Mostrando postagens com marcador reportagem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador reportagem. Mostrar todas as postagens

9 de janeiro de 2012

15 problemas de saúde líderes em internação


Saiba como prevenir em 2012 as doenças que mais levaram brasileiros ao hospital em 2011. Pneumonia e câncer são os primeiros. 

Em uma planilha com mais de 9,2 milhões de registros disponíveis, foi possível mapear os problemas mais incidentes (causas específicas) e os campeões entre os motivos que levaram os brasileiros aos hospitais públicos e privados do País no ano passado. O levantamento foi feito pelo iG Saúde através do banco de dados do Ministério da Saúde (o DataSus). 

Pneumonia, câncer e complicações no parto estão na ponta do ranking, seguidos por fraturas, insuficiência cardíaca, diarreia e doença isquêmica do coração. 

Para ajudar a população a evitá-los e manter a saúde em 2012, Foi preparado um guia nos links abaixo sobre esses problemas com as informações do Enciclopédia da Saúde, com dicas preventivas e exames necessários. Confira.


1) Pneumonia – 615.154 internações

2) Câncer: 508.906 internações

3) Complicações no parto – 469.887 internações
Saiba o que fazer em caso de parto iminente

4) Fraturas – 267.714 internações
Guia de primeiros-socorros para as fraturas

5) Insuficiência cardíaca- 212.783 internações
Tudo sobre doenças cardíacas

6) Colelitíase e colecistite – 182.700 internações
Também chamados de cálculos biliares ou ataque da vesícula biliar, eles podem ser causados por causa da alimentação inadequada, excesso de colesterol ou genética

7) Diarreia- 146.595 internações

8) Doença isquêmica do coração- 122.729 internações

9) Doenças da pele – 120.557 internações
Como ter uma pele saudável em todas as idades

10) Hérnia inguinal – 119.488 internações
Hérnia inguinal afasta 80 mil do trabalho por ano

11) Diabetes- 119.308 internações

12) Acidente Vascular Cerebral (AVC) – 99.481 internações

13) Esquizofrenia – 81.331 internações

14) Febre viral – 73.947 internações
Primeiros-socorros para a febre alta

15) Dengue- 69.273 internações



fonte: IgSaude
[ ... ]

12 de março de 2011

O Indice de Adiposidade Corporal pode substituir o IMC

 
Homens e mulheres raramente entram em acordo quando o assunto é beleza feminina. Elas querem ser magras como Gisele Bündchen. Eles gostam de curvas, principalmente naquele trecho da anatomia que liga o tronco às pernas. Os homens, em especial os brasileiros, apreciam quadris benfeitos e volumosos, como os da morena Juliana Paes (99 centímetros antes da gravidez) ou os da loira Ellen Roche (98 centímetros). Mesmo opulências de 119 centímetros – como os da funkeira Andressa Soares, a Mulher Melancia – têm público fiel. Num país obcecado por bumbuns, é sempre melhor ter mais do que menos.

Segundo uma nova definição de obesidade, proposta por um grupo de pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, o tamanho dos quadris é uma questão de saúde, mais que de beleza, e as mulheres de cadeiras avantajadas passariam da categoria de moças com “excesso de gostosura” e entrariam no grupo das gordas, que podem vir a ter problemas de saúde relacionados à obesidade.
O novo método para medir a quantidade de gordura no corpo foi proposto pela equipe do fisiologista Richard Bergman e publicado na edição de março da revista científica Obesity, uma das mais importantes em seu ramo da medicina. Bergman sugere usar a estatura e a medida dos quadris para apontar quem está acima ou abaixo do peso ideal (leia o quadro abaixo). De acordo com seu Índice de Adiposidade Corporal (IAC), quanto maior a circunferência dos quadris, maior a chance de o indivíduo estar acima do peso. Ele propõe o IAC como substituto do conhecido Índice de Massa Corporal (IMC), que mede a obesidade com base no peso e na altura – e vem sendo usado há quase 200 anos.

O IAC será capaz de mudar nosso conceito sobre a beleza das celebridades, aposentar o IMC ou afetar a forma como encaramos nossa própria saúde? Isso depende de a comunidade médica aderir ou não a ele. O novo índice tem vantagens e desvantagens em relação ao anterior – e, assim como qualquer novidade, tem aspectos controversos. “O IAC precisa provar que é melhor do que os outros índices que estão sendo usados”, diz Raul Dias dos Santos, cardiologista do Instituto do Coração de São Paulo (Incor). “Ele tem de demonstrar que funciona também em outras populações.” O estudo de Bergman foi feito apenas com afro-americanos e cidadãos de origem mexicana.

