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8 de julho de 2012

Dia Mundial da Alergia - 8 de julho


As alergias respiratórias, como rinite e asma, atingem cerca de 30% da população do País, de acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (Asbai) e que merece atenção para quando todo o planeta se volta para o Dia Mundial da Alergia - data definida em 2005 pela Organização Mundial da Alergia (WAO, em inglês).

Um levantamento da entidade, feito em 30 países, com uma população estimada de 1,2 milhões de indivíduos, revelou que 22% (ou 250 milhões de pessoas) sofrem de algum tipo de alergia, definida como uma reação exagerada do organismo frente a estímulos comuns do meio ambiente, como alimentos, medicamentos, cosméticos, poeira, ácaros, pólen e fungos.

O problema pode se manifestar de várias formas e levar a várias doenças – entre elas, a rinite alérgica, definida como uma inflamação do revestimento interno da cavidade nasal (mucosa nasal) que é desencadeada pelo contato com os alérgenos (ácaros, pelos de animais e fungos, além de outros).

É a danada da inflamação que determina os quatro principais sintomas da rinite alérgica: nariz entupido, coceira, espirros e coriza excessiva. Intriga o fato de esses sinais geralmente serem ignorados. Esse comportamento leva ao prolongamento do quadro e consequentemente a uma complicação da doença.

Quem tem uma frequente congestão nasal sabe que o problema obriga a respiração pela boca, o que pode ocasionar irritação na garganta, voz anasalada, ronco e outros distúrbios respiratórios do sono. É por isso que aqueles com rinite alérgica não controlada estão sujeitos a desenvolver outras doenças, como otite, sinusite, faringite, amigdalite e asma.

Tanto distúrbio interfere na qualidade de vida. Não é raro os pacientes com rinite alérgica apresentarem limitação nas atividades diárias, além de produtividade reduzida no trabalho e na escola. Um levantamento realizado na América Latina, em 2009, conhecido pela sigla Aila (Allergies in Latin America), mostrou que a maioria dos pacientes (79%) com a doença apresenta algum tipo de impacto no cotidiano.

O diagnóstico precoce e o acompanhamento médico são fundamentais. Afinal, quando tratado, o paciente pode evitar as crises decorrentes da rinite alérgica. Para alguns indivíduos, o ar poluído da cidade ou alérgenos respiratórios como a poeira doméstica são suficientes para engatar espirros e sentir coceira no nariz. O tratamento adequado possibilita o controle da rinite alérgica e permite uma melhor qualidade de vida. O fato da pessoa ter rinite alérgica não significa que ela deve sofrer por causa dos sintomas. Entender como é possível manter o problema sob controle e impedir que as crises interfiram na sua rotina fazem parte do primeiro passo para que o paciente se sinta bem.

Conforta saber que o tratamento da doença nem sempre é complicado. Os medicamentos mais frequentemente usados são os anti-histamínicos e os corticoides nasais – entre esta última classe, está a ciclesonida, um corticoide intranasal de ação rápida que atua especificamente no foco da rinite alérgica. Dessa forma, é possível combater a inflamação e os sintomas associados.

A rinite alérgica também exige que o paciente tenha alguns cuidados. As principais recomendações são manter os ambientes de casa e do trabalho limpos, trocar os lençóis de cama uma vez por semana, lavar antes de usar as roupas guardadas por muito tempo, deixar as janelas abertas para ventilar o ambiente, evitar sair de espaços quentes e ir para outros muito frios. Além disso, o paciente deve evitar locais fechados, não fumar, evitar cheiros fortes, ficar longe de mofo e dos agentes que desencadeiam a crise. De qualquer forma, nunca é demais frisar que a rinite alérgica também tem caráter hereditário.



fonte: Burson-Marsteller | ASBAI

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30 de outubro de 2011

Dia nacional de luta contra o reumatismo


Quem nunca sofreu com dores nas costas, joelhos o nos ombros? Dores crônicas nessas regiões do corpo atingem aproximadamente 15 milhões pessoas no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde.

"Quando não é tratada, essa dor pode evoluir para problemas como como artrite", afirma a reumatologista Maria Angela do Amaral Gurgel, dos Hospital Sírio Libanês.

Diferente do que se pode imaginar, não é somente a terceira idade que precisa ficar atenta. "As dores nas articulações podem atingir qualquer faixa etária. O problema tem um componente genético, mas os fatores comportamentais são importantes na prevenção e no tratamento de doenças como artrite, artrose e gota", diz o reumatologista Pablius Braga, do Hospital Nove de Julho.

Todos esses problemas e mais uma lista enorme compõem o que, genericamente, é chamado de reumatismo - conjunto de doenças relacionadas às articulações.

O conceito de reumatismo é longo e engloba 200 tipos de doenças diferentes que atacam o sistema músculo esquelético, ou seja, articulações, músculos, tendões, ligamentos, cartilagens, fáscias e ossos.

