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27 de abril de 2011

Dia Internacional do cão-guia

Toda última quarta-feira do mês de abril, dia 27 neste ano, é celebrado esta data. O Cão-guia proporciona melhores condições de mobilidade e segurança ao deficiente visual. Além de melhorar a qualidade de vida, os cães-guias facilitam o acesso dos deficientes visuais ao mercado de trabalho e proporcionam mais independência.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), das 24,6 milhões de pessoas que relataram ter alguma deficiência no Censo do ano de 2000, quase 150 mil declararam ser cegas. Em contrapartida, no Brasil existem cerca de 70 cães-guias, o que significa que apenas 0,047% dos deficientes visuais tiveram a oportunidade de se tornar um utilizador. Em busca de modificar esta realidade, desde 2001, o projeto de cão-guia da Associação Brasiliense de Ações Humanitárias (ABA), proporciona aos deficientes visuais mais autonomia e independência. “Uma sociedade que respeita as diferenças dos cidadãos é aquela que permite aos deficientes, as mesmas oportunidades a uma vida dinâmica, participativa e produtiva, direitos inerentes à sua cidadania”, afirma Maria Lúcia Campos, coordenadora do projeto na ABA.

Com um plantel de 91 animais, entre cães-guia, cães em treinamento, reprodutores e filhotes em socialização, em um Centro de Treinamento localizado em Brasília (DF), o projeto é pioneiro no Brasil e conta com o apoio da Bayer HealthCare. “O apoio ao projeto da ABA vai ao encontro da missão de todo o Grupo Bayer, de promover a qualidade de vida para a população em geral. No caso deste projeto, diversos medicamentos para o tratamento veterinário necessário para o bem-estar dos cães-guias são fornecidos pela companhia”, afirma Mariana Hagel, gerente de marketing da unidade de Pequenos Animais da Bayer Saúde Animal.

A ABA já treinou 33 animais para a função, sendo que, atualmente, 25 permanecem em atividade. “Normalmente, um cão-guia trabalha entre oito e dez anos, sendo, ao final deste período, aposentado de sua função. Com isso, outro cão-guia é selecionado e treinado de acordo com o perfil e as necessidades do utilizador”, comenta Maria Lúcia Campos.

Este é o caso de Silvo Gois de Alcântara, Regulador de Serviços Públicos, 37 anos, casado e pai de três filhos – duas meninas e um menino-, com idade entre 9 e 18 anos. Em 2002, ele recebeu em sua vida o Labrador caramelo Zircon, que hoje, aos 11 anos, não exerce mais a função de cão-guia. “Ele se tornou um companheiro de estimação, mas, apesar de manter a sua destreza, foi aposentado por estar com a idade avançada”, afirma Silvo.

Para compensar a aposentadoria de Zircon, Silvo recebeu um novo cão-guia. Batizada como Naná, a cadela de cor preta, também da raça Labrador, tem quatro anos. “A Naná, a exemplo de Zircon, me possibilitou outra forma de caminhar e viver. Hoje tenho mais liberdade, me locomovo com mais velocidade e não me preocupo com os obstáculos, pois ela está treinada para me levar até a faixa de pedestres, para entrar em ônibus e ajudar a me localizar em um prédio, por exemplo”, descreve Silvo, que utiliza o meio de transporte público para ir ao trabalho e cumprir outras atividades.

Esta liberdade também é sentida por Alexandre Reis, músico, escritor e palestrante, que é utilizador de cão-guia desde 2007, quando adquiriu Hanna, uma labradora de cor chocolate, que o acompanha em muitos de seus trabalhos e nas atividades do dia a dia. “A Hanna é mais companheira do que a minha própria sombra, que desaparece no escuro, enquanto ela continua ao meu lado”, resume Alexandre, definindo assim a fidelidade canina de sua parceira.

Com temperamento dócil e alegre, Hanna sempre demonstra estar disposta para o trabalho. “Para Hanna, trabalhar é uma grande diversão. Quando estou me preparando para sair, ela percebe, e então passa a me rodear, à espera de que eu coloque nela o seu equipamento de trabalho. E, quando isto acontece, ela se posiciona ao meu lado, ficando de prontidão”, diz.

