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23 de novembro de 2012

Enfermeiros poderão prescrever medicamentos antimicrobianos


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou uma nota de esclarecimento sobre a competência dos profissionais de enfermagem para prescreverem medicamentos antimicrobianos.
A norma em vigor que dispõe sobre o controle de medicamentos antimicrobianos de uso sob prescrição é a RDC nº 20/201, que substituiu todas as normas anteriores que abrangiam o tema e revogou a RDC n° 44/2010. No capitulo II da atual norma, está previsto que a prescrição dos medicamentos abrangidos pela resolução deverá ser realizada por profissionais legalmente habilitados.
Desta forma, o entendimento da Anvisa é que, conforme a Lei Nº 7498/86, os profissionais enfermeiros devidamente habilitados poderão prescrever os medicamentos antimicrobianos quando estabelecidos em programas de saúde pública e em rotina aprovada pela instituição de saúde. A prescrição, entretanto, não pode ser realizada no setor privado.
A Anvisa esclarece ainda que não tem competência legal para regulamentar questões acerca do exercício profissional de nenhuma categoria profissional. Tal função cabe aos conselhos de classe de cada categoria.
 
ABAIXO A ÍNTEGRA NA NOTA DE ESCLARECIMENTO DA ANVISA
Agência Nacional de Vigilância Sanitária
Nota de Esclarecimento
A Anvisa esclarece que não tem competência legal para regulamentar questões acerca do
exercício profissional de nenhuma categoria profissional. Tal função cabe aos conselhos de
classe de cada categoria.
Quando da publicação da RDC 44/2010, que dispõe sobre o controle de medicamentos
antimicrobianos sob prescrição, a Anvisa recebeu o Ofício COREN-RJ n° 641/2011 –
Presidência, de 15 de abril de 2011, requerendo “que esta douta autoridade se digne em
promover adequação dos termos da aludida ementa ao disposto na Lei do Exercício
Profissional da Enfermagem (lei 7.498/86), no que diz respeito à possibilidade de prescrição
pelo enfermeiro de medicamentos antimicrobianos, quando estabelecido em programas de
saúde pública e em rotina aprovada pela instituição de saúde do qual seja integrante…”
A Anvisa respondeu ao requerente por meio do Ofício n° 016/2011/CSGPC/NUVIG/ANVISA,
de 17 de maio de 2011, no qual esclarece:
“Informamos que foi publicada no Diário Oficial da União de 09 de maio de 2011 a
Resolução – RDC n° 20/2011, que dispõe sobre o controle de medicamentos
antimicrobianos de uso sob prescrição e substitui todas as normas anteriores que
abrangiam o tema, revogando a RDC n° 44/2010.”
….“Com relação ao seu pleito informo que sempre houve da parte desta Instituição a
devida consideração aos serviços prestados pelo profissional enfermeiro, o que houve
de fato, foi uma interpretação equivocada em relação à questão da prescrição e por
isso mesmo, tal distorção foi corrigida na nova resolução, como a seguir:
CAPÍTULO II
DA PRESCRIÇÃO
Art. 4º. A prescrição dos medicamentos abrangidos por esta Resolução
deverá ser realizada por profissionais legalmente habilitados
De toda forma, o entendimento da autoridade sanitária é que os profissionais
enfermeiros devidamente habilitados poderão prescrever os medicamentos de que trata esta
resolução quando estabelecidos em programas de saúde pública e em rotina aprovada pela
instituição de saúde, conforme Lei Nº 7498/86, neste caso, a prescrição não poderá ser
atendida no setor privado.”

Fonte: Anvisa


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12 de julho de 2012

Pesquisa está traçando perfil dos profissionais de Enfermagem

Uma pesquisa está analisando o perfil da Enfermagem no Brasil, nos aspectos da formação profissional, origem socioeconômica, atualização técnico-científica, qualidade e condições de trabalho, remuneração e participação sociopolítica brasileira. O estudo, que é desenvolvido pelo Ministério da Saúde e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), foi apresentado nesta terça-feira, 10, ao secretário de Estado de Saúde Pública, Helio Franco, pela coordenadora da pesquisa na Região Norte, enfermeira Idehize Furtado.

A função da pesquisa é criar condições para o desenvolvimento de políticas públicas, além de criar um banco de dados dos profissionais. Atualmente, no Brasil existem quatro milhões de pessoas atuando na área da saúde; só na área de Enfermagem são 1,4 milhão. Segundo informações do Conselho Regional de Enfermagem (Coren), o Pará tem cerca de 46 mil profissionais atuando legalmente, entre enfermeiros, técnicos e auxiliares.

O trabalho está sendo desenvolvido em cinco etapas, iniciadas no dia 11 de junho na Região Norte, sequencialmente para a região Sudeste, Nordeste, Sul e agora no Centro-Oeste. A metodologia adotada é coleta de informações em nível federal, estadual e municipal por meio de questionário. Estima-se que 40 mil enfermeiros e técnicos em Enfermagem, selecionados anteriormente e de forma aleatória, receberão o formulário, que pode ser respondido no cartão resposta e enviado, sem custo, pelos Correios ou via internet.

O trabalho é realizado por uma ação conjunta envolvendo a Fiocruz, Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Associação Brasileira de Enfermagem (Aben) e a Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE), com o apoio da Organização Pan-Americana de Saúde e do Ministério da Saúde, além da rede OberservaRH, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Saúde (CNTS), Associação Nacional dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem (Anaten) e Fórum Nacional dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem e Escolas de Saúde Pública.
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4 de junho de 2012

Gênio de 15 anos revoluciona o combate ao câncer de pâncreas


Projeto vencedor da maior feira de ciências do mundo abre caminho para o diagnóstico precoce de um dos tipos mais letais de câncer. Em comparação com o teste ELISA, o método se mostra 26.667 vezes mais barato e 400 vezes mais sensível.

Jack Andraka, aluno do ensino médio, recebeu o primeiro prêmio da maior feira de ciências do mundo, organizada pela Intel. O jovem desenvolveu um teste para diagnosticar precocemente três tipos de câncer, incluindo um dos mais letais: o de pâncreas (foto: Divulgação)

Jack Andraka é um garoto americano de 15 anos que adora o seriado de TV Glee. Filho de pai polonês e mãe inglesa, mora com a família em Maryland, na vizinhança da capital Washington, onde cursa o primeiro ano do High School (equivalente ao segundo grau no Brasil) no North County, um cólegio normal. Gosta de remar em seu caiaque e fazer origamis. A princípio, não há nada que o destaque dos demais rapazes de sua idade. Jack, porém, é um gênio. No dia 18 de maio, venceu a Feira Internacional de Ciência e Engenharia da Intel, a maior do mundo para pré-universitários. Levou 100.000 dólares para casa, 75.000 pelo prêmio principal, 25.000 em prêmios especiais. Seu feito: desenvolver um teste simples e barato para fazer o diagnóstico precoce de três tipos de câncer, incluido o do pâncreas, um dos mais letais. O custo é de três centavos de dólar e o resultado é obtido em menos de cinco minutos. Segundo o site da Intel, o teste que Jack criou é 28 vezes mais barato e 100 vezes mais sensível do que o conjunto de técnicas atualmente utilizado para o diagnóstico. A comparação com o teste ELISA, o mais difundido método de detecção atual, é ainda mais impactante: o método de Jack se mostra 26.667 vezes mais barato e 400 vezes mais sensível.