O dia 30 de outubro é o Dia Nacional de Luta Contra o Reumatismo.

Doenças reumáticas mais conhecidas são:
- Osteoporose
- Bursite
- Tendinite
- Artrite reumatóide
- Lúpus

Nos idosos a doença mais comum denominada de reumatismo na verdade é artrose. Trata-se de um processo doloroso que ataca as articulações do joelho, da coluna cervical e lombar, do fêmur (osso da coxa) com o quadril e a última articulação dos dedos das mãos. Há um grande comprometimento da qualidade de vida, não apenas pela presença recorrente de dores nas articulações, mas também pela perda da autonomia.

São doenças que podem ocorrer em qualquer idade, algumas com predominância na juventude e outras nas idades mais avançadas. Costumam estar associadas a quadros de depressão e ansiedade, muitas vezes pouco valorizados, e que comprometem bastante o resultado do tratamento.

O reumatismo pode ter origem degenerativa, inflamatória, infecciosa, em distúrbios metabólicos ou imunológicos.

Muitos fatores favorecem ou agravam os quadros de reumatismo. O principal é o sobrepeso e a obesidade. Mas, também são importantes o sedentarismo, a ansiedade, a depressão, a presença de história familiar e alguns tipos de traumatismos.

È comum as pessoas associarem o reumatismo à variações climáticas como calor excessivo, frio intenso e umidade. Tais eventos climáticos não são causadores do reumatismo, no entanto, variações climáticas bruscas podem influenciar a percepção individual de quadros inflamatórios. Então, quem tem reumatismo pode ocorrer maior desconforto nessas circunstâncias.


TIRE SUAS DÚVIDAS SOBRE O REUMATISMO

Fazer exercícios físicos prejudica as articulações?
Não. Exercícios feitos com orientação fortalecem as articulações.
Segundo a reumatologista Maria Angela do Amaral Gurgel, a prática de exercícios físicos é essencial para manter as articulações funcionando bem, já que as atividades físicas ajudam a melhorar o equilíbrio e controlar o excesso de peso. Além disso, exercícios que fortalecem os músculos diminuem a sobrecarga nas articulações e favorecem o alívio de dores "Músculos fortes dão maior estabilidade ao corpo, tirando a tensão de articulações", afirma a médica do Hospital Nove de Julho.

Que alimentos ajudam a proteger as articulações?
Alimentos ricos em cálcio, vitamina D e proteínas.
A ingestão de alimentos ricos em cálcio e vitamina D, como leite e seus derivados, couve e espinafre, é importante para manter a densidade dos ossos elevada, evitando desgastes e problemas como a osteoporose. A dieta não tem efeito direto em doenças como artrite, mas o fortalecimento dos ossos é um benefício associado", afirma Maria Angela.

Que alimentos podem causar dores nas articulações?
Pessoas com gota devem evitar frutos do mar e alimentos ricos em proteínas animal e gordura.
Para quem sofre com gota (concentração de ácido úrico nas articulações), alguns alimentos podem provocar dores e piorar o quadro da doença. "Pacientes que têm gota precisam ter cuidado com a ingestão de proteínas, já que o consumo exagerado desse nutriente aumenta os níveis de ácido úrico no sangue e, consequentemente, nos rins e nas articulações, causando crises", diz Pablius Braga. Mas, antes de cortar qualquer alimento da dieta, é preciso procurar um reumatologista e fazer os exames exigidos pelo médico.

Estalar as articulações aumenta as chances de artrite?
Não. Não influencia as chances de ter artrite.
O estalo ocorrer pela movimentação do líquido lubrificante existente nas articulações. Esse hábito comum, por mais que o ditado popular diga o contrário, não aumenta as chances de artrite. "Os estalos involuntários das articulações pode ser um sintoma precoce da artrite, mas de maneira alguma são a causa da doença", diz reumatologista Maria Angela. No entanto o reumatologista Pablius Braga, do Hospital Nove de Julho, alerta que repetir o ato muitas vezes pode sim causar pequenos problemas. "Quando forçamos nossas articulações de maneira não natural, há o risco desgasta maior do que o comum".

Quem fica muito tempo na mesma posiçãoprejudica as articulações?
Sim, já que diminui a lubrificação.
Quanto mais as articulações são usadas, maior será sua lubrificação e sua eficiência. Por isso, pessoas que permanece longos períodos sentadas possuem mais chances de sofrer dores nas articulações do corpo. "Além disso, pessoas que se movimentam mais tendem a ter músculos mais alongados, fator que protege as articulações", explica a especialista Maria Angela do Amaral Gurgel, do Hospital Sírio Libanês.

O sobrepeso e obesidade são fatores de risco para dores nas articulações?
Sim. O aumento de peso, além na mudança na maneira de andar, faz com que as pessoas que estão com sobrepeso ou com obesidade tenham mais dor nas articulações. "Além disso, pessoas que estão com excesso de peso normalmente têm hábitos sedentários e tem músculos menos tonificados. Isso piora a sobrecarga nas articulações", alerta Maria Angela do Amaral Gurgel. Para começar um treino sem risco de lesões, o ideal é procurar um professor de educação física para avaliar que carga seu corpo consegue suportar.