Alexandre. Preparada para enfrentar diversas situações, Hanna sempre encontra uma alternativa para contornar os obstáculos ao longo do caminho. Os cães-guia são treinados não apenas para obedecer aos comandos do utilizador, mas também para desobedecê-los, quando há algum risco pela frente. “Se estivermos diante de um buraco, por exemplo, e eu der o comando para a Hanna prosseguir, ela irá me desobedecer. Em situações como esta, preciso confiar nas decisões dela”, comenta Alexandre.

Todos os cães-guia da ABA recebem um treinamento especial, que dura entre seis meses e um ano. O projeto dá preferência para a raça Labrador, que se destaca por apresentar um bom caráter e capacidade de se adaptar a diversas situações. Os filhotes nascidos no Centro de Treinamento da ABA são selecionados aos dois meses e entregues às famílias voluntárias, que cuidarão deles até um ano de idade, recebendo auxílio para todas as despesas e sendo responsáveis pela socialização do animal. Ao completar um ano de idade, o cão retorna ao Centro de Treinamento e passa por uma rigorosa avaliação clínica e psicológica. Após a seleção de perfil para a função, o animal passa a ser treinado em diversos ambientes urbanos, para conhecer diferentes situações. Ao final de todo este processo, o cão-guia pode tornar-se apto para exercer a função e iniciar o treinamento com o deficiente visual, sendo que o curso de adaptação dura, em média, 25 dias.

Embora os cães-guia sejam treinados para a realidade urbana, no caso de Alexandre, a experiência mostra que eles podem também se sair muito bem em ambientes mais complexos. "Há algum tempo, estive com Hanna em São Thomé das Letras, cidade de Minas Gerais. Lá, caminhamos por estradas e trilhas no meio da mata, cachoeiras e grutas, lugares bem atípicos para um cão-guia. Essa experiência mostra que um cão-guia também pode ser um companheiro de aventuras. Mas, é importante observar que esse tipo de experiência exige muitos cuidados com a segurança", finaliza Alexandre.


fonte: EpocaSP|PortalFatorBr|Ecosul

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13 de dezembro de 2010

13 de dezembro - Dia nacional da pessoa com deficiência visual


Durante o governo de Jânio Quadros, foi instituído o Dia Nacional dos Cegos para homenagear a data da morte de José Álvares de Azevedo. O jovem cego introduziu o sistema braille no Brasil, em 1850, depois de aprendê-lo na França, e inspirou Dom Pedro II a criar o Imperial Instituto dos Jovens Cegos, hoje Instituto Benjamim Constant, localizado no Rio de Janeiro. No entanto, a data acabou não tendo a mesma repercussão que o Dia de Santa Luzia, protetora dos olhos e da visão, que é homenageada nesse dia.

Sentido básico, pelo qual são captadas a maioria das informações humanas processadas pelo cérebro, a visão precisa de atenção permanente para ser preservada em seu melhor nível. Exames periódicos ao oftalmologista são parte das orientações que podem prevenir o avanço de quadros iniciais impedindo-os de chegar a perda parcial ou total da visão.

De acordo com o IBGE (censo 2000), mais de 60% dos portadores de necessidades especiais no Brasil tem alguma deficiência visual (cegos ou com graves limitações), o que resulta em 16,6 milhões de pessoas nessas condições. Na estimativa do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), neste ano de 2010, o número de cegos por glaucoma no Brasil pode chegar a um milhão e a maioria nem sabe que é portadora da doença.

De acordo com o CBO, 60% dos casos de cegueira poderiam ser evitados e 20% revertidos, uma vez que a perda de visão é causada especialmente pela catarata - cegueira reversível -, pelo glaucoma - cegueira irreversível - e pela retinopatia diabética - cegueira prevenível.

Hospitais e clínicas oftalmológicas já percebem o aumento de movimento para check-ups, com a proximidade do final do ano, mas constatam que o costume da maioria das pessoas ainda é procurar o oftalmologista apenas diante de um desconforto visual e, "quando o problema se manifesta, já pode ser tarde", alerta o oftalmologista, Juscelino de Oliveira, especialista em glaucoma do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB).