Jack é persistente. Depois que o tio morreu de câncer do pâncreas, passou meses pensando em formas de atacar a doença. Cerca de 95% dos pacientes morrem em até cinco anos se o tumor no pâncreas não é descoberto cedo. Segundo a Organização Mundial de Saúde, todos os anos são registrados quase 145.000 novos casos de câncer de pâncreas e cerca de 139.000 mortes. Steve Jobs, cofundador da Apple, foi uma das vítimas da doença. Jack teve seu momento eureka durante uma aula de biologia em 2011. Andraka já havia estudado os nanotubos de carbono, estruturas artificiais com a espessura de um átomo hoje usadas na indústria farmacêutica, e marcadores biológicos, substâncias presentes no organismo que podem indicar a existência de uma doença. Ele juntou as duas coisas e começou a projetar um teste que usasse os nanotubos para detectar o marcardor biológico do câncer de pâncreas, com o objetivo de fazer isso de forma mais simples e mais barata que o teste ELISA.

"O que fiz foi criar um sensor de papel: um nanotubo de carbono de parede simples combinado com anticorpos e um marcador biológico do câncer chamado mesotelina. Os anticorpos são moléculas que se grudam em outras moléculas específicas. Meu sensor, em um estudo cego, fez o diagnóstico certo do câncer de pâncreas em 100% dos casos. Ele pode diagnosticar o câncer antes que ele se torne invasivo." Uma gota de sangue basta para fazer o teste.

Para validar sua ideia, Jack escreveu um projeto de pesquisa prevendo os materiais necessários, o tempo de utilização do laboratório, o custo e os resultados almejados. Enviou o projeto por e-mail para 200 profissionais nos Estados Unidos. Recebeu 197 'nãos'. Duas respostas nunca chegaram. "Quando estava prestes a desistir, recebi a última resposta", diz Jack em entrevista ao site de VEJA.


Celeiros de gênios

O surgimento de tantos jovens talentos científicos nos Estados Unidos não é obra do acaso. Diversas organizações estimulam e financiam premiações como a Feira de Ciências da Intel, que este ano distribuiu milhares de dólares em prêmios.
A competição entre jovens gênios também é levada a sério na Olimpíada da Matemática (USAMO - United States of America Mathematical Olympiad), competição entre entudantes do High School que é realizada há seis décadas.
De olho em futuros talentos para suas diversas missões espaciais, a NASA promove o Projeto Aliança Robótica. Os vencedores das diversas competição são observados de perto pela agência, que seleciona os melhores projetos, que, muitas vezes, resultam em missões bem sucedidas.
A resposta positiva veio do laboratório do médico Anirban Maitra, especialista em câncer do pâncreas. Maitra trabalha há 12 anos na respeitada Universidade John Hopkins, que tem uma das melhores faculdades de medicina do mundo e investe alto no tratamento do câncer. "O projeto estava tão bem elaborado, tão bem escrito e representava uma ideia tão inovadora, que foi impossível recusá-lo", diz Maitra. "Jack é um rapaz brilhante." E esforçado. Na segunda metade de 2011, Jack começou o trabalho que duraria sete meses. O médico conta que o garoto aparecia no laboratório todos os dias, após a escola — uma viagem de 70 quilômetros. "Vinha até nos feriados e por vezes saía tarde da noite do laboratório."



Da feira de ciências para o doutorado - O teste de Jack é um projeto de feira de ciências, mas equipara-se a uma tese de doutorado. Promissora, a ideia ainda é muito jovem, e precisará passar pelo rigor e escrutínio da comunidade científica antes de chegar aos pacientes. Quando o estudo for publicado, na forma de um artigo para periódicos científicos, terá o jovem Jack como "chefe da pesquisa". "Ele já está escrevendo. Vamos enviar o artigo em breve", diz Maitra.

Jack já patenteou a técnica e começou a ser assediado por empresas que querem transformá-la em produto. Os 100.000 dólares que recebeu pela descoberta, ao vencer a feira de ciências da Intel, serão usados para financiar sua promissora carreira como patologista. "Ele já venceu outras feiras de ciência menores, sempre com projetos sensíveis às necessidades da sociedade", conta Maitra. "Sua sagacidade está sempre apontada para problemas reais da população." O médico diz que teria orgulho em tê-lo como aluno na Universidade John Hopkins, mas sabe que ele será disputado por outros gigantes da pesquisa. "Pessoas como ele construíram o Google ou a IBM", diz. "Ele tem condições de criar sua própria empresa de biotecnologia." Mas Jack ainda não pensa onde trabalhar. No primeiro ano do ensino médio, o que ele quer é disputar a próxima feira de ciências da Intel. E não perder o próximo episódio de Glee.
 

Diagnóstico rápido e barato

Jack Andraka
15 anos, vencedor da Feira Internacional de Ciência e Engenharia da Intel

Como teve a ideia de desenvolver um teste para diagnosticar o câncer do pâncreas? A única forma de saber se alguém tem câncer de pâncreas é realizar exames periódicos de sangue. Desenvolvi um sensor que identifica uma proteína encontrada no sangue e na urina. Em grandes quantidades, ela indica que o indivíduo tem câncer de pâncreas, de ovário ou de pulmão. Trata-se então de um sensor genérico para esses três tipos de câncer.
Quanto tempo levou para trabalhar a ideia? Levei dois meses para pensar em como montar o sensor, quais reagentes usar e planejar quanto tempo eu precisaria em um laboratório. Disparei 200 e-mails para instituições como o Instituto Nacional de Saúde e fui rejeitado 197 vezes. Duas mensagens nunca chegaram. Finalmente fui aceito pelo Dr. Maitra, na Universidade John Hopkins.
Você já está trabalhando em outro projeto? No momento estou me esforçando para comercializar o novo sensor. Várias empresas já entraram em contato comigo, e registrei um pedido de patente, que aguarda aprovação.
Como o sensor funciona? Trata-se de uma pequena tira de papel com reagentes. O melhor método diagnóstico para o câncer de pâncreas requer três sensores e leva horas. Meu teste não precisa de treinamento nem equipamento especial. Uma gota de sangue basta para seis tipos de testes diferentes em cinco minutos. Além disso, ele pode ser aplicado em outras formas de câncer, monitorar medicamentos e ser adaptado para detectar outras doenças infecciosas, como salmonela, E. coli, rotavírus, aids, e doenças sexualmente transmissíveis. A ideia é fazer o teste realmente simples, para que todos os pacientes possam realizar uma vez por semana, a um custo de três centavos de dólar por teste, de modo que o plano de saúde possa cobrir.
Você se considera à frente da sua geração? Eu me considero à frente da minha geração, mas acho que a inteligência natural é superestimada pelas pessoas. Não acho isso seja o fator principal. O mais importante é o quanto cada um se dedica àquilo que gosta de fazer.
O que espera conquistar nos próximos 15 anos da sua vida? Espero poder continuar minha pesquisa. Quero ser um patologista e talvez funde a minha própria empresa de biotecnologia. Mas ainda tenho muito tempo para pensar nisso, certo?
O que você diria para jovens que desejam começar uma carreira de cientista? O mais importante é encontrar aquilo que te apaixona. Todo mundo tem a chance de se tornar um grande cientista. É apenas uma questão de encontrar sua paixão e fazer as perguntas certas. Se isso acontecer, continue fazendo as perguntas, deixe a curiosidade fluir e trabalhe duro. Sempre valerá a pena.