O consumo de álcool pode causar dores nas articulações?
Sim. Assim como as proteínas e gorduras, o álcool aumenta a concentração de ácido úrico no sangue. Para quem apesenta dificuldades para expelir esse componente através da urina, o consumo de bebidas alcoólicas pode desencadear o acúmulo de ácido úrico nas articulações, aumentando a dor e o desconforto. "O álcool é uma das poucas substâncias que, em 100% dos casos, piora as dores de quem tem gota. Por isso, se o consumo não for interrompido, deve ser pelo menos moderado", alerta Pablius Braga.

Usar salto alto pode prejudicar as articulações?
Sim. O uso prolongado desse tipo de calçado pode fazer mal.
O salto alto, por concentrar praticamente todo o peso no corpo nos dedos e na ponta do pé, pode causar dores crônicas nessa região se for usado com muita frequência. "O salto alto também provoca uma mudança em toda a mecânica do caminhar, alterando o modo como o corpo se equilibra e sobrecarregando algumas articulações", diz a reumatologista Maria Angela.


Fonte: MinhaVida | HelpSaude

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27 de julho de 2011

28 de julho: Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais


Desde 2010, o dia 28 de julho é o “Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais”. A data foi instituída pela Organização Mundial da Saúde para chamar a atenção para uma doença que, além de silenciosa, é um constante problema de saúde pública no Brasil.

O fígado é um dos órgãos mais importantes do corpo humano e, quando inflamado, altera todo o funcionamento do organismo. A esta inflamação dá-se o nome de hepatite. As hepatites virais estão entre as principais causas de inflamação do fígado e as mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C.

A Hepatite A é adquirida através da ingestão de água e alimentos contaminados pelo vírus da hepatite A. Assim, devemos dar especial importância ao ato de lavar bem as mãos antes e depois de ir ao banheiro, antes das refeições, além de lavar corretamente frutas e legumes antes de consumi-las. Já as Hepatites B e C são transmitidas por via parenteral, isto é, através do uso de drogas injetáveis, transfusões com sangue contaminado e realização de procedimentos com material contaminado e não esterilizado (como tatuagens e procedimentos estéticos em salões de beleza). No caso da Hepatite B ganha destaque também a transmissão através de relações sexuais sem preservativos e durante o parto das mães infectadas pelo vírus da hepatite B.

Atualmente a Hepatite C é a maior causa de cirrose, sendo assim a principal doença que leva os pacientes ao transplante de fígado. Sua descoberta foi feita em 1989, mas apenas a partir de 1992 os bancos de sangue começaram o seu rastreamento entre os doadores. Assim, pacientes que receberam transfusões de sangue antes desta data estão entre a população de risco.


Saiba mais:
São Paulo: diagnóstico de hepatite cresce 57% 


fonte: ParanaShop | ICF

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13 de novembro de 2010

Dia Mundial de Combate a Pneumonia. 12 de novembro


Febre, tosse e aquela cara abatida de quem está ficando doente. Seu filho está resfriado de novo, você pensa. Mas, passam os dias, a febre continua e não há remédio que dê jeito. Na maioria dos casos, é assim que a pneumonia aparece: devagar e camuflada com os sintomas de uma gripe.

O perigo é que a população não apenas desconhece a pneumonia, como também os sintomas, as formas de prevenção e o médico que deve ser procurado em casos de suspeita. Esse foi o resultado de uma pesquisa encomendada pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia ao Datafolha.

Numa situação hipotética de suspeita da pneumonia, 40% não saberiam a que médico recorrer. E essa demora em procurar o médico e a automedicação levam a quadros mais graves e até mesmo à morte, caso o antibiótico correto não seja dado em até oito horas do início dos sintomas plenos.

A pneumonia é a principal causa de morte de crianças até aos cinco anos em todo o mundo, matando mais que a AIDA, malária e sarampo, apesar de a doença ser previsível.

12 de novembro se comemora o Dia Mundial contra a Pneumonia, doença que mata uma criança a cada 20 segundos. A data serve também para lembrar os pais da importância de vacinar seus filhos contra a doença. De acordo com a organização Mundial de Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), aproximadamente 1,8 milhão de crianças com menos de 5 anos morrem vítimas de pneumonia, e de do total de mortes, 98% são registradas em países pobres.

Para especialistas, a falta de informação sobre a gravidade da doença, principalmente na infância, pode explicar parte da alta incidência de mortes. Em levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Pneumologia, um em cada quatro entrevistados não soube responder quais os sintomas da doença.