Como tratar deficientes visuais corretamente

Ofereça sua ajuda sempre que um(a) cego(a) parecer necessitar. Mas não ajude sem que ele(a) concorde;

Sempre pergunte antes de agir. Se você não souber em que e como ajudar, peça explicações de como fazê-lo;

Para guiar uma pessoa cega, ela deve segurar-lhe pelo braço, de preferência no cotovelo ou no ombro. Não a pegue pelo braço: além de perigoso, isso pode assustá-la. À medida que encontrar degraus, meios fios e outros obstáculos, vá orientando-a. Em lugares muito estreitos para duas pessoas caminharem lado a lado, ponha seu braço para trás de modo que a pessoa cega possa lhe seguir;

Ao sair de uma sala, informe o(a) cego(a); é desagradável para qualquer pessoa falar para o vazio. Não evite palavras como "cego", "olhar" ou "ver", os(as) cegos(as) também as usam;

Ao explicar direções para uma pessoa cega, seja o mais claro e específico possível. Não se esqueça de indicar os obstáculos que existem no caminho que ela vai seguir. Como algumas pessoas cegas não têm memória visual, não se esqueça de indicar as distâncias em metros (por exemplo: "uns vinte metros para a frente"). Mas se você não sabe corretamente como direcionar uma pessoa cega, diga algo como "eu gostaria de lhe ajudar, mas como é que devo descrever as coisas?", ele(a) lhe dirá;

Ao guiar um(a) cego(a) para uma cadeira, guie a sua mão para o encosto da cadeira, e informe se a cadeira tem braços ou não;
 
Num restaurante, é de boa educação que você leia o cardápio e os preços;

Uma pessoa cega é como você, só que não enxerga; trate-a com o mesmo respeito que você trata uma pessoa que enxerga;


fonte: Jambo/ACLB
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10 de dezembro de 2010

Dia Nacional das APAEs - 11 de dezembro

As APAEs, prestam um importante serviço ao Brasil, nas suas várias áreas tais como: a de defesa de direitos; trabalho em comunidade; promoção da saúde para um envelhecimento saudável; apoio à família; atendimento educacional especializado; e a importante missão de promover a inclusão das pessoas com deficiência tanto quanto possível nas escolas comuns, no mercado de trabalho ou incluindo estas em programas sócio educacionais ou oficinas dentro da própria instituição.

O dia 11 de dezembro de 1954 foi a data de fundação da primeira APAE do Brasil, e esta data ficou consagrada desde 2001, instituída pela lei nº 10.242, como o Dia Nacional das APAEs.

A inclusão nas APAEs não dá-se apenas na área educacional ou no mercado de trabalho, pois as escolas especiais proporcionam aos seus assistidos, atividades esportivas nas escolas, jogos regionais, olimpíadas em níveis estadual e nacional, e muitos dos seus atletas tem participado de olimpíadas internacionais e jogos especiais em outros países.

A inclusão também é feita através do desenvolvimento da arte e da música, nas escolas especiais, através de oficinas, concursos e festivais regionais e em níveis estadual e nacional. Além disso, faz-se a inclusão nas APAEs através de atividades laborativas em oficinas terapêuticas, oficinas protegidas e de produção.

As Escolas de Educação Especial tem muitos desafios a vencer, pois ainda faltam políticas públicas para atender pessoas com deficiências nas áreas de educação, saúde, esporte, arte, profissionalização e amparo na velhice. Nos últimos anos foram cortados recursos para vários programas que eram financiados pelo governo federal, entre estes a complementação ao atendimento às pessoas com deficiências, apoio à aquisição de veículos para o transporte escolar, apoio à adequação de prédios escolares para a educação especial e apoio à formação de profissionais para a educação especial.

Com 56 anos de existência, a instituição forma uma rede que reúne a Federação Nacional das Apaes, 23 Federações das Apaes nos estados e mais de 2100 entidades, em todo o país. A Rede conta com os pais, amigos, pessoas com deficiência, voluntários, profissionais e instituições parceiras – públicas e privadas – para promover e defender os direitos de cidadania e a inclusão social dos brasileiros com deficiência.