Desde já, porém, o IAC é considerado um avanço importante na definição de novos indicadores de obesidade. O parâmetro usado hoje em dia, o IMC, foi inventado em 1832 pelo cientista belga Adolphe Quetelet, professor de matemática e astronomia. Ele era um apaixonado por estatísticas. Ao longo da vida, procurou fórmulas para explicar padrões em tudo, até no comportamento humano. Num dado momento, usou sua habilidade com os números para tentar responder a uma pergunta que o perturbava desde a juventude: qual era o peso ideal de uma pessoa? Quando jovem, ele fora um atento observador da anatomia humana, pois queria reproduzir o corpo com perfeição em suas pinturas e esculturas.

O índice proposto por Quetelet foi reavaliado em 1972 pelo cientista americano Ancel Keys, que o apontou como o mais simples e eficaz para medir a gordura corporal. Depois disso se popularizou e converteu-se na fórmula oficial para determinar quem entra e quem sai do regime. Um de seus apelos é a facilidade do diagnóstico: basta dividir o peso pelo quadrado da altura e localizar o resultado numa escala (leia o quadro abaixo).


 

 Essa mesma simplicidade, porém, torna os resultados do IMC imprecisos. Não há na fórmula nenhuma medida que dê pistas sobre a quantidade e a localização da gordura no corpo. Por isso, o IMC não faz distinção entre músculos e gordura. Uma pessoa forte e, por isso, pesada pode ser considerada obesa. Quem observa o corpo do lutador de vale-tudo Vitor Belfort, de 33 anos, não acha que está diante de um gordinho. Mas é isso o que diz o IMC dele: 28 indica sobrepeso. “O IMC é uma medida grosseira. Não o usamos para nada”, diz Belfort. Ele afirma que nunca precisou se preocupar com excesso de peso. “Antes de começar a treinar eu era magro”, diz. Hoje, come de tudo (inclusive panqueca, bacon e hambúrguer). Diz que bebe 7 litros de água por dia e queima a energia extra na rotina de treinos e lutas.

O IAC é um parâmetro mais acurado. Atualmente, os médicos se baseiam no IMC para determinar quais obesos podem ser submetidos à cirurgia de redução de estômago. Nos Estados Unidos, pessoas com IMC acima de 30 podem ser operadas. No Brasil, o limite é IMC a partir de 35. Mas o índice não captura a realidade de algumas pessoas. Apesar de ter grande quantidade de gordura corporal, esses pacientes não podem ser operados porque a equação entre altura e peso não “enxerga” sua obesidade – e faz com que fiquem fora dos limites recomendados pelos médicos para cirurgia. “Isso ajuda a explicar por que alguns pacientes com IMC normal apresentam anormalidades associadas à obesidade, como hipertensão ou triglicéride elevado”, diz o endocrinologista Walmir Coutinho, presidente eleito da Associação Internacional para o Estudo da Obesidade.
O IMC foi inventado há quase 200 anos. É imperfeito
porque não leva em conta a massa muscular.
O novo índice parece mais preciso porque, ao usar a circunferência do quadril, leva em conta a propensão para acumular gordura. “É uma medida indireta para inferirmos a quantidade total de gordura no corpo”, diz Bergman, criador do IAC. O pesquisador percebeu que os quadris eram o melhor lugar para medir a gordura geral do corpo ao submeter mais de 2 mil voluntários a exames de avaliação da composição corporal – uma técnica que usa feixes de raios X para medir a porcentagem de ossos, músculos e gordura.

A localização da gordura é uma informação importante para prever o surgimento de doenças cardiovasculares. Algumas pessoas têm maior tendência para acumular gordura na barriga (o chamado corpo “maçã”). Outras, nos quadris (o chamado corpo “pera”). Em cada uma dessas regiões, as células de gordura se comportam de maneira diferente, o que aumenta ou diminui os riscos do aparecimento de doenças cardiovasculares. Os pesquisadores ainda não sabem explicar por que a localização da gordura determina seus efeitos sobre o organismo. Um estudo publicado na revista Nature Genetics no ano passado demonstrou que 14 regiões do genoma ajudam a determinar o padrão de acúmulo de gordura no corpo. E esses mesmos pedaços de DNA também estão ligados à regulação do colesterol e de outros tipos de gordura no sangue.

Um dos tipos mais perigosos de gordura é a visceral, que fica depositada entre os órgãos do abdome. As pessoas que têm esse tipo de gordura apresentam a chamada “barriga de cerveja”, embora nem sempre ela seja provocada pelo abuso de bebidas alcoólicas. “Sabemos que não é apenas um depósito de material inerte”, diz Cuno Uiterwaal, pesquisador da Universidade Utrecht, na Holanda. “As células de gordura dessa região são ativas. Liberam substâncias que contribuem para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.”
A gordura periférica, aquela que atormenta as mulheres porque se acumula nos culotes, é considerada menos perigosa. Nessa região, as células adiposas teriam menos influência sobre o organismo. Um ponto cientificamente controverso do novo índice é que ele se baseia nessa gordura aparentemente inerte. Bergman, seu criador, disse a reportagem que o objetivo do IAC não é captar o risco cardíaco representado pela gordura visceral. “Minha preocupação foi criar um bom parâmetro para estimar a totalidade da gordura corporal”, afirma. Os danos da obesidade não se limitam a doenças cardiovasculares. E o IAC, por dispensar o peso, pode ajudar a detectar a obesidade em regiões carentes, onde não há balanças. 