A pneumonia é uma infecção que atinge o pulmão, sendo as mais comuns causadas pela bactéria pneumococo e seus sintomas são dor torácica e febre alta. A diferença para a gripe comum é que, na pneumonia, a dor é semelhante a “pontadas” quando se respira. Além disso, há tosse, expectoração e dificuldade em inspirar.

De acordo com Renato Kfouri, pediatra e diretor da Associação Brasileira de Imunização (SBIM), a melhor maneira de manter as crianças protegidas é estar em dia com o calendário de vacinação. E para tranqüilizar a vida dos pais, a imunização contra as doenças pneumocócicas, incluindo pneumonia, ganhou uma eficaz aliada, a Prevenar 13, vacina pneumocócica conjugada 13-valente, que oferece a mais ampla cobertura na imunização de crianças contra doenças pneumocócicas. Prevenar 13 é a primeira vacina disponível no mercado a imunizar contra um dos tipos mais agressivos da bactéria pneumococo, o 19A, além de ser a única a abranger mais de 90% dos sorotipos atualmente associados à chamada resistência bacteriana.

Pesquisa a respeito das principais preocupações das mães quando pensam na saúde dos filhos, realizada pela empresa Target Marketing e encomendada pela Pfizer, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife, pontuou que a preocupação com os filhos tira o sono das mães. Aproximadamente 70% delas temem a pneumonia, sendo que a imunização completa, por meio de vacinas, apareceu como a principal maneira de evitar a doença nesta fase da vida. O estudo ainda mostra que na hora de pedir orientação e tirar dúvidas sobre a saúde de seus filhos, a maioria das mães, 83%, aponta o pediatra como sua principal referência.

Um projeto conhecido como Aliança Gavi iniciou em 2009 a prtensão de vacinar 130 milhões de crianças, sobretudo em países pobres, até 2015. O alerta está no fato de a vacina contra a doença existir desde o ano 2000, mas que estava disponível apenas em países ricos.


fonte: Nursing/RevistaFator/GazetaOnline




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30 de outubro de 2010

30/10 - Dia nacional de luta contra o reumatismo


O reumatismo não atinge apenas juntas e articulações, nem somente idosos; pode também se manifestar em outros órgãos e acometer pessoas de todas as idades, inclusive crianças. De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia, existem cerca de 130 tipos de doenças reumáticas como artrose, tendinite, bursite, lombalgia, gota, fibromialgia, artrite reumatóide. A osteoartrose, conhecida como "bico de papagaio", é uma das mais comuns e atinge 60% da população. O problema, relacionado à coluna, causa dores nas articulações e rigidez após o repouso.

Como a causa do reumatismo é desconhecida, a população carece de informações para procurar ajuda médica. Sabe-se que a junção de fatores genéticos e ambientais, tais como estresse, poluição, utilização de determinados medicamentos e infecções, levam à doença. Mas não existe um exame específico para detectá-la.

Por isso, o diagnóstico do reumatismo é feito com base em exames laboratoriais e análise do conjunto de sintomas e sinais observados pelo médico. Além da dor, inflamações são especialmente levadas em consideração para detectar a doença.

A maioria dos tratamentos envolve procedimentos não farmacológicos: prática de atividades físicas e controle de peso e consumo de álcool e cigarro.

Nas mulheres, os dedos das mãos são os mais atingidos pela artrose, que tem grande incidência familiar. Já em obesos, as articulações que recebem carga, como joelhos e quadris são as que mais apresentam problemas, por isso é importante que as pessoas prestem atenção a essas regiões do corpo, já que "a prática de esporte de alto impacto e a obesidade são fatores de risco da artrose", alertou Eduardo.

A artrite reumatóide se caracteriza por uma inflamação articular persistente e é mais freqüente em mulheres e os primeiros sintomas aparecem entre 30 e 50 anos de idade. Uma das características da artrite é a rigidez matinal, ou seja, após uma noite de sono os pacientes amanhecem com dificuldade em movimentar as articulações, e essa dificuldade pode se prolongar por mais de uma hora. "Além da predisposição genética, fumar é um agravante nesse caso", salientou o médico.

Já na osteoporose, a fratura é a manifestação clínica mais comum. É uma doença associada ao envelhecimento e os fatores que podem ser agravantes, como predisposição genética, além de menopausa precoce sem reposição hormonal.

Tratamento
As doenças reumáticas não têm cura, porém é possível seu controle. "Se o paciente seguir adequadamente o tratamento, ele tem resultados positivos, como o controle da dor. Por isso, é necessário que ele faça o tratamento", enfatizou Eduardo.

O Sistema Único de Saúde oferece os medicamentos utilizados no tratamento da artrite e a osteoporose. Esses remédios, no entanto, são liberados somente após um processo realizado entre paciente, médico e SES, pois envolve, além da receita, protocolos, relatórios e documentação. A primeira etapa é a produção de um relatório médico indicando a necessidade do paciente em realizar aquele tratamento.

fonte: MS\SBR
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21 de agosto de 2010

Cresce no país a oferta da chamada Enfermagem dermatológica

A técnica é focada na prevenção e no combate às feridas de difícil cicatrização, que obrigam as pessoas a ficar de cama por muito tempo. Tratamento direcionado ajuda a apressar a cura.

