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24 de outubro de 2010

Internação por alcoolismo das mulheres tem tempo maior


As mulheres passam mais tempo internadas por causa do alcoolismo do que os homens, de acordo com pesquisa da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP. O estudo foi feito com 2.203 pacientes de 56 municípios da região Centro-Oeste de Minas Gerais. Nele, o professor Richardson Miranda Machado, autor da pesquisa, constatou que o tempo de internação médio da mulher é de 24,4 dias, enquanto do homem é de 22,2 dias. O trabalho também destaca que no período estudado (1980 a 2008) a idade média dos pacientes tem diminuído.

Sobre o tempo de internação maior das mulheres, o professor explica que há duas principais causas. Uma delas se refere às condições fisiológicas da mulher: “Pelas próprias proporções anatômicas, a mulher que é bem menor do que o homem, apresenta-se mais frágil e sofre mais com o efeito do álcool, o que requer um tempo maior para a recuperação”. Outro motivo levantado diz respeito a mudanças ocorridas no comportamento. Segundo o professor, a identidade cultural da mulher mudou muito nos últimos anos. “Antes, a mulher que bebia era mal vista, hoje tal hábito não é condenado”, diz.

Referente à faixa etária, observou-se 34 internações de jovens entre 10 e 20 anos de idade, sendo que o professor relatou casos até de crianças de 10 anos internadas nos últimos cinco anos, o que antes não se via. “As crianças estão sendo tratadas pela sociedade como adultos mais cedo. Isso as leva a assumirem hábitos de consumo dos adultos”, alerta o professor.

O estudo fez parte da tese de doutorado de Machado, sob orientação de Moacyr Lobo da Costa Junior, professor da EERP. A pesquisa se baseou em dados do sistema eletrônico de internações hospitalares do único hospital psiquiátrico da região Centro-Oeste de Minas Gerais, a Clínica Psiquiátrica São Bento Menni, que serve de referência para as internações psiquiátricas hospitalares pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Internações
A pesquisa analisou também os fatores que levavam à maior ou menor dependência do álcool e o perfil geral dos pacientes.Entre os dados estudados, estão as relações das internações com o sexo, a escolaridade, a profissão e a faixa etária. Desta, a maioria dos pacientes (31,5%) tinham entre 40 e 50 anos. Já da escolaridade, observou-se que quanto maior o nível de formação, menor é o número de internações por alcoolismo.

Apesar do maior tempo de internação do sexo feminino, o número de homens internados ainda é bem maior. Eles representam 82,4% dos internados, o que, para Machado, já era esperado, uma vez que eles se arriscam mais e têm maior pressão para se ajustar ao grupo de amigos; fato este muitas vezes facilitado pelo consumo de álcool.

Quanto à profissão, a maior parte dos pacientes são trabalhadores informais ou trabalham no comércio. Machado explica que o alto número de trabalhadores informais internados se dá por uma particularidade local. “A região Centro-Oeste de Minas Gerais tem muitos trabalhadores autônomos nas plantações. Eles ficam em situação de maior isolamento, onde a ingestão de álcool acaba sendo uma das poucas alternativas de lazer”, conta. De todos os aspectos, os apresentados como maiores fatores de dependência são a idade e a escolaridade.

O professor observa um dado positivo. No trabalho, ele verificou melhorias no diagnóstico médico. De 1980 até 1996, muitos dos diagnósticos médicos eram dados como “não especificados”, ou seja, os médicos não sabiam se o problema de alguns pacientes internados era gerado por alcoolismo ou por outra complicação. A partir de 1996, os diagnósticos ficaram mais precisos e, além disso, eles começaram a detectar uma grande quantidade de alcoólatras que sofrem com problemas psiquiátricos, como depressão, transtorno de ansiedade e psicose.

Mas Machado enfatiza que o alcoolismo ainda permanece como um grave problema na sociedade e observa que ele piorou em alguns pontos: “Apesar de o álcool ser uma substância muito antiga, o homem ainda não achou o equilíbrio em seu consumo. Hoje, o alcoolismo se apresenta como problema em áreas que antes praticamente não existia, como o aumento do consumo pelos mais jovens e pelas mulheres.”

fonte: AgenciaUSP
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21 de outubro de 2010

O limite entre ‘beber socialmente’ e alcoolismo

Estima-se que 20% dos brasileiros, cerca de 32 milhões, bebem mais do que “socialmente”. O consumo de álcool é uma das três maiores causas de faltas ao trabalho e cerca de 65% dos acidentes de trabalho estão relacionados ao uso do álcool e outras drogas. Usuários de drogas faltam dez vezes mais ao trabalho, usam 16 vezes mais os serviços de saúde e solicitam cinco vezes mais indenizações. A produtividade de um usuário de álcool é 20% menor do que a de um trabalhador abstêmio e 70% dos usuários de drogas estão empregados.
65% dos acidentes de trabalhos envolvem álcool
“Só bebo para fazer show e andar de avião. O problema é que eu faço muitos shows e viajo muito de avião”. O humor da frase de Tim Maia esconde um problema: a dificuldade de saber quando ‘beber socialmente’ passa a ser alcoolismo.

O álcool deprime o Sistema Nervoso Central, o que afeta julgamento, nível de consciência, autocontrole e coordenação motora. A cada dose, ocorre um aumento de concentração de álcool no sangue, sendo que uma unidade de bebida alcoólica gera uma hora de efeitos físicos no organismo.

Inicialmente, há sintomas de euforia, evoluindo para tonturas, dificuldade na fala e na coordenação motora, confusão e desorientação. Níveis elevados podem levar à anestesia, coma e morte. Os sintomas físicos da intoxicação alcoólica são aumento da diurese, redução dos reflexos motores, náuseas, vômitos e aumento da frequência cardíaca e da pressão sanguínea.

Em médio e longo prazo, os efeitos são tolerância (necessidade de doses maiores para obter as mesmas sensações de prazer e relaxamento de antes), síndrome de abstinência (tremores, náusea, sudorese, ansiedade e irritabilidade quando sóbrio), dependência, complicações clínicas, risco de acidentes de trabalho e trânsito, problemas sociais, familiares, econômicos e judiciais.

Classifica-se como uso nocivo do álcool quando o indivíduo bebe quantidade acima do tolerável pelo organismo, seja este uso frequente, ou ocasional. Beber em quantidades acima das doses estipuladas é considerado uso nocivo do álcool e os riscos aumentam no sentido de causar problemas físicos, laborais, sociais, judiciais, familiares e levar à dependência. O uso constante, descontrolado e progressivo de bebidas alcoólicas pode comprometer seriamente o funcionamento do organismo, levando-o a consequências irreversíveis.

