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1 de dezembro de 2010

Fiocruz inova com teste capaz de confirmar Aids em apenas meia hora



A nova tecnologia reduz o tempo do resultado de 1 a 30 dias para apenas meia hora, tem margem mínima de erro, além de custar cinco vezes menos. O Teste Confirmatório Imunoblot Rápido de confirmação do vírus HIV foi lançado pela Fiocruz nesta quarta-feira (1º), Dia Mundial de luta contra a Aids, e coloca, mais uma vez, o Brasil à frente no tratamento da doença em todo o mundo.

Serão produzidos 200 mil kits no primeiro lote, que será distribuído em 160 laboratórios vinculados à rede pública de saúde no primeiro trimestre de 2011.
Os kits serão utilizados na confirmação do diagnóstico, ou seja, quando o primeiro exame dá positivo, os médicos são obrigados a realizar um segundo teste.

O Ministério da Saúde paga atualmente R$ 150 por cada confirmação de diagnóstico. Com a nova tecnologia, o preço cai para R$ 20.

Segundo Antônio Ferreira, gerente de projetos da Bio-Manguinhos, unidade responsável por desenvolver e produzir vacinas, teste e medicamentos utilizados na rede pública de saúde, mais importante do que o custo menor, é a possibilidade de uma operação mais simples na hora de realizar esse tipo de diagnóstico.

- Com esse produto disponível, não há a necessidade do uso de vários equipamentos nos laboratórios, além do produtos caros e importados.

O diretor da Bio-Manguinhos, Artur Roberto Couto, ressalta que a nova tecnologia é inovadora e extremamente segura, com índice de quase 100% de confiabilidade.

- É um produto inovador, não existe em nenhum lugar do mundo. Atualmente, cerca de 80% dos pacientes que fazem o teste do HIV e recebem um resultado positivo não voltam para fazer o teste confirmatório, essencial para o diagnóstico correto - explica.
Com o novo método, a Fiocruz também espera que mais pessoas adotem mais cedo o tratamento com antirretrovirais.
O uso dos novos kits já foi autorizado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Em um primeiro momento, eles serão produzidos apenas para aplicação na rede pública de saúde.

Cerca de 250 mil brasileiros são portadores do vírus HIV e não sabem, segundo uma pesquisa divulgada hoje pelo Ministério da Saúde.

O estudo também revelou que o número de novos casos de Aids no Brasil aumentou 3% entre 2008 e 2009, mas o governo federal considera que a incidência do vírus HIV no país está estável e que o crescimento dos soropositivos se deve a aumento no número de diagnósticos realizados.


fonte: R7/OGlobo/Estadao
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30 de novembro de 2010

1º de dezembro é o Dia mundial de luta contra a Aids


O Dia Mundial de Luta Contra a Aids foi criado para relembrar o combate à doença e despertar nas pessoas a consciência da necessidade da prevenção, aumentar a compreensão sobre a síndrome e reforçar a tolerância e a compaixão às pessoas infectadas.

Foi a Assembléia Mundial de Saúde, com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), que instituiu a data de 1º de dezembro. A decisão foi tomada em outubro de 1987. No Brasil, a data passou a ser comemorada a partir de 1988, por decisão do Ministro da Saúde.

A cada ano, diferentes temas são abordados, destacando importantes questões relacionadas à doença. Em 1990, por exemplo, quando a Aids ainda era mais disseminada entre os homens, o tema foi "A Aids e a Mulher". Em 1997, foi a vez de as crianças infectadas serem lembradas. A importância da família e da união de forças também já foram destacadas como importantes aliados da luta contra a Aids.

Este ano, a campanha do Dia Mundial tem como público primordial os jovens de 15 a 24 anos. Essa escolha foi feita ao se levarem em consideração dados comportamentais como o maior número de parceiros casuais dos jovens em relação aos não-jovens e o elevado índice de jovens (40%) que declaram não usar preservativo em todas as relações sexuais.

