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23 de novembro de 2012

Enfermeiros poderão prescrever medicamentos antimicrobianos


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou uma nota de esclarecimento sobre a competência dos profissionais de enfermagem para prescreverem medicamentos antimicrobianos.
A norma em vigor que dispõe sobre o controle de medicamentos antimicrobianos de uso sob prescrição é a RDC nº 20/201, que substituiu todas as normas anteriores que abrangiam o tema e revogou a RDC n° 44/2010. No capitulo II da atual norma, está previsto que a prescrição dos medicamentos abrangidos pela resolução deverá ser realizada por profissionais legalmente habilitados.
Desta forma, o entendimento da Anvisa é que, conforme a Lei Nº 7498/86, os profissionais enfermeiros devidamente habilitados poderão prescrever os medicamentos antimicrobianos quando estabelecidos em programas de saúde pública e em rotina aprovada pela instituição de saúde. A prescrição, entretanto, não pode ser realizada no setor privado.
A Anvisa esclarece ainda que não tem competência legal para regulamentar questões acerca do exercício profissional de nenhuma categoria profissional. Tal função cabe aos conselhos de classe de cada categoria.
 
ABAIXO A ÍNTEGRA NA NOTA DE ESCLARECIMENTO DA ANVISA
Agência Nacional de Vigilância Sanitária
Nota de Esclarecimento
A Anvisa esclarece que não tem competência legal para regulamentar questões acerca do
exercício profissional de nenhuma categoria profissional. Tal função cabe aos conselhos de
classe de cada categoria.
Quando da publicação da RDC 44/2010, que dispõe sobre o controle de medicamentos
antimicrobianos sob prescrição, a Anvisa recebeu o Ofício COREN-RJ n° 641/2011 –
Presidência, de 15 de abril de 2011, requerendo “que esta douta autoridade se digne em
promover adequação dos termos da aludida ementa ao disposto na Lei do Exercício
Profissional da Enfermagem (lei 7.498/86), no que diz respeito à possibilidade de prescrição
pelo enfermeiro de medicamentos antimicrobianos, quando estabelecido em programas de
saúde pública e em rotina aprovada pela instituição de saúde do qual seja integrante…”
A Anvisa respondeu ao requerente por meio do Ofício n° 016/2011/CSGPC/NUVIG/ANVISA,
de 17 de maio de 2011, no qual esclarece:
“Informamos que foi publicada no Diário Oficial da União de 09 de maio de 2011 a
Resolução – RDC n° 20/2011, que dispõe sobre o controle de medicamentos
antimicrobianos de uso sob prescrição e substitui todas as normas anteriores que
abrangiam o tema, revogando a RDC n° 44/2010.”
….“Com relação ao seu pleito informo que sempre houve da parte desta Instituição a
devida consideração aos serviços prestados pelo profissional enfermeiro, o que houve
de fato, foi uma interpretação equivocada em relação à questão da prescrição e por
isso mesmo, tal distorção foi corrigida na nova resolução, como a seguir:
CAPÍTULO II
DA PRESCRIÇÃO
Art. 4º. A prescrição dos medicamentos abrangidos por esta Resolução
deverá ser realizada por profissionais legalmente habilitados
De toda forma, o entendimento da autoridade sanitária é que os profissionais
enfermeiros devidamente habilitados poderão prescrever os medicamentos de que trata esta
resolução quando estabelecidos em programas de saúde pública e em rotina aprovada pela
instituição de saúde, conforme Lei Nº 7498/86, neste caso, a prescrição não poderá ser
atendida no setor privado.”

Fonte: Anvisa


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14 de dezembro de 2010

Anvisa promove formulário de "Erro de medicação" para profissionais

A segurança dos pacientes passa pela preocupação de como os medicamentos são prescritos, dispensados, administrados e monitorados nos estabelecimentos de saúde. Quanto melhor preparado estiver um serviço de saúde visando à prevenção de erros, mais seguro estará o paciente. Uma das abordagens sobre esse tema é o desenvolvimento de programas de avaliação e prevenção de erros de mediação em todas as instituições de saúde.

Erro de medicação é qualquer evento evitável que, de fato ou potencialmente, pode levar ao uso inadequado de medicamento. Isso significa que o uso inadequado pode ou não lesar o paciente, e não importa se o medicamento se encontra sob o controle de profissionais de saúde, do paciente ou do consumidor.

O erro pode estar relacionado à prática profissional, produtos usados na área da Saúde, procedimentos, problemas de comunicação, incluindo-se prescrição, rótulos, embalagens, nomes, preparação, dispensação, distribuição, administração, educação, monitoramento e uso de medicamentos.

A possibilidade da prevenção é uma das diferenças marcantes entre as reações adversas e os erros de medicação. Os erros de medicação são por definição preveníveis.

As causas mais comuns dos erros são as comunicações insuficientes ou inexistentes; ambigüidade nos nomes dos produtos, semelhanças físicas entre produtos; semelhanças na forma de escrita dos nomes dos produtos; semelhanças entre a sonoridade dos nomes de produtos e procedimentos; formas de recomendações de uso, abreviações médicas ou formas de escrita; procedimentos e técnicas inadequadas ou incorretas; uso indevido pelo paciente pela pouca compreensão do seu uso adequado.

Geralmente, os erros de medicação são eventos complexos, envolvendo múltiplas etapas, procedimentos e pessoas.

Por isso, é necessária uma revisão de todas as etapas do ciclo do medicamento para a identificação da cadeia de falhas, quando da investigação de um erro. A seguir, estão alguns processos e análises que podem fazer parte de uma investigação:

Prescrição
Avaliação da necessidade e seleção do medicamento correto;
Inividualização do regime terapêutico;
Estabelecimento da resposta terapêutica desejada.