Enfermagem Dermatologia em avanço
A aposentada Maria de Lurdes, 88 anos, é atendida pelo enfermeiro Jair: em três meses, ela superou a dor aguda que a impossibilitava de andar (foto: Cadu Gomes CDBA)
Há quatro anos, Marino Gonche, 77 anos, sofre com feridas nos pés que não cicatrizam. As úlceras, provocadas pelo diabetes tipo 2, acometeram os dois pés. Foi preciso uma cirurgia, na qual foram retiradas as solas dos membros. A partir daí, a vida do aposentado mudou severamente. De um homem ativo e independente, Marino se tornou um paciente que vive em cima de uma cama, completamente dependente. Porém, há um ano, o aposentado é assistido por uma enfermeira dermatológica, o que lhe fez ter esperanças de que logo poderá voltar a andar e sair da cama. “Depois que comecei a ser atendido pela enfermeira, meus pés melhoraram. O esquerdo está com a ferida cicatrizada, mas o direito ainda não”, relata Marino. “Tenho fé em Deus que essa moça vai me curar”, espera.

A esperança do aposentado se iguala à de inúmeras pessoas que convivem com úlceras provocadas por doenças, como o diabetes, acidentes, queimaduras e etc. Graças à enfermagem dermatológica(1), elas têm uma expectativa maior de retornar às suas vidas normais. No dia a dia dos hospitais e dos leitos residenciais, é essa especialidade da enfermagem que ajuda a trazer de volta a qualidade de vida para pacientes que, como Marino, sofrem com feridas de difícil cicatrização. “Pessoas que são tratadas pela enfermagem dermatológica têm um processo mais rápido de cura”, afirma Francisco Le Voci, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e dermatologista do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.


Esses profissionais se especializam na área e adquirem conhecimentos de materiais usados no tratamento dermatológico. São capazes de avaliar a ferida e prescrever os produtos que melhor podem auxiliar na cicatrização e recuperação da pele. “Os registros feitos pela enfermagem dermatológica são de importância fundamental para os médicos, pelas informações que representam. Incluem a avaliação do estado clínico do doente, o conhecimento da progressão da doença, as decisões tomadas e os procedimentos adotados”, pontua Le Voci.


A enfermeira Paula Herrman, que cuida de Marino, afirma que, com tratamento assistido, o paciente melhora mais rápido, pois há uma observação cuidadosa da evolução do problema com os produtos utilizados. “Na maioria das vezes, são pacientes acamados, que não podem ir ao consultório para o médico avaliar a ferida. Nós vamos à casa dele, avaliamos o problema, anotamos a evolução do tratamento e orientamos o cuidador como devem ser as trocas dos curativos e quais os materiais para aquela situação.” É isso que Paula faz pelo menos uma vez por semana com Marino. “Há um ano, ele não colocava os pés no chão por conta das feridas, que chegavam ao osso. Hoje, ele fica de pé, com a ajuda de uma órtese, e ensaia alguns passos. É uma alegria para ele e para mim também”, conta a enfermeira.



Prevenção
Além de promover a recuperação mais rápida da pele e dos tecidos atingidos pelas úlceras, a enfermagem dermatológica tem o papel de ajudar a prevenir o aparecimento de feridas, o que é crucial para pacientes acamados. Geralmente, essas pessoas estão bastante debilitadas e precisam de cuidados intensivos. Ficam praticamente o tempo todo na cama, seja no hospital ou em casa. “Essas pessoas precisam de um profissional especializado, obviamente sob orientação médica, para o tratamento dessas feridas. No caso de uma pessoa diabética, por exemplo, com um quadro intenso e uma evolução antiga, que começa a desenvolver úlceras, o enfermeiro dermatológico consegue avaliá-las e tratá-las no início, evitando que o quadro se agrave”, diz o dermatologista do Hospital Albert Einstein.

Dessa forma, do mesmo jeito que esses profissionais avaliam uma ferida já aberta, eles também sabem diagnosticar quando a ferida está para abrir. “Pacientes que estão há muito tempo acamados desenvolvem úlceras por pressão. A pele fica avermelhada e em seguida a ferida se abre. Se observamos a pele nessa fase inicial, tratamos antes de ela abrir. Para isso, não precisa a presença do médico”, diz o presidente da Sociedade Brasileira de Enfermagem, Feridas e Estética (Sobenfee) no Distrito Federal, Jair Gomes de Paiva Júnior.

Essas lesões ocorrem porque os pacientes acamados, tanto no hospital quanto em casa, precisam ser trocados de posição a cada duas horas, o que acaba sendo difícil de acontecer nos hospitais, pelo baixo número de enfermeiros e auxiliares. “Se essas feridas não forem tratadas logo, elas infeccionam e podem evoluir para escaras — tecido morto dentro da ferida”, explica Jair.

