possibilitando o aparecimento de doenças, perda de dentes e de câncer na boca. Como a concentração de monóxido de carbono é maior com o narguile, por causa da combustão do carvão, sua concentração equivale ao final de 40 minutos a se ter fumado 100 cigarros. Quem tem interesse de divulgar o narguile é a indústria do cigarro, porque o usuário de narguile vai também fumar cigarro. É proibido para menor de 18 anos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, que veda a venda de qualquer produto do tabaco para adolescentes. Como é usado o tabaco, vicia, sim. Narguile é o objeto onde se usa droga.

Como podemos ajudar na campanha contra o tabaco nas escolas? Vários colegas meus fumam e não consideram o cigarro droga. O narguile é uma droga, também vicia?
Dra. Jaqueline Scholz Issa:
Deveríamos incentivar a participação em festas, sem drogas. Deveríamos motivar jovens a promoverem festas, sem bebida, sem cigarro ou outras drogas, com o objetivo de reunir os amigos para se conhecerem, conversarem, compartilharem companhia. O narguile é o objeto onde se usa droga, que vicia.

Tenho ido a festas e vejo o tal de narguile correndo por todos. Achei o cheiro muito estranho e enjoativo, meio adocicado... Ele é feito de quê? Será que vicia? É também uma droga?
Dra. Jaqueline Scholz Issa:
O cheiro é do tabaco misturado com essências de flores ou frutas. É uma droga. Portanto, vicia, sim.

Gostaria de saber o que é exatamente narguile. Como é o tabaco que é fumado pelas pessoas e por que ele é perfumado? Narguile também é considerado uma droga?
Dra. Jaqueline Scholz Issa:
O tabaco fumado no narguile é misturado com essências, ou seja, tem mais produtos químicos para prejudicar a saúde. Esse tabaco é droga, sim, que vicia e prejudica o organismo.

Fonte: DestaqueSP
[ ... ]

Fumo passivo em crianças pode causar até morte súbita

No Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado neste dia 29 de agosto, pneumologistas fazem um alerta: o fumo passivo em crianças pode causar até morte súbita. Em evento promovido pela Pfizer na semana passada, a coordenadora de Tabagismo do Hospital do Servidor Público de São Paulo, Maria Vera Castellano, ressaltou que os danos começam até mesmo antes de o bebê nascer — metade das mortes prematuras são causadas pelo fumo.

Comprovadamente, crianças em idade pré-escolar que convivem com o cigarro têm mais chances de ter otite, problemas respiratórios e asma. Já os bebês de até seis meses de vida podem sofrer morte súbita por sufocamento”, afirma Castellano, destacando que diversos estudos também ligam o fumo passivo a casos de leucemia infantil, linfomas e tumores de cérebro.


charge: ciceroart.blogspot.com

O problema não para por aí. Além de serem mais expostos à fumaça tóxica, filhos de pais tabagistas têm mais chances de começarem a fumar — e, consequentemente, desenvolverem doenças graves. De acordo com o coordenador do PrevFumo (Núcleo de Apoio à Prevenção e Cessação do Tabagismo da Unifesp), Sérgio Ricardo Santos, mais de 45% de todos os adolescentes do mundo que fumam têm pelo menos um dos pais fumantes.

“Apesar de as crianças terem acesso às informações, e até pedirem que os pais não fumem, isso não garante que na adolescência não vão experimentar o cigarro”, afirma Santos, ressaltando que a ordem de influência para começar a fumar são pais, melhores amigos/namorados, amigos de trabalho e parentes distantes.



DOENÇA PEDIÁTRICA
Cada vez mais cedo o cigarro vem sendo experimentado. Hoje, é raro um adulto começar a fumar depois dos 21 anos, afirmam os especialistas. Normalmente, o fumante surge entre os 14 e os 17 anos. Por isso, a Organização Mundial da Saúde já considera o tabagismo uma doença pediátrica.