No vídeo abaixo (em inglês, com legendas), Jack explica sua invenção:
fonte reprodução: VejaOnline

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16 de janeiro de 2012

MS abre seleção para mil enfermeiros



O Ministério da Saúde divulgou na última terça-feira (10) no Diário Oficial da União o processo seletivo de profissionais da saúde para o Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab), que prevê benefícios a quem atuar nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do Sistema Único de Saúde (SUS) de municípios com maior carência. Os interessados deverão se inscrever  até dia 31 deste mês, mesmo prazo que os municípios têm para aderir ao programa. Os médicos que tiverem uma boa avaliação de desempenho terão uma pontuação adicional de até 10% na nota dos exames de residência médica que estiverem cursando, para o primeiro ano atuação. Para os enfermeiros e dentistas, há maior facilidade na oferta de emprego e alocação desses profissionais.

 “O Provab é mais um dos programas do Ministério da Saúde que visa ampliar a assistência principalmente aos usuários do SUS que ainda têm dificuldades para acessar serviços e profissionais de saúde. Com isso, esperamos reduzir as desigualdades regionais relacionadas à presença e permanência de profissionais de saúde à disposição da população”, analisa o ministro da Saúde,  Alexandre Padilha.

A estimativa é que 3,7 mil vagas sejam abertas para preenchimento já a partir do próximo mês de fevereiro, sendo duas mil vagas para médicos, mil para enfermeiros e 700 para cirurgiões-dentistas. Os municípios selecionados foram agrupados de acordo com os seguintes perfis: população rural e pobreza intermediária ou elevada; populações quilombola, indígena e assentamentos rurais; capital ou região metropolitana; população maior que 100 mil habitantes.


INSCRIÇÕES
O processo seletivo está dividido em duas fases: a fase de habilitação e a fase de seleção. A fase de habilitação, que se iniciou nesta terça-feira (10), vai até dia 31, e as inscrições serão efetuadas via internet. Poderão se inscrever médicos, enfermeiros e cirurgiões-dentistas que tenham concluído a graduação, e que tenham registro profissional junto ao respectivo conselho de classe no início das atividades profissionais. Os candidatos deverão indicar, em ordem de preferência, as seis localidades em que desejam atuar.

Ao preencher o formulário eletrônico, o candidato deverá anexar arquivo contendo cópia do diploma de graduação ou certificado de conclusão de curso e cópia de documento de identificação com foto. O edital com a descrição detalhada do processo de inscrição foi publicado no Diário Oficial da União.
A relação dos candidatos habilitados a participarem da segunda fase (fase de seleção) será publicada no dia 3 de fevereiro. E as inscrições para a fase de seleção serão efetuadas entre 6 e 10 de fevereiro por meio do <site do Provab>. A relação dos candidatos selecionados para atuar no Provab será publicada no dia 13 de fevereiro.
Terão preferência os candidatos que tiverem se graduado em instituição de ensino superior que for entidade supervisora do município da vaga pretendida; tiverem nascido ou atuarem no mesmo estado da vaga pretendida e tiver maior idade. Também será considerada a ordem de inscrição.

O PROGRAMA
Nesta primeira edição do Provab será firmado contrato de um ano com os profissionais que se inscreverem e forem convocados. Ao final desse período, os médicos que tiverem uma boa avaliação de desempenho terão uma pontuação adicional de 10% na nota do exames de residência médica que eles porventura estiverem cursando.
Durante toda a atuação nas unidades de saúde, os profissionais serão tutoriados pelas instituições de ensino superior participantes, que darão suporte presencial e à distância por meio do programa Telessaúde, coordenado pelo Ministério da Saúde para a oferta da chamada “segunda opinião” na assistência aos pacientes do SUS. O programa prevê a Teleassistência e a Teleeducação em Saúde, com destaque para a Atenção Básica.
Conforme o item 5.6. do Edital, a remuneração oferecida pelos Municípios será tornada pública por ocasião da Fase de Seleção de que trata o subitem 3.3, devendo ser equivalente à praticada pela Estratégia da Saúde da Família na região correspondente.


fonte: MS


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25 de agosto de 2011

Médicos desconfiam dos genéricos. População aprova

Segundo uma pesquisa, muitos médicos brasileiros têm dúvidas da eficácia e segurança dos medicamentos genéricos. No entanto, para os consumidores o cenário é mais favorável em relação aos remédios genéricos.

A população tem confiança nos genéricos e até chega a pedir ao seu médico que os prescreva. No entanto, muitos dos profissionais de saúde entrevistados ainda têm restrições quanto à qualidade desses medicamentos.

Os dados são de uma pesquisa divulgada na tarde desta terça (23) pela Proteste Associação de Consumidores durante o IX Seminário Internacional de Defesa do Consumidor, realizado em São Paulo. Para conhecer a percepção e os hábitos da população quanto aos genéricos, o órgão ouviu 690 consumidores e 119 médicos entre abril e junho de 2011.

Entre os consumidores ouvidos, 83% acreditam que os genéricos são tão eficazes quanto os medicamentos de marca - para 80%, a segurança é idêntica. A maioria (90%) apontou facilidade na compra como uma vantagem.

Segundo a Proteste, 45% dos médicos que responderam os questionários suspeitam que o processo de avaliação e controle de qualidade dos genéricos é menos rigoroso do que o dos de marca. Embora 92% afirmaram ter prescrito genérico a pedido dos pacientes ou para reduzir o custo do tratamento, para 44% deles esses medicamentos são mais vulneráveis a falsificações.

Para 30% dos profissionais de saúde entrevistados, os genéricos não são tão eficazes e não são tão seguros; para 23% não são tão seguros como os de referência; 42% não têm o hábito de prescrevê-los; e, para 88%, os farmacêuticos infuenciam os consumidores a substituírem o medicamento prescrito pela versão genérica.

Os genéricos, que passaram a ser vendidos no Brasil a partir de 2000, representam 21% das vendas de medicamentos. A taxa é considerada pequena. Segundo a Pró Genéricos, entidade que representa os fabricantes do setor, a principal razão é a judicialização das patentes. Ou seja, os laboratórios entram com medidas na Justiça para esticarem o direito de exclusividade sobre a venda de marcas que estão para expirar. "Isso traz uma insegurança para o setor, que fica sem saber se poderá ou não lançar a versão genérica", disse Luciano Lobo, coordenador técnico da Pró Genéricos, que participou do seminário.


fonte: BrasilAtual

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27 de julho de 2011

Dia Nacional da Prevenção de Acidentes de Trabalho - 27 de julho


O mercado de trabalho não tem só bons exemplos. Especialistas dizem que o Brasil tem números altíssimos e preocupantes. O último levantamento da Previdência Social é de 2009 e mostra que naquele ano aconteceram 723 mil casos de acidente no trabalho, com quase 2,5 mil mortes. Uma média de sete por dia. Pelo menos 43% delas ficaram mais de 15 dias afastadas do serviço.

No topo ranking estão o estado de São Paulo, com mais de 246 mil casos, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Os números são referentes aos trabalhadores com carteira assinada.

O levantamento mostra que 48% dos acidentes ocorreram no setor da indústria. A construção civil está entre as atividades que lideram esse ranking, junto com o transporte.

Estas estatísticas podem estar subdimensionadas, segundo o secretário do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Brasília, João Barbosa. Ele afirma que a maioria das empresas se nega a emitir o Comunicado de Acidente de Trabalho (CAT) da Previdência Social para evitar o pagamento de impostos e de um serviço médico especializado. “Eles colocam uma placa de frente ao canteiro da obra dizendo que nós estamos a 100, 200 dias sem acidente, mas aquela placa não é verdadeira. Muitos trabalhadores que adoecem ou sofrem acidentes são mandados para casa, a empresa fica abonando o dia dele até ele se recuperar e quando se recupera é mandado embora”, explica.

