Mostrando postagens com marcador infância. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador infância. Mostrar todas as postagens

2 de abril de 2011

Dia mundial de conscientização do Autismo



Em 2 de abril é comemorado o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, oportunidade em que milhares de luzes na cor azul se acenderão nos mais diversos locais do planeta, com a intenção de chamar a atenção das pessoas sobre a doença.

Há informações de que no Brasil a Ponte Estaiada, o Viaduto do Chá e o Monumento às Bandeiras em SP, o Cristo Redentor e a Igreja da Penha no RJ, o Senado Federal em DF, o Teatro Amazonas no AM, o Palácio Rio Branco no AC, a Chaminé da Usina do Gasômetro no RS, entre outros locais, serão ilumindados, aderindo à campanha.

Este é o quarto ano do evento mundial, que pede mais atenção ao transtorno do espectro autista (nome oficial do autismo), que é mais comum em crianças que AIDS, câncer e diabetes juntos.

Autismo afeta a capacidade de se comunicar e se relacionar socialmente. Se manifesta antes dos três anos e é mais frequente em meninos. Um diagnóstico precoce pode ser o melhor caminho para tratar essa doença silenciosa que atinge milhões de pessoas. São crianças como qualquer outra e também como outras crianças, elas têm características próprias.

O autismo afeta a capacidade da pessoa se comunicar e de se relacionar socialmente. Costuma se manifestar antes dos três anos e é mais frequente em meninos do que em meninas. O autismo é mais comum do que se imagina. O número mais aceito no mundo vem do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, instituição ligada ao governo dos Estados Unidos. Existe uma criança com autismo para cada grupo de 110.

No Brasil, a única estatística feita até hoje, na cidade de Atibaia, no interior paulista, registrou em fevereiro de 2011 uma criança com autismo para cada 333. No mundo, a Organização das Nações Unidas estima que existam 70 milhões de autistas.

De acordo com a neurologista Adélia Souza, o diagnóstico precoce ainda é raro. “A gente pede que as mães, naquele binômio mãe e filho da amamentação, se o seu filho olha no olho. Se ele conseguir olhar no olho, veja se ele acompanha com o olhar. A medida que ele for crescendo, se ele reconhece os familiares”, explica a neurologista.


Vários níveis no espectro
O autismo faz parte de um grupo de desordens do cérebro chamado de transtorno invasivo do desenvolvimento (TID) – também conhecido como transtorno global do desenvolvimento (TGD). Para muitos, o autismo remete à imagem dos casos mais graves, porém há vários níveis dentro do espectro autista. Nos limites dessa variação, há desde casos com sérios comprometimentos do cérebro além de raros casos com diversas habilidades mentais, como a Síndrome de Asperger (um tipo leve de autismo) – atribuído inclusive a aos gênios Leonardo Da Vinci, Michelangelo, Mozart e Einstein. Mas é preciso desfazer o mito de que todo autista tem um “superpoder”. Os casos de genialidade são raríssimos.

A medicina e a ciência de um modo geral sabem muito pouco sobre o autismo, descrito pela primeira vez em 1943 e somente 1993 incluído na Classificação Internacional de Doenças (CID 10) da Organização Mundial da Saúde como um transtorno invasivo do desenvolvimento. Muitas pesquisas ao redor do mundo tentam descobrir causas, intervenções mais eficazes e a tão esperada cura. Atualmente diversos tratamentos podem tornar a qualidade de vida da pessoa com autismo sensivelmente melhor. E vale destacar que o neurocientista brasileiro Alysson Muotri conseguiu um primeiro passo para uma possibilidade futura de cura, em seu trabalho na Califórnia (EUA). Ele curou um neurônio autista em laboratório e trabalha no progresso de sua técnica na Universidade de San Diego. Tão importante quanto descobrir a cura, é permitir que os autistas de hoje sejam incluídos na sociedade e tenham mais qualidade de vida e respeito.


fonte: Cxn/PE360graus/RevistaAutismo
















[ ... ]

30 de janeiro de 2011

Pesquisa comprova o sedentarismo de nossa juventude


Embora o Brasil seja mundialmente conhecido pelo futebol e pelo culto ao corpo, o país é o que tem menos crianças praticando esportes nas escolas da América Latina. A constatação que serve de alerta para pais e educadores é da pesquisa Geração 5.0 – Os Novos Pilares da Infância, encomendada pelo canal Nickelodeon.

Comparado aos nossos vizinhos, o jovem brasileiro também é o que menos se preocupa com o meio ambiente e a sustentabilidade. Além disso, menos de 39% das crianças têm contato real com a diversidade – fator que pode ser decisivo no desenvolvimento de comportamentos violentos, como o bullying.

"Acreditamos que a alimentação, a atividade física, a sustentabilidade, a criatividade e a diversidade transformam a criança de hoje no adulto melhor de amanhã."

Os pais e a sociedade precisam acompanhar as mudanças – afirma Beatriz Mello, gerente de pesquisa do canal e responsável pelo estudo.



Meio ambiente
Segundo a pesquisa, apenas 56% das crianças se consideram interessadas no meio ambiente. Os pais ensinam valores, como não jogar lixo na rua, mas também aprendem com os filhos: uma em cada duas mães brasileiras diz que aprendeu muitas coisas sobre ambiente e reciclagem com o filho.

A pesquisa ouviu crianças e mães nos seguintes países: Brasil, Argentina, Chile, México, Colômbia, Venezuela e Peru.


Atividade física
:: Devido ao fato de a criança ficar cada vez mais dentro de casa, assistindo à TV ou jogando, ela tende a ganhar quilos desnecessários.

:: O peso corporal está relacionado ao consumo e ao gasto de calorias, e o peso das crianças tende a aumentar devido ao consumo de alimentos calóricos e processados. Além disso, os pequenos fazem cada vez menos atividades físicas.

:: Na escola e em casa, a prática de esportes e atividades físicas perde força e espaço para outras brincadeiras. Em 2003, 75% das crianças andavam de bicicleta enquanto hoje esse número caiu para 41%. Quando o assunto é futebol, 50% dos pequenos aproveitam o jogo “real”, enquanto 87% jogam video-game. 


fonte: PortalEdFis
[ ... ]

15 de dezembro de 2010

Afogamentos


A pessoa aspira muita água, que encharca os pulmões, causando asfixia, inconsciência e até a morte. O afogamento é a terceira causa de morte acidental em adultos e uma das duas principais em crianças.

Por ano, acontecem mais de 800 mil afogamentos no mundo. Entre os adultos, metade dos acidentes está relacionada ao consumo de bebida alcoólica, enquanto na infância o afogamento ocorre por falta de vigilância dos pais. Falta de conhecimento do local de mergulho, excesso de confiança e exaustão ao nadar são outros motivos que provocam esse tipo de acidente.