Dispensação
Revisão da prescrição;
Processamento da prescrição;
Mistura e preparo dos medicamentos;
Dispensação dos medicamentos de maneira adequada e oportuna.

Administração
Administração do medicamento correto para o paciente correto;
Administração do medicamento quando indicado;
Informação ao paciente sobre a medicação;
Inclusão do paciente no processo de administração.

Monitorização
Monitorização e documentação da resposta do paciente;
Identificação e notificação de eventos adversos aos medicamentos;
Reavaliação da seleção do medicamento, regime, freqüência e duração do tratamento.

Sistemas e gerenciamento do controle

Colaboração e comunicação entre os responsáveis pelos cuidados de saúde;
Revisão e gerenciamento do regime farmacoterapêutico do paciente.

Após esta etapa, é possível gerar hipóteses do porque ocorreu o erro e, considerando sua natureza prevenível, é possível fazer um plano corretivo ou preventivo. Trabalhar para que o mesmo evento não ocorra mais, é um dos maiores benefícios de se ter um sistema de registro e avaliação de erros nas instituições de saúde.

Assim, a Anvisa recomenda que os serviços de saúde possuam sistemas ou programas de avaliação e prevenção de Erros de Medicação em nível institucional. Esse programa tem como objetivo:

_Promover a busca e identificação dos erros humanos e institucionais e promover a prevenção dos acidentes nos cuidados à saúde;
_Estimular a incorporação de novos conhecimentos sobre origem das ameaças a segurança dos pacientes;
_Aumentar a conscientização e criar a comunicação e o diálogo para aprimorar a segurança dos pacientes e
_Desenvolver abordagens em informação, relacionamento colaborativo e educacional que promova a segurança do paciente.

Para alcançar esses objetivos, o programa institucional de avaliação e prevenção de Erros de Medicação deve:

_Identificar, relatar e analisar as causas de eventos adversos no cuidado a saúde;
_Aumentar a compreensão do impacto de mudanças nos sistemas de saúde, a partir dos erros;
_Desenvolvimento de métodos para evitar eventos adversos preveníveis;
_Avaliar a efetividade das técnicas projetadas para alterar comportamentos para prevenir erros e aumentar a segurança.

Os erros que acontecem em uma dada instituição de saúde podem estar ocorrendo simultaneamente em outras. O fato de identificar erros e notificá-los para a vigilância sanitária, mesmo que de forma anônima, pode contribuir para prevenir ou minimizar erros semelhantes em outros locais.

Assim, a área de Farmacovigilância da Anvisa disponibiliza o formulário de "Erro de medicação" a todos os profissionais da saúde e instituições que pretendam notificar erros de medicação. As notificações são sigilosas. A seguir está o link para notificação:


As notificações são avaliadas e, caso seja pertinente, serão emitidos alertas e informes com o objetivo de prevenir ou minimizar os erros de medicação.

Notificando erros de medicação poderemos ter serviços e produtos cada vez mais seguros para nossos pacientes.


fonte: Anvisa
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29 de novembro de 2010

A vacina contra o HPV é um dos maiores avanços recentes


A vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV) é um dos maiores avanços recentes da oncologia, na opinião do médico Rafael Kaliks Guendelmann, do Hospital Israelita Albert Einstein.

Segundo o oncologista, estudos mostram que as duas vacinas existentes no mercado - que combatem os principais tipos do vírus (6, 11, 16 e 18) - podem diminuir a mortalidade por câncer de colo do útero em até 90%. Mas os resultados são percebidos a longo prazo, depois de 10 ou 20 anos, o que ainda impede, de acordo com Guendelmann, a inclusão no Sistema Único de Saúde (SUS).

Outro fator que impede a adoção da vacina no SUS é o alto preço: as três doses necessárias - a segunda aplicada após 30 dias e a terceira, após seis meses da primeira - custam cerca de R$ 1.200 em clínicas particulares. Atualmente, o uso na rede pública está sendo avaliado pelo Ministério da Saúde.

"A vacina é um fator a mais de prevenção, aliada ao exame de Papanicolau, que deve ser feito anualmente ou a cada dois anos", sugere o especialista. A faixa etária alvo para receber a dose vai dos 10 aos 26 anos. Antes de iniciar a vida sexual, as crianças e adolescentes vacinadas já começariam a adquirir imunidade contra o vírus. "E a recomendação pararia aos 26 anos porque acredita-se que, após essa fase, o número de parceiros da mulher diminua", diz o médico.

Em setembro, a cidade paulista de Itu promoveu a primeira campanha de vacinação pública de HPV do Estado e teve como alvo adolescentes nascidas em 1999. O município é pioneiro no Brasil em tornar obrigatória a imunização contra o câncer do colo do útero na rede pública, a partir de uma lei municipal.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 500 mil mulheres em todo mundo sofrem da doença por ano e pelo menos 250 mil morrem.

O câncer de colo do útero se desenvolve quando uma infecção pelo HPV se torna persistente e progride. O contágio com o vírus se dá através de contato e relações sexuais. Já foram identificados mais de 100 tipos de HPV, sendo que 15 tipos são considerados causadores de tumor. Cerca de 83% dos casos e 86% das mortes ocorrem em países em desenvolvimento.

Ao longo da vida, mulheres de todas as idades ficam continuamente expostas ao risco de contrair infecções e doenças relacionadas ao HPV. Acima de 25 anos, observa-se avanço da infecção pelo HPV, além de aumentarem as chances de contrair infecção persistente pelos vários tipos do vírus.


fonte: Estadao/ZeroHora
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13 de novembro de 2010

Dia Mundial de Combate a Pneumonia. 12 de novembro


Febre, tosse e aquela cara abatida de quem está ficando doente. Seu filho está resfriado de novo, você pensa. Mas, passam os dias, a febre continua e não há remédio que dê jeito. Na maioria dos casos, é assim que a pneumonia aparece: devagar e camuflada com os sintomas de uma gripe.