Para o vice-diretor de Centro de Reabilitação Pulmonar da Unifesp, Oliver Nascimento, uma grande dificuldade em relação à precocidade é que nenhum tratamento usado por quem quer parar de fumar (adesivos de nicotina, bupropiona, vareniclina, etc) foi testado em adolescentes. Já Santos destaca que o grande problema do tabagismo é que ainda não existe tratamento ou ferramenta que garanta que a criança não vá começar a fumar.“

Ações eficazes são as que já são adotadas, como a lei antifumo, que inibe a iniciação ao tabagismo por evitar que os jovens fumem em boates, e o aumento de preço do maço. Também poderia funcionar muito bem a retirada de aditivos dos cigarros. Isso tornaria o fumo menos atraente e viciante”, conclui.

fonte: ODia
[ ... ]

29 de maio de 2010

Fumo mata 40% das mulheres com menos de 65 anos no Brasil


A Organização Mundial da Saúde (OMS) denunciou ontem as "estratégias agressivas" de publicidade e marketing das empresas de cigarro para incentivar mulheres a fumar e fazer com que o hábito seja aderido em idades cada vez mais adiantadas.

Pela ocasião do Dia Mundial Sem Tabaco, a ser comemorado neste domingo, dia 30 de maio, a OMS declarou que "fumar é desagradável, mortal e vicia" e não é "um sinal de independência, de poder ou de sofisticação", como a indústria tenta mostrar.

O diretor da "Iniciativa Livre de Tabaco" da OMS, Douglas Bettcher, revelou que os últimos dados indicam que a taxa de mulheres fumantes ainda é baixa (9%) se comparada com a de homens (40%).
Estas porcentagens mostram que de um bilhão de pessoas que fumam no mundo, cerca de 200 milhões são mulheres, diferença que os fabricantes de tabaco veem como uma grande oportunidade para expandir seu mercado.

A diferença se reduz quando se trata de mortes pelo tabaco, que são cinco milhões a cada ano, das quais 1,5 milhão são mulheres, embora, sem medidas mais drásticas para limitar o tabagismo, a OMS estime que o número de vítimas fatais chegará a oito milhões em 2030, a maioria em países em desenvolvimento.

É esse grupo de países - de classe média e baixa - o alvo das "estratégias predatórias" das companhias de tabaco para "manter seu motor de rentabilidade", disse Bettcher.
Um recente estudo realizado em 151 países entre adolescentes de 13 a 15 anos revelou outro dado extremamente alarmante, que na metade desses países a proporção de meninas que fumam é maior do que a de meninos.

O desejo das jovens de participar das tendências "da moda", a ideia que fumar equivale a ser uma mulher "liberada" e que diminui o apetite, o que favoreceria as silhuetas magras, são algumas das razões argumentadas para que cada vez mais meninas passem a ser fumantes, segundo a OMS.

As oportunidades nesse segmento são amplas para a indústria se for considerado que na Índia e na China - os dois países com maiores níveis de tabagismo - 60% dos homens fuma, frente a entre 3% e 5% de mulheres.

Assim, os mercados dos países em desenvolvimento são particularmente atrativos em comparação ao declínio do tabagismo em grande parte dos países industrializados nos últimos 20 anos, um resultado de políticas mais e mais restritivas contra o tabaco.

A indústria do tabaco, "principalmente Philip Morris e British American Tobacco, também tem uma clara estratégia" para conquistar o mercado feminino na América Latina, o que está conseguindo, segundo se deduz do fato de que no Chile, Colômbia, México, Uruguai, Argentina e Brasil as meninas que fumam são mais do que os meninos, sustentou Bettcher.
"É preciso lembrar que o tabaco mata aproximadamente a metade dos fumantes e, portanto, a indústria tem que substituir esses usuários.
E onde os substitui? Nas duas populações que são mais propensas a fazê-lo: os jovens e as mulheres", explicou à Agência Efe o gerente do Programa de Controle do Tabaco da OMS, Armando Peruga.
Ele disse que outro dado alarmante é o do número de mulheres que "fumam" passivamente, o que significa 64% dos 430 mil que morrem por exposição à fumaça de um fumante.