A psicóloga Cristiane Sales, do Centro Psicológico de Qualidade de Vida, explica que um indivíduo deve procurar ajuda quando:

* As pessoas próximas estão preocupadas com seu padrão de consumo.
* Sai com amigos e bebe mais do que eles.
* Bebe muito e não fica visivelmente embriagado.
* Tem a percepção de que não tem controle sobre frequência e quantidade de consumo.
* Sente vontade de beber pela manhã.
* Fica irritado se alguém critica a maneira como bebe.
* Acredita que o álcool possa estar fazendo mal à saúde.
* Prejuízo por causa do álcool no trabalho, família, finanças, justiça, acidentes.
* Se sente culpado pela forma de beber.
* Já tentou parar ou diminuir sozinho, mas não conseguiu.

A dependência do álcool leva anos para se estabelecer, portanto se a pessoa perceber que seu padrão de consumo não está saudável deve parar antes de ter qualquer prejuízo.

fonte: VidaEquilibrio

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29 de agosto de 2010

Os perigos do Narguile. Saiba mais


Onde tem fumaça, às vezes, tem um narguile – e é aí que mora o perigo! Mesmo porque o tradicional cachimbo d´água usado há milênios nos países do Sudeste Asiático e Oriente Médio agora é a moda entre os jovens no Brasil.

Tudo começou com a exibição na televisão de uma novela. Em seguida, bares e restaurantes aderiram à onda para agradar aos clientes. Assim, de boca em boca, o que era moda tornou-se uma febre.

Em virtude da mistura de inúmeras essências, o narguile tem aromas variados. É feito com um fumo especial (um melaço, subproduto do açúcar). Os sabores mais conhecidos, são: pêssego, maçã-verde, coco, flores e mel.

O narguile (narguilê, narguila, arguile, naguilé etc) é formado por uma peça central, que parece um vaso, onde se coloca a água. Conectada à base está uma peça cilíndrica que sustenta o fornilho, onde se coloca o tabaco, e em cima do tabaco, o carvão. A mangueira, por onde se aspira a fumaça, resfriada pela água, se encaixa na parte superior do narguile e termina numa piteira. Pode haver mais de uma mangueira para várias pessoas fumarem juntas. Ele funciona quando é aspirado por um tubo que reduz a pressão no interior do aparelho, fazendo com que o ar aquecido pelo carvão passe pelo fumo, produzindo a fumaça. Essa fumaça desce até a base, onde é resfriada e filtrada pela água, que retém algumas partículas sólidas. A fumaça segue pelo tubo até ser consumida pelo usuário com o sabor da essência escolhida.
Segundo o dr. Sérgio Ricardo Santos, Presidente da Comissão de Tabagismo da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT), o narguile causa ainda mais males do que o cigarro, pelo potencial de transmitir também doenças infecciosas – já que é usado por mais de uma pessoa ao mesmo tempo sem a devida esterilização. Vale lembrar que o seu uso é proibido para menores de 18 anos, assim como o cigarro.
Efeitos à saúde
Também conhecido como ‘hookah’ nos países de língua inglesa, ou por ‘shisha’ no norte da África, o narguile pode causar diversas doenças, sendo as respiratórias as mais observadas.

Especialistas em doenças respiratórias advertem que 50 tragadas são suficientes para viciar. Isso ocorre devido à nicotina, que causa a chamada sensação de bem-estar, adverte o dr. José Eduardo Delfini Cançado, Presidente da SPPT.

Estudos recentes contrariam a crença popular de que a água ajudaria a filtrar as impurezas do fumo, tornando-o menos nocivo.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta que a fumaça inalada em uma sessão de narguile, que pode durar entre 20 minutos e uma hora e meia, corresponde à inalação de mais de 100 cigarros. E são consumidos até 10 litros de fumaça, pois a presença da água faz com que se aspire mais fumaça, que se torna mais tolerável. Dessa maneira, inala-se maior quantidade de toxinas.

Veneno
O que muitos pensam erroneamente é que esse tipo de fumo não é tão prejudicial à saúde. Longe disso: por conter diversas toxinas, pode causar câncer de pulmão, além de doenças cardíacas, tuberculose, herpes, hepatite e outras. “A única forma de minimizar os males causados pelo narguile é evitar o uso e não aspirar a fumaça“, alerta o dr. Sérgio.


Entrevista
A Dra. Jaqueline Scholz Issa, cardiologista, diretora do Programa de Tratamento do Tabagismo do InCor (Instituto do Coração) de São Paulo, responde as perguntas dos ouvintes enviadas à Rádio Jovem Pan para a campanha contra as drogas:

Quais são os malefícios do uso continuado do narguile? É igual ao tabaco?
Dra. Jaqueline Scholz Issa:
É igual ao tabaco. O fumo utilizado no narguile contém as mesmas substâncias tóxicas do tabaco (nicotina, alcatrão, monóxido de carbono, que tira o oxigênio das células) e sua fumaça contém também os aditivos aromatizantes e substâncias nocivas do carvão. Causa, portanto, dependência, perda de dente, câncer de boca e todos os riscos do tabaco à saúde: doenças respiratórias, câncer e doenças cardiovasculares.

Qual a origem do narguile? A planta é tabaco? Vários amigos meus dizem que provoca euforia. É verdade?
Dra. Jaqueline Scholz Issa:
O narguile tem origem no Oriente. Uma das versões é a de que teria sido inventado na Índia do século XVII. Na China, passou a ser utilizado para fumar o ópio, e assim permaneceu até a revolução comunista, no fim da década de 40. Com os árabes, passou a ser utilizado em grupo, acompanhado de café. As cruzadas também espalharam o narguile pelo mundo, quando os guerreiros sobreviventes traziam-no para seus países. No Brasil, o narguile foi trazido por trazido por turcos, libaneses e judeus. Para fumar, é utilizado tabaco. Maconha e crack também estão sendo fumados no narguile. E há grupos de adolescentes que estão trocando a água do narguile por bebida – causas da perigosa euforia relatada pelos seus amigos.

É verdade que o narguile veio com os árabes e muçulmanos para o Brasil? Ele é uma droga? É tabaco ou alguma outra coisa?
Dra. Jaqueline Scholz Issa:
Para o Brasil, foi trazido por turcos, libaneses e judeus. O que se fuma no narguile – tabaco – é droga. Há também quem utilize maconha, bebida e crack, potencializando os riscos dessas drogas.

Por que que o narguile está tão popular nas festas? Quem tem o interesse em divulgar mais esse consumo de tabaco? Ele é ilegal? Vicia? É droga?
Dra. Jaqueline Scholz Issa:
Porque se criou o falso conceito de segurança, incentivado pela falsa idéia de que é inócuo, os pais compraram a idéia de que não tem perigo. Falso e perigoso conceito porque fumar no narguile é altamente maléfico para a saúde. A água do narguile não filtra, ela esfria a fumaça. E a fumaça vem com nicotina, que vicia, vem com alcatrão e monóxido de carbono, substâncias do tabaco. O monóxido de carbono no narguile é potencializado pela combustão do carvão, o que significa que chegará mais forte ao organismo, retirando oxigênio das células e possibilitando o aparecimento de doenças, perda de dentes e de câncer na boca. Como a concentração de monóxido de carbono é maior com o narguile, por causa da combustão do carvão, sua concentração equivale ao final de 40 minutos a se ter fumado 100 cigarros. Quem tem interesse de divulgar o narguile é a indústria do cigarro, porque o usuário de narguile vai também fumar cigarro. É proibido para menor de 18 anos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, que veda a venda de qualquer produto do tabaco para adolescentes. Como é usado o tabaco, vicia, sim. Narguile é o objeto onde se usa droga.