O perigo é que a população não apenas desconhece a pneumonia, como também os sintomas, as formas de prevenção e o médico que deve ser procurado em casos de suspeita. Esse foi o resultado de uma pesquisa encomendada pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia ao Datafolha.

Numa situação hipotética de suspeita da pneumonia, 40% não saberiam a que médico recorrer. E essa demora em procurar o médico e a automedicação levam a quadros mais graves e até mesmo à morte, caso o antibiótico correto não seja dado em até oito horas do início dos sintomas plenos.

A pneumonia é a principal causa de morte de crianças até aos cinco anos em todo o mundo, matando mais que a AIDA, malária e sarampo, apesar de a doença ser previsível.

12 de novembro se comemora o Dia Mundial contra a Pneumonia, doença que mata uma criança a cada 20 segundos. A data serve também para lembrar os pais da importância de vacinar seus filhos contra a doença. De acordo com a organização Mundial de Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), aproximadamente 1,8 milhão de crianças com menos de 5 anos morrem vítimas de pneumonia, e de do total de mortes, 98% são registradas em países pobres.

Para especialistas, a falta de informação sobre a gravidade da doença, principalmente na infância, pode explicar parte da alta incidência de mortes. Em levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Pneumologia, um em cada quatro entrevistados não soube responder quais os sintomas da doença.

A pneumonia é uma infecção que atinge o pulmão, sendo as mais comuns causadas pela bactéria pneumococo e seus sintomas são dor torácica e febre alta. A diferença para a gripe comum é que, na pneumonia, a dor é semelhante a “pontadas” quando se respira. Além disso, há tosse, expectoração e dificuldade em inspirar.

De acordo com Renato Kfouri, pediatra e diretor da Associação Brasileira de Imunização (SBIM), a melhor maneira de manter as crianças protegidas é estar em dia com o calendário de vacinação. E para tranqüilizar a vida dos pais, a imunização contra as doenças pneumocócicas, incluindo pneumonia, ganhou uma eficaz aliada, a Prevenar 13, vacina pneumocócica conjugada 13-valente, que oferece a mais ampla cobertura na imunização de crianças contra doenças pneumocócicas. Prevenar 13 é a primeira vacina disponível no mercado a imunizar contra um dos tipos mais agressivos da bactéria pneumococo, o 19A, além de ser a única a abranger mais de 90% dos sorotipos atualmente associados à chamada resistência bacteriana.

Pesquisa a respeito das principais preocupações das mães quando pensam na saúde dos filhos, realizada pela empresa Target Marketing e encomendada pela Pfizer, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife, pontuou que a preocupação com os filhos tira o sono das mães. Aproximadamente 70% delas temem a pneumonia, sendo que a imunização completa, por meio de vacinas, apareceu como a principal maneira de evitar a doença nesta fase da vida. O estudo ainda mostra que na hora de pedir orientação e tirar dúvidas sobre a saúde de seus filhos, a maioria das mães, 83%, aponta o pediatra como sua principal referência.

Um projeto conhecido como Aliança Gavi iniciou em 2009 a prtensão de vacinar 130 milhões de crianças, sobretudo em países pobres, até 2015. O alerta está no fato de a vacina contra a doença existir desde o ano 2000, mas que estava disponível apenas em países ricos.


fonte: Nursing/RevistaFator/GazetaOnline




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28 de outubro de 2010

Antibióticos agora só são vendidos com retenção da receita médica


A partir de 28 de novembro, o consumidor só poderá receber antibióticos se apresentar duas vias de uma receita de controle; uma delas ficará retida no estabelecimento e a outra será devolvida ao paciente. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publica norma referente à venda de antiobióticos em farmácias e drogarias de todo o país.

A resolução da Anvisa estabelece critérios para embalagem, rotulagem, dispensação e controle de medicamentos de substâncias classificadas como antimicrobianas e, ainda, faz parte do plano de ação da agência para impedir o aumento de casos de infecção pelas chamadas superbactérias, como a Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC). Só no Distrito Federal, a Secretaria de Saúde já diagnosticou 194 pessoas com a enzima.
Além da obrigatoriedade da retenção da receita, a portaria traz outras recomendações. Entre elas, a necessidade dos prescritores entregarem o documento em duas vias para os pacientes sem rasura, de forma legível e registrados no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC). A validade da receita passa a ser de apenas dez dias.

Haverá também mudança no rótulo: os medicamentos deverão incluir a seguinte frase na bula e na embalagem: "Venda sob prescrição médica - só pode ser vendido com retenção da receita". O prazo é de 180 dias para as empresas se adequarem à norma.

As medidas valem para mais de 90 substâncias, que abrangem todos os antibióticos com registro no país, com exceção dos de uso exclusivo no ambiente hospitalar.

fonte: IG/Terra/Estadao
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14 de outubro de 2010

Butantan cria remédio contra asma a partir de veneno de peixe


O veneno de um peixe da fauna brasileira deu origem a um novo medicamento contra a asma. Pesquisadores do Instituto Butantan, em São Paulo, desenvolveram uma nova droga contra a asma. A substância, já foi aprovada na primeira fase de testes e não os mesmos efeitos colaterais dos corticóides, medicamentos mais usados hoje contra a doença.

Esse é o resultado de 14 anos de pesquisa. Uma substância transformada em pó que promete ser um grande alívio pra quem sofre de asma, doença que atinge pelo menos 16 milhões de brasileiros. Diluído em água e absorvido por inalação, o remédio foi testado em camundongos inoculados com uma proteína que provoca a asma. Horas depois, todos se livraram dos sintomas da doença.

O remédio foi descoberto durante uma pesquisa sobre um dos peixes venenosos que existem no Brasil, o nikin. Quando se sente ameaçado, ele sobe dois espinhos que têm um veneno muito forte e que provoca ferimentos muito graves na vítima. O peixe se esconde na areia. As pessoas não percebem e acabam se machucando.