Apesar dos esforços internacionais contra o tabagismo e de estar há cinco anos em vigor a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT), só 26 países - com uma população que mal representa 9% do planeta - aplicam proibições efetivas a todo tipo de publicidade sobre o tabaco.
No resto do mundo, esse tipo de normas são inexistentes ou pouco efetivas, enquanto as empresas de cigarro inovam cada vez mais suas estratégias para incentivar consumidores.

Como um exemplo, Bettcher denunciou a "propaganda rosa" que as companhias usam no Japão, onde utilizam a cor para embrulhar os maços de cigarros ou usam publicidade em massa inclusive nos transportes públicos.
Já no Egito, alguns maços de cigarro adotaram a forma de caixas de perfumes para atrair o público feminino.

fonte: Terra

[ ... ]

31 de maio. Dia mundial sem tabaco



O Dia Mundial sem Tabaco de 2010 será celebrado nesta segunda-feira 31 de maio. A Organização Mundial da Saúde (OMS) escolheu como tema “Gênero e tabaco com ênfase no marketing para mulheres”, com o objetivo de alertar sobre as estratégias que a indústria do tabaco utiliza para atingir o público feminino e os males que o cigarro causa à saúde e ao meio ambiente.


No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) desenvolveu peças promocionais para uma campanha com o slogan “Mulher, você merece algo melhor que o cigarro!”. As peças trazem a imagem de flores como um contraponto ao cigarro: as flores representam proteção ao meio ambiente, beleza e qualidade de vida, contrastando com o cigarro, sinônimo de desmatamento, envelhecimento precoce e problemas de saúde.


O INCA estima que o tabagismo seja responsável por 40% dos óbitos nas mulheres com menos de 65 anos e por 10% das mortes por doença coronariana nas mulheres com mais de 65 anos de idade. Uma vez abandonado o cigarro, o risco da doença cardíaca começa a decair – após um ano, reduz-se à metade e, após dez anos, atinge o mesmo nível de quem nunca fumou.

Entre as mulheres que convivem com fumantes, principalmente seus maridos, há um risco 30% maior de desenvolver câncer de pulmão em relação àquelas cujos maridos não fumam. Além disso, o risco de infarto do miocárdio, embolia pulmonar e tromboflebite em mulheres jovens que usam anticoncepcionais orais e fumam chega a ser dez vezes maior que o das que não fumam e usam esse método contraceptivo.

As gestantes também devem ficar alertas. Abortos espontâneos, nascimentos prematuros, bebês de baixo peso, mortes fetais e de recém-nascidos, complicações com a placenta e episódios de hemorragia ocorrem mais frequentemente quando a mulher grávida fuma. Tais problemas se devem, principalmente, aos efeitos do monóxido de carbono e da nicotina exercidos sobre o feto, após a absorção pelo organismo materno.

Os riscos para a gravidez, o parto e a criança não decorrem somente do hábito de fumar da gestante. Quando é obrigada a viver em ambiente poluído pela fumaça do cigarro, ela absorve as substâncias tóxicas, que, pelo sangue, passa para o feto. Quando a mãe fuma durante a amamentação, a nicotina passa pelo leite e é absorvida pela criança.

A mulher e o cigarro - Com a participação cada vez maior da mulher no mercado de trabalho, seu papel social também foi se alterando rapidamente. Ela passou a ter mais poder, tanto aquisitivo, quanto de decisão dentro da sociedade.

Em decorrência de todas essas mudanças, a mulher tornou-se um dos alvos prediletos da publicidade da indústria do tabaco, que passou a divulgar o cigarro como símbolo de emancipação e independência. Isso fez e continua fazendo com que o número de mulheres fumantes aumente cada vez mais.

Saiba mais: http://www.inca.gov.br/tabagismo/frameset.asp?item=jovem&link=namira.htm

[ ... ]

29 de março de 2010

Brasil é vice na incidência de câncer de laringe


De acordo com uma estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA), mais de 9 mil novos casos de câncer de laringe foram descobertos em 2009. Outro dado preocupante da OMS mostra que o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking mundial de incidência deste tipo de tumor, perdendo apenas para a Espanha.