Os objetivos da campanha são desconstrução do preconceito sobre as pessoas vivendo com HIV/aids e a conscientização dos jovens (o foco este ano são jovens de 15 a 24 anos) sobre comportamentos seguros de prevenção. Para isso, o tema da campanha será: "Viver com aids é possível, com o preconceito não".
O Ministério da Saúde tenta concientizar a população, que deve-se prevenir-se contra o HIV mas jamais, estigmatizar o portador.
“Ainda há muita dificuldade de se trabalhar os temas dessa área, tanto nas escolas quanto nas comunidades e dentro das próprias famílias. Mas o compartilhamento de informações, resultado do engajamento de profissionais de saúde e de educação, tem sido fundamental para abrir a comunicação entre adolescentes e jovens, além de fortalecer sua participação na construção de políticas públicas inovadoras e no processo de formação de adultos mais conscientes”, informa Taís Venturelli Silva, representante do Projeto Saúde nas Escolas (PSE) do Ministério da Saúde.


fonte: DST-Aids/Terra/CRIAS
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29 de novembro de 2010

ONU publica diretrizes de prevenção ao HIV a trabalhadores da saúde


Segundo o documento, estima-se que, por ano, mil profissionais de saúde se infectam com o HIV no local de trabalho. Leia a reportagem na íntegra.


A Unaids, a OIT e a OMS admitem que até nesta quinta-feira seus esforços não prestaram "suficiente atenção" às necessidades dos trabalhadores sanitários que lidam com aids e tuberculose.

A ONU publicou nesta quinta-feira (25) novas diretrizes internacionais para garantir que os trabalhadores de saúde em áreas com alta prevalência de aids e tuberculose tenham um acesso adequado às precauções e ao tratamento contra essas doenças. O relatório é assinado pelas agências responsáveis em impulsionar o combate à aids: Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Programa conjunto da ONU sobre o HIV/Aids (Unaids).

"Estima-se que, por ano, mil profissionais de saúde contraem HIV no local de trabalho e, muitos outros, tuberculose", detalha o documento. Os organismos calculam que 60 milhões de pessoas formam o pessoal sanitário no mundo - o que inclui médicos, enfermeiros e parteiras, farmacêuticos e técnicos de laboratório, além de limpadores e outros trabalhadores de apoio.

"Essas diretrizes pretendem garantir que os trabalhadores da saúde tenham acesso às precauções universais", assinala o diretor-executivo do setor de proteção social da OIT, Assane Diop. Entre essas precauções estão o tratamento preventivo para a tuberculose, a profilaxia posterior à exposição e ao tratamento, sistemas de indenização para o contágio no lugar de trabalho, e seguridade social efetiva.

A Unaids, a OIT e a OMS admitem que até nesta quinta-feira seus esforços não prestaram "suficiente atenção" às necessidades destes trabalhadores sanitários, o que tratam de reverter com essas novas diretrizes que oferecem direitos fundamentais aos profissionais.

"A OMS reconhece o risco a que se expõem os trabalhadores da saúde quanto ao contágio do HIV e à necessidade de métodos exaustivos de garantia de saúde e segurança no trabalho", afirma o subdiretor-geral da organização, Hiroki Nakatani.

O lugar que tem mais carência desses profissionais de saúde é a África, onde um médico pode ser responsável pela saúde de mais de 2 mil pessoas.

"Mellhorar a segurança e a saúde é uma maneira de oferecer maiores incentivos aos trabalhadores para que permaneçam em seus países", concluem os responsáveis pelas diretrizes.


Fonte: AgenciaAids
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16 de junho de 2010

Saúde e Prevenção nas Escolas


Uma linguagem visual e moderna para tratar de assuntos polêmicos como a aids e o preconceito contra quem vive com HIV/aids. Essa é a proposta de uma série de histórias em quadrinhos (HQ) de educação em sexualidade para estudantes do programa Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE). A publicação vai ser enviada para escolas públicas que fazem parte do programa. O lançamento ocorreu nesta terça-feira (15) com a presença do ministro José Gomes Temporão (Saúde), do representante da Unesco no Brasil, Vicent Defourny, e de representantes do Ministério da Educação (MEC).

Para o ministro Temporão, saúde e a educação nunca caminharam tão juntas quanto no governo Lula. “As revistas exploram temas importantes que são fundamentais para a construção da personalidade e da individualidade. Isso tem que acontecer nas escolas e nas famílias”, afirma. Ainda segundo o ministro, os quadrinhos ajudam a tirar máscaras que encobrem a realidade. “Há muito preconceito, intolerância, cinismo. Nós estamos tirando o véu de cima desses temas e enfrentando-os da maneira como eles devem ser enfrentados”, enfatiza.