Ao pesquisar o veneno deste peixe, a cientista Mônica Lopes Pereira, do Butantan, descobriu que ele tem uma substância muito parecida com o anti-inflamatório usado para combater uma série de doenças, entre elas, a asma.

A substância encontrada no peixe serviu apenas como referência para os pesquisadores chegarem ao remédio, sintetizado em laboratório. Como ele é praticamente igual a substância natural, o novo medicamento não provoca efeitos colaterais, e ainda apresenta outras vantagens, segundo a pesquisadora.

“Sarar aquela crise num indíviduo asmático é uma possibilidade de nós evitarmos que aquele indivíduo que já é asmático entre em crise”, diz.

O Instituto Butantan já patenteou a droga no Brasil. Mas, antes de virar remédio, a substância tem que ser testada em humanos. Se tudo der certo, o medicamento deve chegar às farmácias em, no máximo, três anos.

fonte: AgenciaBrasil/G1
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Prejuízo por doenças tropicais é enorme, mas tratamento é barato


Doenças tropicais que afetam principalmente os mais pobres custam bilhões de dólares anuais em perda de produtividade, e as empresas deveriam ser estimuladas a produzir medicamentos contra elas, disse a Organização Mundial da Saúde nesta quinta-feira.

A agência da ONU, em seu primeiro relatório sobre doenças tropicais negligenciadas (DTN), pediu aos governos e doadores mais investimentos para o combate a 17 enfermidades que provocam cegueira, dano cardíaco e até a morte.

O texto diz que o tratamento dessas doenças muitas vezes custa muito pouco. Elas incluem enfermidades como o mal de Chagas, que afeta cerca de 10 milhões de latino-americanos, e a dengue, que é transmitida por mosquitos e, segundo a OMS, tem se espalhado rapidamente pelo mundo, ameaçando agora também países desenvolvidos.

"As DTN afetam as vidas de 1 bilhão de pessoas mundialmente, e ameaçam a saúde de milhões de outras", disse a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, no relatório.

"A produção dos remédios usados para tratar as DTN deve ser mais atrativa para as empresas que fabricam produtos farmacêuticos genéricos", acrescentou.

A OMS ressaltou, no entanto, que grandes laboratórios já oferecem medicamentos gratuitos e de qualidade a milhões de pessoas pobres que sofrem dessas doenças, principalmente em áreas remotas da América Latina, Ásia e África.

Também na quinta-feira, o laboratório GlaxoSmithKline anunciou a doação de até 400 milhões de doses adicionais do seu medicamento antivermífugo albendazole, a um custo anual de 19 milhões de dólares, para que a OMS trate crianças africanas.

Em nota, a OMS disse que os laboratórios farmacêuticos devem anunciar novos compromissos durante uma reunião que está sendo realizada durante todo o dia na sede da agência.

De acordo com o relatório, o custo do tratamento da filariose linfática (doença transmitida por mosquitos e que desfigura membros e órgãos genitais) com os medicamentos ivermectin e albendazole, doados pela Merck e a GlaxoSmithKline, respectivamente, varia de 5 a 10 centavos de dólar.

Essa doença, segundo a OMS, provoca prejuízos de 1,3 bilhão de dólares por ano em perda de produtividade na África e Sudeste Asiático. O relatório elogia o uso da "quimioterapia preventiva" e recomenda o emprego cauteloso de pesticidas como estratégia para combater a doença.

fonte: Reuters/OGlobo
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15 de agosto de 2010

Medicamentos falsos são consumidos em grande quantidade no Brasil


Os brasileiros são os que mais consomem medicamentos falsos em todo o mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) identifica nesta categoria remédios pirateados, contrabandeados e aqueles que não têm registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Esses números preocupam a Anvisa, que pretende alertar a população sobre o mal de consumir produtos falsificados.

De acordo com a Anvisa, 20% dos remédios vendidos no país são falsos. Por isso os consumidores devem ficar atentos às características da embalagem que certificam que o produto não é falsificado ou irregular. Remédios falsos podem provocar problemas de saúde, agravar sintomas que já existem e até levar à morte.

Entre os itens de segurança estão a caixa do medicamento, a raspadinha e o selo ou lacre que torna a embalagem inviolável, tudo deve estar sempre fechado. No caso da raspadinha, ela fica em uma das duas laterais da embalagem, possui tinta reativa que não descasca e ao ser friccionada com objeto de metal expõe a palavra “qualidade” e a logomarca da empresa. Outra observação importante é verificar se a embalagem não foi violada e está em boas condições.

“Distinguir um medicamento verdadeiro de um falsificado, embora possa parecer simples, pode confundir o consumidor ao ter de lembrar-se de todos os detalhes que demonstram a originalidade do produto, daí a importância imprescindível de solicitar a presença do farmacêutico na farmácia, que deverá esclarecer com propriedade todas as dúvidas relacionadas ao remédio e sua procedência”, completa a tutora do Portal Educação, Carolina Marlien.

Para identificar um medicamento verdadeiro as pessoas podem observar nas embalagens o nome comercial do medicamento, denominação genérica da substância ativa, nome, endereço e CNPJ do detentor de registro no Brasil, bem como o nome do fabricante e local de fabricação do produto. Outro ponto a ser observado é a data de fabricação e validade. No medicamento deve constar também o número do lote, o telefone do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), cuidados de conservação com indicação da faixa de temperatura e condições de armazenamento e a sigla MS seguida do número de registro no Ministério da Saúde. O registro inicia-se com o número 1 e possui treze dígitos.

Vale a consciência do cidadão em não adquirir medicamentos de ambulantes, em feiras ou pela Internet. O consumo de medicamentos requer cuidado e deve sempre ser comprado em farmácias e drogarias com a orientação do farmacêutico.