Como podemos ajudar na campanha contra o tabaco nas escolas? Vários colegas meus fumam e não consideram o cigarro droga. O narguile é uma droga, também vicia?
Dra. Jaqueline Scholz Issa:
Deveríamos incentivar a participação em festas, sem drogas. Deveríamos motivar jovens a promoverem festas, sem bebida, sem cigarro ou outras drogas, com o objetivo de reunir os amigos para se conhecerem, conversarem, compartilharem companhia. O narguile é o objeto onde se usa droga, que vicia.

Tenho ido a festas e vejo o tal de narguile correndo por todos. Achei o cheiro muito estranho e enjoativo, meio adocicado... Ele é feito de quê? Será que vicia? É também uma droga?
Dra. Jaqueline Scholz Issa:
O cheiro é do tabaco misturado com essências de flores ou frutas. É uma droga. Portanto, vicia, sim.

Gostaria de saber o que é exatamente narguile. Como é o tabaco que é fumado pelas pessoas e por que ele é perfumado? Narguile também é considerado uma droga?
Dra. Jaqueline Scholz Issa:
O tabaco fumado no narguile é misturado com essências, ou seja, tem mais produtos químicos para prejudicar a saúde. Esse tabaco é droga, sim, que vicia e prejudica o organismo.

Fonte: DestaqueSP
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15 de agosto de 2010

Medicamentos falsos são consumidos em grande quantidade no Brasil


Os brasileiros são os que mais consomem medicamentos falsos em todo o mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) identifica nesta categoria remédios pirateados, contrabandeados e aqueles que não têm registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Esses números preocupam a Anvisa, que pretende alertar a população sobre o mal de consumir produtos falsificados.

De acordo com a Anvisa, 20% dos remédios vendidos no país são falsos. Por isso os consumidores devem ficar atentos às características da embalagem que certificam que o produto não é falsificado ou irregular. Remédios falsos podem provocar problemas de saúde, agravar sintomas que já existem e até levar à morte.

Entre os itens de segurança estão a caixa do medicamento, a raspadinha e o selo ou lacre que torna a embalagem inviolável, tudo deve estar sempre fechado. No caso da raspadinha, ela fica em uma das duas laterais da embalagem, possui tinta reativa que não descasca e ao ser friccionada com objeto de metal expõe a palavra “qualidade” e a logomarca da empresa. Outra observação importante é verificar se a embalagem não foi violada e está em boas condições.

“Distinguir um medicamento verdadeiro de um falsificado, embora possa parecer simples, pode confundir o consumidor ao ter de lembrar-se de todos os detalhes que demonstram a originalidade do produto, daí a importância imprescindível de solicitar a presença do farmacêutico na farmácia, que deverá esclarecer com propriedade todas as dúvidas relacionadas ao remédio e sua procedência”, completa a tutora do Portal Educação, Carolina Marlien.

Para identificar um medicamento verdadeiro as pessoas podem observar nas embalagens o nome comercial do medicamento, denominação genérica da substância ativa, nome, endereço e CNPJ do detentor de registro no Brasil, bem como o nome do fabricante e local de fabricação do produto. Outro ponto a ser observado é a data de fabricação e validade. No medicamento deve constar também o número do lote, o telefone do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), cuidados de conservação com indicação da faixa de temperatura e condições de armazenamento e a sigla MS seguida do número de registro no Ministério da Saúde. O registro inicia-se com o número 1 e possui treze dígitos.

Vale a consciência do cidadão em não adquirir medicamentos de ambulantes, em feiras ou pela Internet. O consumo de medicamentos requer cuidado e deve sempre ser comprado em farmácias e drogarias com a orientação do farmacêutico.

No caso de suspeita de produto falso, o consumidor pode fazer denúncia ao Procon do seu município ou procurar a vigilância sanitária (Anvisa), que também avalia a denúncia por e-mail (ouvidoria@anvisa.gov.br), pelo número 0800 642 9782 da Central de Atendimento ou disque Saúde 0800 61 1997.

fonte: PortalEducação
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8 de agosto de 2010

Lei antifumo comemora aniversário com balanço positivo


A lei antifumo completou neste sábado (7) um ano em vigor, em todo o Estado de São Paulo, com balanço positivo tanto para empresários como para o setor da saúde e para os não-fumantes. Após o alarde e pessimismo de que a legislação causaria prejuízo a bares, restaurantes, boates e similares na região, a conclusão é unânime: a lei foi um sucesso. Além do aumento no movimento dos estabelecimentos no período, o programa de tabagismo da Secretaria Municipal de Saúde de Campinas, por exemplo, nunca registrou tanta procura de pessoas que decidiram largar o vício do tabaco.

A mudança de atitude por parte de fumantes e o apoio da população por meio de denúncias foram os principais responsáveis pelo funcionamento da legislação sem problemas até o primeiro aniversário.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, a adesão em Campinas foi de 99,8%. Os agentes da Vigilância Sanitária Estadual e do Procon-SP realizaram 21.491 inspeções e aplicaram 45 multas no período. No total do Estado de SP, foram 360.741 inspeções (uma média de 40 por hora) e aplicação de 822 multas, o que representa apenas 0,22% de descumprimento. Do total de multas, 18,5% foram originadas a partir de denúncias recebidas por telefone ou via o portal da lei.

O otimismo é o mesmo por parte de donos de bares. “Todos nós pensamos: é lei, então vamos cumprir”. Ao final ganhamos mais clientes. Tudo mudou para melhor”, conclui Nilson, proprietário de um estabelecimento me Campinas.

Os funcionários também não tem o que reclamar. O presidente do Sindicado dos Empregados do Setor Hoteleiro, Restaurantes, Bares e Similares, Orides Rodrigues Sousa, explica que o alarde de que um dos piores reflexos da lei antifumo seria a demissão em massa por conta da queda do movimento passou desapercebido no quadro de empregos dos estabelecimentos. “Só esse ano, o movimento aumentou 25%, porque os não fumantes retornaram aos estabelecimentos, e não o processo inverso. Os clientes perceberam que a lei era correta e se conscientizaram”, explica.


Balanço positivo na saúde
O programa de tabagismo da Secretaria de Saúde de Campinas foi um dos beneficiados pela lei. Em um ano, o balanço é positivo, e os campineiros ficaram mais determinados a deixar o vício. O último balanço da Secretaria de Saúde, de 2009, mostra que há 200 mil fumantes na cidade. Do total da população de Campinas, com cerca de um milhão de habitantes, 21% são homens e 15,1% são mulheres. Em 2002, eram 25% do sexo masculino e 21% do sexo feminino.

fonte: EPCampinas
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4 de agosto de 2010

Projeto prevê coquetel para emagrecimento sem anfetamina


Está sendo votado no Senado um projeto de lei que prevê a regulamentação da venda de remédios que contêm anfetamina. Caso seja aprovado, os médicos não poderão incluir a anfetamina nos coquetéis de emagrecimento. Além disso, a substância só poderá ser vendida com a apresentação da receita médica, que ficará retida na farmácia. Para ser importada ou exportada, será necessária uma autorização da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Portarias e resoluções do governo já controlam a distribuição deste componente, mas não há uma lei específica que proíba a venda. Especialistas acreditam que a nova lei pode garantir a punição dos envolvidos neste mercado.