No afogamento, a água entra pelo nariz, invade os pulmões e detona células do sangue.

1- No início do afogamento, a pessoa se debate, tentando se manter na superfície. Ela prende a respiração o quanto pode e aspira, sem querer, pequenas quantidades de água, o que provoca o fechamento da laringe, órgão situado entre a traquéia e a base da língua. Esse é um mecanismo de defesa do nosso corpo para que a água não inunde os pulmões.

2- Depois de alguns minutos, a laringe relaxa e a pessoa involuntariamente respira debaixo d’água, aspirando e engolindo grande quantidade de água. Parte do líquido vai para o estômago e o restante segue o mesmo caminho do ar: percorre a traquéia e chega aos pulmões, passando por brônquios, bronquíolos e alvéolos.

3- Com o pulmão encharcado, a troca gasosa (entrada de oxigênio e saída de gás carbônico) não funciona mais. A redução da taxa de oxigênio causa danos em todos os tecidos, principalmente nos que precisam de mais ar, como as células nervosas. O cérebro é gravemente lesionado e a pessoa fica inconsciente.

4- Depois de chegar aos alvéolos, a água entra no sangue e penetra nos glóbulos vermelhos, destruindo-os. Com isso, o potássio presente nessas células vaza para o plasma sanguíneo. Em concentração elevada, o potássio é fatal: ele acaba com a diferença de carga dentro e fora da célula, impedindo a transmissão dos impulsos nervosos e, assim, a contração muscular. Com isso, o coração pode parar de bater.


Números na infância

Um estudo encomendado pela ONG Criança Segura revelou as principais causas de mortes acidentais, de crianças menores de 15 anos segundo os estados brasileiros.

Análise por estados:
O afogamento foi o acidente que mais apareceu em primeiro lugar no ranking levando em conta os sete estados da região Norte. Este acidente foi a primeira causa de morte de crianças até 14 anos, por acidentes, no Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.

Na região Nordeste, o empata em primeiro lugar com os acidentes de trânsito no Maranhão. Na Bahia, a principal causa foi o afogamento isoladamente. E nos estados de PI, CE, RN, PB, PE, AL e SE foram a segunda causa.

Nos estados da região Sudeste, apenas no Espírito Santo, o afogamento ocupou o primeiro lugar no ranking, nos outros estados o afogamento foi a segunda causa, com exceção do Rio de Janeiro onde a sufocação ocupou o segundo lugar e o afogamento o terceiro.

Na região Sul, o afogamento também é a terceira no caso do PR e RS. Somente em Santa Catarina que o afogamento ocupou o segundo posto.

E mais uma vez, o afogamento foi a segunda causa de mortes em GO, MT e DF. No Mato Grosso do Sul, ficou em terceiro.


Fonte: MundoEstranho/PMESP/ONGCriançaSegura
 
[ ... ]

2 de dezembro de 2010

Bebês precisam de proteção redobrada sob o sol


Primeiro veraneio significa cuidado redobrado. Por terem pele delicada, os bebês precisam da atenção e da paciência dos pais se forem expostos à praia.
Pequenos com menos de seis meses não podem usar protetor solar
Segundo a dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) Maria Paula del Nero, os pequenos com menos de seis meses não podem usar protetor solar. Nesses casos, a dica é protegê-los com roupas, bonés e chapéus com bloqueador solar no tecido.

– A pele é sensível, e a criança pode ter alergia ao protetor – alerta.

Mesmo protegida, a pele pode sofrer efeitos indesejados dos raios solares e do calor. Maria Paula explica que reações alérgicas, como brotoejas (dermatites) são comuns nesta época do ano. Para driblar o problema, ela aconselha que os pais optem por roupas de algodão.

– Se a pele ficar avermelhada pelo sol, pode-se aplicar cremes à base de aloe vera e camomila, que diminuem a vermelhidão – ensina. Aplicar pasta d’água no local também ajuda a amenizar o desconforto.

Membro da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Moisés Chencinski reforça: sol, só antes das 10h e depois das 16h. Independentemente de a criança ter entrado na água, o protetor deve ser reforçado a cada duas horas.

Ao voltar para casa, o pediatra recomenda que os pais deem banho no filho imediatamente, para limpar o suor e tirar resquícios do protetor solar da pele do bebê.


Pode ou não pode?

Sol, água do mar, areia e piscina são ótimas pedidas para o verão, mas podem não ser uma boa ideia para bebês. Veja algumas dicas:

:: Para bebês, o ideal é investir em bloqueadores específicos, que têm apenas o protetor físico na fórmula.

:: Roupas leves e ventiladas ajudam a evitar irritações na pele, como brotoejas. Se ainda assim as bolinhas insistirem em aparecer, um banho com água morna para fria regula a temperatura da criança e reduz o problema.

:: Lembre-se de que o efeito do sol é cumulativo, e deixar de protegê-los aumenta o risco de envelhecimento precoce da pele e do câncer de pele.



fonte: ZeroHora/DonnaDC
[ ... ]

Dia Panamericano da Saúde


No dia 2 de dezembro é comemorado o Dia Panamericano da Saúde, uma data que mobiliza o continente em torno de campanhas educativas e preventivas em busca de qualidade de vida e bem-estar, objetivando alertar a população para a importância de cuidar da saúde no dia-a-dia, de uma forma saudável, comendo bons alimentos e praticando esportes.
Esta é mais uma data para lembrarmos da importância dos cuidados com a qualidade de vida e saúde.
Uma das principais vitórias que o Brasil obteve nos últimos anos, que precisa ser lembrada e comemorada neste Dia Panamericano da Saúde é a erradicação de doenças através da vacinação.

Após sofrer com epidemias de varíola, febre amarela, poliomielite, sarampo e catapora, o Brasil possui hoje um alto controle dessas doenças através de calendários obrigatórios de vacinação durante os primeiros meses e anos de vida das crianças. Essa estratégia contribuiu efetivamente para o controle dessas doenças no continente, através de ações educativas em escolas e bairros, para pais e educadores e principalmente através das campanhas nacionais de vacinação.

A erradicação da poliomielite, conhecida como paralisia infantil, é o principal exemplo do sucesso das campanhas de vacinação de crianças. O Brasil teve a erradicação da poliomielite registrada pela OMS em 1994 e para deixar o país há mais de 20 anos livre da doença, a Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações (CGPNI) mantém as campanhas de vacinação, até que a criança atinja os cinco anos de idade.