No caso de suspeita de produto falso, o consumidor pode fazer denúncia ao Procon do seu município ou procurar a vigilância sanitária (Anvisa), que também avalia a denúncia por e-mail (ouvidoria@anvisa.gov.br), pelo número 0800 642 9782 da Central de Atendimento ou disque Saúde 0800 61 1997.

fonte: PortalEducação
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4 de agosto de 2010

Projeto prevê coquetel para emagrecimento sem anfetamina


Está sendo votado no Senado um projeto de lei que prevê a regulamentação da venda de remédios que contêm anfetamina. Caso seja aprovado, os médicos não poderão incluir a anfetamina nos coquetéis de emagrecimento. Além disso, a substância só poderá ser vendida com a apresentação da receita médica, que ficará retida na farmácia. Para ser importada ou exportada, será necessária uma autorização da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Portarias e resoluções do governo já controlam a distribuição deste componente, mas não há uma lei específica que proíba a venda. Especialistas acreditam que a nova lei pode garantir a punição dos envolvidos neste mercado.

Campeão
O Brasil é o campeão mundial do uso de anfetaminas. São 30 toneladas por ano. Cerca de 90% das compras são feitas por mulheres, que em 2/3 dos casos usam o medicamento sem acompanhamento médico e por mais de 6 meses.

O projeto original da lei, elaborada pelo senador Marcelo Crivella, tinha como intuito banir a anfetamina do país. Entretanto, como alegou a senadora Rosalba Ciarlini, a substância pode ser usada para tratar outras doenças, como o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, da obesidade (com restrições) e da narcolepsia. A senadora é responsável pelo novo formato de lei que está em votação.

fonte: eBand
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11 de julho de 2010

Soro para veneno de abelha em testes


O Brasil poderá ter o primeiro soro contra veneno de abelhas do mundo. O produto está sendo produzido pelo Instituto Butantan em parceria com a USP, e a expectativa é de que esteja disponível para uso em pacientes em um ano.

O soro atualmente está em fase de testes em animais. Segundo o diretor do serviço de imunologia do instituto, José Roberto Marcelino, os resultados têm sido satisfatórios.

“Essa etapa de testes pré-clínicos é necessária para avaliarmos a melhor dose, o melhor tempo de administração e as reações possíveis”, explica o diretor.

“Feito isso, vamos solicitar à Anvisa a autorização para verificar a eficácia do produto em humanos.” Os testes serão feitos em voluntários. Só depois dessa fase será pedida a liberação do uso da droga.

Segundo a bióloga Keity Souza, os testes feitos mostraram que o soro é eficiente para neutralizar o veneno em casos de grande número de picadas. Segundo ela, o soro não resolve para quem tem alergia de picada de abelha, que deve fazer tratamento específico.

O veneno de abelha, quando em grande quantidade (mais de 200 picadas), causa lesões em órgãos como rins, fígado e coração. A maioria das mortes acontece pela falência dos rins.


De acordo com Marcelino, o remédio deverá ser administrado segundo orientação médica a pacientes picados por enxames para a neutralização da ação do veneno, que pode matar. A cada ano, cerca de 40 pessoas morrem no país atacadas por abelhas. Este ano, três pessoas já morreram em São Paulo vítimas de picadas de abelhas. Até junho de 2010, o Estado de São Paulo registrou 576 ocorrências por picadas de abelha. Em 2009 foram 1.557 no ano.

Hospitais privados e governos de outros países poderão comprar o produto da Fundação Butantan.

fonte: eBand/OGlobo/Butantan

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29 de abril de 2010

Drogas psicotrópicas

O termo droga tem origem na palavra droog (holandês antigo) que significa folha seca (isto porque antigamente todos os medicamentos eram feitos à base de vegetais). Atualmente, a medicina define droga como qualquer substância capaz de modificar a função dos organismos vivos, resultando em mudanças fisiológicas ou de comportamento.

A palavra psicotrópico se relaciona com o termo tropismo, que significa 'ter atração por'. Então, drogas psicotrópicas são aquelas que atuam sobre nosso cérebro, alterando de alguma maneira nosso psiquismo.

Há diferentes formas de classificação das drogas (susbstâncias psicotrópicas ou psicoativas), a saber:

Ponto de vista legal
Lícitas: aquelas comercializadas legalmente, podendo a venda ter ou não alguma restrição, como por exemplos, obrigatoriedade de receita médica (alguns medicamentos) ou venda exclusiva para maiores de 18 anos (álcool e tabaco);
Ilícitas: proibida a comercialização. Exemplos: maconha e alucinógenos

Ponto de vista didático
(acerca da atuação sobre a atividade mental e comportamental de seu consumidor)
- Depressoras do Sistema Nervoso Central (álcool, barbitúricos, benzodiazepínicos, opióides/morfina,heroína,codeína, solventes e inalantes);
- Estimulantes do Sistema Nervoso Central (anfetaminas, cocaína);
- Perturbadoras do Sistema Nervoso Central : maconha e alucinógenos (origem vegetal: THC/maconha, Mescalina/cactos mexicanos, Lírio/trombeteira, Psilocibina/ certos cogumelos; origem sintética: LSD, ecstasy, anticolinérgicos)

Outras drogas
(não podem ser classificadas únicamente em uma das categorias já citadas)

- Tabaco, cafeína, esteróides anabolizantes


(Fontes: Livretos informativos s/drogas psicotrópicas/CEBRID-SENAD)
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Prestação de serviços em farmácias

Farmácias podem prestar serviços farmacêuticos de três tipos e cobrar por eles:
•• Glicemia
•• Pressão arterial
•• Temperatura corporal.