O debate médico está apenas começando. O novo índice pode se mostrar eficiente para detectar excesso de gordura no corpo, mas não para medir o risco de doenças cardiovasculares”, diz Coutinho. “Nada substitui a aferição da pressão, os exames de sangue que medem o colesterol bom e o ruim e o nível de outros tipos de gordura no sangue”, afirma Raul Dias dos Santos, do Incor. O futuro do IAC vai depender, também, de tornar-se tão popular quanto o IMC entre os que lutam contra a balança.

fonte: RevistaÉpoca

Descubra qual é seu IMC e seu IAC sem fazer contas
[ ... ]

23 de janeiro de 2011

Dr. Google não sabe tudo! (e muitas vezes, nada!)


Na dúvida sobre saúde, remédios e tratamentos, o dr. Google é logo acionado pela maioria dos brasileiros. Mas muito cuidado! Veja onde acessar informações confiáveis sobre saúde na internet.
No país, mais de 80% da população usa a internet para buscar informações médicas. O problema é que apenas um quarto das pessoas se certifica de que a fonte das informações é confiável.
Médicos, Enfermeiros e profissionais da saúde recomendam que os pacientes se informem sobre seu estado de saúde, mas, de preferência, em bons sites. No entanto, alertam para evitar o autodiagnóstico e comparações com histórias de blogs pessoais.
Também dizem para desconfiar, claro, de páginas que oferecem tratamento ou induzem a usar um produto específico (como remédios de marcas específicas ou fórmulas emagrecedoras).

É importante ver quem mantém o site. Têm mais credibilidade os que pertencem a universidades, sociedades médicas e hospitais. 

Não desabono o Google como fonte de pesquisa para qualquer assunto, porém é bom lembrar que em qualquer pesquisa seja sobre qualquer assunto, convém verificar portanto a qualidade e a credibilidade da fonte da informação, porque, é comum circularem textos dando a autoria à quem nunca as escreveu ou disse qualquer palavra sobre o assunto. Na internet, qualquer pessoa pode inserir informações, e nem sempre isso é feito com responsabilidade.

Em reportagem da Folha (caderno equilíbrio e saúde), especialistas de diferentes áreas (ver mais abaixo) indicaram 20 sites de referência, com boas informações para leigos, em português. 

*
ASSOCIAÇÕES DE PACIENTES
Associação Brasil Parkinson
Na página inicial, dá para baixar o guia do cuidador do paciente com Parkinson. Na seção de fisioterapia, um teste indica quais exercícios podem ser feitos por quem tem a doença, de acordo com suas possibilidades. O site também informa sobre atividades como coral de pacientes.
Associação Nacional de Assistência ao Diabético
Informa sobre como armazenar, transportar e usar a insulina e tem um arquivo de receitas. A seção de histórias em quadrinhos traz todas as informações sobre a doença para o público infantil.
Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Chron
Diagramas benfeitos explicam sintomas das doenças, que atacam o sistema digestivo, e exames (como são feitos e o que o paciente sente). O site também tem um fórum de pacientes, com histórias e contatos de portadores das doenças.
Instituto Espaço de Vida
Tem dados de fácil entendimento sobre câncer, estudos e vídeos educativos. O site também informa sobre outras doenças, como anemia falciforme e acromegalia (excesso de produção de hormônio do crescimento).
Instituto Oncoguia
O portal para pacientes com câncer é completo, respondendo a dúvidas sobre tratamento e bem-estar (com informações sobre nutrição, terapias, sexualidade e próteses). O site tem até uma página que ajuda a escolher perucas, com endereços de lojas no Rio e em São Paulo.
Associação dos Celíacos
Voltada para os pacientes com intolerância a glúten, tem lista de alimentos permitidos e proibidos, lojas de produtos sem glúten em cada Estado, receitas e informações sobre como fazer exames gratuitos em São Paulo. 