Por que é tão importante vacinar?
Um dos principais desafios a serem enfrentados no Dia Panamericano da saúde é a ampla divulgação das vacinas oferecidas gratuitamente pelo Governo e a conscientização dos pais e familiares de que a imunização pela vacinação é fundamental, porque mesmo quem tem boa saúde e vive em condições apropriadas de higiene não está livre de contrair determinadas doenças e propagá-las. Além disso, a vacinação é um importante instrumento da saúde pública por ser capaz de proteger uma grande quantidade de pessoas em pouco tempo e, no caso da vacinação de crianças, por conseguir barrar a disseminação de certas doenças durante uma geração inteira.

Além da vacinação, é preciso que os pais incentivem os filhos a manter uma vida saudável, incentivando os esportes e as atividades físicas e principalmente uma alimentação saudável.


fonte: AnaSimões-Murall / JC-SE
 
[ ... ]

30 de novembro de 2010

Pediatria preventiva pode evitar doenças na idade adulta


Prevenir doenças crônicas no adulto desde sua vida intrauterina. Essa nova visão da medicina, denominada Origens Desenvolvimentistas da Saúde e da Doença, já é exercida em cerca de 1.600 crianças do Instituto da Criança, ligado ao Hospital da Clínicas da USP (FMUSP).

O atendimento é feito no Centro de Saúde-Escola Samuel Pessoa, da FMUSP, por meio de um trabalho experimental da Disciplina de Pediatria Preventiva e Social, chefiada pela professora Sandra Grisi.

As doenças crônicas degenerativas, como diabetes, hipertensão, obesidade e colesterol, podem ser evitadas no adulto se um acompanhamento médico preventivo for feito na infância.

"A prevenção deve começar na pediatria", afirma a doutora Ana Maria Escobar, pediatra do ICr também à frente da disciplina. O objetivo de uma atenção médica desde o nascimento é aumentar a expectativa de vida e, ao mesmo tempo, melhorar a qualidade de vida na fase adulta. "Queremos que a pessoa viva até os 99 anos de forma saudável", completa.


Pediatria preventiva

A nova forma de encarar a pediatria é recente na história da medicina. Os primeiros estudos na área aconteceram na década de 1970.

"A partir daí, inúmeras pesquisas constataram que as próprias condições de vida intrauterina da criança influenciam nas chances de ela desenvolver doenças crônicas futuras", declara a doutora Ana Maria.

Ela explica que uma restrição de crescimento na barriga da mãe, em função do fumo, por exemplo, faz com que o bebê nasça com baixo peso e eleva as chances de desenvolver doenças na vida adulta.

Porém, não são apenas fatores ambientais, como o fumo durante a gestação ou uma má alimentação, que aumentam o risco de doenças, mas também fatores genéticos.

Por isso, para exercer a pediatria preventiva, deve ser verificada a predisposição da criança às doenças e aos fatores de risco aos quais está submetida.


Acompanhamento da criança

No Centro de Saúde-Escola Samuel Pessoa, as crianças são observadas não apenas dentro dos parâmetros habituais para a faixa etária, como acompanhamento do crescimento e do peso.

Também são consideradas as características ambientais e familiares, desde o desenvolvimento individual e histórico de gravidez da mãe até os problemas de saúde frequentes na família.

"A criança já possui, antes de completar um mês de vida, uma ficha completa onde consta todos os dados de sua família e histórico de doenças. Com isso temos um panorama de quem é a criança e assim conseguimos saber quais são seus fatores de risco e com o que temos que nos preocupar", conta Ana Maria, que enfatiza: "E tudo é feito dentro de uma rotina normal de consultas médicas."


Colesterol alto na infância
Se detectados fatores de risco que indiquem fortes chances do desenvolvimento de colesterol, por exemplo, já com dois anos a criança pode ter seu sangue colhido e a doença, se constatada, pode ser controlada. Das crianças que participam do programa experimental, 20 apresentam colesterol alto com menos de cinco anos de idade.
"Com uma intervenção precoce pudemos descobrir a doença e não vamos deixar que a artéria dessa criança entupa. Assim ela chegará na fase adulta com a doença controlada", assinala a pediatra.


fonte: AgenciaUSP
[ ... ]

Síndrome de Nicolais-Baraitser


No espaço de um ano, o geneticista Sérgio Sousa foi distinguido internacionalmente duas vezes pela investigação que tem realizado sobre a rara síndrome Nicolais-Baraitser. São agora conhecidos 40 casos em todo o mundo, mas antes do estudo deste português tinham sido diagnosticados apenas quatro.

Recentemente foi-lhe atribuído o Prêmio John M. Opitz Young Investigator, graças a um artigo publicado na revista "American Journal of Medical Genetics". Sérgio Sousa (foto) encarou-o como um “estímulo” para continuar trabalhando. Na sua área, “é o melhor prêmio que se poderia receber, ainda mais por vir de um país [EUA] onde a investigação em genética já tem um grande história” - diz, revelando sua satifação.

A investigar a doença em Londres, onde em 2009 iniciou um projecto de doutoramento no Institute of Child Health (University College London), o médico do hospital pediátrico de Coimbra conseguiu identificar as suas características, um trabalho nunca antes realizado.

“É uma síndrome malformativa que se manifesta desde o nascimento. Apresenta-se com disformismos faciais e físicos, atrasos mentais, graves dificuldades na fala, microcefalia, enrugamento progressivo da pele e convulsões”, explicou o geneticista de 32 anos, acrescentando que “é provável que os seus portadores tenham uma esperança média de vida reduzida” devido aos múltiplos problemas de que sofrem.

Síndrome de Nicolais-Baraitser
Investigador referiu que, apesar dos problemas graves, as crianças com esta doença são muito felizes

O Investigador referiu ainda que, apesar dos problemas graves, as crianças com esta doença são muito felizes.
Em Portugal, onde reside o pesquisador, não há casos diagnosticados, mas há “suspeitas”, esclareceu o médico, que ainda não realizou testes que possam confirmar as suas dúvidas. Além disso, uma vez que é uma doença rara e pouco conhecida, o diagnóstico “torna-se mais difícil”, podendo haver muitos mais casos do que os que foram revelados.



Artigo elucidou muitos especialistas
A descrição e caracterização clínica é um passo fundamental para que novos casos sejam descobertos. “Antes do meu artigo, as pessoas não estavam muito alerta”, algo que começa a acontecer com os resultados agora divulgados. Os próprios pais de crianças que têm essa síndrome começam a ser capazes de fazer o diagnóstico e médicos de várias partes do mundo têm contatado Sérgio Sousa no sentido de lhe pedir esclarecimentos sobre o assunto.

O geneticista está agora trabalhando no sentido de desvendar as causas da síndrome e, embora haja fortes suspeitas de que sejam genéticas, ainda não foi possível sabê-la com certeza.