As HQ do SPE abordam questões como adolescência, gênero, diversidade sexual, direitos sexuais e reprodutivos e viver e conviver com HIV/aids. Desenhistas renomados como o brasileiro Eddy Barrows, atual desenhista do Superman (DC Comics), ilustraram as revistinhas. Eddy já emprestou os traços para Lanterna Verde e Spawn. Ilustrações de Júlia Bax, Edh Muller e Yure Garfunkel, também, podem ser vistas nas HQ.

Um guia para utilização em sala de aula pelo professor e um CD-ROM complementar – com jogos, perfil dos ilustradores, wallpapers e idéias de aplicação do material em sala de aula – vão auxiliar nos debates. As HQ do SPE vão ajudar docentes e estudantes a refletir, aprender e criticar de forma divertida dilemas da juventude relacionados ao uso de álcool e outras drogas, além do enfrentamento de estigmas e preconceitos.

O projeto Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE) é uma iniciativa dos ministérios da Saúde e da Educação, com a parceria da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Criado em 2003, o SPE tem como objetivo central desenvolver estratégias para redução das vulnerabilidades de adolescentes e jovens por meio de atividades de prevenção das doenças sexualmente transmissíveis (DST) e da infecção pelo HIV. O SPE envolve a participação de adolescentes e jovens (de 13 a 24 anos), professores, diretores de escolas, pais de alunos e gestores municipais e estaduais de saúde e educação. As ações são desenvolvidas de forma articulada com escolas e unidades básicas de saúde, nos estados e municípios que incluíram o SPE nos respectivos programas de educação. Atualmente, o SPE tem grupos de trabalho integrados entre saúde e educação em aproximadamente 600 municípios.

fonte: DST/Aids .gov
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27 de março de 2010

Programa Municipal de DST-Aids/SP participa da Hair Brasil 2010


Para levar informação sobre HIV, Aids e DST, parceria entre PM de DST/Aids de São Paulo, Fundação L’Oreal e UNESCO promove oficinas e distribuí 300 mil preservativos a partir de sábado.


O Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo participa de ação da campanha mundial Cabeleireiros Contra Aids durante na Hair Brasil 2010, que se realiza de 27 a 30 de março, no Expo Center Norte, em São Paulo. Sob o slogan Quem Cuida da Beleza, Cuida da Saúde, o projeto, fruto da parceria com Fundação L’Oréal e UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), contará com um stand exclusivo no evento, onde transmitirá informações sobre HIV/Aids por meio da distribuição de folhetos e camisinhas, brincadeiras educativas.

Com o objetivo de ajudar os cabeleireiros com informações atualizadas sobre a doença, que afeta 33 milhões de pessoas no mundo, o Programa Municipal DST/Aids de São Paulo, em cooperação com a UNESCO, doará 300 mil preservativos para a campanha e oferecerá workshops educativos no stand da marca L´Oréal Professionnel. Serão pequenos debates de 40 minutos nos quais serão abordados temas relacionados à HIV/Aids, cuidados e bem-estar no salão de beleza e dicas sobre como evitar a discriminação no contato diário com clientes e colegas de trabalho.

O objetivo da campanha é disseminar informações consistentes sobre a prevenção à AIDS e às Doenças Sexualmente Transmissíveis através dos cabeleireiros e profissionais de beleza nos salões. Por estarem diariamente em contato com pessoas de diferentes faixas etárias e sexo, os cabeleireiros são excelentes agentes multiplicadores da informação e, desta maneira, os grandes interlocutores desta campanha. No Brasil, 630 mil pessoas são portadoras do vírus HIV e estima-se que 200 mil não sabem que tem a doença.

CALENDÁRIO CABELEIREIROS CONTRA AIDS 2010. A peça traz 12 fotos de artistas brasileiros, como Luana Piovani, Giselle Itié, Fernanda Abreu, entre outros, assinadas por fotógrafos de moda, e em cada mês traz impressas mensagens de prevenção ao HIV/Aids. O calendário poderá ser comprado por apenas R$ 5 no stand da Campanha Cabeleireiros contra Aids. A renda será destinada à Sociedade Viva Cazuza, que cuida de crianças com o vírus da Aids e é dirigida por Lucinha Araujo, mãe do cantor e compositor, já falecido, vítima da doença.