Para tanto, cada farmácia precisa solicitar uma autorização da Vigilância Sanitária e para obter esse alvará deverá se adequar quanto à:
•• ambiente físico (local comprivacidade e limpo)
•• capacitação de profissionais (somente farmacêuticos podem prestar o serviço e devem ser treinados)
•• processos e registros de todos os testes, resultados e procedimentos.

A ANVISA frisa que os farmacêuticos não devem diagnosticar, nem tratar. A finalidade é apenas auxiliar no monitoramento.

Publicado no Blog Saúde!
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18 de abril de 2010

Substância polêmica põe especialistas em alerta


O primeiro medicamento de marca à base de creatina liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) chegou ao mercado, reativando uma polêmica. Isso porque, além de liberar sua venda nas farmácias, a Anvisa estuda autorizar a comercialização na categoria de suplemento para atletas.

Especialistas alertam para os riscos do consumo indiscriminado. O composto, feito com uma substância natural presente na carne, funciona como transportador de energia para o corpo, mas não deve ser usado por pessoas saudáveis que não pratiquem esportes de alto rendimento, segundo a Sociedade Brasileira de Medicina Esportiva.

No entanto, o mercado negro e prescrições indevidas têm permitido o uso da substância por pessoas saudáveis. A creatina era vetada no Brasil até que, há um ano, a agência liberou o uso da substância como medicamento. Até agora, estava disponível apenas em farmácias de manipulação.


Prós e contras
- Segundo a Sociedade Brasileira de Medicina Esportiva, a substância pode trazer benefícios a vegetarianos, pessoas com perda muscular pela idade ou doenças e em esportes que exigem potência e explosão, como corrida de 100m rasos e halterofilismo.
- Os maiores riscos do uso indiscriminado são relacionado a problemas hepáticos e renais causados pela sobrecarga da substância. O ganho de peso é outro efeito colateral.

fonte: ZeroHora
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15 de abril de 2010

Tamiflu gratuito está agora na Farmácia Popular

A Farmácia Popular, programa do Ministério da Saúde, começa a oferecer em algumas localidades do território nacional na quinta-feira (15), gratuitamente, o fosfato de oseltamivir, remédio usado no tratamento da Influenza A (H1N1), popularmente conhecida como gripe suína. O remédio será gratuito para pacientes com receita médica.

Segundo o ministério, todas as unidades do programa estão abastecidas com oseltamivir e prontas para atender à procura de pacientes com sintomas de gripe. No total, serão dois milhões de tratamentos disponíveis à população.

Para retirar o oseltamivir, o cidadão deve apresentar a identidade e a prescrição do medicamento emitida por médico da rede pública ou privada. A receita tem validade de cinco dias e ficará retida na unidade do Farmácia Popular.

- A receita é fundamental para evitar a automedicação, a corrida às farmácias e a venda de forma indiscriminada - justifica o diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, José Miguel do Nascimento Júnior.

O medicamento também pode ser encontrado em postos e hospitais definidos pelas Secretarias de Saúde dos 26 estados e do Distrito Federal. Para 2010, o Ministério da Saúde tem estoque de 21,9 milhões de tratamentos adultos e pediátricos.


Indicação
O medicamento não é indicado para todo e qualquer caso de gripe.
De acordo com as recomendações do Ministério da Saúde, o oseltamivir deve ser utilizado em pacientes com quadro de doença respiratória grave, cujo início dos sintomas tenha ocorrido no período de 48 horas. 
O antiviral, segundo avaliação médica, também está indicado para tratamento de pacientes com sintomas de gripe que sejam portadores de fatores de risco, como doença crônica e gravidez. Porém, segundo a orientação do fabricante, o laboratório Roche, o medicamento deve ser usado durante a gravidez somente se o benefício justificar o risco potencial para o feto. 

fontes: AgEstado/OGlobo
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13 de abril de 2010

Campanha de combate a medicamentos falsificados


“Quem compra falso arrisca a vida e perde dinheiro”. A frase faz parte do jingle de rádio produzido para a campanha “Medicamento Verdadeiro”, lançada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nesta segunda-feira, (12) em Brasília (DF). O objetivo da campanha é orientar a população sobre os riscos do consumo de medicamentos falsificados.

A campanha é composta por um filme de 30 segundos para televisão, spots de rádio, cartazes, filipetas e jingles, que ensinam o consumidor a como diferenciar um medicamento verdadeiro de um falso. Também faz parte da campanha uma cartilha específica voltada para policiais federais, civis e militares que atuam na repressão a esse crime.

O diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo de Mello, ressaltou a gravidade do crime de falsificação de medicamentos. “Ao contrário de um CD ou tênis, no caso dos medicamentos, o dano pode ser a morte”, ressaltou Mello.

“Depois dos inalantes e da maconha, os benzodiazepínicos e os estimulantes são as substâncias mais usadas pela população, muitas vezes por meios ilícitos, o que mostra que a preocupação com os medicamentos precisa ser constante”, lembrou o coordenador-geral do Observatório Brasileiro de Informações Sobre Drogas, Vladimir de Andrade Stempliuk.

O secretário-executivo do Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos contra a Propriedade Intelectual (CNCP), André Barcellos, citou a importância da iniciativa da Anvisa: “ao se disponibilizar informações que contribuem para o consumo consciente, possibilita-se, também, o exercício da cidadania”.

Escolas e instituições que desejarem receber cópias dos materiais da campanha devem entrar em contato pelo e-mail ascom@anvisa.gov.br.

O endereço do hotsite da campanha é: www.anvisa.gov.br/medicamentoverdadeiro

Fiscalização
A campanha “Medicamento Verdadeiro” é mais uma das muitas ações da Agência, que a partir de 2007, por meio de um convênio com a Polícia Federal, e da ação conjunta com as vigilâncias sanitárias estaduais e municipais intensificou a fiscalização em farmácias e drogarias. Em 2008, foram aprendidas 40 toneladas de produtos irregulares, entre medicamentos falsificados, sem registro e contrabandeados. Já em 2009, com o aumento da repressão, o volume apreendido foi de 333 toneladas.