A aposentada Maria de Lurdes Souza Lima, 88 anos, quase desenvolveu uma escara. Enquanto se recuperava de uma cirurgia de varizes na perna direita, ela se feriu. Como a maioria das pessoas, a aposentada tentou curar-se com produtos caseiros. O resultado foi uma infecção, que a levou a um médico. Maria de Lurdes chegou ao Centro de Saúde da Candangolândia com uma ferida grau III, muito infeccionada. O médico passou um antibiótico e a ferida começou a ser tratada pela enfermagem dermatológica. Um trabalho em conjunto, que conseguiu, após três meses, fazer com que a inquieta Maria de Lurdes voltasse à vida normal. “No começo, doía muito. Agora, não sinto mais nada. Voltei a andar e a cuidar das minhas plantas”, comemora a aposentada. “Por uma ferida menor, minha tia perdeu a perna”, conta o filho de Maria de Lurdes.

No caso da aposentada, o trabalho da enfermagem dermatológica conseguiu diminuir o tempo de troca dos curativos. “Isso faz com que ela se desloque menos de casa e a recuperação se torne mais rápida”, afirma Jair.

A realidade na maioria dos hospitais e clínicas — e mesmo nas residências — é diferente da ideal. O número de pessoas especializadas em enfermagem dermatológica ainda é pequeno. Isso faz com que técnicos e auxiliares absorvam o trabalho, o que, na maioria das vezes, não tem um resultado positivo, fazendo com que o quadro do paciente se agrave. “Não culpo o sistema de saúde. O que falta são pessoas comprometidas e interessadas, que desejem se capacitar”, analisa Jair.
clique para ampliar

fonte: CorreioBrasiliense
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20 de junho de 2010

21 de junho. Dia Nacional de combate a Asma


Na chegada do inverno, temperaturas mais baixas fazem com que as pessoas permaneçam constantemente em ambientes fechados, sem ventilação adequada. “Nestes locais, a concentração de ácaros, poeira, mofo e outras substâncias alérgenas é maior, desencadeando crises de asma e outras alergias respiratórias”, explica Rafael Stelmach, presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT).A asma é uma doença crônica que acomete mais de 300 milhões de pessoas no mundo, sendo 60% crianças, de acordo com GINA (Global Initiative for Asthma). O Brasil é o 8º país em prevalência da doença no mundo e, segundo o DATASUS, ocorrem, em média, 370 mil internações/ano por causa da doença, sendo esta a terceira causa de hospitalização pelo SUS, e entre os adultos jovens (de 20 a 29 anos) tornou-se, em algumas regiões do país, a primeira causa de internação.

Aproximadamente 20% dos brasileiros têm ou já tiveram alguma manifestação da doença, sendo que 25% destes têm a forma moderada ou grave, que pode levar à morte se não diagnosticada e tratada corretamente. O resultado disso é que, ainda que o Brasil esteja alinhado à tecnologia e medicação disponíveis na Europa e Estados Unidos, dispondo de todos os recursos para um diagnóstico preciso e tratamento eficaz, morrem em média 6 pacientes diariamente em decorrência da falta de diagnóstico e/ou tratamento adequados.

O que é a Asma?
É uma doença pulmonar caracterizada pela inflamação crônica das vias aéreas, que se estreitam e oferecem dificuldade respiratória. As vias respiratórias do paciente asmático têm uma resposta exagerada quando em contato com determinada substância, denominada alérgeno com isso os brônquios se fecham, num movimento de defesa, reduzindo a passagem de ar que chega aos pulmões. As constantes repetições desta reação, chamada broncoespasmo, provocam inflamação, que faz com que as vias aéreas fiquem ainda mais sensíveis.
Uma vez inflamadas e, portanto, mais sensíveis, crises de asma podem ocorrer por diversos fatores ambientais, como alterações climáticas, ou quando em contato com poeira, mofo, pólen, cheiros fortes, pêlos de animais, gripes ou resfriados, fumaça, ingestão de alguns alimentos ou medicamentos.

Os principais sintomas da asma são tosse, chiado no peito e falta de ar, que aparecem de forma cíclica, com alternância de períodos de melhora e piora.