*
INSTITUIÇÕES DE PESQUISA E REFERÊNCIAS
Manual Merck de Informação Médica
A versão on-line da reconhecida enciclopédia médica tem explicações sobre o funcionamento dos órgãos, com imagens didáticas, e sobre doenças, tudo dividido pelas partes do corpo. O site tem um "tradutor" de termos médicos, que pode ajudar na hora de ler bulas de remédios.
Biblioteca Virtual de Saúde
No site do Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde, é possível encontrar pesquisas brasileiras e internacionais. Depois de digitar o assunto, dá para filtrar os resultados por idioma, periódico e tipo de estudo.
Agência Fiocruz
No site de notícias da Fundação Oswaldo Cruz, há boletins sobre novas pesquisas da instituição e um glossário de doenças, além de páginas especiais sobre leishmaniose e hanseníase.
Drauzio Varella
A página do médico e colunista da Folha foi lançada recentemente. Tem textos didáticos sobre doenças dosmais diversos tipos. Há uma boa enciclopédia com termos de saúde (de AVC a vitiligo) e bem-estar, vídeos e podcasts, entrevistas com especialistas e testes (por exemplo, para avaliar o grau de dependência do cigarro). 

*
OFICIAIS
Ministério da Saúde
As informações são gerais e resumidas. A seção "Saúde para Você" é dividida em saúde do homem, da criança, do idoso, da pessoa com deficiência e saúde mental. Na página dedicada à mulher, há dados sobre o parto, pré-natal, menopausa, câncer de mama e de útero e uma cartilha de cuidados de saúde para lésbicas e bissexuais.
Agência Nacional de Vigilância Sanitária
Na seção "Cidadão", há uma lista de assuntos de interesse, como bulas de remédios. Na área "Relacionamento com a Sociedade", o site responde a dúvidas sobre alimentos, cosméticos e dá orientações para viajantes (que vacinas tomar, por exemplo).
Inca (Instituto Nacional do Câncer)
Na página inicial, há um link para dicas de prevenção do câncer de pele, com dados sobre autoexame e fatores de risco. A seção "Câncer", tem explicações sobre cada tumor e orientações para pacientes e familiares. Traz estatísticas sobre a incidência do câncer no país. 

*
SOCIEDADES MÉDICAS E ASSUNTOS ESPECÍFICOS
Associação Brasileira de Psiquiatria
A seção "Informe-se" tem textos sobre TOC (Transtorno Obsessivo- Compulsivo), transtornos alimentares, depressão, deficit de atenção e dependência química. No link "Psiquiatria para uma vida melhor", dá para assistir a palestras em vídeo sobre doenças mentais.
Ginecologia
O site, criado em 1997 pelo ginecologista Sérgio dos Passos Ramos, traz matérias sobre doenças femininas, exames de rotina (quais são e como são feitos), problemas sexuais, o corpo da mulher, contracepção, menopausa e infertilidade.
Sociedade Brasileira de Diabetes
Completa, a página responde às dúvidas sobre a doença no link "Tudo sobre o Diabetes". O destaque é a página de nutrição, que ensina a decifrar os rótulos de alimentos e a contar carboidratos, medidas importantes para quem tem a doença e precisa controlar os níveis de açúcar
Sociedade Brasileira de Cardiologia
A biblioteca virtual tem informações sobre hipertensão, estresse, obesidade e tabagismo. Os dados são bemresumidos, mas esclarecem as principais dúvidas. O site tem boletins sobre alimentação saudável e testes. Um deles calcula quanto dinheiro a pessoa gasta com cigarros e o risco de doenças coronárias.
Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica
A seção de perguntas frequentes responde dúvidas sobre nutrição, transtornos alimentares, obesidade infantil, cirurgia de redução de estômago e remédios emagrecedores. Receitas light e orientações sobre como não se descontrolar na hora de fazer compras no supermercado são encontradas no endereço.
Sociedade Brasileira de Urologia
No link "Saúde Urológica", estão informações sobre impotência e orientações preventivas. A página de urologia de A a Z explica termos médicos relacionados à saúde do homem, como andropausa. No link "Vídeos urológicos", especialistas como o infectologista Davi Uip falam sobre doenças masculinas.
Cirurgia Plástica
O portal é completo e fácil de navegar, com orientações sobre como escolher um cirurgião, cuidados pré e pós-operatório e artigos, que incluem textos sobre como evitar cicatrizes, cirurgias masculinas e métodos de colocação de próteses de silicone nos seios, como por meio da axila.

Fontes: Antonio Carlos Lopes, clínico-geral da Unifesp; César Jardim, cardiologista do HCor; Max Mano, oncologista do Hospital Sírio-Libanês; Gilberto Saute, proctologista; Moises Chencinski, pediatra; Reginaldo Albuquerque, endocrinologista; Ricardo Meirelles, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia; Renério Fráguas, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do HC de São Paulo;  Sérgio Ramos, ginecologista; Rogério Lima, ortopedista; Walter Montenegro, cirurgião plástico; Elesiário Caetano Jr, gastrocirurgião do hospital Edmundo Vasconcelos.