Campeão
O Brasil é o campeão mundial do uso de anfetaminas. São 30 toneladas por ano. Cerca de 90% das compras são feitas por mulheres, que em 2/3 dos casos usam o medicamento sem acompanhamento médico e por mais de 6 meses.

O projeto original da lei, elaborada pelo senador Marcelo Crivella, tinha como intuito banir a anfetamina do país. Entretanto, como alegou a senadora Rosalba Ciarlini, a substância pode ser usada para tratar outras doenças, como o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, da obesidade (com restrições) e da narcolepsia. A senadora é responsável pelo novo formato de lei que está em votação.

fonte: eBand
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29 de maio de 2010

Fumo mata 40% das mulheres com menos de 65 anos no Brasil


A Organização Mundial da Saúde (OMS) denunciou ontem as "estratégias agressivas" de publicidade e marketing das empresas de cigarro para incentivar mulheres a fumar e fazer com que o hábito seja aderido em idades cada vez mais adiantadas.

Pela ocasião do Dia Mundial Sem Tabaco, a ser comemorado neste domingo, dia 30 de maio, a OMS declarou que "fumar é desagradável, mortal e vicia" e não é "um sinal de independência, de poder ou de sofisticação", como a indústria tenta mostrar.

O diretor da "Iniciativa Livre de Tabaco" da OMS, Douglas Bettcher, revelou que os últimos dados indicam que a taxa de mulheres fumantes ainda é baixa (9%) se comparada com a de homens (40%).
Estas porcentagens mostram que de um bilhão de pessoas que fumam no mundo, cerca de 200 milhões são mulheres, diferença que os fabricantes de tabaco veem como uma grande oportunidade para expandir seu mercado.

A diferença se reduz quando se trata de mortes pelo tabaco, que são cinco milhões a cada ano, das quais 1,5 milhão são mulheres, embora, sem medidas mais drásticas para limitar o tabagismo, a OMS estime que o número de vítimas fatais chegará a oito milhões em 2030, a maioria em países em desenvolvimento.

É esse grupo de países - de classe média e baixa - o alvo das "estratégias predatórias" das companhias de tabaco para "manter seu motor de rentabilidade", disse Bettcher.
Um recente estudo realizado em 151 países entre adolescentes de 13 a 15 anos revelou outro dado extremamente alarmante, que na metade desses países a proporção de meninas que fumam é maior do que a de meninos.

O desejo das jovens de participar das tendências "da moda", a ideia que fumar equivale a ser uma mulher "liberada" e que diminui o apetite, o que favoreceria as silhuetas magras, são algumas das razões argumentadas para que cada vez mais meninas passem a ser fumantes, segundo a OMS.

As oportunidades nesse segmento são amplas para a indústria se for considerado que na Índia e na China - os dois países com maiores níveis de tabagismo - 60% dos homens fuma, frente a entre 3% e 5% de mulheres.

Assim, os mercados dos países em desenvolvimento são particularmente atrativos em comparação ao declínio do tabagismo em grande parte dos países industrializados nos últimos 20 anos, um resultado de políticas mais e mais restritivas contra o tabaco.

A indústria do tabaco, "principalmente Philip Morris e British American Tobacco, também tem uma clara estratégia" para conquistar o mercado feminino na América Latina, o que está conseguindo, segundo se deduz do fato de que no Chile, Colômbia, México, Uruguai, Argentina e Brasil as meninas que fumam são mais do que os meninos, sustentou Bettcher.
"É preciso lembrar que o tabaco mata aproximadamente a metade dos fumantes e, portanto, a indústria tem que substituir esses usuários.
E onde os substitui? Nas duas populações que são mais propensas a fazê-lo: os jovens e as mulheres", explicou à Agência Efe o gerente do Programa de Controle do Tabaco da OMS, Armando Peruga.
Ele disse que outro dado alarmante é o do número de mulheres que "fumam" passivamente, o que significa 64% dos 430 mil que morrem por exposição à fumaça de um fumante.

Apesar dos esforços internacionais contra o tabagismo e de estar há cinco anos em vigor a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT), só 26 países - com uma população que mal representa 9% do planeta - aplicam proibições efetivas a todo tipo de publicidade sobre o tabaco.
No resto do mundo, esse tipo de normas são inexistentes ou pouco efetivas, enquanto as empresas de cigarro inovam cada vez mais suas estratégias para incentivar consumidores.

Como um exemplo, Bettcher denunciou a "propaganda rosa" que as companhias usam no Japão, onde utilizam a cor para embrulhar os maços de cigarros ou usam publicidade em massa inclusive nos transportes públicos.
Já no Egito, alguns maços de cigarro adotaram a forma de caixas de perfumes para atrair o público feminino.

fonte: Terra

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31 de maio. Dia mundial sem tabaco



O Dia Mundial sem Tabaco de 2010 será celebrado nesta segunda-feira 31 de maio. A Organização Mundial da Saúde (OMS) escolheu como tema “Gênero e tabaco com ênfase no marketing para mulheres”, com o objetivo de alertar sobre as estratégias que a indústria do tabaco utiliza para atingir o público feminino e os males que o cigarro causa à saúde e ao meio ambiente.


No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) desenvolveu peças promocionais para uma campanha com o slogan “Mulher, você merece algo melhor que o cigarro!”. As peças trazem a imagem de flores como um contraponto ao cigarro: as flores representam proteção ao meio ambiente, beleza e qualidade de vida, contrastando com o cigarro, sinônimo de desmatamento, envelhecimento precoce e problemas de saúde.


O INCA estima que o tabagismo seja responsável por 40% dos óbitos nas mulheres com menos de 65 anos e por 10% das mortes por doença coronariana nas mulheres com mais de 65 anos de idade. Uma vez abandonado o cigarro, o risco da doença cardíaca começa a decair – após um ano, reduz-se à metade e, após dez anos, atinge o mesmo nível de quem nunca fumou.

Entre as mulheres que convivem com fumantes, principalmente seus maridos, há um risco 30% maior de desenvolver câncer de pulmão em relação àquelas cujos maridos não fumam. Além disso, o risco de infarto do miocárdio, embolia pulmonar e tromboflebite em mulheres jovens que usam anticoncepcionais orais e fumam chega a ser dez vezes maior que o das que não fumam e usam esse método contraceptivo.