Para o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção e da Madeira na Bahia (Sintracom-BA), Florisvaldo Bispo dos Santos, acidentes poderiam ser evitados nos canteiros de obras se houvesse treinamento adequado para os operários inexperientes. "Na maioria das vezes, [os empresários] trazem o trabalhador do interior com pouca instrução para uma grande obra e esquecem de qualificá-lo. A falta de conhecimento também mata", disse.

O presidente da Comissão de Políticas de Relações Trabalhistas da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Antônio Carlos Gomes, acredita que os empresários estão cada vez mais pressionados a adotar medidas de prevenção, principalmente depois que o governo decidiu cobrar mais pelo seguro acidente de trabalho para as empresas que registram grande número de ocorrências.

“A diretriz de premiar aqueles que não têm acidentes é perfeita e as empresas se sentem pressionadas”, disse Gomes. Ele acrescentou que as empresas são obrigadas a ofertar treinamento aos seus funcionários assim que são contratados, porém reconhece que nem todos cumprem as normas.

De janeiro a junho deste ano, o Ministério do Trabalho aplicou 34.658 autuações a empresas, de diversos setores econômicos, que descumpriram normas de segurança e saúde no ambiente de trabalho.

Saiba mais:
Dia Nacional da Prevenção de Acidentes de Trabalho 2010


Fonte:  G1 | AgBrasil

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23 de julho de 2011

Acompanhamento pelo Cartão Saúde em 2012

Pacientes serão acompanhados pelo Cartão Nacional de Saúde a partir de 2012

A partir de 2012, os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) terão a base de seu histórico de atendimento acompanhado por qualquer unidade de saúde em território nacional. A medida pretende auxiliar na sequência do tratamento, restabelecimento da saúde e promoção da qualidade de vida do usuário.

Com a nova Portaria do Ministério da Saúde, publicada no Diário Oficial nesta quinta-feira (21/7), o número do Cartão Nacional de Saúde (CNS) será obrigatório para que instituições de saúde realizem procedimentos ambulatoriais e hospitalares pelo SUS. Além disso, outro documento determina que os profissionais de saúde registrem os contatos do paciente para que a Ouvidoria do SUS possa, por exemplo, estabelecer um acompanhamento da satisfação do usuário.

“A identificação dos usuários das ações e serviços de saúde é extremamente importante. Só assim poderemos garantir uma atenção completa ao usuário. Isso permite a organização da rede, das ações e da disposição dos serviços de saúde”, afirma Odorico Monteiro, secretário de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde.

Com a Portaria, os profissionais de saúde deverão incluir na ficha de registro de procedimentos ambulatoriais e hospitalares o endereço eletrônico e o telefone dos pacientes.

Entre janeiro e março de 2012, todos os formulários de Autorização de Internação Hospitalar (AIH) ou de Procedimento Ambulatorial (APAC), além do Boletim de Produção Ambulatorial Individualizada (BPA-I), conterão um campo próprio para o número do Cartão. O prazo foi estabelecido para dar tempo aos gestores organizem e estruturem suas redes de atendimento.

Segundo o Ministério, os estabelecimentos de saúde deverão solicitar o número do CNS no ato da admissão do paciente. Caso o usuário não disponha da informação, a unidade deve efetuar a consulta pelo Departamento de Informática do SUS (DATASUS) na internet. Se não possuir o cadastro, as informações serão colocadas no ato pelo sistema do DATASUS.

DESDE O NASCIMENTO – Outra novidade, que veio por Portaria nesta sexta-feira (22/7), é a utilização dos registros inseridos no Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) no cadastramento dos usuários do SUS. A ideia é fazer com que cada bebê que saia da maternidade - seja ela pública ou privada - possua seu registro eletrônico de saúde. Já os cadastros inseridos no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), também deverão ser aproveitados para desativar o registro de saúde.

O SINASC é uma base de dados nacional que contém dados sobre nascidos vivos, como sexo, peso, local onde ocorreu o nascimento, nome dos pais, tipo de parto, entre outras informações.

O Departamento de Informática do SUS será o responsável por assegurar a conferência e validação dos dois sistemas com a Base Nacional de Dados dos Usuários no Sistema Cartão Nacional de Saúde.


Fonte: AgSaúde

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23 de janeiro de 2011

Química da amizade. Os cães enfermeiros

Companheiros do ser humano há 14.000 anos, cães são treinados para dar assistência a portadores de epilepsia. Alguns podem até livrar seus donos da maior angústia causada pela doença: saber quando uma crise vai acontecer.


Síndrome de Nicolais-Baraitser
“Lucia dorme comigo todos os dias. Ela é a minha melhor amiga e eu não quero nunca me separar dela”, Spencer Wyatt, 11 anos [foto: Arquivo pessoal]
Spencer conheceu Lucia quando ela tinha apenas um ano de vida. No terceiro encontro, ela começou a marchar disciplinadamente para frente e para trás, numa tentativa de dizer que algo estava errado. Mas Spencer só entendeu o recado dez minutos mais tarde e, sentado à mesa de jantar, não teve tempo de se deitar no chão para enfrentar mais uma das crises epilépticas que aparecem a cada duas semanas. Spencer Wyatt é um pré-adolescente americano de 11 anos. Lucia, uma golden retriever, tem 4 anos. Ela faz parte do seleto grupo de cães conhecidos como seizure-response dogs e seizure-alert dogs (cães de alerta e de resposta a convulsão), animais treinados por até dois anos para prestar assistência a seres humanos que enfrentam a mesma condição de Spencer. É um novo capítulo na longa história de troca entre cães e homens, que, segundo estudos científicos, começou a ser escrita há cerca de 14.000, quando o ser humano atraiu para perto de si esse descendente do lobo, domesticando-o.

Não bastasse o apoio que os "cães de alerta" dão a quem tem crises – eles podem buscar ajuda ou até deitar sobre o corpo do dono, evitando que ele se machuque durante convulsões –, cerca de 90% desses caninos desenvolvem a capacidade de prever a ocorrência de um ataque com até 15 minutos de antecedência. A ciência ainda tenta entender esse mecanismo (confira o infográfico abaixo). Parte dos estudiosos do assunto acredita que isso se deve ao apuradíssimo olfato dos cães, que dispõem de mais de 220 milhões de receptores olfativos, ante cinco milhões dos humanos. Isso permitiria ao animal farejar o odor de substâncias exaladas pelo homem, mas imperceptíveis a ele, na iminência de uma crise.

Outro grupo aposta na capacidade dos cães de se adaptar ao modo de vida de seu dono e perceber eventuais mudanças de comportamento. "Não temos recursos técnicos para medir o primeiro impulso de uma crise epiléptica, nem quando monitoramos a atividade cerebral dos pacientes. É improvável que um cachorro consiga fazê-lo", diz Adam Kirton, médico neurologista do Alberta Children's Hospital, dos Estados Unidos. Ele é um defensor da tese comportamental: ou seja, os cães seriam capazes de perceber quando seus donos apresentam sintomas que normalmente antecedem crises, como depressão ou euforia súbita.

Apesar de bem-sucedidas, parcerias como a de Spencer e Lucia ainda são raras. Em 2009, apenas 59 cães para epilépticos foram treinados em todo o mundo por instituições credenciadas pela Assistance Dogs Internacional – no Brasil, ainda não há experiências desse tipo. O baixo número reflete a pequena demanda, fruto, por sua vez, do desconhecimento do potencial desses animais e também das dúvidas científicas. Aqueles que adotam os seizure-response dogs, contudo, garantem que o animal pode ter valor inestimável, oferecendo aos portadores de epilepsia a chance de viver livre do maior mistério da doença: determinar quando uma crise vai acontecer.