Segundo Dirceu Raposo de Mello, há 15 anos o problema estava restrito a vendedores ambulantes. Atualmente, já pode ser identificado até mesmo em farmácias e drogarias regulares, prática que vem sendo severamente combatida. O estabelecimento pode sofrer penalidades ainda mais graves se participar de algum programa governamental, como o “Farmácia Popular”. “O Estado Brasileiro não vai financiar quem não cumpre com o dever e utiliza o estabelecimento para práticas ilícitas”, alertou o diretor-presidente da Anvisa.

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30 de março de 2010

Adesão baixa à vacinação contra a gripe suína preocupa

Menos de 30% da população do Estado de São Paulo adere à vacinação contra a gripe suína. Número é ainda menor entre doentes crônicos cuja adesão é de apenas 10%.

A menos de uma semana do fim da segunda etapa de vacinação contra a gripe suína destinada às grávidas, crianças de seis meses a dois anos e doentes crônicos, menos de 30% da população do Estado de São Paulo foi aos postos de saúde para se vacinar.

Esta sexta-feira (2) é o último dia da vacinação destes grupos prioritários que começou no dia 22 de março. Apesar de ser feriado de Páscoa, as unidades estaduais de saúde localizadas nas rodoviárias e no Instituto Pasteur em São Paulo estarão abertas, assim como as AMAs (Assistência Médica Ambulatorial). Já as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) ficarão fechadas no feriado, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Veja o cronograma completo de vacinação.

Ao todo, 1 milhão de pessoas compareceu às UBSs do Estado até o dia 24 de março, segundo a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. O número é equivalente a 27,7% dos 3,6 milhões de pessoas que o governo espera vacinar até essa sexta-feira (2) em todo o Estado.

Para a coordenadora de Controle de Doenças do Governo do Estado de São Paulo, Clélia Maria Aranda, o número é razoável, e expressa o costume tipicamente brasileiro de deixar para fazer obrigações na última hora.

Chama sua atenção, entretanto, o fato de os doentes crônicos serem os que menos aderiram. Para a especialista isso pode ser um sinal da falta de informação sobre a própria doença e da necessidade de se vacinar.
- [A adesão à vacinação] está razoável. Cerca de 70% dos trabalhadores de saúde foram vacinados, enquanto 90% dos indígenas e pelo menos uns 20% entre os bebês e gestantes. Os doentes crônicos não são nem 10%, mas a gente está insistindo na divulgação, porque enquanto tem aquele que nem sabe que a vacina está disponível, há aqueles que têm dúvida e outros que têm receio ou estão esperando passar primeiro pelo médico para saber se podem tomar a vacina.

Para a coordenadora, vale ressaltar os tipos mais comuns de doenças crônicas e a necessidade de pessoas portadoras vacinarem-se.
- Vale a pena dar esse alerta sobre doenças crônicas como asma, diabetes, câncer, HIV, pessoas com insuficiência cardíaca e obesidade mórbida. Todas elas devem tomar a vacina. As pessoas ainda têm dúvida se a doença que ela tem é crônica.

Dados os casos de mortalidade no ano passado pela gripe, o objetivo da campanha de vacinação, segundo Clélia Aranda, é diminuir o número de mortes, em especial, entre os doentes crônicos.
- Vimos o risco de doença grave e de morte entre os doentes crônicos ao longo da pandemia no ano passado. A intenção [da campanha de vacinação] não é a de bloquear a expansão da epidemia, mas diminuir os casos de morte.

Questionada se o governo espera atingir a meta de 3,6 milhões, a especialista afirma que isso não depende apenas do governo, mas “da atuação do serviço de saúde em dispor a vacina e do esclarecimento das pessoas”.

fonte:R7
foto:AFP
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Anvisa altera 'sibutramina' para medicamento controlado


A partir desta terça-feira (30) os medicamentos que contêm a substância emagrecedora sibutramina terão um controle maior de prescrição e venda. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma resolução que remaneja a substância da lista C1 para a lista B2 dos remédios sujeitos a controle especial. As empresas detentoras de registro de medicamentos a base dessa substância terão prazo de 180 dias para fazer as alterações necessárias nas bulas e embalagens.

Com a mudança, a sibutramina passa a ser classificada como psicotrópico anorexígeno e a tarja do medicamento muda de vermelha para preta. Além disso, esses remédios só poderão ser vendidos com receituário azul (em que a numeração é fornecida pela vigilância sanitária). Até então, a sibutramina era comercializada com receita branca, que não é numerada pela autoridade sanitária.

A sibutramina foi desenvolvida na década de 80 como antidepressivo e age em áreas do cérebro que controlam não somente o humor e sensação de bem estar, como também o apetite. Por promover uma sensação de saciedade alimentar, é indicada no tratamento da obesidade ou quando a perda de peso está clinicamente indicada. É encontrada principalmente sob a forma do sal Cloridrato de Sibutramina e, no Brasil, está disponível no mercado nas concentrações de 10mg e 15mg na forma industrializada, além das formulações manipuladas em farmácias magistrais.

Segundo relatório da Anvisa, a população brasileira consumiu, em 2009, quase 2 toneladas do inibidor de apetite sibutramina.

Este mesmo relatório inclui o consumo de mais três psicotrópicos anorexígenos. "anfepramona", "femproporex" e "mazindol" e apontou que os brasileiros consumiram 1 tonelada de femproporex, 3 toneladas de anfepramona e 2,3 quilos de mazindol no ano passado.



Alerta
Em janeiro, a Anvisa divulgou um alerta para os profissionais de saúde sobre o uso da substância sibutramina no Brasil. A realização de um estudo, denominado "Sibutramine Cardiovascular Outcomes", demonstrou aumento do risco cardiovascular não fatal nos pacientes tratados com a substância.