As gestantes também devem ficar alertas. Abortos espontâneos, nascimentos prematuros, bebês de baixo peso, mortes fetais e de recém-nascidos, complicações com a placenta e episódios de hemorragia ocorrem mais frequentemente quando a mulher grávida fuma. Tais problemas se devem, principalmente, aos efeitos do monóxido de carbono e da nicotina exercidos sobre o feto, após a absorção pelo organismo materno.

Os riscos para a gravidez, o parto e a criança não decorrem somente do hábito de fumar da gestante. Quando é obrigada a viver em ambiente poluído pela fumaça do cigarro, ela absorve as substâncias tóxicas, que, pelo sangue, passa para o feto. Quando a mãe fuma durante a amamentação, a nicotina passa pelo leite e é absorvida pela criança.

A mulher e o cigarro - Com a participação cada vez maior da mulher no mercado de trabalho, seu papel social também foi se alterando rapidamente. Ela passou a ter mais poder, tanto aquisitivo, quanto de decisão dentro da sociedade.

Em decorrência de todas essas mudanças, a mulher tornou-se um dos alvos prediletos da publicidade da indústria do tabaco, que passou a divulgar o cigarro como símbolo de emancipação e independência. Isso fez e continua fazendo com que o número de mulheres fumantes aumente cada vez mais.

Saiba mais: http://www.inca.gov.br/tabagismo/frameset.asp?item=jovem&link=namira.htm

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23 de maio de 2010

Em dois anos, atendimento a mulheres alcoolistas cresce 46% em SP


O atendimento a mulheres dependentes de álcool cresceu em dois anos o equivalente a 46%. O levantamento é da Secretaria de Estado da Saúde e compreende os atendimentos nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) no período de 2008 a 2010.

O estudo compara os dois primeiros meses de cada ano e evidencia aumento gradual ao longo do período. Em 2008, o número de atendimentos prestados pelos Caps paulistas, em janeiro e fevereiro, foi de 4. 235. Em 2009, número em comparação com o mesmo período foi de 6. 048 e, em 2010 de 6. 169. Configurando um aumento de 45, 66% em dois anos.

“A pesquisa evidencia um problema cada vez mais frequente na sociedade: a relação da mulher com o álcool. Muitas ainda se recusam a procurar ajuda médica, porque além do fato característico dos dependentes de negarem o vício, as mulheres carregam estereótipos sociais que a fazem rechaçar qualquer possibilidade de tratamento. Por vergonha, muitas vezes”, avalia Luizemir Lago, coordenadora da área de Saúde Mental da Secretaria.

Estudos mostram que o aumento de mulheres em tratamento contra dependência do álcool tem sido constante. Pesquisa similar apresentada pela Secretaria de Estado da Saúde em 2007 apontava que o número de mulheres em tratamento contra o alcoolismo crescia 122% no Estado desde 2004. Um aumento médio de 30, 6% ao ano.

“O aumento de demanda gerou, inclusive, uma necessidade de se disponibilizar um número maior de centros de apoio médico e psicológico para essas mulheres. Alcoolismo é uma doença extremamente séria e precisa ser combatida”, afirma Luizemir.

Centros especializados
O Estado de São Paulo conta hoje com 58 Caps para tratamento de dependência de álcool e outras drogas, sendo 17 deles localizados na Capital. Além disso, a Secretaria de Estado da Saúde possui um centro de referência no assunto, o Cratod, que atende na região central.

Somente nos dois últimos anos foram criados 15 Caps para os paulistas. Sob responsabilidades dos municípios, os Caps podem ser procurados via Unidades Básicas de Saúde (UBSs), que encaminham os pacientes.

Localizado na região central da cidade, o Cratod, premiado pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), mantém atendimento multidisciplinar, ou seja, com equipe composta de médicos clínicos e psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais e enfermeiros acompanha desde a desintoxicação até o resgate da auto-estima. O índice de reabilitação chega a 30%, o preconizado pela Organização Mundial de Saúde_ cerca de 40% das pessoas atendidas são moradores de rua ou de albergues.

fonte:CidadãoSP
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29 de abril de 2010

Drogas psicotrópicas

O termo droga tem origem na palavra droog (holandês antigo) que significa folha seca (isto porque antigamente todos os medicamentos eram feitos à base de vegetais). Atualmente, a medicina define droga como qualquer substância capaz de modificar a função dos organismos vivos, resultando em mudanças fisiológicas ou de comportamento.

A palavra psicotrópico se relaciona com o termo tropismo, que significa 'ter atração por'. Então, drogas psicotrópicas são aquelas que atuam sobre nosso cérebro, alterando de alguma maneira nosso psiquismo.

Há diferentes formas de classificação das drogas (susbstâncias psicotrópicas ou psicoativas), a saber:

Ponto de vista legal
Lícitas: aquelas comercializadas legalmente, podendo a venda ter ou não alguma restrição, como por exemplos, obrigatoriedade de receita médica (alguns medicamentos) ou venda exclusiva para maiores de 18 anos (álcool e tabaco);
Ilícitas: proibida a comercialização. Exemplos: maconha e alucinógenos

Ponto de vista didático
(acerca da atuação sobre a atividade mental e comportamental de seu consumidor)
- Depressoras do Sistema Nervoso Central (álcool, barbitúricos, benzodiazepínicos, opióides/morfina,heroína,codeína, solventes e inalantes);
- Estimulantes do Sistema Nervoso Central (anfetaminas, cocaína);
- Perturbadoras do Sistema Nervoso Central : maconha e alucinógenos (origem vegetal: THC/maconha, Mescalina/cactos mexicanos, Lírio/trombeteira, Psilocibina/ certos cogumelos; origem sintética: LSD, ecstasy, anticolinérgicos)

Outras drogas
(não podem ser classificadas únicamente em uma das categorias já citadas)

- Tabaco, cafeína, esteróides anabolizantes


(Fontes: Livretos informativos s/drogas psicotrópicas/CEBRID-SENAD)
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Prestação de serviços em farmácias

Farmácias podem prestar serviços farmacêuticos de três tipos e cobrar por eles:
•• Glicemia
•• Pressão arterial
•• Temperatura corporal.

Para tanto, cada farmácia precisa solicitar uma autorização da Vigilância Sanitária e para obter esse alvará deverá se adequar quanto à:
•• ambiente físico (local comprivacidade e limpo)
•• capacitação de profissionais (somente farmacêuticos podem prestar o serviço e devem ser treinados)
•• processos e registros de todos os testes, resultados e procedimentos.

A ANVISA frisa que os farmacêuticos não devem diagnosticar, nem tratar. A finalidade é apenas auxiliar no monitoramento.

Publicado no Blog Saúde!
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13 de abril de 2010

Campanha de combate a medicamentos falsificados


“Quem compra falso arrisca a vida e perde dinheiro”. A frase faz parte do jingle de rádio produzido para a campanha “Medicamento Verdadeiro”, lançada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nesta segunda-feira, (12) em Brasília (DF). O objetivo da campanha é orientar a população sobre os riscos do consumo de medicamentos falsificados.