Síndrome de Nicolais-Baraitser
“A primeira vez que acordei com Georgie ao meu lado, olhando por mim, senti uma forte sensação de segurança”, Channing Seideman, 17 anos [foto: arquivo pessoal]
É o caso da também americana Channing Seideman, de 17 anos, que há dois meses conta a companhia de Georgie, de um ano, uma labradoodle – cruzamento entre as raças golden retriever e poodle. "É bastante sorte ter a meu lado um cão que pode me alertar sobre as crises. Georgie já me avisou de três", diz Channing. A cadela tem ainda uma função literalmente vital: evitar o quadro de morte súbita, que pode acometer epilépticos. Todas as noites, Georgie fica de prontidão, ao pé da cama de Channing, num sono leve e alerta. Se a dona enfrenta uma crise no meio da madrugada, ela corre para o quarto vizinho e avisa a mãe de Channing que a filha não está bem. As crises noturnas costumam ter relação com quadros de apneia, que afetam a respiração. "Se você estimular a pessoa logo após uma crise, ela consegue voltar a respirar normalmente. Isso pode salvar a vida dela", diz Elza Márcia Yacubian, chefe do setor de epilepsia do Departamento de Neurologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Além do amparo, a companhia dos cães traz segurança. Amy Wyatt, mãe de Spencer, conta que Lucia foi a grande responsável pela inserção social do garoto, antes tímido e retraído. "As pessoas costumam se aproximar ao verem a cadela. Isso ajuda Spencer a se comunicar e até a falar sobre a doença", diz Amy. "Ela é minha melhor amiga", completa Spencer. "Quando eu for mais velho, sei que poderei sair sozinho, porque ela vai estar ao meu lado." Georgie também é companhia frequente de Channing, até no trajeto para o colégio. Para os pais, é a certeza de que a filha terá ajuda, caso precise. "Hoje, posso ir praticamente a qualquer lugar. Georgie diminuiu as restrições que a doença me impunha. Não consigo me imaginar sem ela", diz.


Os epilépticos não são os únicos beneficiados pela atenção dos cães. Uma outra leva de animais vem sendo treinada para ajudar portadores de diabetes, por exemplo. Os diabetic-dogs podem detectar pequenas mudanças no hálito de um paciente com diabetes do tipo 1, decorrentes da alteração do nível de glicose no sangue. "O cão pode dar o aviso de maneira discreta: tocando o dono com a pata, antes que este fique desorientado e não consiga se medicar ou comer algo a tempo", diz Alan Peters, diretor executivo da organização americana Can Do Canines, uma das pioneiras no treinamento dos animais. Em situações de emergência, os cães podem também apertar um botão de alerta, que normalmente avisa um amigo ou parente do paciente, ou até mesmo buscar uma garrafa de suco, telefone ou medicamento.

No Brasil, a prática ainda se resume ao treinamento de cães-guias, que auxiliam cegos e surdos. Nos Estados Unidos e no Canadá, além destes e dos seizure e diabetic-dogs, há a preparação dos animais que irão ajudar pessoas com mobilidade reduzida e autismo. O treinamento, para qualquer uma das modalidades, é caro. Por aqui, de acordo com o Instituto Cão Guia, do Rio de Janeiro, o custo para preparar um cão-guia gira em torno de 30.000 reais. A ética de doação de um animal desses segue os mesmos padrões da doação de órgãos: não se compra um cão treinado. Isso significa que a organização depende diretamente do trabalho de voluntários. Isso torna as filas de espera por um animal longas e demoradas. As doações ainda são limitadas e, muitas vezes, disponíveis apenas em grandes centros, como São Paulo e Rio de Janeiro. Nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Grã-Bretanha, países que ganham força no treinamento de seizure-dogs e diabetic-dogs, as organizações contam até com a ajuda de indústrias farmacêuticas, que bancam os custos. Se o treinamento de cães para a assistência à saúde de fato pegar, a milenar amizade entre homens e caninos só tende a se fortalecer.


fonte: VejaOnline
 

(infográfico: Veja.com)
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Estudo espanhol diz que beber cerveja todo dia faz bem


A cerveja foi elevada ao status do vinho no que diz respeito aos benefícios à saúde. Um novo estudo espanhol comprovou que tomar uma caneca da bebida por dia combate diabetes, evita ganho de peso e previne contra hipertensão. Além de ter graduação alcoólica baixa, a cerveja contém ainda ácido fólico, vitaminas, ferro e cálcio - nutrientes que protegem o sistema cardiovascular.

“Nesse estudo, nós conseguimos banir alguns mitos. Sabemos que a cerveja não é a culpada pela obesidade, já que ela tem cerca de 200 calorias por caneca - o mesmo que um café com leite integral”, destaca a médica Rosa Lamuela, uma das responsáveis pela pesquisa feita em parceria entre a Universidade de Barcelona, o Hospital Clínico de Barcelona e o Instituto Carlos III de Madri.

Os especialistas afirmam também que a cerveja não é a responsável pelo aumento da gordura abdominal. A culpa, na verdade, seria dos aperitivos gordurosos, como salgadinhos e frituras, que grande parte das pessoas consome junto à bebida.

O estudo foi realizado com 1.249 homens e mulheres acima de 57 anos. 
Devemos lembrar que o hábito deve estar associado a uma dieta saudável e a exercícios físicos regulares.


fonte: VejaOnline
 
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18 de janeiro de 2011

Descoberto mistério da gripe pós-orgasmo

Pode acontecer e não é assim tão raro. Alguns homens sofrem sintomas semelhantes aos da gripe depois de terem uma relação sexual.

A doença, conhecida como sindrome pós-orgasmo, manifesta-se através de cansaço, febre e ardor nos olhos, e é uma reacção alérgica do homem ao próprio sémen. A conclusão é de investigadores holandeses, que adiantam que os sintomas se manifestam imediatamente após a relação sexual e podem permanecer durante uma semana.

Embora venha sendo documentada desde 2002, a POIS é desconhecida dos médicos de família e especialistas dizem que, por isso, os homens que sofrem com o problema se sentem envergonhados e confusos. Para este estudo, os pesquisadores analisaram 45 holandeses diagnosticados com a doença.

- Os resultados da pesquisa são uma importante descoberta na pesquisa da síndrome e contradizem a teoria das causas psicológicas para o problema - diz o professor de psicofarmacologia sexual da Unibersidade de Utrecht, na Holanda, Marcel Waldinger.

- Eles não sentiam os sintomas quando se masturbavam sem ejaculação, mas assim que o sêmen aparecia eles se sentiam doentes, em apenas alguns minutos - diz Waldinger.

O tratamento existente, dizem os cientistas, é um tratamento conhecido como hyposensitisation, que consiste numa exposição gradual de pequenas doses de sémen. Assim o organismo vai criando resistência a alergia com o passar dos anos.

Waldinger afirmou que este tratamento pode ajudar a reduzir o impacto da doença. "Os resultados são um avanço muito importante na investigação desta síndrome", afirma o doutor


fonte: TheSun
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2 de janeiro de 2011

Grupo desmente dicas de saúde feitas por celebridades

Um grupo de campanha revelou ao final de 2010 a verdade sobre algumas das mais duvidosas dicas de saúde e boa forma feitas por artistas, pondo fim a ideias como a reabsorção de esperma e o uso de braceletes de plástico para aumentar a energia do organismo.