O estudo indicou que o risco de desenvolver enfermidades cardiovasculares aumenta em 16% nos pacientes que utilizaram o medicamento quando comparados àqueles tratados com placebo. Com base no estudo, a agência regulatória da União Europeia (EMA - European Medicine Agency) suspendeu a autorização de comercialização para o medicamento em todo o bloco.

Nos Estados Unidos, não houve proibição da fabricação e venda do medicamento. O FDA (FDA - Food and Drug Administration) solicitou a inclusão de novas contraindicações na bula do produto, para informar que a sibutramina não deve ser usada em pacientes com história de doença cardiovascular.

fonte: Anvisa/Terra
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25 de março de 2010

Diferença nos preços de medicamentos ultrapassa 420%

O consumidor que optar por comprar remédios sem pesquisar preços pode sentir no bolso. Diferenças de até 421,16% entre os medicamentos genéricos e de até 123,46% entre os medicamentos de referência foram encontradas em pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP, vinculada à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania. Este foi o segundo levantamento comparativo de preços de medicamentos feito pelo Procon, realizado entre os dias 3 e 5 de março.

Com relação aos medicamentos genéricos, a pesquisa concluiu que, comparando-se os preços médios dos genéricos com os de referência de mesma apresentação, os primeiros são, em média, 54,39% mais baratos do que os de referência, o que pode representar uma grande economia ao bolso do consumidor. Um exemplo é o genérico do cloridrato de fluoxetina -20 mg com 28 cápsulas - encontrado por aproximadamente 72,36% mais barato que o respectivo medicamento de referência.

Por serem produzidos por diversos laboratórios, os medicamentos genéricos são, em geral, mais baratos. Segundo alerta o Procon, no entanto, vale lembrar que um genérico de um mesmo laboratório também pode apresentar preços diferentes entre as drogarias/farmácias, o que reforça a pesquisa de preços aliada à recomendação e prescrição médica.

Os medicamentos têm um preço máximo ao consumidor (PMC) definido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e as farmácias e drogarias podem praticar qualquer preço para o medicamento, desde que não ultrapassem esse valor máximo.

Os técnicos da fundação verificaram fatores determinantes na formação de preços no mercado de medicamentos. Entre estes fatores, a pesquisa mostrou que os descontos podem variar de acordo com as condições locais de mercado, rentabilidade da loja e condições comerciais de compra.

Em algumas drogarias de rede há políticas comerciais diferentes para cada canal de venda (loja física, telefone e site - loja virtual). Também há redes que são regidas pelo sistema de franquia, não havendo uma política única de preços entre os franqueados.

O levantamento, que envolveu 15 drogarias distribuídas pelas 05 regiões de São Paulo, pesquisou 99 medicamentos. Tomou-se como base duas tabelas demedicamentos, contendo itens do Programa "Dose Certa", sendo 39 da FURP (Fundação para o Remédio Popular) e 28 produtos "não FURP". 

fonte: OGlobo
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21 de março de 2010

Anvisa quer incluir antibióticos na lista de remédios controlados


A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) vai discutir em audiência pública na próxima quarta-feira (24), em Brasília, a inclusão dos antibióticos orais e injetáveis na lista de remédios controlados. A intenção é ampliar o controle sobre as vendas desse tipo de medicamento com medidas mais restritivas para a prescrição e comércio.

Entre as ações que podem ser adotadas pela Anvisa estão a exigência de retenção de receita, alterações nos dizeres de rotulagem e bula e escrituração de alguns antibióticos nas farmácias e drogarias. A agência pretende, ainda, publicar uma consulta pública com o detalhamento da proposta.

De acordo com a Anvisa, a ampliação do controle pretende reduzir os casos de resistência bacteriana e contribuir para o uso racional de medicamentos no país. Em nota, a agência diz que a resistência microbiana é um fenômeno biológico natural, mas que o uso indiscriminado de antibióticos e a automedicação potencializam esse processo e reduz a eficácia dos medicamentos, dificultando e encarecendo o tratamento.

fonte: FolhaOnline
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20 de março de 2010

Venda de remédios controlados para menores pode ser proibida

Criança e remédio é uma combinação bem perigosa, não é mesmo? Pois bem, a Comissão de Seguridade Social e Família aprovou esta semana (17/3), o Projeto de Lei 2716/2007, que inclui na lista de produtos de venda proibida para as crianças e adolescentes as drogas psicotrópicas depressivas, os estimulantes ou perturbadores do sistema nervoso central, os esteróides anabolizantes e as substâncias de efeitos similares aos das bebidas alcoólicas.

A proposta, do deputado Onyx Lorenzoni (DEM), altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que já proíbe, de forma genérica, a venda de produtos com componentes que possam causar dependência física ou psíquica no jovem.

Além desses, é proibida também a venda de bebidas alcoólicas, armas, munições, fogos de artifício, bilhetes lotéricos, revistas pornográficas, e agora, através de uma emenda ao PL, o cigarro para menores de 18 anos.

Segundo o relator do projeto, deputado Leonardo Vilela (PSDB de Goiás), que deu parecer favorável ao texto, a medida “contribui para reafirmar o quanto essas substâncias são nocivas e, principalmente, os riscos envolvidos com a sua venda a menores”.

O deputado Vilela recorda que algumas leis em vigor já disciplinaram a comercialização desses produtos à população em geral. Segundo ele, a lista de proibições alerta para os grandes riscos do uso destes produtos, em especial se seu início se dá precocemente. “Contudo, a menção específica no ECA é muito benéfica para enfatizar a questão nesta faixa etária”.

O projeto já foi aprovado pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e depois, deverá ser votado pelo Plenário.

fonte: Plenarinho
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