A campanha é composta por um filme de 30 segundos para televisão, spots de rádio, cartazes, filipetas e jingles, que ensinam o consumidor a como diferenciar um medicamento verdadeiro de um falso. Também faz parte da campanha uma cartilha específica voltada para policiais federais, civis e militares que atuam na repressão a esse crime.

O diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo de Mello, ressaltou a gravidade do crime de falsificação de medicamentos. “Ao contrário de um CD ou tênis, no caso dos medicamentos, o dano pode ser a morte”, ressaltou Mello.

“Depois dos inalantes e da maconha, os benzodiazepínicos e os estimulantes são as substâncias mais usadas pela população, muitas vezes por meios ilícitos, o que mostra que a preocupação com os medicamentos precisa ser constante”, lembrou o coordenador-geral do Observatório Brasileiro de Informações Sobre Drogas, Vladimir de Andrade Stempliuk.

O secretário-executivo do Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos contra a Propriedade Intelectual (CNCP), André Barcellos, citou a importância da iniciativa da Anvisa: “ao se disponibilizar informações que contribuem para o consumo consciente, possibilita-se, também, o exercício da cidadania”.

Escolas e instituições que desejarem receber cópias dos materiais da campanha devem entrar em contato pelo e-mail ascom@anvisa.gov.br.

O endereço do hotsite da campanha é: www.anvisa.gov.br/medicamentoverdadeiro

Fiscalização
A campanha “Medicamento Verdadeiro” é mais uma das muitas ações da Agência, que a partir de 2007, por meio de um convênio com a Polícia Federal, e da ação conjunta com as vigilâncias sanitárias estaduais e municipais intensificou a fiscalização em farmácias e drogarias. Em 2008, foram aprendidas 40 toneladas de produtos irregulares, entre medicamentos falsificados, sem registro e contrabandeados. Já em 2009, com o aumento da repressão, o volume apreendido foi de 333 toneladas.

Segundo Dirceu Raposo de Mello, há 15 anos o problema estava restrito a vendedores ambulantes. Atualmente, já pode ser identificado até mesmo em farmácias e drogarias regulares, prática que vem sendo severamente combatida. O estabelecimento pode sofrer penalidades ainda mais graves se participar de algum programa governamental, como o “Farmácia Popular”. “O Estado Brasileiro não vai financiar quem não cumpre com o dever e utiliza o estabelecimento para práticas ilícitas”, alertou o diretor-presidente da Anvisa.

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30 de março de 2010

Anvisa altera 'sibutramina' para medicamento controlado


A partir desta terça-feira (30) os medicamentos que contêm a substância emagrecedora sibutramina terão um controle maior de prescrição e venda. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma resolução que remaneja a substância da lista C1 para a lista B2 dos remédios sujeitos a controle especial. As empresas detentoras de registro de medicamentos a base dessa substância terão prazo de 180 dias para fazer as alterações necessárias nas bulas e embalagens.

Com a mudança, a sibutramina passa a ser classificada como psicotrópico anorexígeno e a tarja do medicamento muda de vermelha para preta. Além disso, esses remédios só poderão ser vendidos com receituário azul (em que a numeração é fornecida pela vigilância sanitária). Até então, a sibutramina era comercializada com receita branca, que não é numerada pela autoridade sanitária.

A sibutramina foi desenvolvida na década de 80 como antidepressivo e age em áreas do cérebro que controlam não somente o humor e sensação de bem estar, como também o apetite. Por promover uma sensação de saciedade alimentar, é indicada no tratamento da obesidade ou quando a perda de peso está clinicamente indicada. É encontrada principalmente sob a forma do sal Cloridrato de Sibutramina e, no Brasil, está disponível no mercado nas concentrações de 10mg e 15mg na forma industrializada, além das formulações manipuladas em farmácias magistrais.

Segundo relatório da Anvisa, a população brasileira consumiu, em 2009, quase 2 toneladas do inibidor de apetite sibutramina.

Este mesmo relatório inclui o consumo de mais três psicotrópicos anorexígenos. "anfepramona", "femproporex" e "mazindol" e apontou que os brasileiros consumiram 1 tonelada de femproporex, 3 toneladas de anfepramona e 2,3 quilos de mazindol no ano passado.



Alerta
Em janeiro, a Anvisa divulgou um alerta para os profissionais de saúde sobre o uso da substância sibutramina no Brasil. A realização de um estudo, denominado "Sibutramine Cardiovascular Outcomes", demonstrou aumento do risco cardiovascular não fatal nos pacientes tratados com a substância.

O estudo indicou que o risco de desenvolver enfermidades cardiovasculares aumenta em 16% nos pacientes que utilizaram o medicamento quando comparados àqueles tratados com placebo. Com base no estudo, a agência regulatória da União Europeia (EMA - European Medicine Agency) suspendeu a autorização de comercialização para o medicamento em todo o bloco.

Nos Estados Unidos, não houve proibição da fabricação e venda do medicamento. O FDA (FDA - Food and Drug Administration) solicitou a inclusão de novas contraindicações na bula do produto, para informar que a sibutramina não deve ser usada em pacientes com história de doença cardiovascular.

fonte: Anvisa/Terra
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25 de março de 2010

Diferença nos preços de medicamentos ultrapassa 420%

O consumidor que optar por comprar remédios sem pesquisar preços pode sentir no bolso. Diferenças de até 421,16% entre os medicamentos genéricos e de até 123,46% entre os medicamentos de referência foram encontradas em pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP, vinculada à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania. Este foi o segundo levantamento comparativo de preços de medicamentos feito pelo Procon, realizado entre os dias 3 e 5 de março.

Com relação aos medicamentos genéricos, a pesquisa concluiu que, comparando-se os preços médios dos genéricos com os de referência de mesma apresentação, os primeiros são, em média, 54,39% mais baratos do que os de referência, o que pode representar uma grande economia ao bolso do consumidor. Um exemplo é o genérico do cloridrato de fluoxetina -20 mg com 28 cápsulas - encontrado por aproximadamente 72,36% mais barato que o respectivo medicamento de referência.

Por serem produzidos por diversos laboratórios, os medicamentos genéricos são, em geral, mais baratos. Segundo alerta o Procon, no entanto, vale lembrar que um genérico de um mesmo laboratório também pode apresentar preços diferentes entre as drogarias/farmácias, o que reforça a pesquisa de preços aliada à recomendação e prescrição médica.

Os medicamentos têm um preço máximo ao consumidor (PMC) definido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e as farmácias e drogarias podem praticar qualquer preço para o medicamento, desde que não ultrapassem esse valor máximo.

Os técnicos da fundação verificaram fatores determinantes na formação de preços no mercado de medicamentos. Entre estes fatores, a pesquisa mostrou que os descontos podem variar de acordo com as condições locais de mercado, rentabilidade da loja e condições comerciais de compra.

Em algumas drogarias de rede há políticas comerciais diferentes para cada canal de venda (loja física, telefone e site - loja virtual). Também há redes que são regidas pelo sistema de franquia, não havendo uma política única de preços entre os franqueados.