Fonte: FolhaOnline 
 
[ ... ]

Química da amizade. Os cães enfermeiros

Companheiros do ser humano há 14.000 anos, cães são treinados para dar assistência a portadores de epilepsia. Alguns podem até livrar seus donos da maior angústia causada pela doença: saber quando uma crise vai acontecer.


Síndrome de Nicolais-Baraitser
“Lucia dorme comigo todos os dias. Ela é a minha melhor amiga e eu não quero nunca me separar dela”, Spencer Wyatt, 11 anos [foto: Arquivo pessoal]
Spencer conheceu Lucia quando ela tinha apenas um ano de vida. No terceiro encontro, ela começou a marchar disciplinadamente para frente e para trás, numa tentativa de dizer que algo estava errado. Mas Spencer só entendeu o recado dez minutos mais tarde e, sentado à mesa de jantar, não teve tempo de se deitar no chão para enfrentar mais uma das crises epilépticas que aparecem a cada duas semanas. Spencer Wyatt é um pré-adolescente americano de 11 anos. Lucia, uma golden retriever, tem 4 anos. Ela faz parte do seleto grupo de cães conhecidos como seizure-response dogs e seizure-alert dogs (cães de alerta e de resposta a convulsão), animais treinados por até dois anos para prestar assistência a seres humanos que enfrentam a mesma condição de Spencer. É um novo capítulo na longa história de troca entre cães e homens, que, segundo estudos científicos, começou a ser escrita há cerca de 14.000, quando o ser humano atraiu para perto de si esse descendente do lobo, domesticando-o.

Não bastasse o apoio que os "cães de alerta" dão a quem tem crises – eles podem buscar ajuda ou até deitar sobre o corpo do dono, evitando que ele se machuque durante convulsões –, cerca de 90% desses caninos desenvolvem a capacidade de prever a ocorrência de um ataque com até 15 minutos de antecedência. A ciência ainda tenta entender esse mecanismo (confira o infográfico abaixo). Parte dos estudiosos do assunto acredita que isso se deve ao apuradíssimo olfato dos cães, que dispõem de mais de 220 milhões de receptores olfativos, ante cinco milhões dos humanos. Isso permitiria ao animal farejar o odor de substâncias exaladas pelo homem, mas imperceptíveis a ele, na iminência de uma crise.

Outro grupo aposta na capacidade dos cães de se adaptar ao modo de vida de seu dono e perceber eventuais mudanças de comportamento. "Não temos recursos técnicos para medir o primeiro impulso de uma crise epiléptica, nem quando monitoramos a atividade cerebral dos pacientes. É improvável que um cachorro consiga fazê-lo", diz Adam Kirton, médico neurologista do Alberta Children's Hospital, dos Estados Unidos. Ele é um defensor da tese comportamental: ou seja, os cães seriam capazes de perceber quando seus donos apresentam sintomas que normalmente antecedem crises, como depressão ou euforia súbita.

Apesar de bem-sucedidas, parcerias como a de Spencer e Lucia ainda são raras. Em 2009, apenas 59 cães para epilépticos foram treinados em todo o mundo por instituições credenciadas pela Assistance Dogs Internacional – no Brasil, ainda não há experiências desse tipo. O baixo número reflete a pequena demanda, fruto, por sua vez, do desconhecimento do potencial desses animais e também das dúvidas científicas. Aqueles que adotam os seizure-response dogs, contudo, garantem que o animal pode ter valor inestimável, oferecendo aos portadores de epilepsia a chance de viver livre do maior mistério da doença: determinar quando uma crise vai acontecer.

Síndrome de Nicolais-Baraitser
“A primeira vez que acordei com Georgie ao meu lado, olhando por mim, senti uma forte sensação de segurança”, Channing Seideman, 17 anos [foto: arquivo pessoal]
É o caso da também americana Channing Seideman, de 17 anos, que há dois meses conta a companhia de Georgie, de um ano, uma labradoodle – cruzamento entre as raças golden retriever e poodle. "É bastante sorte ter a meu lado um cão que pode me alertar sobre as crises. Georgie já me avisou de três", diz Channing. A cadela tem ainda uma função literalmente vital: evitar o quadro de morte súbita, que pode acometer epilépticos. Todas as noites, Georgie fica de prontidão, ao pé da cama de Channing, num sono leve e alerta. Se a dona enfrenta uma crise no meio da madrugada, ela corre para o quarto vizinho e avisa a mãe de Channing que a filha não está bem. As crises noturnas costumam ter relação com quadros de apneia, que afetam a respiração. "Se você estimular a pessoa logo após uma crise, ela consegue voltar a respirar normalmente. Isso pode salvar a vida dela", diz Elza Márcia Yacubian, chefe do setor de epilepsia do Departamento de Neurologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Além do amparo, a companhia dos cães traz segurança. Amy Wyatt, mãe de Spencer, conta que Lucia foi a grande responsável pela inserção social do garoto, antes tímido e retraído. "As pessoas costumam se aproximar ao verem a cadela. Isso ajuda Spencer a se comunicar e até a falar sobre a doença", diz Amy. "Ela é minha melhor amiga", completa Spencer. "Quando eu for mais velho, sei que poderei sair sozinho, porque ela vai estar ao meu lado." Georgie também é companhia frequente de Channing, até no trajeto para o colégio. Para os pais, é a certeza de que a filha terá ajuda, caso precise. "Hoje, posso ir praticamente a qualquer lugar. Georgie diminuiu as restrições que a doença me impunha. Não consigo me imaginar sem ela", diz.