Sem baixar os braços, Sérgio Sousa tem a esperança de, dentro de seis meses, resolver este mistério. Neste momento, tem a colaboração de centros da Holanda e da Bélgica que, através de meios mais avançados de sequenciação do genoma, estão o ajudando a descobrir o que está na origem desta síndrome e também a detectar casos mais leves. Além disso, caso esta descoberta seja bem-sucedida, poderá ser viável, daqui a uns anos, obter uma forma de impedir a doença.


Começando do zero

Disformirmos da Síndrome Nicolais-Baraitser
Disformismos físicos são uma das formas 'visíveis' da doença
Até há três anos, o investigador sabia muito pouco sobre o assunto pelo qual foi agora premiado. Tudo começou num estágio que estava realizando em Londres, no Great Ormond Street Hospital for Children, o maior hospital pediátrico da Europa.

“Eu e Raoul Hennekam (um dos mais conceituados dismorfologistas do mundo) vimos um doente que levantou suspeitas de ter a doença e me interessei pelo assunto. Ao pesquisar, descobri que havia muito pouca informação e decidi debruçar-me sobre isso”, explicou.

Na investigação foram envolvidos doentes de 15 nacionalidades. “Fui a casa da primeira pessoa a quem a doença foi diagnosticada, contatei médicos e hospitais, sobretudo no Reino Unido, Holanda e França” na expectativa de “descobrir” pessoas que tivessem características correspondentes à síndrome Nicolais-Baraitser.

Foi assim que se iniciou este trabalho, desde 2007, para identificar de que forma a doença se manifesta nas crianças, com o intuito de haver um melhor diagnóstico. Atualmente, Sérgio Sousa está em Londres investigando também outras síndromes cuja causa ainda não é conhecida e que são ainda mais raros.


Impacto nas famílias
O estudo do português tem tido muito impacto sobretudo na vida dos doentes e dos seus familiares. Estes tem se unido e criado fortes relações. Já foi realizado um encontro mundial, no Reino Unido, com os pais de portadores desta doença, “que se sentem reconfortados por alguém dar atenção a este problema e se dedique a estudá-lo”, contou o investigador. Além disso, já foi criada uma associação de pais de portadores da síndrome Nicolais-Baraitser, um grupo na rede social Facebook e na Wikipédia.


fonte: CienciaHojePT
[ ... ]

25 de novembro de 2010

Dia internacional pela eliminação da violência contra as Mulheres


Em 1999, as Nações Unidas (ONU) designaram oficialmente 25 de Novembro como Dia internacional pela eliminação da violência contra a Mulher.
Antes desta indicação da ONU, o dia 25 de Novembro já era vivido pelo movimento internacional de mulheres. A data está relacionada com a homenagem a Tereza, Mirabal-Patrícia e Minerva, presas, torturadas e assassinadas em 1960, a mando do ditador da República Dominicana Rafael Trujillo.

Violência plural
A mulher sofre diversas formas de violência. Quando pertence às classes menos favorecidas, sofre a violência de classe. Quando não é branca, sofre a violência racial. Pode ser vítima de uma violência múltipla, por exemplo, quando é negra e pobre.
No entanto, a mulher, independentemente da sua classe social, raça e idade, sofre também uma violência específica, de gênero, derivada da subalternização da população feminina. A organização social de gênero, atribui aos homens, prerrogativas que lhes permitem ditar normas de conduta para as mulheres, bem como julgar a aplicação correta dessas normas.

Violência dentro de casa
A violência física é uma das expressões extremas das contradições de gênero, que revela a crueza e profundidade do problema. É no espaço doméstico que ela é mais frequente e apresenta variadas formas. Contrariando o senso comum, as pesquisas indicam que o lugar menos seguro para a mulher é a sua própria casa. Segundo dados mundiais, o risco de uma mulher ser agredida em casa, pelo marido, ex-marido ou atual companheiro, é nove vezes maior do que o de sofrer alguma violência na rua.
Escondida pela cumplicidade da sociedade e pela impunidade, a violência contra a mulher ainda é um fenómeno pouco visível. Os casos que chegam às autoridades são apenas a ponta do iceberg. Os registros de ocorrência nas polícias revelam um número significativo de casos provenientes das classes alta e média alta, contrariando a tese, de que a violência contra a mulher, é apenas o resultado de uma cultura da pobreza ou da baixa escolaridade.


Números
Um relatório das Nações Unidas, divulgado por ocasião da data, revela que 70% das mulheres foi vítima de agressões físicas ou sexuais em algum momento de suas vidas.

Como resultado das campanhas contra a violência no gênero, 90 países possuem alguma disposição legislativa contra esta prática e mais de 60 com leis concretas a respeito, enquanto a violação dentro do casamento é delito em 104 países.

A ONU considera que a violência contra as mulheres  "é uma pandemia global" e um "problema universal", já que há vítimas em todos os países do mundo.

Segundo dados de ONU Mulher, a violência contra pessoas do sexo mais frágil entre os 15 e 44 anos, causa mais mortes e incapacidade do que o câncer, a malária, os acidentes de trânsito e guerra combinados.

Em 2006, 79 porcento das vítimas de tráfico de seres humanos foram as mulheres e as meninas.
Outros dados divulgados assinalam que mais de 60 milhões de meninas no mundo são forçadas a casar antes de completar 18 anos enquanto 100 e 140 milhões de meninas e mulheres no mundo vivem com sequelas de mutilação genital feminina e ainda existem três milhões de meninas sob risco dessa prática todos os anos.


Saiba tudo a respeito
O Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher lançou ontem (23/11) o site "Violência contra a Mulher - Quebre esse ciclo". Um espaço para as vítimas contarem suas histórias, materiais para professores e advogados  e  um local para você ficar sabendo tudo sobre a principal Lei no Brasil de proteção a violência contra as mulheres: A Lei Maria da Penha.

Filme Institucional da campanha "Violência Contra a Mulher, Quebre esse Ciclo"


fonte: Angop/NBR/Quebreociclo
[ ... ]

23 de novembro de 2010

Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantojuvenil

Celebrado anualmente no dia 23 de novembro, o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantojuvenil visa estimular ações educativas e preventivas relacionadas ao câncer, promover debates e outros eventos sobre as políticas públicas de atenção integral às crianças e aos adolescentes com câncer, apoiar as atividades organizadas e desenvolvidas pela sociedade civil em prol da causa, difundir os avanços técnico-científicos relacionados e apoiar os pequenos pacientes com câncer e seus familiares.