O levantamento, que envolveu 15 drogarias distribuídas pelas 05 regiões de São Paulo, pesquisou 99 medicamentos. Tomou-se como base duas tabelas demedicamentos, contendo itens do Programa "Dose Certa", sendo 39 da FURP (Fundação para o Remédio Popular) e 28 produtos "não FURP". 

fonte: OGlobo
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21 de março de 2010

Medicina ortomolecular apresenta festival de irregularidades

O programa Fantástico, através de reportagem,  fez uma investigação rigorosa sobre a medicina ortomolecular.
São testes proibidos, diagnósticos errados, tratamentos perigosos, falsas garantias de emagrecimento e rejuvenescimento. Um escândalo.

A chamada medicina ortomolecular é uma especialidade médica que está na moda – tão na moda que o Conselho Federal de Medicina emitiu uma regulamentação pra evitar abusos e práticas indevidas. Mas, como nossa reportagem vai mostrar, o que ainda se vê em muitos consultórios é de assustar.

Nas quatro clínicas visitadas, a produtora do Fantástico contou uma história parecida: “Desânimo, queda de cabelo, problema de memória, dormindo mal, eu tive depressão”, Sintomas iguais, diagnósticos diferentes.


“Isso pode ser ou deficiência de vitamina C ou de taurina, que é um aminoácido que está presente na carne”, disse um profissional em Porto Alegre. “Isso daí é deficiência de iodo”, atestou outro em São Paulo.


“Provável processo degenerativo crônico em andamento”, comentou um médico no Rio de Janeiro. “Isto indica uma leve sobrecargazinha nos rins e no fígado”, disse uma terapeuta também no Rio.


Para chegar a essas conclusões, um mesmo exame: o da gota de sangue. Só que o teste não tem comprovação científica e é vetado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). “Isso aqui é um cristal de colesterol com uma cândida em cima”, aponta um terapeuta no Rio.


O Fantástico mostrou as imagens para um especialista em doenças do sangue. “Ele pode chamar aquilo do que ele quiser, mas não corresponde à infecção por cândida. Isso não é visualizado dessa maneira através de um exame como esse, muito menos em cima de um cristal de colesterol. As pessoas que têm cândida circulante no sangue estão gravemente doentes”, explica o hematologista Daniel Tabak.


“Está vendo que tem umas bolinhas aqui dentro das hemácias? Chama micoplasma. É um fungo bem comum de aparecer. Ele aumenta muito a vontade de comer doce”, diz a terapeuta em Porto Alegre.


“Micoplasma, na verdade, não é um fungo. É uma bactéria, e ela não pode ser visualizada dessa maneira. Sem dúvida nenhuma, não existe nenhuma relação entre o aparecimento de micoplasma e o desejo de comer doce”, rebate o hematologista Daniel Tabak.


Em outro consultório, em São Paulo, onde quem atende é uma “terapeuta” formada em administração de empresas, surge uma expressão chave no mundo ortomolecular: radicais livres. “Radical livre são esses buracos brancos”, diz ela. O Fantástico mostrou as cenas para o cardiologista Francisco Laurindo, que estuda radicais livres no Instituto do Coração (Incor), em São Paulo.


“A uma distância é um pouco difícil e com essa resolução é difícil, mas eu posso dizer que os pontos brancos muito provavelmente correspondem a reflexos. Tem uma luz debaixo do microscópio. A luz reflete na superfície da célula e aquilo tem uma certa luminosidade, como se fosse um espelho. Ele reflete e promove esses reflexos brancos”, explica o cardiologista Francisco Laurindo.


Radicais livres – que, como explicou o cientista Francisco Laurindo, não têm nada a ver com reflexos numa lâmina – são fragmentos invisíveis de moléculas. Eles são produzidos na respiração e circulam naturalmente pelo corpo. São muito instáveis. Precisam reagir com alguma coisa para sossegar.


”Ao reagir, eles causam danos às células, desencadeando doenças, causando o próprio envelhecimento e a morte das células”, explica o professor de bioquímica da USP e da Unifesp, Etelvino Bechara.


Estima-se que existam, no Brasil, seis mil médicos adeptos da medicina ortomolecular ou biomolecular, como ela também é conhecida. Essa medicina, que tem como foco o combate aos radicais livres, foi criada por um químico.


“Ortomolecular foi fundada por um grande pesquisador, duas vezes prêmio Nobel, doutor Linus Pauling”, conta José de Felippe Júnior, presidente da presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Biomolecular.


Isso foi nos anos 1960, mas a medicina ortomolecular só chegaria com força ao Brasil quase duas décadas depois, defendendo que um organismo saudável é um organismo quimicamente equilibrado e que esse equilíbrio químico poderia ser atingido usando-se altas doses de vitaminas. As vitaminas, também chamadas de antioxidantes, atacam os radicais livres e, portanto, poderiam retardar o envelhecimento. Porém...


“Existe muita controvérsia sobre o fato de se a ingestão de doses altas desses antioxidantes, de fato, vai prevenir uma doença e vai ajudar você a controlar seu envelhecimento ou seu estado de saúde”, afirma o professor de bioquímica Etelvino Bechara.


Ou seja, não existe uma fórmula mágica para bloquear os danos causados pelos radicais livres. Radicais, é bom lembrar, que são invisíveis e não aparecem em microscópios simples de consultórios.


“Você está vendo esse branco aqui? Ele está fechando marronzinho. É o seu organismo que está se recuperando, tentando fechar o radical livre”, diz uma atendente ortomolecular em São Paulo.


“Obviamente ela não pode ver os radicais livres, muito menos os radicais se fechando. Não consigo entender o que é radical se fechando”, rebate o hematologista Daniel Tabak.


O Conselho Federal de Medicina reconhece a medicina ortomolecular, mas faz ressalvas. “É uma prática que tem uma ação terapêutica muito eficaz e com valor cientifico em determinadas circunstâncias e parâmetros bem estabelecidos. Mas não dentro dessa busca de envelhecimento, de antienvelhecimento, como hoje é proposto de maneira muito ampla dentro da sociedade brasileira”, afirma Carlos Vital Correa Lima, vice-presidente do Conselho Federal de Medicina.


No início deste mês, entraram em vigor novas regras do Conselho para a medicina ortomolecular. Além de proibir o exame da gota de sangue, elas limitam o uso de um outro teste típico dessa modalidade: o exame do fio de cabelo.


“Se houver necessidade, a gente vai fazer o exame do fio de cabelo e mandar para os Estados Unidos. A gente pega um pouquinho de fio de cabelo e manda para os Estados Unidos. Eles vêem todos os minerais que estão deficientes, todos”, disse um profissional ortomolecular em São Paulo.


“O exame do fio capilar e o exame do dedo, da gota espessa, não devem ser feitos. Não têm valor científico”, afirma Carlos Vital Correa Lima, vice-presidente do Conselho Federal de Medicina.


As promessas de combate ao envelhecimento, de mais disposição física e até de emagrecer atraíram muita gente.


“Está na moda. Estou fazendo dieta ortomolecular. Já fiz 80 vezes e já furei todos os dedos. Você bota lá e eles dizem que você está com deficiência disso ou daquilo”, diz a cantora Preta Gil.