Qualquer que seja o caso ou a gravidade da doença, as crises podem ser evitadas e o paciente consegue levar uma vida normal, inclusive praticando atividade física. Para isso, basta que este asmático seja diagnosticado corretamente e siga as orientações médicas.

fonte: SPPT/ALemTemporeal
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31 de janeiro de 2010

Muita fruta cítrica provoca cárie

Uma das preocupações mais comuns das mães é que seus filhos comam mais frutas. Mas é preciso oferecer tipos variados às crianças, já que as frutas cítricas laranja, limão, lima e mexerica, por exemplo são alimentos ácidos e com alto teor de açúcar, favorecendo o aparecimento de cárie nos dentes.
"No início, os alimentos ácidos consumidos em excesso provocam uma erosão da capa externa do dente, o esmalte. Depois, nos pontos onde persistem acúmulos de açúcar ou outros hidratos de carbono, formam-se cáries", explica o cirurgião-dentista Marcelo Rezende, diretor da Smiling Dental Care (Manaus, AM) e membro da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética.
Rezende explica que os ácidos das frutas cítricas enfraquecem os dentes e corróem o esmalte. "Uma 'boca ácida' é o melhor ambiente para o crescimento da população de bactérias. São cerca de dez bilhões de bactérias por gota de saliva. Elas crescem e produzem ainda mais ácido em decorrência do ácido da fruta cítrica".
Mesmo que os cítricos ofereçam riscos quando ingeridos em grande quantidade, o especialista defende seu consumo. "Só não devemos nos esquecer de providenciar uma excelente limpeza dos dentes após comer uma fruta ou tomar um suco de laranja, limão, abacaxi, tangerina, ou até mesmo de manga que é bastante doce. Fazer bochechos com bastante água e escovar bem os dentes depois ainda é a melhor prevenção contra as cáries".

Refrigerantes ou sucos?
Tem muita gente que pede um suco de laranja em vez de refrigerante. De acordo com o dentista Marcelo Rezende, a bebida mais indicada para acompanhar as refeições é água. "Os refrigerantes também podem causar estragos sem volta. A ingestão dessas bebidas em grande quantidade tão comum entre os adolescentes é uma das principais causas da erosão dental, podendo desencadear dor, sensibilidade exagerada e comprometer a aparência do paciente. A restauração do esmalte e da dentina é difícil e requer acompanhamento contínuo, além de ser um tratamento caro".
De acordo com o especialista, quando alguém quer substituir refrigerante por sucos, deve optar pelos feitos com uva, caju, carambola, pêra e melancia. "Se a pessoa não tem como escovar os dentes em seguida, vale a pena tomar um copo de água ao final para retirar o excesso de açúcar da boca".

fonte: BR Press
 
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Aulas de natação não aumentam chances de afogamento em crianças

  
   
“O mar gosta de pegar quem sabe nadar”. Parece que este dizer atemorizador das vovós está errado, pois colocar crianças pequenas em aulas de natação aparenta ter um efeito protetor contra afogamentos, e não aumenta sua chance, segundo pesquisadores do Instituto Nacional de Saúde dos EUA.

 
        Os pesquisadores afirmam que o estudo deve reduzir as preocupações entre profissionais da saúde sobre aulas de natação para crianças entre 1 e 4 anos – as quais poderiam indiretamente aumentar as chances de afogamento, pelo fato dos pais e responsáveis ficarem menos atentos quando as crianças estão perto d’água.

        “Aulas de natação são apropriadas, como parte de uma estratégia para prevenção de afogamentos”, disse Duane Alexander, diretor do Instituto Nacional da Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano (NICHD). “Pelo fato de mesmo os melhores nadadores poderem se afogar, aulas de natação são apenas parte de uma estratégia para prevenção de afogamentos, que incluem supervisão adulta, treinamento em reanimação cardiopulmonar”.

        Para conduzir o estudo, os pesquisadores analisaram históricos médicos e entrevistaram famílias de crianças que se afogaram. A idade das crianças variou entre 1 e 19 anos. Os pesquisadores compararam características de cada criança que se afogou com outra criança da mesma idade e sexo que não se afogou, e que viveu na mesma área geográfica. A análise do estudo foi restrita a locais com índices relativamente altos de mortes por afogamento e onde investigações sobre o assunto são rotineiramente conduzidas.

        Das 61 crianças entre 1 e 4 anos que se afogaram, 2 (3%) tiveram aulas de natação. Em contraste, 35 das 134 crianças que não se afogaram (34%) tiveram aulas. A Drª. Ruth Brenner, uma das autoras do estudo, disse que os métodos estatísticos utilizados para interpretar os dados sugerem que aulas de natação oferecem alguma proteção contra afogamento. Não foi possível calcular a extensão deste efeito protetor.

        No grupo entre 5 e 19 anos, 27 crianças e jovens se afogaram, dos quais 7 tiveram aulas de natação (27%). Entre os 79 que não se afogaram nessa mesma faixa de idade, 42 tiveram aulas (53%). Os números mostram que aulas de natação ajudaram na proteção, mas as diferenças entre os grupos não foi tão significativa.

        Ruth Brenner percebeu que aulas de natação sozinhas não são suficientes para proteger uma criança de se afogar. “No estudo, muitas das crianças que se afogaram, especialmente no grupo mais velho, eram nadadores relativamente hábeis”, conforme escrito no artigo.