Horários dos workshops
Local: Stand L´Oréal Professionnel
27/03 Sábado - 16h30h
28/03 Domingo - 16h
29/03 2ª feira - 15h
30/03 3ª feira – 13h30m

fonte: PM-DST/Aids-SP
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23 de março de 2010

94% das crianças brasileiras com HIV foram infectadas pela mãe

40% das grávidas não fazem teste para detectar vírus da Aids.
Índice de contaminação de bebês pelas mães no país é de 6,8%.

O maior desafio brasileiro na erradicação da transmissão vertical é ampliar o diagnóstico de HIV em gestantes. Segundo o assessor técnico do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Marcelo Freitas, mais de 90% das grávidas atendidas na rede de atenção básica chegam a fazer pré-natal mas somente 60% passam pelo teste que detecta o vírus.

Entre as razões para o baixo índice de detecção estão o fato de o médico não oferecer o exame, a recusa da paciente de submeter-se a ele e a fraca estrutura de laboratórios. Nesse último caso, Freitas afirmou que o exame chega a ser feito, mas o resultado não é devolvido ao paciente ou ao médico. A estimativa é de que até 12 mil gestantes de um total de 2,5 milhões por ano apresentem o HIV, entre as mulheres diagnosticadas e não diagnosticadas.

"Em menores de 5 anos, de todos os casos notificados de 1984 a 2009, 94% foram por meio da transmissão vertical. Não tem para onde correr. No caso de criança, a grande via de transmissão é a vertical", alertou o especialista.

O Fundo Global de Luta contra a Aids, a Tuberculose e a Malária divulgou que, atualmente, pelo menos 10.194 crianças brasileiras com até 5 anos de idade foram infectadas pelo vírus em decorrência da transmissão vertical. Os dados são de dezembro de 2009 e, de acordo com a pasta, ainda vão passar por uma revisão. Apenas no ano passado, 481 crianças foram infectadas. De 1996 a 2008, 3.758 crianças morreram em decorrência da aids.

Sobre a possibilidade de erradicação virtual da infecção de mãe para filho, Marcelo Freitas avalia: "É uma possibilidade muito aberta. Não dá pra dizer, sendo que temos todos esse desafios ainda. A gente ainda não pode sinalizar e prometer."

Entre as medidas consideradas eficazes para evitar o risco de transmissão, segundo o Ministério, estão o diagnóstico precoce da gestante infectada, o uso de drogas anti-retrovirais, o parto cesariano programado e a suspensão do aleitamento materno (substituindo-o por leite artificial ou fórmula infantil).
Durante o pré-natal, toda gestante tem o direito e deve realizar o teste para HIV. Quanto mais precoce o diagnóstico da infecção, maiores as chances de evitar a transmissão para o bebê. O tratamento é gratuito e está disponível no SUS.
O Fundo Global de Luta contra Aids, Tuberculose e Malária ressaltou que a meta só poderá ser alcançada caso as medidas em progresso e os esforços na área sejam mantidos. Até o final de 2009, de acordo com o órgão, 790 mil grávidas soropositivas de países subdesenvolvidos e em desenvolvimento receberam profilaxia antiretroviral para prevenir a infecção do bebê pela mãe - o índice representa 45% da cobertura do total de mulheres que se encaixam no perfil.

fonte: Ag.Brasil
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21 de março de 2010

Pessoas com HIV/AIDS podem se vacinar contra a Gripe A

Pessoas com HIV/aids, além de portadores de outras doenças crônicas, gestantes e crianças de seis a vinte e três meses poderão se vacinar contra o H1N1 entre 22 de março e 2 de abril. O público-alvo é estimado em 20,3 milhões de pessoas e a meta é imunizar pelo menos 80% delas.

Quem possui o vírus da aids ou a doença deve ser vacinado, independentemente da contagem de linfócitos T CD4+. Ao se dirigir aos locais de vacinação, precisa informar que tem uma doença crônica, não sendo necessária a revelação do diagnóstico por ser resguardado o direito ao sigilo e à confidencialidade.