Diante destes dados preocupantes e com a missão de alertar a população sobre a importância da realização de exames preventivos, a Academia Brasileira de Laringologia e Voz realiza este ano a décima primeira Campanha Nacional da Voz. Comemorando o Dia Mundial da Voz, em 16 de abril, a iniciativa da ABLV é uma ação de conscientização da população sobre os cuidados que se deve ter com a voz, os hábitos que mais a prejudicam e os sintomas que sugerem alterações e distúrbios vocais. A estrela da campanha é a cantora Claudia Leitte.

Em 2010 busca-se atingir um público ainda maior de pessoas, a fim de alertá-las sobre o crescimento do câncer de laringe no Brasil. De acordo com o médico Paulo Perazzo, presidente da ABLV, "os maus hábitos, o tabagismo e etilismo (isolados ou associados) assim como a procura tardia do seu médico otorrinolaringologista são as principais causas de incidência do câncer de laringe em brasileiros".

Por isso, é fundamental que um médico especialista seja procurado em caso de tosse e/ou pigarro frequentes ou constantes; rouquidão por mais de 7 dias; dor, ardência ou incômodo na garganta; dificuldade ou dor para engolir; perda de voz, voz fraca ou falhas na voz e dificuldades respiratórias.

fonte: JBOnline
[ ... ]

6 de fevereiro de 2010

Proibido fumar com menores no carro

O Ministério da Saúde da Finlândia anunciou que vai proibir fumar em automóveis particulares que transportem jovens com menos de 18 anos. Baseiam a decisão no fato de a maioria das pessoas começarem a fumar muito novas, entre os 12 a 15 anos, idade em que ainda não são capazes de tomar uma decisão informada, nem de medir as consequências do seu gesto. Sendo assim, compete ao Estado protegê-las do fumo que pode levar à experimentação e à dependência.
Argumentam, ainda, que além da responsabilidade pelos mais novos, a guerra ao tabaco - que estão dispostos a levar até ao fim, “acabando com ele de uma vez por todas”, nas palavras do secretário de Estado da Saúde - é uma decisão que diz respeito à sociedade como um todo. Isto porque, quando a doença surgir, e a evidência científica garante que vai surgir, o custo do seu tratamento é pago pelos impostos de todos os contribuintes. Como apenas 20% dos finlandeses fumam, os outros 80% estariam a pagar para lhes sustentarem o vício. “No futuro, encontraremos melhor uso para dar ao dinheiro agora gasto nestas doenças”, disse abertamente o secretário de Estado. É claro que a indústria tabaqueira já refilou, mas o governo respondeu que “os problemas da indústria tabaqueira não lhe diziam respeito”.

Em Portugal, os estudos indicam que a iniciação se faz aos 12 anos, com um segundo pico aos 18, com o número de mulheres ainda a crescer. E também por cá se considera que os hábitos tabágicos dos pais e irmãos mais velhos têm uma forte influência na decisão de começar a fumar, sobretudo o exemplo da mãe. Infelizmente, os impostos sobre o tabaco lançam sempre uma nuvem de fumo sobre este assunto. A somar aos nossos brandos costumes.

Fonte: Destak-PT
 
[ ... ]

29 de janeiro de 2010

Narguilé e charuto podem equivaler a 100 e 200 cigarros, respectivamente

 
O cheiro das essências usadas no narguilé são um convite para juntar uma roda de amigos e passar o tempo. Apesar de ser um jeito mais charmoso de fumar, a diversão de origem indiana é mais danosa para o organismo que o cigarro. Em uma única sessão, o consumo de tabaco pode equivaler a mais de 100 cigarros.

O alerta está em um artigo de revisão do pneumologista e professor da Universidade de Brasília (UnB) Carlos Alberto Viegas, publicado na edição de dezembro do Jornal Brasileiro de Pneumologia.

Viegas explica que o malefício ocorre, entre outros motivos, porque uma sessão de narguilé expõe o adepto a um período longo de contato com a nicotina. "Em uma roda, se a pessoa gasta duas horas, vai fumar muito mais tabaco que se fumasse cigarros." Enquanto um cigarro leva de 5 a 7 minutos para acabar e propicia de 8 a 12 baforadas, um encontro onde há narguilé dura de 20 a 80 minutos e pode render entre 50 e 200 baforadas.