Em lista anual de abusos contra a ciência, o Sense About Science (SAS) desmentiu sugestões feitas por atores, estrelas do pop e outras pessoas famosas sobre dieta e exercícios, um esforço "para ajudar as celebridades a perceber onde estão errando e para ajudar o público a entender as alegações de celebridades".

Na seção de saúde e fitness, o SAS notou que o jogador de futebol David Beckham e a noiva do príncipe William, Kate Middleton, foram vistos usando braceletes com hologramas que, segundo os fabricantes, podem melhorar a energia da pessoa.

O grupo também mencionou uma dieta usada pela top model Naomi Campbell e os atores Ashton Kutcher e Demi Moore. Na rotina da dieta, os seguidores sobrevivem apenas com maple syrup, limão e pimenta por duas semanas. Em entrevista concedida à apresentadora norte-americana Oprah Winfrey, em maio, Campbell disse: "É bom limpar seu corpo de vez em quando"

"Muitas dessas alegações promovem teorias, terapias e campanhas que não fazem sentido científico", disse o SAS.

A pop star Sarah Harding, ex-grupo Girls Aloud, disse à revista Now que ela polvilha carvão vegetal na comida, declarando: "Não tem gosto de nada e aparentemente absorve todas as coisas ruins e prejudiciais do corpo".

John Elmsley, cientista da área de química e escritor, disse que o carvão vegetal absorve moléculas tóxicas quando usado em máscaras de gás e tratamento de esgoto, mas que é "desnecessário quando se trata de uma dieta, porque o corpo já é bem capaz de remover qualquer "coisa ruim e prejudicial".

Um dos destaques do SAS foi a dica do lutador de vale-tudo Alex Reid, que disse ao tabloide The Sun que costuma "reabsorver" seu esperma para se preparar para uma luta importante.

"É muito bom para um homem ter sexo sem proteção desde que não ejacule. Porque eu acredito que todo aquele sêmen tem muita nutrição. Uma colher de sopa de sêmen tem o equivalente de bife, ovos, limões e laranjas. Eu estou reabsorvendo isso no meu corpo, isso me faz gritar "raaaaah", disse Reid.

John Aplin, cientista que pesquisa reprodução da Universidade de Manchester, disse que o esperma não pode ser reabsorvido quando já se formou nos testículos. "Na verdade, o esperma morre após alguns dias, e o conteúdo nutricional da ejaculação é realmente pequeno", disse Aplin ao grupo SAS.

Para tentar combater os efeitos de algumas das mais ousadas dicas de saúde, o grupo de campanha SAS publicou suas próprias "sugestões fáceis de lembrar para comentários de celebridades":

- Nada está livre de componentes químicos: tudo é feito com substâncias químicas, é só uma questão de elementos.
- Desintoxicação é um mito de marketing: nosso corpo se basta sem poções caras e dietas desintoxicantes
- As funções do organismo ocorrem sem estímulos externos
- Energia e boa forma vem de...alimentos e exercícios: não há atalhos.


fonte: Reuters

 
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24 de dezembro de 2010

Criado teste diagnóstico para detectar Alzheimer precocemente

Cientistas britânicos dizem ter encontrado uma maneira de diagnosticar o mal de Alzheimer anos antes de os primeiros sintomas da doença aparecerem.

Atualmente, não há cura ou um exame único para detectar a doença, que afeta mais de 20 milhões de pessoas no mundo.

Esta inovadora prova para a detecção precoce do Alzheimer foi provada por pesquisadores britânicos, com resultados positivos na profilaxia desta doença, que em 2050 triplicará sua prevalência atual.

Trata-se de uma punção lombar combinada com um escâner cerebral, que poderia identificar a pacientes com os primeiros signos da demência, uma das ante-salas dessa patologia.

Os autores, do Instituto de Neurologia do University College de Londres, submeteram a 105 voluntários sãos a várias puncões lombares para verificar seus níveis da proteína no líquido cefalorraquideo e ressonâncias magnéticas para calcular a contração do cérebro.

Os cérebros dos indivíduos normais com baixos níveis de beta-amiloide no líquido cefalorraquídeo, ou seja, em 38 por cento da mostra, contraíram-se duas vezes mais rápido em comparação com o outro grupo.
Estas pessoas, eles explicam, tem cinco vezes mais chances de possuir o gene APOE4 e risco também de níveis mais elevados de tau, uma proteína ligada ao mal de Alzheimer.

Para Anne Corbett, da Sociedade de Alzheimer, a detecção da demência precoce pode abrir as portas a novos tratamentos, ademais poderia ir de encontro a uma vacina contra essa doença.

Doença degenerativa que se manifesta como deterioração cognitiva e transtornos condutores, a doença de Alzheimer se caracteriza em sua forma típica por uma perda progressiva da memória e de outras capacidades mentais, à medida que os neurônios morrem e diferentes zonas do cérebro se atrofiam. Depois de seu diagnóstico, costuma ter uma duração média de 10 anos, ainda que isto varia em proporção direta com a severidade da doença.
O mal de Alzheimer afeta mais de 20 milhões de pessoas em todo o mundo.



fonte: PrensaLatina/Destak

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22 de dezembro de 2010

TV Canal Saúde é nova emissora inaugurada


Profissionais de todo o país passam agora a contar com um canal de informação e mobilização sobre os assuntos relacionados à saúde. O Canal Saúde, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), deixou de ser um veículo de comunicação meramente virtual para se transformar em uma emissora de TV. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, inaugurou oficialmente nesta terça-feira (21) a TV Canal Saúde, que pode ser sintonizada por antenas parabólicas em todo o país. Um acordo do Ministério da Saúde com a Oi TV também permitirá que o canal seja sintonizado por intermédio dessa operadora por conselhos municipais e estaduais de Saúde, a partir de 2011. O objetivo é facilitar o acesso da população à programação, que inclui, por exemplo, orientações sobre prevenção a doenças e promoção da saúde.

Nesta terça-feira, foram assinados um acordo de cooperação entre os ministérios da Saúde, da Educação, da Ciência e Tecnologia e da Cultura, nomeando o Canal Saúde gestor da faixa dedicada à área da saúde na TV digital pública, além de duas portarias. Em uma delas, consta que o Canal Saúde representará o Ministério da Saúde nos comitês de programação e gestão da TV digital. A outra portaria formaliza o compromisso do Canal Saúde como responsável pelo canal da saúde na Oi TV.

"Esta ação inaugura uma nova era no campo da comunicação em saúde. E esta é, para mim, uma questão contemporânea e central no que diz respeito ao futuro do Sistema Único de Saúde (SUS): o campo da disseminação da informação", ressaltou o ministro. "A saúde recebe agora um grande estímulo, um espaço que leve mais informação aos profissionais e, não apenas a eles, mas à população".

A principal veiculação da nova emissora é por intermédio de antena parabólica digital. Outra forma de veiculação é um canal exclusivo na Oi TV. A operadora de TV por assinatura deve doar mais de 5 mil kits de recepção (antena da Oi, receptor digital e aparelho de televisão) aos conselhos municipais e estaduais de saúde, facilitando o acesso à programação do Canal Saúde.

Durante 16 anos, o Canal Saúde funcionou como um canal virtual. Ao se transformar em uma emissora de televisão, passa a gerenciar um canal próprio, inicialmente, com 12 horas de programação ininterrupta, das 9h às 21h. O investimento do Ministério da Saúde e da Fiocruz para transformá-lo em emissora de TV foi de R$ 5,9 milhões.