Os epilépticos não são os únicos beneficiados pela atenção dos cães. Uma outra leva de animais vem sendo treinada para ajudar portadores de diabetes, por exemplo. Os diabetic-dogs podem detectar pequenas mudanças no hálito de um paciente com diabetes do tipo 1, decorrentes da alteração do nível de glicose no sangue. "O cão pode dar o aviso de maneira discreta: tocando o dono com a pata, antes que este fique desorientado e não consiga se medicar ou comer algo a tempo", diz Alan Peters, diretor executivo da organização americana Can Do Canines, uma das pioneiras no treinamento dos animais. Em situações de emergência, os cães podem também apertar um botão de alerta, que normalmente avisa um amigo ou parente do paciente, ou até mesmo buscar uma garrafa de suco, telefone ou medicamento.

No Brasil, a prática ainda se resume ao treinamento de cães-guias, que auxiliam cegos e surdos. Nos Estados Unidos e no Canadá, além destes e dos seizure e diabetic-dogs, há a preparação dos animais que irão ajudar pessoas com mobilidade reduzida e autismo. O treinamento, para qualquer uma das modalidades, é caro. Por aqui, de acordo com o Instituto Cão Guia, do Rio de Janeiro, o custo para preparar um cão-guia gira em torno de 30.000 reais. A ética de doação de um animal desses segue os mesmos padrões da doação de órgãos: não se compra um cão treinado. Isso significa que a organização depende diretamente do trabalho de voluntários. Isso torna as filas de espera por um animal longas e demoradas. As doações ainda são limitadas e, muitas vezes, disponíveis apenas em grandes centros, como São Paulo e Rio de Janeiro. Nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Grã-Bretanha, países que ganham força no treinamento de seizure-dogs e diabetic-dogs, as organizações contam até com a ajuda de indústrias farmacêuticas, que bancam os custos. Se o treinamento de cães para a assistência à saúde de fato pegar, a milenar amizade entre homens e caninos só tende a se fortalecer.


fonte: VejaOnline
 

(infográfico: Veja.com)
[ ... ]

22 de dezembro de 2010

Novo Ministro da Saúde com perfil técnico recebe elogios


O perfil do médico infectologista Alexandre Padilha, escolhido para o Ministério da Saúde pela presidente eleita Dilma Roussef (PT), agradou diferentes militantes do setor, apesar de sua pequena experiência como gestor. Eles o classificaram como um político com bom currículo técnico. Também houve entusiasmo na chegada do ministro atual, José Gomes Temporão (PMDB), em 2007, que dispunha de uma experiência um pouco maior.

O futuro titular da Saúde, atual ministro das Relações Institucionais e militante do PT, é formado pela Universidade Estadual de Campinas e tem pós-graduação em infectologia pela Universidade de São Paulo. No Pará, coordenou um plano de enfrentamento da malária. O trabalho chamou a atenção do então secretário executivo do Ministério da Saúde, Gastão Campos. Foi Campos, professor da Unicamp, que o levou em 2005 à direção de saúde indígena da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), durante crise causada por mortes de crianças em aldeias.

Para o presidente da Associação Paulista de Saúde Pública, Paulo Capucci, o fato de Padilha fazer parte do núcleo duro da presidente é bom para a saúde. "A escolha recoloca o SUS como prioridade para o governo federal", afirma Capucci, que espera que a expansão da oferta de serviços e o financiamento da saúde sejam prioridade - a área de saúde foi uma das mais mal avaliadas pela população no governo Lula, apontam pesquisas.

"Entre os ventilados, ele era o que tinha melhores condições de abrir diálogo com os movimentos sociais", diz Francisco Batista Júnior, presidente do Conselho Nacional de Saúde, que cobra de Padilha o combate à terceirização de serviços na saúde pública. "Uma pessoa que trabalhou no combate à malária é melhor que um medalhão que não entenda nada do Sistema Único de Saúde", continuou.

"Apesar de não ser um sanitarista histórico, é bom que tenha um perfil político, pois as grandes reformas necessárias no SUS são políticas, como a regulamentação da emenda 29 (que definiu o quanto as esferas de governo devem gastar em saúde) e a regulação da relação entre os planos de saúde e o SUS", disse Mário Scheffer, pesquisador da área de planos de saúde na Universidade de São Paulo.