A idéia de dedicar dois dias do ano em comemoração a esta data surgiu da necessidade de conscientização dos profissionais de saúde e da população sobre os sinais e sintomas do câncer infantojuvenil. É importante frisar que quanto antes for descoberta a doença, maiores são as chances de cura, por isto a importância das ações de conscientização do diagnóstico precoce, principalmente nas cidades do interior.
Câncer infanto-juvenil é a 2ª maior causa de mortes entre crianças e adolescentes
“Hoje quando as crianças e adolescentes chegam para o tratamento já estão num estágio avançado da doença e essa mobilização, que é nacional, visa conscientizar a todos os profissionais da área da saúde sobre o tema e nos ajudar a combater os índices de crescimento da doença”, explica Cláudio Galvão Castro Junior, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE). "Quando a doença é descoberta cedo, as chances de cura são de 90%" completa.

Saiba mais no site: www.dncci.org.br






























fonte: Sobope/DNCCI
[ ... ]

13 de novembro de 2010

Dia Mundial de Combate a Pneumonia. 12 de novembro


Febre, tosse e aquela cara abatida de quem está ficando doente. Seu filho está resfriado de novo, você pensa. Mas, passam os dias, a febre continua e não há remédio que dê jeito. Na maioria dos casos, é assim que a pneumonia aparece: devagar e camuflada com os sintomas de uma gripe.

O perigo é que a população não apenas desconhece a pneumonia, como também os sintomas, as formas de prevenção e o médico que deve ser procurado em casos de suspeita. Esse foi o resultado de uma pesquisa encomendada pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia ao Datafolha.

Numa situação hipotética de suspeita da pneumonia, 40% não saberiam a que médico recorrer. E essa demora em procurar o médico e a automedicação levam a quadros mais graves e até mesmo à morte, caso o antibiótico correto não seja dado em até oito horas do início dos sintomas plenos.

A pneumonia é a principal causa de morte de crianças até aos cinco anos em todo o mundo, matando mais que a AIDA, malária e sarampo, apesar de a doença ser previsível.

12 de novembro se comemora o Dia Mundial contra a Pneumonia, doença que mata uma criança a cada 20 segundos. A data serve também para lembrar os pais da importância de vacinar seus filhos contra a doença. De acordo com a organização Mundial de Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), aproximadamente 1,8 milhão de crianças com menos de 5 anos morrem vítimas de pneumonia, e de do total de mortes, 98% são registradas em países pobres.

Para especialistas, a falta de informação sobre a gravidade da doença, principalmente na infância, pode explicar parte da alta incidência de mortes. Em levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Pneumologia, um em cada quatro entrevistados não soube responder quais os sintomas da doença.

A pneumonia é uma infecção que atinge o pulmão, sendo as mais comuns causadas pela bactéria pneumococo e seus sintomas são dor torácica e febre alta. A diferença para a gripe comum é que, na pneumonia, a dor é semelhante a “pontadas” quando se respira. Além disso, há tosse, expectoração e dificuldade em inspirar.

De acordo com Renato Kfouri, pediatra e diretor da Associação Brasileira de Imunização (SBIM), a melhor maneira de manter as crianças protegidas é estar em dia com o calendário de vacinação. E para tranqüilizar a vida dos pais, a imunização contra as doenças pneumocócicas, incluindo pneumonia, ganhou uma eficaz aliada, a Prevenar 13, vacina pneumocócica conjugada 13-valente, que oferece a mais ampla cobertura na imunização de crianças contra doenças pneumocócicas. Prevenar 13 é a primeira vacina disponível no mercado a imunizar contra um dos tipos mais agressivos da bactéria pneumococo, o 19A, além de ser a única a abranger mais de 90% dos sorotipos atualmente associados à chamada resistência bacteriana.

Pesquisa a respeito das principais preocupações das mães quando pensam na saúde dos filhos, realizada pela empresa Target Marketing e encomendada pela Pfizer, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife, pontuou que a preocupação com os filhos tira o sono das mães. Aproximadamente 70% delas temem a pneumonia, sendo que a imunização completa, por meio de vacinas, apareceu como a principal maneira de evitar a doença nesta fase da vida. O estudo ainda mostra que na hora de pedir orientação e tirar dúvidas sobre a saúde de seus filhos, a maioria das mães, 83%, aponta o pediatra como sua principal referência.

Um projeto conhecido como Aliança Gavi iniciou em 2009 a prtensão de vacinar 130 milhões de crianças, sobretudo em países pobres, até 2015. O alerta está no fato de a vacina contra a doença existir desde o ano 2000, mas que estava disponível apenas em países ricos.


fonte: Nursing/RevistaFator/GazetaOnline




[ ... ]

9 de novembro de 2010

Governo convoca população de 1 a 19 anos para vacinação contra Sarampo


As autoridades de saúde estão em alerta. Há dez anos, o Brasil não registrava um caso de sarampo. Este ano, já foram mais de 50. O Ministério da Saúde diz que os casos vieram de fora do país. A campanha de vacinação vai ser intensificada. O estado de São Paulo vai imunizar 12 milhões de pessoas.

O Estado de São Paulo iniciou na quarta-feira (3) a vacinação contra o sarampo para crianças e jovens entre um ano e 19 anos. Mesmo sem casos no Estado há 10 anos, a vacinação foi iniciada porque ocorreram registros em outros estados.

De acordo com o Ministério da Saúde, os casos registrados até agora foram importados, ou seja, são pessoas que não estavam vacinadas e estiveram em outros países, ou, se relacionaram com alguém que trouxe a doença. Mas isso não diminui a preocupação dos pais.
Devem procurar um posto de vacinação até o fim deste mês crianças, adolescentes e jovens entre 1 e 19 anos. Só este ano, já foram mais de 50 caso da doença em todo Brasil.
Doença
O sarampo pode atingir pessoas que qualquer idade que não tenham a vacinação em dia. A doença é grave e pode levar à morte. “É importante que as pessoas busquem proteção contra o sarampo, tomando a vacina gratuitamente nos centros de saúde. Somente dessa forma é possível evitar que o vírus causador da doença volte a circular no Estado e de forma sustentada no país”, disse a enfermeira sanitarista da Vigilância em Saúde, Maria do Carmo Ferreira.

O sarampo é provocado por um vírus transmitido pelo ar quando a pessoa respira, fala, espirra. Os sintomas são manchas na pele de cor avermelhada, conjuntivite, dor de cabeça, febre e inflamação das vias respiratórias (tosse intensa, coriza). Este ano, já foram registrados 57 casos no Brasil: três no Pará, sete no Rio Grande do Sul e 47 na Paraíba. Segundo o Ministério da Saúde, todos os casos são importados. O vírus teria vindo de outros países.

O avanço do sarampo preocupa as autoridades de saúde do estado de São Paulo que querem vacinar contra a doença 12 milhões de pessoas. Muitos pais já levaram os filhos para o posto de saúde. A vacina tríplice viral protege contra a rubéola, a caxumba e o sarampo.