O mês de dezembro é marcado por outras datas que celebram e criam oportunidades de conscientização da sociedade para a luta em defesa dos direitos das pessoas com deficiência. No dia 3 de dezembro, por exemplo, é comemorado o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência e, o dia 5, é o Dia da Acessibilidade e, também, o Dia Internacional do Voluntário, membro essencial no trabalho das organizações do terceiro setor.


fonte: FEAPAEs
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Dia Internacional dos Direitos Humanos


Comemora-se em 10 de Dezembro, o Dia Internacional dos Direitos Humanos, data em que foi aprovada, em 1948, pela Assembleia Geral das Nações Unidas, a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Por ser o primeiro documento internacional que afirma a universalidade dos direitos fundamentais e a igualdade entre todos os seres humanos, a declaração é considerada um marco para a protecção e respeito dos direitos humanos.

A Declaração nasceu em resposta à barbárie praticada pelo nazismo contra judeus, comunistas, ciganos e homossexuais e também as bombas atómicas lançadas pelos Estados Unidos sobre Hiroshima e Nagazaki (Japão), matando milhares de inocentes.


A Declaração dos Direitos Humanos
Os direitos humanos são os direitos e liberdades básicos de todos os seres humanos. Normalmente o conceito de direitos humanos tem a ideia também de liberdade de pensamento e de expressão, e a igualdade perante a lei.
"Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade."
Declaração Universal dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas
A ideia de direitos humanos tem origem no conceito filosófico de direitos naturais que seriam atribuídos por Deus, mas alguns sustentam que não haveria nenhuma diferença entre os direitos humanos e os direitos naturais e vêem na distinta nomenclatura etiquetas para uma mesma ideia.

Outros argumentam ser necessário manter os termos separados para eliminar a associação com características normalmente relacionadas com os direitos naturais.

Muitas declarações de direitos humanos, emitidas por organizações internacionais regionais, põem um acento maior ou menor no aspecto cultural e dão mais importância a determinados direitos, de acordo com sua trajetória histórica, como em 1981 a Carta Africana de Direitos Humanos e de Povos, e mais tarde, em 1992 a Declaração de Túnis. Ainda em uma linha similar se pronunciou a Declaração de Bangkok, emitida por países asiáticos em 1993.

“A pobreza é, ao mesmo tempo, causa e produto das violações de direitos humanos. Devido a esta dualidade, a pobreza é provavelmente o mais grave dos problemas dos direitos humanos no mundo”, afirma a ONU em mensagem de celebração da data.

A ONU avalia que o chamamento à luta para a erradicação da pobreza deve ser respondido, não como uma obra de caridade, mas por ser uma obrigação de todos.


BRASIL
No Dia Internacional dos Direitos Humanos o governo brasileiro tomou duas medidas que pretendem ajudar no combate à discriminação contra homossexuais. A primeira delas foi oficializar a política de estender os benefícios da Previdência Social a companheiros de homossexuais. A segunda, publicar finalmente o decreto que regula a criação do Conselho Nacional de Combate à Discriminação (CNCD).

A determinação de estender as pensões em caso de morte para parceiros de homossexuais foi feita através de um decreto do Ministério da Previdência e altera a base de reconhecimento de uniões estáveis do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

Já o Conselho, ligado diretamente à Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH), tem a missão de formular políticas para o governo federal que ajudem no combate à discriminação de homossexuais. O conselho terá 30 integrantes, sendo que 15 serão do próprio governo e outros 15 representantes da sociedade civil, indicados por entidades sem fins lucrativos, incluindo organizações de defesa dos homossexuais, entidades científicas que desenvolvam estudos sobre essa população, entidades de classe e sindicatos que tenham atuação nessa área.