Segundo nota técnica do Ministério da Saúde divulgada em 11 de março, os serviços de atendimento devem recomendar às pessoas vacinadas que não realizem a coleta de exames de carga viral e contagem de Linfócitos T CD4+ nas 4 semanas subsequentes à administração da vacina. Isto decorre da possibilidade de ocorrência do processo de “transativação heteróloga”, pelo qual acontece a ativação do sistema imunológico, podendo alterar o resultado da contagem.

fonte: AgNotíciasdaAids
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8 de fevereiro de 2010

Lançada Campanha de carnaval 2010 de prevenção à Aids

Entre jovens, epidemia de aids é mais feminina e gay. 
Na faixa etária de 13 a 19 anos, número de casos é maior entre as mulheres e, dos 20 a 24 anos, divisão por gênero é semelhante. Entre os homens, jovens se infectam mais em relações homossexuais.

Os números mais recentes da aids no Brasil mostram que a epidemia, na década de 2000, comporta-se de forma diferente entre os jovens. Na população geral, a maior parte dos casos está entre os homens e, entre eles, a principal forma de transmissão é a heterossexual. Considerando somente a faixa etária dos 13 aos 24 anos, a realidade é outra. Na faixa etária de 13 a 19 anos, a maior parte dos registros da doença está entre as mulheres. Entre os jovens de 20 a 24 anos, os casos se dividem de forma equilibrada entre os dois gêneros. Para os homens dos 13 aos 24 anos, a principal forma de transmissão é a homossexual.
Diversos fatores explicam a maior vulnerabilidade dos jovens para a infecção pelo HIV. Entre as meninas, as relações desiguais de gênero e o não reconhecimento de seus direitos, incluindo a legitimidade do exercício da sexualidade, são algumas dessas razões.
No caso dos jovens gays, falar sobre a sexualidade é ainda mais difícil do que entre os heterossexuais. “Eles sofrem preconceito na escola e, muitas vezes, na família. Isso faz com que baixem a guarda na hora de se prevenir, o que os deixa mais vulneráveis ao HIV”, explica Mariângela Simão, diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. 
   
Como uma resposta a essa realidade, o Ministério da Saúde e a Secretaria Especial de Políticas para as Mulhrees fará uma campanha publicitária por ocasião do carnaval, com mensagens dirigidas para esse público. Pela primeira vez, a ação terá dois momentos. No primeiro, veiculado uma semana antes dos dias de folia, as peças tratam do uso da camisinha. Na semana seguinte ao carnaval, outros materiais falarão sobre a importância de se fazer o teste anti-HIV quando se viveu alguma situação de risco.
A mensagem para quem vai curtir o carnaval é de prevenção. O slogan “Camisinha. Com amor, paixão ou só sexo mesmo. Use sempre” é direcionado para quem tem relação estável ou casual. São três vídeos, um para as meninas, um para os jovens gays e o outro (a ser veiculado no período pós-carnaval) de incentivo à realização do teste de HIV. Em ambos a protagonista é uma camisinha falante que alerta os jovens para o uso do preservativo, narrada na voz da atriz Luana Piovani, que aderiu à campanha e não cobrou cachê.
Desde 2000, essa é a décima vez que os jovens são tema de campanhas de massa desenvolvidas pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. Há também ações dirigidas para esse público em atividades específicas, como as paradas gays, carnavais fora de época e outras festas populares com grande participação dessa faixa etária. 

Feminização – O aumento de casos de aids entre as mulheres se deu em todas as faixas etárias. Em 1986, a razão era de 15 casos de aids em homens para cada caso em mulheres, e a partir de 2002, a razão de sexo estabilizou-se em 15 casos em homens para cada 10 em mulheres. Na faixa etária de 13 a 19 anos, o número de casos de aids é maior entre as mulheres jovens. A inversão apresenta-se desde 1998, com oito casos em meninos para cada 10 casos em meninas.
Entre 2000 e junho de 2009, foram registrados no Brasil 3.713 casos de aids em meninas de 13 a 19 anos (60% do total), contra 2.448 meninos. Na faixa etária seguinte (20 a 24 anos), há 13.083 (50%) casos entre elas e 13.252 entre eles. No grupo com 25 anos e mais, há uma clara inversão – 174.070 (60%) do total (280.557) de casos são entre os homens.

A Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População Brasileira, lançada pelo Ministério da Saúde em 2009, também ajuda a explicar a vulnerabilidade das jovens à infecção pelo HIV. De acordo com o estudo, 64,8% das entrevistadas entre 15 e 24 anos eram sexualmente ativas (haviam tido relações sexuais nos 12 meses anteriores à pesquisa). Dessas apenas 33,6% usaram preservativos em todas as relações casuais, as que apresentam maior risco de infecção.
Nos homens, 69,7% dos entrevistados eram sexualmente ativos. Entre eles, porém, o uso da camisinha é maior: 57,4% afirmaram ter usado em todas as relações com parceiros ou parceiras casuais. 

Gays – Na faixa etária de 13 a 19 anos, entre os meninos há mais casos de aids por transmissão homossexual (39,2%) do que heterossexual (22,2%), no ano de 2007. Essa tendência é diferente do que ocorre quando se observa todos os casos de aids adquiridos por transmissão entre homens – 27,4% homossexual e 45,1% heterossexual.



Nas escolas – O carro-chefe das ações de prevenção à aids e outras doenças sexualmente transmissíveis é o programa Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE), uma iniciativa dos ministérios da Saúde e da Educação. Criado em 2003, o SPE tem como objetivo central desenvolver estratégias para redução das vulnerabilidades de adolescentes e jovens. As ações se dão de forma articulada entre escolas e unidades básicas de saúde. Hoje, 50.214 escolas de todo o país participam do programa.
A iniciativa trabalha a inclusão, na educação de jovens das escolas públicas, dos temas saúde reprodutiva e sexual. O SPE reúne ações que envolvem a participação de adolescentes e jovens (de 13 a 24 anos), professores, diretores de escolas, pais dos alunos, e gestores municipais e estaduais de saúde e educação. É no âmbito deste programa que se disponibiliza preservativos nas escolas.



Mais informações
Atendimento à imprensa
Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais
Tel: (61) 9221-2546/3306 7051/ 7033/ 7010/ 7016/
Site: www.aids.gov.br - E-mail: imprensa@aids.gov.br

Atendimento ao cidadão
0800 61 1997 e (61) 3315 2425

 
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5 de fevereiro de 2010

Escolha a camisinha certa para brincar o Carnaval

     Você já ouviu falar em "doenças venéreas", certo? Pois é, os romanos do século II A.C também. Para se protegerem de doenças sexualmente transmissíveis - segundo eles castigos lançados por Vênus, a Deusa do Amor, daí a terminologia, Vênus, venérea, pegou, né? - os romanos utilizavam receptores em volta do pênis construídos a partir de intestino de animais e bexiga de cabra.
     Parceira antiga da humanidade, ainda antes disso, em 1.300 A.C., acredita-se que os egípcios já usavam protótipos de camisinhas feitos com peles de animais. Mais adiante, o ano de 1500, contudo, pode ser considerado o marco zero da invenção da camisinha nos moldes que usamos hoje, quando o médico e anatomista italiano Gabrielle Fallopius criou um "saco" de linho que protegia contra a sífilis.
     Mas, o tempo passou, veio a vulcanização da borracha, a adoção de óleos como lubrificante, a invenção do látex, poliuretano e, veja só, será que os romanos e os egípcios dos milênios anteriores imaginariam que um dia chegaríamos a isso que será apresentado abaixo?
As camisinhas coloridas servem para fazer uma graça à noite e protegem tanto quanto as transparentes

Hot
Esta camisinha esquenta durante a relação sexual porque possui um gel umectante em sua parte interna e externa, proporcionando a sensação de calor tanto no homem, quanto na mulher. A camisinha Hot pode ser encontrada em farmácias ou sex shops.

Aromas e sabores
Esta, claro, só faz sentido para a prática de sexo oral. Os preservativos com aroma variam em diversos sabores como morango, maracujá, uva, banana, hortelã, menta, salada mista, tutti-fruti, chocolate, e, acreditem, até tequila e uísque - bom para aquelas que precisam estar meio "bebinhos" para se soltarem.

Anti-estupro
Podem acreditar. o Rape-aXe, ou Rapex, foi inventado na África do Sul devido a absurda quantidade de estupros no País. Em suma, trata-se de uma camisinha feminina com ¿dentes¿ em seu interior. Segundo a bula, o pênis até entra, mas não sai de jeito nenhum ¿ não sem muita dor por parte do sujeito. O correto seria uma remoção cirúrgica e, aí, jaula no estuprador.