Outro problema do passatempo está na junção da fumaça do tabaco aromatizado, que já é prejudicial à saúde, com a do carvão utilizado para queimá-lo. A combinação põe o indivíduo em contato com mais nicotina, cromo e chumbo, que são metais pesados.

Os preços são convidativos. Um modelo simples sai por cerca de R$ 70,00. As pastas aromatizadas custam em média R$ 8,50.

Ao lado do narguilé, há outras formas de consumo de tabaco que parecem inofensivas, mas causam sérios prejuízos. O charuto, símbolo de sofisticação e uma das marcas registradas do estadista inglês Winston Churchill, pode conter tabaco equivalente ao de 200 cigarros.

A concentração, por si só, já é danosa, mas há um problema a mais no charuto. O fumo utilizado nele tem o PH mais alcalino por ser secado ao sol, e não em forno, como ocorre na produção de cigarros. Essa característica faz com que os componentes da fumaça sejam absorvidos mais facilmente pela mucosa da boca, afetando o organismo, mesmo que não se trague a fumaça.

Fonte: INCA(2009)
 
[ ... ]

24 de janeiro de 2010

Ações contra o tabagismo devem começar na infância

Apesar das diversas campanhas nacionais e do alerta incessante de todos os meios de comunicação e profissionais de saúde para os malefícios do hábito de fumar, o número de fumantes ainda persiste alto e uma nova geração começa a substituir a antiga.

O que acontece entre as mensagens claras e disponíveis a todos e o comportamento que não se extingue? Uma nova pesquisa americana sugere que as atitudes iniciais sobre o cigarro e o uso, em algum ponto da juventude, pode ajudar o tabagismo a se transformar em um vício para a vida toda. O cigarro pode, na verdade, modificar estruturas cerebrais e fazer com que as pessoas fiquem mais resistentes às mensagens anti-tabagistas. Ou seja, o hábito de fumar é fácil de começar e difícil de parar.

“É por isso que a prevenção na juventude é a melhor estratégia”, explica Joseph DiFranza, pesquisador da Universidade de Massachusetts. Seu estudo, publicado no periódico Addictive Behaviors, sugere que fumar apenas um cigarro pode já mudar a anatomia do cérebro. Essa mudança ocorre mesmo se a pessoa não fumar novamente ou caso a experiência tenha sido traumatizante. Ou seja, apenas uma tragada já pode viciar. Seu estudo acompanhou mais de 30 mil estudantes, o maior estudo com adolescentes já feito até hoje.

“Apenas alguns cigarros e a pessoa já está viciada”, diz DiFranza. Seu estudo acabou de vez com o mito de que apenas pessoas que fumam diariamente podem se tornar dependentes do cigarro. “Os adolescentes que não fuma todo dia não se consideram fumantes”, diz. “Mas eles já sofrem com os sintomas pela abstinência.”


Quanto mais jovem, mais positivas as ações contra o tabagismo

Judy Andrews, outra pesquisadora sobre o assunto e especialista em percepções infantis sobre abuso de drogas, afirma que crianças a partir dos 7 anos já possuem fortes opiniões negativas sobre cigarro e que a TV, a família e os colegas são os que fazem a maior diferença e contribuem com as informações para esse posiconamento.

“Esse tipo de atitude pode prever quem teria mais tendência a se tornar um fumante”, diz Andrews, cujo trabalho, feito com 700 crianças da ensino básico foi publicado no Psychology of Addictive Behavior.

Na pesquisa as crianças foram apresentadas a imagens de fumantes e tinham que classificá-las, segundo sua opinião. Após 7 anos, as crianças que haviam indicado algum nível de positividade nas imagens tinham de 30% a 40% mais chances de terem fumado um cigarro. “Quanto mais jovem, mais fácil convencer uma criança dos fatos ruins ligados ao cigarro, ao contrário de tentar convencer adolescentes, que pensam que sabem de tudo”, diz Andrews.

fonte: UOL
[ ... ]

 

©2009 Navegando e Aprendendo com a Enfermagem | Template adaptado de TNB

Web Statistics