"Estivemos com ele para falar de uma carreira de Estado para os médicos e nos parece tecnicamente adequado e capaz de conduzir diálogos", afirmou José Luiz Gomes do Amaral, da Associação Médica Brasileira. 
fonte: Estadao
[ ... ]

30 de novembro de 2010

Síndrome de Nicolais-Baraitser


No espaço de um ano, o geneticista Sérgio Sousa foi distinguido internacionalmente duas vezes pela investigação que tem realizado sobre a rara síndrome Nicolais-Baraitser. São agora conhecidos 40 casos em todo o mundo, mas antes do estudo deste português tinham sido diagnosticados apenas quatro.

Recentemente foi-lhe atribuído o Prêmio John M. Opitz Young Investigator, graças a um artigo publicado na revista "American Journal of Medical Genetics". Sérgio Sousa (foto) encarou-o como um “estímulo” para continuar trabalhando. Na sua área, “é o melhor prêmio que se poderia receber, ainda mais por vir de um país [EUA] onde a investigação em genética já tem um grande história” - diz, revelando sua satifação.

A investigar a doença em Londres, onde em 2009 iniciou um projecto de doutoramento no Institute of Child Health (University College London), o médico do hospital pediátrico de Coimbra conseguiu identificar as suas características, um trabalho nunca antes realizado.

“É uma síndrome malformativa que se manifesta desde o nascimento. Apresenta-se com disformismos faciais e físicos, atrasos mentais, graves dificuldades na fala, microcefalia, enrugamento progressivo da pele e convulsões”, explicou o geneticista de 32 anos, acrescentando que “é provável que os seus portadores tenham uma esperança média de vida reduzida” devido aos múltiplos problemas de que sofrem.

Síndrome de Nicolais-Baraitser
Investigador referiu que, apesar dos problemas graves, as crianças com esta doença são muito felizes

O Investigador referiu ainda que, apesar dos problemas graves, as crianças com esta doença são muito felizes.
Em Portugal, onde reside o pesquisador, não há casos diagnosticados, mas há “suspeitas”, esclareceu o médico, que ainda não realizou testes que possam confirmar as suas dúvidas. Além disso, uma vez que é uma doença rara e pouco conhecida, o diagnóstico “torna-se mais difícil”, podendo haver muitos mais casos do que os que foram revelados.



Artigo elucidou muitos especialistas
A descrição e caracterização clínica é um passo fundamental para que novos casos sejam descobertos. “Antes do meu artigo, as pessoas não estavam muito alerta”, algo que começa a acontecer com os resultados agora divulgados. Os próprios pais de crianças que têm essa síndrome começam a ser capazes de fazer o diagnóstico e médicos de várias partes do mundo têm contatado Sérgio Sousa no sentido de lhe pedir esclarecimentos sobre o assunto.

O geneticista está agora trabalhando no sentido de desvendar as causas da síndrome e, embora haja fortes suspeitas de que sejam genéticas, ainda não foi possível sabê-la com certeza.

Sem baixar os braços, Sérgio Sousa tem a esperança de, dentro de seis meses, resolver este mistério. Neste momento, tem a colaboração de centros da Holanda e da Bélgica que, através de meios mais avançados de sequenciação do genoma, estão o ajudando a descobrir o que está na origem desta síndrome e também a detectar casos mais leves. Além disso, caso esta descoberta seja bem-sucedida, poderá ser viável, daqui a uns anos, obter uma forma de impedir a doença.


Começando do zero

Disformirmos da Síndrome Nicolais-Baraitser
Disformismos físicos são uma das formas 'visíveis' da doença
Até há três anos, o investigador sabia muito pouco sobre o assunto pelo qual foi agora premiado. Tudo começou num estágio que estava realizando em Londres, no Great Ormond Street Hospital for Children, o maior hospital pediátrico da Europa.

“Eu e Raoul Hennekam (um dos mais conceituados dismorfologistas do mundo) vimos um doente que levantou suspeitas de ter a doença e me interessei pelo assunto. Ao pesquisar, descobri que havia muito pouca informação e decidi debruçar-me sobre isso”, explicou.

Na investigação foram envolvidos doentes de 15 nacionalidades. “Fui a casa da primeira pessoa a quem a doença foi diagnosticada, contatei médicos e hospitais, sobretudo no Reino Unido, Holanda e França” na expectativa de “descobrir” pessoas que tivessem características correspondentes à síndrome Nicolais-Baraitser.

Foi assim que se iniciou este trabalho, desde 2007, para identificar de que forma a doença se manifesta nas crianças, com o intuito de haver um melhor diagnóstico. Atualmente, Sérgio Sousa está em Londres investigando também outras síndromes cuja causa ainda não é conhecida e que são ainda mais raros.