Efeito retardador
Esta é indicada para os casais que sofrem com a "síndrome de Ayrton Senna" do sujeito na hora do sexo. As camisinhas com efeito Rubinho, cof-cof, quis dizer, efeito retardador, são feitas com 4,5% de benzocaína, substância que dá uma segurada na ejaculação do cara, prolongando o tempo da relação. Sai um pouco mais caro que as outras, mas, vale à pena, por favor.

Métricas
Que marmanjo aqui nunca teve curiosidade de saber o tamanho de seu membro que atire a primeira régua. Pois bem, ela, a régua, é coisa do passado. Com a camisinha métrica você pode saber quanto vale o instrumento nos mais diferentes estágios de ereção. A metragem vai de 0 a 25 cm e... ok, calma. Se você, longman, está lendo esta matéria e se sentiu preterido pela Condometric, relaxe. A marca espanhola lançou também uma versão em polegadas, certo?

Fosforescentes
Custam um pouco mais caras que as outras e dão um tom de brincadeira à noitada. Melhor se usada com outro preservativo por baixo, já que elas não garantem total segurança. Podem ser o selo da paz para aqueles casais em que, um quer luz, mas o outro quer tudo escuro.

Texturizadas
Essa aqui traz relevos, pontinhos salpicados, ondulações e bolinhas, tudo isso na parede lateral da camisinha, dando mais prazer ao casal. Elas estimulam as regiões genitais, aumentando a sensação de prazer durante o sexo e custam, em geral, o mesmo que suas irmãs mais comuns.

Coloridas
Também servem para fazer uma graça à noite, as camisinhas azuis, amarelas, vermelhas, roxas e verdes protegem tanto quanto as transparentes. Algumas vêm com mais de uma cor no mesmo preservativo. É cor que não acaba mais.

Sonoras
Elas têm um minúsculo chip de cartões musicais, com um minúsculo alto-falante instalado na ponta do preservativo. Assim que o homem ejacula pode-se ouvir, no interior do corpo da mulher, a canção. Há, contudo, um modelo mais recente, que fornece trilha sonora durante a relação e, olhe isso, conforme mudam-se as posições, trocam-se as músicas - e o volume é também aumentando de acordo com a intensidade de movimentos. De Beatles à música eletrônica. Se o rádio do quarto pifar, ta aí a solução, amigos.

fonte: Terra
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4 de fevereiro de 2010

Participante do Big Brother causa polêmica sobre contrair HIV

O professor de educação física Marcelo Dourado (foto), de 37 anos, e participante do Big Brother Brasil (BBB), o reality show da TV Globo, causou polêmica na manhã desta terça-feira, 2 de fevereiro, ao afirmar para os colegas da casa que um homem que tem aids em “algum momento teve relação com outro homem”.
“Hetero não pega aids, isso eu digo porque eu conversei com médicos e eles me disseram isso. Um homem transmite para outro homem, mas uma mulher não passa para o homem”, disse.

Inconformado com a o pronunciamento, o Grupo Arco-Íris, uma organização não governamental de defesa dos direitos dos homossexuais e das pessoas com HIV, divulgou um comunicado informando ser um retrocesso uma fala como essa às vésperas do lançamento de uma campanha de prevenção contra Hiv/Aids do Ministério da Saúde.

Nesta sexta-feira, 5 de fevereiro, o Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde lança, no Rio de Janeiro, a campanha de prevenção do HIV no carnaval, cujos públicos-alvos serão as adolescentes do sexo feminino e os adolescentes homossexuais.

“O governo gasta milhões com campanhas de conscientização – tanto para heterossexuais quanto para LGBT - para uma pessoa mal informada, em rede nacional, pôr em xeque todo o esforço de anos dos movimentos sociais”, disse a presidente do Grupo Arco-Íris, Gilza Rodrigues.

A afirmação polêmica de Dourado ocorreu durante uma conversa na piscina com Elenita Niederauer e Uilliam Cardoso. Elenita defendeu o uso de preservativo mesmo em relacionamentos estáveis: "A gente tem que confiar sem confiar tanto". E Uilliam criticou os homens que traem suas esposas e não usam camisinha, podendo expor a parceira ao contágio de DTS.


fonte: Agência de Notícias da Aids com informações do Grupo Arco-Íris
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