“Se por ventura a pessoa se encontra nessa faixa etária dos 20 aos 50 anos, ela deve ter uma dose na sua carteira de vacinação. Se não a tiver, que procure um posto de saúde e se vacine. Os acima de 50 anos não precisam”, afirma Telma Carvalhanas, diretora da Divisão de Doenças Respiratórias.

Taxistas, guias de turismo e servidores receberão vacina
Por causa dos casos e da chegada das férias escolares, profissionais da área de saúde e prestadores de serviço também receberão a vacinação por terem contato com muitas pessoas.
Serão vacinadas todas as pessoas que trabalham em aeroportos e rodoviárias. A medida vale, por exemplo, para taxistas. Serão imunizadas pessoas nascidas após 1960 e que não tenham o esquema completo de vacinação. Também devem tomar as doses profissionais da saúde e de educação.

Em setembro, o Brasil entregou à Organização Pan-Americana da Saúde um relatório para receber o certificado de País Livre do Sarampo. Segundo o Ministério da Saúde, como os casos registrados neste ano foram importados, não interferem no pedido.

Ainda de acordo com o ministério, a última vez que um paciente contraiu sarampo com vírus do Brasil foi no ano de 2000, em Mato Grosso do Sul.

fonte: G1/EPTV
[ ... ]

11 de outubro de 2010

11 de outubro. Dia Internacional de combate à obesidade


A população está cada vez mais sedentária e, com isso, crescem os números da obesidade e a preocupação dos profissionais de saúde em combatê-la e, conseqüentemente, em prevenir as diversas disfunções causadas pelo excesso de peso. Hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, dislipidemia, artroses, varizes e síndrome metabólica são algumas delas.

Na intenção de estimular atividades preventivas, como o incentivo a uma alimentação saudável, foi criado em 1997 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Dia Internacional de Combate à Obesidade,  a ser comemorado no dia 11 de outubro de cada ano.
A obesidade é apontada pela OMS como um dos maiores problemas de saúde pública no mundo, por atingir 1 bilhão de pessoas. Além disso, ela é um fator de risco para a diabete.

Devido à epidemia mundial de obesidade infantil, cujos números estão em constante crescimento, alguns municípios - principalmente da Região Sudeste (Rio de Janeiro e São Paulo) - instituíram a Semana Municipal de Combate e Prevenção à Obesidade Infantil.

O hábito de uma alimentação saudável começa desde criança. A melhor forma de evitar que crianças se tornem adultos acima do peso é educá-las desde pequenas a ter uma boa alimentação.

É necessário realizar atividades nas quais ela (criança) seja apresentada, gradualmente, a novos alimentos, fazendo das refeições um momento agradável da rotina.
Como exemplo, as escolas podem adotar, a terça e quinta como "dia da fruta". Os alunos ficam estimulados a levar frutas e sucos variados para o intervalo do lanche. Neste caso, os achocolatados, biscoitos e batatinhas ficam de fora e as crianças trocam entre elas as frutas que trazem de casa.

Para o Dr. Henrique Suplicy, presidente da ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica), o combate à obesidade no Brasil vem sendo feito em ações isoladas. Ele ressalta a necessidade do trabalho de prevenção e da importância do dia 11 de outubro nessa busca. O especialista afirma que é através do esclarecimento da população que a prevenção avança. “No mundo todo estão percebendo. Não é do dia para a noite que os hábitos vão mudar, mas está havendo melhora”, afirma o endocrinologista. Ele se refere às mudanças de hábitos alimentares que, constata-se, pouco a pouco vem ocorrendo. Um exemplo que o próprio Dr. Suplicy cita é o caso da população feminina da região Sul do Brasil, a única que emagreceu no País, segundo os dois últimos censos realizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


O QUE É?
A obesidade é uma doença crônica, de difícil tratamento, que pode ser resultado de herança genética, fisiológica, sedentarismo, excesso de alimentos ou alimentação inadequada, devido a transtornos alimentares. Sua prevenção tem três fatores principais: reeducação alimentar, aumento ou prática de atividade física e mudança no estilo de vida. Em alguns casos pode haver a necessidade de intervenção medicamentosa e, nos mais severos, a realização de cirurgias é necessária.

Complicações da obesidade

fonte: ABESO/Angolapress/SRZD

[ ... ]

29 de agosto de 2010

Fumo passivo em crianças pode causar até morte súbita

No Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado neste dia 29 de agosto, pneumologistas fazem um alerta: o fumo passivo em crianças pode causar até morte súbita. Em evento promovido pela Pfizer na semana passada, a coordenadora de Tabagismo do Hospital do Servidor Público de São Paulo, Maria Vera Castellano, ressaltou que os danos começam até mesmo antes de o bebê nascer — metade das mortes prematuras são causadas pelo fumo.

Comprovadamente, crianças em idade pré-escolar que convivem com o cigarro têm mais chances de ter otite, problemas respiratórios e asma. Já os bebês de até seis meses de vida podem sofrer morte súbita por sufocamento”, afirma Castellano, destacando que diversos estudos também ligam o fumo passivo a casos de leucemia infantil, linfomas e tumores de cérebro.


charge: ciceroart.blogspot.com

O problema não para por aí. Além de serem mais expostos à fumaça tóxica, filhos de pais tabagistas têm mais chances de começarem a fumar — e, consequentemente, desenvolverem doenças graves. De acordo com o coordenador do PrevFumo (Núcleo de Apoio à Prevenção e Cessação do Tabagismo da Unifesp), Sérgio Ricardo Santos, mais de 45% de todos os adolescentes do mundo que fumam têm pelo menos um dos pais fumantes.

“Apesar de as crianças terem acesso às informações, e até pedirem que os pais não fumem, isso não garante que na adolescência não vão experimentar o cigarro”, afirma Santos, ressaltando que a ordem de influência para começar a fumar são pais, melhores amigos/namorados, amigos de trabalho e parentes distantes.



DOENÇA PEDIÁTRICA
Cada vez mais cedo o cigarro vem sendo experimentado. Hoje, é raro um adulto começar a fumar depois dos 21 anos, afirmam os especialistas. Normalmente, o fumante surge entre os 14 e os 17 anos. Por isso, a Organização Mundial da Saúde já considera o tabagismo uma doença pediátrica.