"É uma emissora que nasce, com certeza, pelo tamanho do SUS. O Sistema Único merecia um canal de saúde" - reforçou o secretário de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde, Antonio Alves. O secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Reinaldo Guimarães, e o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, também participaram da inauguração do Canal Saúde.


Medicamento contra tuberculose
Na cerimônia, foi firmado um acordo entre a Fiocruz, por meio do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), com o laboratório indiano Lupin para a fabricação de uma combinação de medicamentos (4 em 1) contra a tuberculose. A medida, além de viabilizar a produção nacional, visa reduzir o abandono do tratamento pelos pacientes de tuberculose. A estimativa é que a tuberculose hoje custe R$ 11 milhões por ano aos cofres públicos.

"Um dos grandes problemas mais importantes no tratamento da tuberculose é o fato de os pacientes terem de tomar os medicamentos por pelo menos seis meses. Além disso, hoje se tem o tratamento em medicamentos separados. Então, são muitos comprimidos por dia. Esses são alguns dos fatores que explicam a baixa adesão, o que queremos evitar", apontou o ministro, destacando que a parceria, ainda, reduz a dependência da produção externa desses medicamentos.


Institutos nacionais
Temporão ainda inaugurou a Sala Adolpho Lutz, onde funciona a direção do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), e assinou portarias que designam o Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) e o Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (Ipec/Fiocruz) como Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente e Instituto Nacional de Infectologia, respectivamente. Outra portaria assinada pelo ministro definiu que a Fiocruz, por meio de seu presidente, coordenará a elaboração da proposta de um futuro Instituto Nacional de Neurociências.

Os Institutos Nacionais são órgãos auxiliares do Ministério da Saúde no desenvolvimento, na coordenação e na avaliação das ações integradas para a saúde. Cada um na sua especialidade – saúde da mulher, da criança e do adolescente e infectologia –, eles têm entre suas atribuições planejar, coordenar e realizar pesquisa clínica, básica, aplicada, biomédica, epidemiológica e em ciências sociais em saúde; formar profissionais para o SUS; fortalecer a capacidade nacional de resposta frente a emergências e ameaças à saúde pública; coordenar redes colaborativas nacionais e internacionais; e desenvolver atividades assistenciais de referência no âmbito do SUS, entre outras.

O Instituto de Neurociências, quando criado, deverá conjugar atividades de pesquisas básicas e aplicadas; de planejamento e formulação de políticas públicas; e de formação e treinamento de cientistas e profissionais na área do cérebro, mente, comportamento e sistema nervoso.


fonte: MS
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Novo Ministro da Saúde com perfil técnico recebe elogios


O perfil do médico infectologista Alexandre Padilha, escolhido para o Ministério da Saúde pela presidente eleita Dilma Roussef (PT), agradou diferentes militantes do setor, apesar de sua pequena experiência como gestor. Eles o classificaram como um político com bom currículo técnico. Também houve entusiasmo na chegada do ministro atual, José Gomes Temporão (PMDB), em 2007, que dispunha de uma experiência um pouco maior.

O futuro titular da Saúde, atual ministro das Relações Institucionais e militante do PT, é formado pela Universidade Estadual de Campinas e tem pós-graduação em infectologia pela Universidade de São Paulo. No Pará, coordenou um plano de enfrentamento da malária. O trabalho chamou a atenção do então secretário executivo do Ministério da Saúde, Gastão Campos. Foi Campos, professor da Unicamp, que o levou em 2005 à direção de saúde indígena da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), durante crise causada por mortes de crianças em aldeias.

Para o presidente da Associação Paulista de Saúde Pública, Paulo Capucci, o fato de Padilha fazer parte do núcleo duro da presidente é bom para a saúde. "A escolha recoloca o SUS como prioridade para o governo federal", afirma Capucci, que espera que a expansão da oferta de serviços e o financiamento da saúde sejam prioridade - a área de saúde foi uma das mais mal avaliadas pela população no governo Lula, apontam pesquisas.

"Entre os ventilados, ele era o que tinha melhores condições de abrir diálogo com os movimentos sociais", diz Francisco Batista Júnior, presidente do Conselho Nacional de Saúde, que cobra de Padilha o combate à terceirização de serviços na saúde pública. "Uma pessoa que trabalhou no combate à malária é melhor que um medalhão que não entenda nada do Sistema Único de Saúde", continuou.

"Apesar de não ser um sanitarista histórico, é bom que tenha um perfil político, pois as grandes reformas necessárias no SUS são políticas, como a regulamentação da emenda 29 (que definiu o quanto as esferas de governo devem gastar em saúde) e a regulação da relação entre os planos de saúde e o SUS", disse Mário Scheffer, pesquisador da área de planos de saúde na Universidade de São Paulo.

"Estivemos com ele para falar de uma carreira de Estado para os médicos e nos parece tecnicamente adequado e capaz de conduzir diálogos", afirmou José Luiz Gomes do Amaral, da Associação Médica Brasileira. 
fonte: Estadao
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15 de dezembro de 2010

Diminui gravidez de adolescentes no Brasil


As brasileiras estão tendo menos filhos, principalmente as adolescentes, mas ainda é alto o número de mães jovens. O número de adolescentes de dez a 19 anos que dão à luz no Brasil caiu 18,7% entre 2000 e 2007, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (14) pelo Ministério da Saúde. Em 2000, houve 751 mil nascimentos de bebês com mães nessa idade, contra 610 mil em 2007. A queda mais forte ocorre na faixa etária entre 15 e 19 anos, com uma redução de 19%.

O estudo do ministério reforça que as brasileiras estão adiando o projeto de ter filhos. A idade média das mães brasileiras cresceu de 25,1 anos em 2000 para 25,7 em 2007.

Nesse período, houve uma queda de 15% no número de mulheres que têm filhos entre os 20 e 24 anos de idade. Apesar disso, com 84,4 mil nascimentos, essa faixa etária ainda representa a maior parte dos partos no Brasil. No mesmo período, houve uma queda de 1,5% no número de mulheres que têm filhos na idade entre 25 e 29 anos.

Enquanto isso, houve um aumento no número de bebês com mães entre 30 e 34 anos (0,45%), 30 a 39 anos (1,4%) e 40 a 44 anos (3,5%).

Apesar desse cenário, “a fecundidade do país como um todo ainda é muito precoce”, diz o ministério. Do total de partos registrados em 2007, 20% foram de mães com idades entre 15 e 19 anos e, 29% na faixa dos 20 aos 24. As regiões Norte e Nordeste são as que têm o maior número de partos nas faixas etárias mais jovens.

Otaliba Libânio Neto, diretor do departamento de análise de situação de saúde do ministério, diz que “essa é uma realidade que começa a mudar”.

– A partir de 2003, aumentou a idade média das mães no momento do parto, revertendo a tendência de aumento da fecundidade nas mulheres muito jovens observada nas décadas anteriores.

PRÉ-NATAL
O número de mulheres que faz pelo menos sete consultas de pré-natal aumentou, mas está longe do ideal: foi de 43,7% para 55,8%.


fonte: G7/FolhaOnline
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14 de dezembro de 2010

Conselho de Enfermagem orienta pacientes para a prevenção de erros


O presidente do Conselho Regional de Enfermagem de SP (Coren-SP), Cláudio Porto, em entrevista ao SPTV desta segunda-feira (13), alerta pacientes e acompanhantes para os procedimentos tomados em hospitais e prontos-socorros. Algumas dicas e orientações podem prevenir erros de profissionais da saúde.