“Eu já utilizei a medicina ortomolecular, inclusive quando isso virou uma febre. Até hoje eu tomo reposição de vitaminas. Tomo minha vitamina C e ferro”, comenta a cantora Ivete Sangalo.


“Vitamina A, zinco, ômega 3, eu vou associar isso aqui ao resto e você deve ficar boa”, diz um terapeuta ortomolecular no Rio de Janeiro. “É simples assim?”, pergunta a produtora. “Vamos saber”, diz, rindo, o terapeuta.


A nova resolução do Conselho Federal de Medicina também determina: altas doses de vitaminas e minerais, só se o paciente tiver falta dessas substâncias no organismo. Fora isso, basta se alimentar direito.


“Essa é a mensagem que, na verdade, tem sido transmitida pela comunidade médica e pela comunidade de químicos e bioquímicos que trabalham com radicais livres: consumam legumes, frutas e verduras”, diz o professor Etelvino Bechara.


Mas em um consultório ortomolecular em São Paulo... “É um lítio, zinco, cobre, cobalto. É para tudo”, diz a atendente.


“Não há evidência científica que o cobalto, o chumbo e outros minerais possam ter ação prática no rejuvenescimento ou mesmo no tratamento das doenças crônicas”, afirma Carlos Vital Correa Lima, vice-presidente do Conselho Federal de Medicina.


Nossa produtora não saiu dos consultórios só com receitas de vitaminas e minerais. Recebeu também a indicação de procaína, um anestésico.


“Se você quiser a procaína, que no seu caso é indicado, isso é bem rápido, porque a proteína é bem antioxidante”, diz a terapeuta na capital gaúcha.


O Fantástico procurou o dono do consultório onde uma bióloga indicou a procaína. Ele é dono de cinco clínicas.


"A procaína nós usamos dentro daquilo que se é permitido. Por exemplo, a procaína inibe uma enzima que provoca aquelas depressões leves. Essa é uma das funções que nós usamos aqui na procainoterapia.E também como antioxidante", conta o médico Eduardo Gomes de Azevedo.


“Aplicação de procaína como uma medicação antioxidante e de rejuvenescimento não está permitida, não tem valor científico”, diz Carlos Vital Correa Lima, vice-presidente do Conselho Federal de Medicina.


“O médico vai entrar com uma terapia antioxidante para frear essa produção acelerada de radical livre”, diz uma terapeuta ortomolecular no Rio de Janeiro.


Em uma clínica no Rio, outra indicação: soro com água oxigenada na veia para desentupir veias e artérias.


“A gente faz gota a gota o gotejamento do soro na veia. O peróxido de hidrogênio vai entrando e vai limpando tudo. Traduzindo, água oxigenada, água oxigenada. Aí você pode reparar que, quando acabar a primeira, você olha no espelho, ‘tu’ vai ver que você ficou mais branca”, diz o atendente.


“[Água oxigenada] É para uso externo, não é para uso interno. Isso só na imaginação desse indivíduo”, afirmou o hematologista Daniel Tabak.


Foi nessa mesma que o médico, dono de quatro clínicas em dois estados, atribuiu os sintomas de nossa produtora a problemas espirituais.


Médico: A sua mãe ou a sua avó materna ou seu marido, ou você, frequentaram espiritismo.
Produtora: O senhor está vendo no meu sangue que eu tive contato com espiritismo ou a minha família?
Médico: Isso eu não descobri em livro, não. Isso é uma descoberta minha.
Produtora: Mas o que o espiritismo tem a ver com meu sangue e com o processo degenerativo?
Médico: Só dá isso nesses casos. Essas coisas só dão nesse caso. Tem duas cores que você não pode usar: nem marrom nem preto. Você vai dizer: ‘Pô, além de médico, o cara é maluco!’. Mas preto e marrom são a cor do ocultimo.


Além de ouvir essas coisas, nossa produtora-paciente saiu dessa consulta com receita para vários remédios – todos vendidos na própria clínica. “R$ 3,1 mil para o tratamento por mês. Tem que fazer dois meses em média”, disse o médico.


“Não pode oferecer, não pode comercializar produtos, medicamentos em seu consultório. Configura-se como prática de farmácia e isso é vedado pelo código de ética e por lei”, afirma Carlos Vital Correa Lima, vice-presidente do Conselho Federal de Medicina.


O Fantástico voltou a procurar o doutor Carlos Carvalho. Ele disse que vai mudar. “Ou eu cumpro o que o conselho manda ou eu vou perder o meu diploma. Então, eu vou cumprir. Mesmo discordando, eu vou cumprir”, afirmou.


A venda de remédios no consultório também é praticada pela "terapeuta" de São Paulo – aquela que não formada em medicina.


“Eu sou terapeuta ortomolecular. Estudei cinco anos, sou professora de ortomolecular. O médico de ortomolecular ele só tem CRM. Sua terapia para quatro meses fica em R$ 1,9 mil. Você pode pagar em quatro vezes. Aí eu vou fornecer o que você precisa. Não vende em farmácia”, disse a terapeuta.


O Fantástico levou esses remédios para um laboratório credenciado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para fazer um teste crucial: será que esses produtos, de fato, contêm aquilo que o rótulo informa? E mais: mesmo que eles tenham o que está no rótulo, será que essas substâncias trazem algum efeito benéfico para as pessoas?


Alguns produtos tinham uma descrição tão genérica no rótulo que nem foi possível testá-los. Já um complexo de vitaminas foi examinado. Ele continha o que o rótulo dizia: milionésimos de gramas de vitaminas, que é a dose diária recomendada dessas substâncias.


“Se a pessoa se alimenta bem, se alimenta de acordo, não haveria necessidade. Não há nenhuma evidência que este tipo de prescrição cause benefício terapêutico, cause um bem para a pessoa”, afirma o médico responsável pelo laboratório, Gilberto de Nucci.


Procurada pelo Fantástico, a terapeuta Marina Pieroni disse apenas o seguinte: “Eu estou fazendo uma coisa totalmente legal, não estou fazendo nada ilegal. Não tem por que eu ficar dando entrevista”.


“Ortomolecular chegou ao Brasil um pouco com o pé quebrado. Fizeram propagandas indevidas. Por isso, eu uso biomolecular. Agora, eu respeito a ortomolecular do início, do Linus Pauling, uma molécula certa no lugar certo”, diz José de Felippe Júnior, presidente da presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Biomolecular.


“Como em qualquer comunidade, existem indivíduos sérios que têm uma vontade de ajudar o paciente e que acreditam profundamente naquilo que estão fazendo, mesmo no caso da medicina ortomolecular. E há o outro extremo, que são casos praticamente criminais de indivíduos que eventualmente nem médicos são, que estão aplicando procedimentos sem a menor base”, afirma o cardiologista Francisco Laurindo, que estuda radicais livres no Instituto do Coração (Incor), em São Paulo.

fonte: Fantastico/Globo'com
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