Alguns direitos previstos na Declaração Universal dos Direitos Humanos:
_Direito à vida
_Direito a não ser submetido a tortura nem a penas ou tratamentos desumanos ou degradantes
_Direito a não ser mantido em escravidão ou servidão, nem constrangido a realizar trabalho forçado ou obrigatório
_Direito à liberdade e segurança, não podendo ser privado da sua liberdade a não ser nos casos e nos termos previstos na Convenção
_Direito a não ser condenado por ato que não constituísse uma infracão no momento em que foi cometido ou a sofrer pena mais grave do que a aplicável no momento em que a infração foi cometida
_Direito ao respeito da vida privada, do domicílio e da correspondência
_Direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião
_Direito ao respeito dos seus bens
_Direito à instrução e direito dos pais a que a educação e o ensino dos seus filhos respeitem as suas convicções religiosas e filosóficas
_Direito a eleições livres
_Direito a não ser expulso do território do Estado de que é cidadão e de não ser privado de entrar nesse território


fonte: Estadao/AngolaP
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5 de dezembro de 2010

5 de dezembro - Dia mundial da acessibilidade

Adaptação de espaços físicos, adequação de linguagem, adoção de tecnologias, inclusão de trabalhadores portadores de deficiência e assinatura de convênios com entidades. Estas são algumas atitides que devem ser tomados por toda a sociedade para tornar cada vez mais acessível a todas as pessoas os espaços públicos e privados. 
Acessibilidade não é só uma forma de facilitar o acesso a pessoas portadoras de alguma deficiência, as pessoas idosas e convalescentes também sofrem com algum tipo de barreira natural que não os permitem locomoverem-se adequadamente e com total liberdade.

Não é preciso ser deficiente para ter direito à acessibilidade
O objetivo da data é portanto alertar a sociedade para a questão da acessibilidade como um direito de todos, independente da condição física, sensorial, ou intelectual.


Semana Nacional de Acessibilidade e Valorização da Pessoa com Deficiência

Para reforçar as reflexões sobre a temática da pessoa com deficiência foi criada, aprovada e comemorada anualmente de 4 a 10 de dezembro a Semana Nacional de Acessibilidade e Valorização da Pessoa com Deficiência. Este é o momento para que a sociedade e os órgãos do poder público possam avaliar os avanços e os resultados já alcançados e formular estratégias para vencer os desafios ainda existentes.


fonte: APAEBrasil
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3 de dezembro de 2010

3 de dezembro é o dia internacional do Deficiente físico


A nossa sociedade ainda não está preparada para tratar dos limites e diferenças do outro. E os deficientes físicos são pessoas que sofrem muito com isso. Quando a sociedade não dá o mínimo de condições para que pessoas portadoras de deficiência física exerçam sua cidadania, percebemos essa falta de preparo ao lidar com pessoas diferentes.

Simples atos do dia-a-dia e aspectos fundamentais na vida de qualquer um, como andar em um ônibus, ir a um banco ou supermercado ou simplesmente andar pelas ruas se torna muito difícil quando se necessita de ajuda de terceiros. Os impedimentos na vida dos deficientes devem ser eliminados, mas não por piedade. É direito constitucional do deficiente ser incluído na sociedade. E os deficientes são pessoas produtivas, a debilidade de um membro não significa a debilidade da mente.

No Brasil, desde o dia 24 de outubro de 1989, vigora uma lei que assegura aos deficientes o exercício de seus direitos individuais e sociais, além de sua efetiva integração social. Em termos reais, isso significa que os valores básicos de igualdade e oportunidade devem ser respeitados, assim como de qualquer pessoa. Os deficientes, levando em conta suas limitações, têm direito à oferta de educação especial gratuita, atendimento domiciliar de saúde ao deficiente grave, inserção no mercado de trabalho no setor público e privado e facilidade de acesso em edificações e vias públicas.

O desrespeito a essas condições básicas do deficiente é considerado crime perante a justiça. Negar emprego sem justa causa, não aceitar matrícula de um aluno deficiente são crimes que podem levar até quatro anos de prisão. Os deficientes pagam seus impostos e também votam, por isso devem ter seus direitos cumpridos.

Podemos considerar como deficiência física, quando alguma parte do organismo humano não apresenta um funcionamento perfeito, porém isso não pode ser considerado como diferença, pois existem várias pessoas com os mesmos tipos de limitações que as tornam normais dentro de suas possibilidades.

Com o passar dos anos, a deficiência passou a ser vista como uma necessidade especial, pois as pessoas precisam de tratamentos diferenciados e especiais para viver com dignidade. Sabemos que isso não acontece, pois o mundo não é adaptado para essas pessoas, que sofrem muito em seu dia a dia.