Para o vice-diretor de Centro de Reabilitação Pulmonar da Unifesp, Oliver Nascimento, uma grande dificuldade em relação à precocidade é que nenhum tratamento usado por quem quer parar de fumar (adesivos de nicotina, bupropiona, vareniclina, etc) foi testado em adolescentes. Já Santos destaca que o grande problema do tabagismo é que ainda não existe tratamento ou ferramenta que garanta que a criança não vá começar a fumar.“

Ações eficazes são as que já são adotadas, como a lei antifumo, que inibe a iniciação ao tabagismo por evitar que os jovens fumem em boates, e o aumento de preço do maço. Também poderia funcionar muito bem a retirada de aditivos dos cigarros. Isso tornaria o fumo menos atraente e viciante”, conclui.

fonte: ODia
[ ... ]

15 de agosto de 2010

11% das crianças sofrem de enxaqueca, segundo especialistas


Manha, frescura e até mesmo desculpa para faltar à escola. Tudo isso passa pela mente de boa parte dos pais quando os pequenos reclamam de dor de cabeça. Mas é importante ficar atento: segundo especialistas, 11% das crianças de 7 a 15 anos sofrem de enxaqueca. Meninas sentem mais dores que meninos, principalmente na puberdade.

De acordo com a neurologista Carla Jevoux, má alimentação, excesso de tempo no computador ou TV, diminuição do tempo de sono e excesso de atividades extracurriculares podem desencadear o problema. Mas as dores também podem estar associadas a doenças mais graves, como infecções no sistema nervoso, problemas renais ou circulatórios, ou até mesmo um tumor.

Jevoux explica que, em casos crônicos, a enxaqueca pode vir com crises de vômito, dor abdominal e até vertigem. "Nos meninos, as crises têm pico de incidência na pré-adolescência. Já nas meninas, são mais comuns no final da adolescência", ressalta.

Os tratamentos não curam de vez a enxaqueca, mas diminuem a incidência, intensidade e a duração das crises em mais de 90%. Para a neurologista, quanto mais cedo o problema for prevenido, maiores são as chances de as crises diminuírem com o passar dos anos. "Os pais devem ficar atentos, principalmente, à alimentação e aos hábitos dos pequenos. Consumo frequente de alimentos gordurosos e com conservantes, adoçantes artificiais, chá e refrigerantes devem ser evitados", orienta.

Também é importante controlar as horas de sono e o excesso de atividades extracurriculares, aconselha, ressaltando que, na infância, essas atitudes são mais fáceis de serem adotadas que na idade adulta.

"Em alguns casos, além dessas medidas, é recomendado o uso de analgésicos e medicamentos para mal-estar. Mas nenhum remédio deve ser tomado sem orientação médica. Por isso, se as crises forem constantes, o ideal é levar a criança a um especialista", conclui.

Foi o que fez Kátia Waltz, cuja filha Isabel, 7 anos, sofre de dor de cabeça desde os 3. "Como ela já estava em idade escolar, as dores a incapacitavam. Durante as crises, chegava a vomitar. Ela sempre passava mal na escola", conta a mãe. Após alguns ajustes na dieta - excesso de chocolate e queijo foram cortados, por exemplo - e muitas idas a consultórios, Isabel melhorou com ajuda de remédios. "Agora ela só sente raramente dores leves, tratadas com analgésico. A médica já me alertou que as crises podem voltar na puberdade, e ela talvez tenha que fazer novo tratamento", diz Kátia.

fonte: Terra/ODia
[ ... ]

30 de julho de 2010

1 de agosto. Dia mundial da amamentação

Dia 1º de agosto marca o Dia Mundial da Amamentação, mas a reflexão é sobre a importância do aleitamento materno para a saúde do recém-nascido e o vínculo que a amamentação proporciona.

Toda mulher ouviu do seu médico, durante toda a gestação, a importância da amamentação, quais as vantagens para ela e o bebê, a equipe de enfermagem ensinou como dar o peito nos primeiros dias. As avós, tias e amigas incentivam ressaltando o gesto como o mais lindo e completo entre mãe e filho. E estão absolutamente certas!

A Sociedade Brasileira de Pediatria, o Ministério da Saúde e a Organização Mundial de Saúde recomendam a amamentação até os dois anos da criança ou mais (se alimentando exclusivamente com o leite materno durante seis meses, e depois disso a alimentação deve ser combinada com outros alimentos que supram as necessidades nutricionais da criança).

Conforme a UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), "se todos os bebês fossem exclusivamente amamentados durante os seis primeiros meses de vida e continuassem a mamar até os dois anos de idade, quase um milhão e 300 mil crianças poderiam ser salvas, todos os anos, e outros milhares de meninos e meninas cresceriam muito mais saudáveis em todo o mundo".

Segundo Déa Silvia, professora do curso de Enfermagem da Facene e que atua na área de Saúde da Criança e do Adolescente, a literatura nos mostra que há aumento da imunidade, aumento da interação mãe e filho, evita o câncer de mama e as crianças se desenvolvem e crescem mais rápido. E ainda previne doenças do trato gastrointestinal.

“O vínculo amoroso é o que faz eles se sentirem importantes para a mãe. E é preciso ter uma qualidade na amamentação, não amamentar de qualquer jeito, mas naquele momento que você está amamentando estabelecer esse vínculo, fazer um carinho no seu filho, olhar no olho dele, mostrando o quanto ele é importante para você”, enfatiza a professora, que é mãe de três filhos (já adultos) e amamentou bastante. “Para mim foi maravilhoso amamentar”, encerra a professora Déa Silvia.


Mito
Um mito que deve ser banido é o leite fraco. NÃO existe leite materno fraco. Cada mãe produz o leite que seu bebê precisa e na quantidade certa. O organismo da mulher só precisa regular a quantidade de leite nos primeiros dias depois do parto.
Amamentação é o mais importante remédio que a natureza criou.
fonte: Segs/Facene
[ ... ]

20 de junho de 2010

21 de junho. Dia Nacional de combate a Asma


Na chegada do inverno, temperaturas mais baixas fazem com que as pessoas permaneçam constantemente em ambientes fechados, sem ventilação adequada. “Nestes locais, a concentração de ácaros, poeira, mofo e outras substâncias alérgenas é maior, desencadeando crises de asma e outras alergias respiratórias”, explica Rafael Stelmach, presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT).A asma é uma doença crônica que acomete mais de 300 milhões de pessoas no mundo, sendo 60% crianças, de acordo com GINA (Global Initiative for Asthma). O Brasil é o 8º país em prevalência da doença no mundo e, segundo o DATASUS, ocorrem, em média, 370 mil internações/ano por causa da doença, sendo esta a terceira causa de hospitalização pelo SUS, e entre os adultos jovens (de 20 a 29 anos) tornou-se, em algumas regiões do país, a primeira causa de internação.

Aproximadamente 20% dos brasileiros têm ou já tiveram alguma manifestação da doença, sendo que 25% destes têm a forma moderada ou grave, que pode levar à morte se não diagnosticada e tratada corretamente. O resultado disso é que, ainda que o Brasil esteja alinhado à tecnologia e medicação disponíveis na Europa e Estados Unidos, dispondo de todos os recursos para um diagnóstico preciso e tratamento eficaz, morrem em média 6 pacientes diariamente em decorrência da falta de diagnóstico e/ou tratamento adequados.