Segundo Porto, o paciente deve exigir durante o processo assistencial a identificação perfeita do profissional que está atendendo com o nome, fotografia legível e a categoria profissional. “Se for criança ou idoso, que seja um técnico de enfermagem que é o profissional mais competente do que o auxiliar”. Também é essencial pedir a presença do enfermeiro da unidade.

Peça para ver o produto que será utilizado no tratamento e questione o profissional. “Não sente passivamente na cadeira ou deite numa cama”. O profissional não deve conduzir todo o processo sem qualquer questionamento.

Sobre as condições dos profissionais de enfermagem, o presidente explica que existem três tipos: o auxiliar de enfermagem, que tem o ensino fundamental completo mais um curso de um ano na área; o técnico de enfermagem, que tem o ensino médio completo e o curso de técnico na área; e o enfermeiro, que é o profissional que fez faculdade.

Para ele, teria que ter um auxiliar para cada cinco crianças, um técnico para cada cinco crianças e um enfermeiro para cada dez. “Não é essa a realidade que a gente encontra nos hospitais que têm convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS), porque a remuneração é extremamente abaixo do custo operacional”.

Rótulos em recipientes
Em hospitais, o caminho que o medicamento percorre até o paciente é sempre uma preocupação. “Pode haver erro na hora da interpretação da prescrição médica, por exemplo, não entender a letra do médico”, fala a coordenadora de enfermagem, Elizabethe Akemi Nishio.

Nas farmácias dos hospitais, os profissionais separam os remédios prescritos pelos médicos e as equipes de enfermagem aplicam as doses. Uma das medidas para evitar a troca de medicamentos que são muito parecidos é mantê-los em embalagens diferentes.

O Hospital de Transplantes, na Zona Sul da capital, usa rótulos de cores diferentes para identificar os remédios. Para diminuir os riscos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) sugere que os profissionais de enfermagem sigam um protocolo de atendimento. Verificar se é a dose certa, da droga certa, para o paciente certo e qual é a via certa (boca, veia, reto, músculo, pele) para aplicar e o horário certo. Assim, o resultado será certo.

Para o superintendente do Hospital de Transplantes, Otávio Becker, o cuidado redobrado dos profissionais de saúde tem que ser uma filosofia. “Todo mundo tem que checar tudo o que está fazendo, para evitar qualquer tipo de risco, qualquer tipo de engano. Porque a gente sabe que o engano faz parte do ser humano, mas a gente não pode achar que isso é normal.”

Veja reportagem completa:



fonte: G1-SP
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Anvisa promove formulário de "Erro de medicação" para profissionais

A segurança dos pacientes passa pela preocupação de como os medicamentos são prescritos, dispensados, administrados e monitorados nos estabelecimentos de saúde. Quanto melhor preparado estiver um serviço de saúde visando à prevenção de erros, mais seguro estará o paciente. Uma das abordagens sobre esse tema é o desenvolvimento de programas de avaliação e prevenção de erros de mediação em todas as instituições de saúde.

Erro de medicação é qualquer evento evitável que, de fato ou potencialmente, pode levar ao uso inadequado de medicamento. Isso significa que o uso inadequado pode ou não lesar o paciente, e não importa se o medicamento se encontra sob o controle de profissionais de saúde, do paciente ou do consumidor.

O erro pode estar relacionado à prática profissional, produtos usados na área da Saúde, procedimentos, problemas de comunicação, incluindo-se prescrição, rótulos, embalagens, nomes, preparação, dispensação, distribuição, administração, educação, monitoramento e uso de medicamentos.

A possibilidade da prevenção é uma das diferenças marcantes entre as reações adversas e os erros de medicação. Os erros de medicação são por definição preveníveis.

As causas mais comuns dos erros são as comunicações insuficientes ou inexistentes; ambigüidade nos nomes dos produtos, semelhanças físicas entre produtos; semelhanças na forma de escrita dos nomes dos produtos; semelhanças entre a sonoridade dos nomes de produtos e procedimentos; formas de recomendações de uso, abreviações médicas ou formas de escrita; procedimentos e técnicas inadequadas ou incorretas; uso indevido pelo paciente pela pouca compreensão do seu uso adequado.

Geralmente, os erros de medicação são eventos complexos, envolvendo múltiplas etapas, procedimentos e pessoas.

Por isso, é necessária uma revisão de todas as etapas do ciclo do medicamento para a identificação da cadeia de falhas, quando da investigação de um erro. A seguir, estão alguns processos e análises que podem fazer parte de uma investigação:

Prescrição
Avaliação da necessidade e seleção do medicamento correto;
Inividualização do regime terapêutico;
Estabelecimento da resposta terapêutica desejada.

Dispensação
Revisão da prescrição;
Processamento da prescrição;
Mistura e preparo dos medicamentos;
Dispensação dos medicamentos de maneira adequada e oportuna.

Administração
Administração do medicamento correto para o paciente correto;
Administração do medicamento quando indicado;
Informação ao paciente sobre a medicação;
Inclusão do paciente no processo de administração.

Monitorização
Monitorização e documentação da resposta do paciente;
Identificação e notificação de eventos adversos aos medicamentos;
Reavaliação da seleção do medicamento, regime, freqüência e duração do tratamento.

Sistemas e gerenciamento do controle

Colaboração e comunicação entre os responsáveis pelos cuidados de saúde;
Revisão e gerenciamento do regime farmacoterapêutico do paciente.

Após esta etapa, é possível gerar hipóteses do porque ocorreu o erro e, considerando sua natureza prevenível, é possível fazer um plano corretivo ou preventivo. Trabalhar para que o mesmo evento não ocorra mais, é um dos maiores benefícios de se ter um sistema de registro e avaliação de erros nas instituições de saúde.

Assim, a Anvisa recomenda que os serviços de saúde possuam sistemas ou programas de avaliação e prevenção de Erros de Medicação em nível institucional. Esse programa tem como objetivo:

_Promover a busca e identificação dos erros humanos e institucionais e promover a prevenção dos acidentes nos cuidados à saúde;
_Estimular a incorporação de novos conhecimentos sobre origem das ameaças a segurança dos pacientes;
_Aumentar a conscientização e criar a comunicação e o diálogo para aprimorar a segurança dos pacientes e
_Desenvolver abordagens em informação, relacionamento colaborativo e educacional que promova a segurança do paciente.

Para alcançar esses objetivos, o programa institucional de avaliação e prevenção de Erros de Medicação deve:

_Identificar, relatar e analisar as causas de eventos adversos no cuidado a saúde;
_Aumentar a compreensão do impacto de mudanças nos sistemas de saúde, a partir dos erros;
_Desenvolvimento de métodos para evitar eventos adversos preveníveis;
_Avaliar a efetividade das técnicas projetadas para alterar comportamentos para prevenir erros e aumentar a segurança.

Os erros que acontecem em uma dada instituição de saúde podem estar ocorrendo simultaneamente em outras. O fato de identificar erros e notificá-los para a vigilância sanitária, mesmo que de forma anônima, pode contribuir para prevenir ou minimizar erros semelhantes em outros locais.

Assim, a área de Farmacovigilância da Anvisa disponibiliza o formulário de "Erro de medicação" a todos os profissionais da saúde e instituições que pretendam notificar erros de medicação. As notificações são sigilosas. A seguir está o link para notificação:


As notificações são avaliadas e, caso seja pertinente, serão emitidos alertas e informes com o objetivo de prevenir ou minimizar os erros de medicação.

Notificando erros de medicação poderemos ter serviços e produtos cada vez mais seguros para nossos pacientes.


fonte: Anvisa
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