Podemos nos certificar das capacidades dos portadores de necessidades especiais nos jogos paraolímpicos, onde os mesmos atingem recordes e conquistam várias medalhas. Participam de várias modalidades esportivas, como atletismo, futebol, natação, basquete, dentre outras.

A sociedade já mudou muito nos últimos anos em relação às necessidades especiais, mas ainda temos muito que melhorar. Hoje em dia podemos ver essas pessoas trabalhando em empresas, como supermercados, lanchonetes, restaurantes, farmácias, escolas, pois a lei obriga que um percentual dos funcionários sejam portadores de necessidades especiais, como forma de garantir-lhes oportunidades no mercado de trabalho.

Dessa forma têm assegurado a integração social além de conviverem com valores de igualdade de oportunidades. Mas será que isso realmente acontece? Pensem nisso!


fonte: BrasilEscola/IBGE
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10 de outubro de 2010

11 de outubro. Dia nacional da pessoa portadora de deficiência física




A vida para uma pessoa portadora de deficiência física não é nada fácil. Se para pessoas sem qualquer problema físico, o dia-a-dia já é uma experiência estressante, imagine para quem depende de adaptações ou da ajuda de terceiros para se locomover. São muitos, aliás, os obstáculos enfrentados pelas pessoas portadoras de deficiências - de ordem social, política, econômica e cultural e não só os do cotidiano - distanciando-os bastante de conseguirem chegar ao ideal pretendido pelas Nações Unidas de "Participação Plena e Igualdade".

Isto porque o ponto crucial da questão estaria na relação entre o indivíduo e uma sociedade com padrões definidos, que alimenta a separação, ao tratar de forma inadequada os limites e as diferenças do outro. A anomalia se instala, quando não é dado um mínimo de condição às pessoas portadoras de deficiência de exercer o convívio em comunidade, incluindo aí aspectos fundamentais na vida de qualquer um, como educação, trabalho, habitação, segurança econômica, pessoal etc. Bom ressaltar que as pessoas portadoras de deficiência reivindicam a eliminação dos impedimentos a uma vida normal - o simples ir e vir, por exemplo - da mesma maneira que não esperam nenhum tipo de paternalismo ou piedade.

Esta via de conduta, inclusive, seria para eles algo ruim, uma vez que enfatiza o preconceito e estimula a exclusão, ao invés de inseri-los no meio social. Acabam sendo tratados, assim, como um problema e não como cidadãos que possuem seu potencial criativo ou de produção. Dia 11 de outubro, as pessoas portadoras de deficiência física só desejam uma coisa de nós, sociedade: oportunidades e tratamento iguais.

Já andou pelas ruas da cidade? Percebeu que algumas calçadas são elevadas e que há pouquíssimas rampas de acesso a lugares mais altos? Que os motoristas no trânsito costumam ser estressados e o pedestre pouco respeitado? Ele, também, impaciente, nervosinho? E que em vias de maior velocidade e poucos sinais, existe uma ou outra passarela para facilitar a travessia? E os banheiros públicos, percebeu o aperto? Tamanho de elevadores - da maioria, pelo menos - tem cabimento?

Agora, passe isso tudo para uma pessoa portadora de deficiência e multiplique por três. Imaginou? Então. Pois é exatamente isto que você pensou o resultado da soma de obstáculos enfrentados por uma pessoa portadora de deficiência física na rotina do ir e vir. Ou seja, dá para notar que para uma pessoa com limitações físicas, a simples locomoção pelas ruas não é nem um pouco confortável.

Algumas cidades do país já demonstram sensibilidade nesse sentido, tomando providências para facilitar a vida dessas pessoas, mas são raras. O município de Niterói, no estado do Rio de Janeiro, por exemplo, adotou uma medida louvável. Para cada sinal de trânsito, foram adaptadas rampas nas calçadas, para que pessoas em cadeiras de rodas se locomovam mais livre e independentemente de ajuda. É um começo.
Talvez por isso não seja coincidência que a sede do Comitê Paraolímpico Brasileiro tenha sido instaurada naquela cidade. Um outro começo.
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