        Os autores concluíram que seus números indicam que aulas de natação poderiam ser inseridas em um programa completo de prevenção contra afogamento, junto com outras medidas para as crianças, pais e responsáveis.

fonte: ScienceDaily
 
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27 de janeiro de 2010

Em caso de dor... Analgésico ou antiinflamatório, o que tomar?


Imagine que você está fazendo uma atividade física e, de repente, torce o pé; que medicamento tomaria, analgésico ou antiinflamatório? Se escolheu a primeira opção, você integra o numeroso grupo dos que desconhecem as diferenças básicas entre as duas drogas. Uma pesquisa realizada por um grande laboratório revelou que 45% dos entrevistados desconhecem a finalidade de cada medicamento. A confusão pode representar efeitos colaterais indesejados, principalmente entre os adeptos da auto-medicação.

A pesquisa foi realizada em São Paulo e no Rio de Janeiro e envolveu mais de 1600 pessoas, com idade entre 36 e 54 anos. De acordo com o médico Cláudio Sturion, da Roche Consumer Health, a confusão começa com a dor, um dos sinais básicos do processo inflamatório, além do inchaço, vermelhidão e aquecimento. Para combatê-la, quem desconhece as diferenças opta pelo analgésico sem atentar para os outros sintomas.


Nesse caso, a inflamação não é tratada. Já o antiinflamatório, por sua vez, age diretamente na inflamação, aliviando conseqüentemente a dor. "Se uma pessoa tem uma dor de cabeça tensional, por exemplo, que é a mais comum, recomenda-se o analgésico, porque não existe inflamação", explica Sturion. Segundo ele, confundir analgésico e antiinflamatório pode desencadear efeitos colaterais e perda da eficácia do medicamento. "A administração de um antiinflamatório para uma dor de cabeça não trará bons resultados", afirma.


O médico alerta também para as interações medicamentosas (mistura de medicamentos), sobretudo na terceira idade, porque podem trazer complicações para a saúde. Depois dos médicos, as bulas são o melhor caminho para o esclarecimento das funções de cada medicamento, e podem evitar que confusões assim ocorram com tanta freqüência.

Embora algumas nem sempre sejam acessíveis ao público leigo devido à utilização de linguagem técnica, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está mudando a legislação e incluindo itens importantes para que as cartilhas sejam mais claras e de fácil entendimento. "Medidas assim sempre são válidas para que a população seja melhor informada", opina Sturion.

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24 de janeiro de 2010

Bebês sujos têm coração mais saudável

Opulentos, os bebês modernos vivem em um mundo limpo. Isso já foi responsabilizado por uma alta incidência de asma e alergias, mas também pode ser associado ao risco de desenvolver uma série de outras intercorrências, como acidente vascular cerebral e doença cardíaca.

Segundo a “hipótese da higiene”, o nosso sistema imunológico evoluiu para lidar com um mundo carregado de germes. Se não encontrar muitos patógenos durante a infância, ele não aprender a se manter ativo, e começa a trabalhar em torno da inflamação - normalmente uma resposta à infecção - em situações inadequadas. Esta reação, segundo a hipótese, é responsável pelo recente aumento da incidência de asma e alergias, ambos associados com a inflamação.

Recentemente, verificou-se que a inflamação crônica pode também aumentar o risco de diabetes, derrame e doenças cardíacas. Assim, a hipótese da higiene pode ser implicada aqui também?

Para descobrir, Tom McDade, da Northwestern University em Evanston, Illinois, e colegas focaram-se em exames de saúde, que começaram no nascimento de 1.534 crianças na cidade de Cebu, nas Filipinas, onde os níveis do primeiro mundo de saneamento geralmente não são encontrados. Quando estas pessoas chegaram aos 20 anos, a equipe de McDade foi capaz de testar o seu sangue para a proteína C-reativa (PCR), um marcador de inflamação crônica.

Eles descobriram que quanto mais patógenos as pessoas tinham encontrado antes dos 2 anos, menos CRP eles tinham aos 20 anos de idade. Cada episódio de diarreia na época diminuiu em 11 por cento a ocorrência de PCR no sangue, a cada dois meses que passaram em um lugar com fezes de animais diminuíram em 13 por cento. Ter nascido em um lugar empoeirado, seco ou sujo diminuiu a ocorrência em um terço.

McDade sugere que a exposição precoce aos germes poderia reduzir a inflamação crônica mais tarde na vida e, portanto, o risco de desenvolver uma série de doenças graves. "Isso leva a hipótese da higiene, bem além da alergia", diz ele. "Isso é consistente com o efeito sobre o desenvolvimento de imunidade a germes", diz Richard Gallo, da Universidade da Califórnia, San Diego.

McDade espera que um dia poderemos ser capazes de expor com segurança os bebês aos elementos de proteção dos germes sem incorrer nos riscos que vêm com infecções. Entretanto, ele está seguindo uma abordagem menos científica: "Se o meu filho de 2 anos derruba um alimento no chão, eu o deixo pegá-lo e comê-lo."

Fonte: NewScientist

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