O que é a Asma?
É uma doença pulmonar caracterizada pela inflamação crônica das vias aéreas, que se estreitam e oferecem dificuldade respiratória. As vias respiratórias do paciente asmático têm uma resposta exagerada quando em contato com determinada substância, denominada alérgeno com isso os brônquios se fecham, num movimento de defesa, reduzindo a passagem de ar que chega aos pulmões. As constantes repetições desta reação, chamada broncoespasmo, provocam inflamação, que faz com que as vias aéreas fiquem ainda mais sensíveis.
Uma vez inflamadas e, portanto, mais sensíveis, crises de asma podem ocorrer por diversos fatores ambientais, como alterações climáticas, ou quando em contato com poeira, mofo, pólen, cheiros fortes, pêlos de animais, gripes ou resfriados, fumaça, ingestão de alguns alimentos ou medicamentos.

Os principais sintomas da asma são tosse, chiado no peito e falta de ar, que aparecem de forma cíclica, com alternância de períodos de melhora e piora.

Qualquer que seja o caso ou a gravidade da doença, as crises podem ser evitadas e o paciente consegue levar uma vida normal, inclusive praticando atividade física. Para isso, basta que este asmático seja diagnosticado corretamente e siga as orientações médicas.

fonte: SPPT/ALemTemporeal
[ ... ]

12 de junho de 2010

Síndrome do «Bebê Sacudido» aumenta durante recessôes


Os efeitos do stress devido à flutuação da economia, da precariedade laboral, do desemprego e das finanças pessoais leva a que a população fume cada vez mais e ingira mais álcool, para além de se tornarem mais depressivos e desenvolverem doenças relacionadas com o stress. Entretanto, uma equipe de investigadores, liderada por Rachel Berger, médica pediatra do Children's Hospital of Pittsburgh (EUA), reportou um aumento significante de casos de crianças com síndrome de «Bebé Sacudido», onde os mais pequenos são violentamente agitados por um adulto desde que começou a actual recessão.

Shaken Baby Syndrome

ilustração: 'Child Abuse and Exploitation. Investigative Technics' do U.S. Department of Justice
A síndrome do Bebé Sacudido refere-se a lesões cerebrais resultantes de agitações fortes num lactente ou criança pequena e atinge o tórax, ombros ou extremidades, causando a aceleração rotacional craniana extrema. É caracterizada por hemorragias intra-cranianas e intra-oculares sem trauma externo evidente.
O problema atinge principalmente as crianças com menos de cinco anos, especialmente os lactentes, nos primeiros 18 meses de vida, quando o organismo do bebê está em pleno desenvolvimento. Os nervos e vasos sanguíneos são mais frágeis, assim como as estruturas do pescoço. Os casos críticos podem resultar em morte.
Outras conseqüências são:
  • cegueira ou lesões oftalmológicas
  • atraso no desenvolvimento
  • convulsões
  • lesões da coluna vertebral
  • lesões cerebrais

Na pesquisa a equipe de cientistas analisaram 512 casos de traumas cranianos em centros para crianças, em quarto hospitais (em Pittsburgh, Cincinnati, Columbus e Seattle), e descobriram que o número de situações tem aumentado para 9,3 por mês, desde Dezembro de 2007, comparativamente 6 por mês (valor que se mantinha desde 2004).

Os investigadores explicaram que este aumento está correlacionado com a ruptura econômica e que os fatores de stress estão causando a redução de recursos de serviço social para prevenir e combater o abuso infantil, nos Estados Unidos. Contudo, Berger destaca no estudo uma associação e não uma relação de causa e efeito, entre a recessão e a incidência de bebés sacudidos.
Cabeça é onde crianças sofrem mais agressões
Lesões cerebrais
Mas os resultados não deixam de salientar que qualquer circunstância stressante – tragédia familiar, desastre natural ou queda financeira – pode levar as pessoas ao limite. Por exemplo, em 1999, após um devastador furacão ter atingido as regiões do leste da Carolina do Norte, os investigadores da University of North Carolina, descobriram que em seis meses pós-furacão, a taxa de lesões cerebrais causadas por abuso de criança aumentou cinco vezes mais. Nas regiões não afetadas do estado, não houve qualquer desenvolvimento em tais casos. A médica pediatra apela para que não se retire os apoios às famílias, especialmente nesta altura.

Vídeo da Children's Trust Fund (legendado pelo Instituto Zero a Seis) sobre Prevenção da Síndrome do Bebê Sacudido



fonte: CienciaHojePT/ObservatoriodaInfancia
[ ... ]

3 de maio de 2010

Lugar de criança é no banco de trás. Atenção para a Lei.


Pais responsáveis já transportavam suas crianças somente no banco de trás e com equipamento adequado, mesmo antes de virar lei. Publicada em 09/06/2008, resolução 277 do Contran (baixe o arquivo AQUI) dispõe sobre o transporte de menores de 10 anos e a utilização do dispositivo de retenção para o transporte de crianças em veículos, mais conhecidos como bebê conforto, cadeirinha e assento de elevação.
A resolução torna obrigatório o uso destes equpamentos, desde sua publicação, apesar de especificar que a fiscalização somente começará em 09/06/2010, foram dois anos para divulgação, conscientização e providências. A medida, ajudará a reduzir as mortes e seqüelas de crianças por acidentes de trânsito, deve ser seguida à risca não somente por se tratar de uma lei, mas por proteger as crianças e educá-las sobre o comportamento defensivo que todos motorista deve ter. Segurança a mais nunca é demais.

Veja mais detalhes.
Segundo a Resolução do Contran, crianças de até um ano de idade deverão ser transportadas no equipamento denominado conversível ou bebê conforto, crianças entre um e quatro anos em cadeirinhas e de quatro a sete anos e seis meses em assentos de elevação (veja as instruções abaixo).

O uso dos dispositivos de retenção não será exigido para os veículos com peso bruto total superior a 3,5t, os de transporte coletivo, táxi e escolares.

A partir de junho de 2009 os órgãos do Sistema Nacional de Trânsito iniciaram campanhas educativas sobre o transporte de crianças. A fiscalização do uso dos equipamentos de retenção será iniciada em 09 de junho de 2010.

A penalidade será a prevista no artigo 168 do Código de Trânsito Brasileiro, que considera a infração gravíssima e prevê multa de R$ 191,54, sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação e a retenção do veículo até que a irregularidade seja sanada.

Veja informações mais detalhadas, no site Criança Segura
e também instruções, no site http://www.assentoinfantil.oswnet.com

[ ... ]

 

©2009 Navegando e Aprendendo com a Enfermagem | Template adaptado de TNB

Web Statistics