Impacto nas famílias
O estudo do português tem tido muito impacto sobretudo na vida dos doentes e dos seus familiares. Estes tem se unido e criado fortes relações. Já foi realizado um encontro mundial, no Reino Unido, com os pais de portadores desta doença, “que se sentem reconfortados por alguém dar atenção a este problema e se dedique a estudá-lo”, contou o investigador. Além disso, já foi criada uma associação de pais de portadores da síndrome Nicolais-Baraitser, um grupo na rede social Facebook e na Wikipédia.


fonte: CienciaHojePT
[ ... ]

29 de novembro de 2010

ONU publica diretrizes de prevenção ao HIV a trabalhadores da saúde


Segundo o documento, estima-se que, por ano, mil profissionais de saúde se infectam com o HIV no local de trabalho. Leia a reportagem na íntegra.


A Unaids, a OIT e a OMS admitem que até nesta quinta-feira seus esforços não prestaram "suficiente atenção" às necessidades dos trabalhadores sanitários que lidam com aids e tuberculose.

A ONU publicou nesta quinta-feira (25) novas diretrizes internacionais para garantir que os trabalhadores de saúde em áreas com alta prevalência de aids e tuberculose tenham um acesso adequado às precauções e ao tratamento contra essas doenças. O relatório é assinado pelas agências responsáveis em impulsionar o combate à aids: Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Programa conjunto da ONU sobre o HIV/Aids (Unaids).

"Estima-se que, por ano, mil profissionais de saúde contraem HIV no local de trabalho e, muitos outros, tuberculose", detalha o documento. Os organismos calculam que 60 milhões de pessoas formam o pessoal sanitário no mundo - o que inclui médicos, enfermeiros e parteiras, farmacêuticos e técnicos de laboratório, além de limpadores e outros trabalhadores de apoio.

"Essas diretrizes pretendem garantir que os trabalhadores da saúde tenham acesso às precauções universais", assinala o diretor-executivo do setor de proteção social da OIT, Assane Diop. Entre essas precauções estão o tratamento preventivo para a tuberculose, a profilaxia posterior à exposição e ao tratamento, sistemas de indenização para o contágio no lugar de trabalho, e seguridade social efetiva.

A Unaids, a OIT e a OMS admitem que até nesta quinta-feira seus esforços não prestaram "suficiente atenção" às necessidades destes trabalhadores sanitários, o que tratam de reverter com essas novas diretrizes que oferecem direitos fundamentais aos profissionais.

"A OMS reconhece o risco a que se expõem os trabalhadores da saúde quanto ao contágio do HIV e à necessidade de métodos exaustivos de garantia de saúde e segurança no trabalho", afirma o subdiretor-geral da organização, Hiroki Nakatani.

O lugar que tem mais carência desses profissionais de saúde é a África, onde um médico pode ser responsável pela saúde de mais de 2 mil pessoas.

"Mellhorar a segurança e a saúde é uma maneira de oferecer maiores incentivos aos trabalhadores para que permaneçam em seus países", concluem os responsáveis pelas diretrizes.


Fonte: AgenciaAids
[ ... ]

20 de outubro de 2010

Consumo de bebidas alcoólicas é um dos principais problemas de saúde


Conforme pesquisa nacional divulgada no site do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), o consumo de bebidas alcoólicas é um dos principais problemas de saúde e segurança pública no Brasil, sendo responsável por mais de 10% dos casos de adoecimento e morte. Mais de 50% dos acidentes de trânsito fatais estão associados à ingestão de álcool.

Os mesmos dados informam que um terço dos adolescentes entre 14 e 17 anos consome bebida, e mais de 20% dos que estão nessa faixa etária, do sexo masculino, já consumiram bebidas em excesso, em torno de cinco doses ou mais em um dia. Cerca de 65% dos estudantes de 1º e 2º graus ingerem álcool precocemente. Metade começou a beber entre 10 e 12 anos. Entre a população adulta, 33 milhões (28%) consomem bebidas alcoólicas em excesso. Dos brasileiros com idades entre 12 e 65 anos, 23 milhões (12%) preenchem os critérios para a dependência do álcool.

O Cremesp entende que a publicidade de cervejas em horários variados durante o período do dia contribui para o consumo entre adolescentes. Preocupado com esse problema que chega ao patamar de uma epidemia, o Cremesp uniu-se à Unidade de Álcool e Drogas (Uniad) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), por meio do Movimento Propaganda Sem Bebida, em apoio ao projeto de lei nº. 2733/08, alterando a Lei 9.294/96, que dispõe sobre as restrições à propaganda de bebidas. O PL, que está em trâmite na Câmara dos Deputados, iguala as cervejas aos destilados. Dessa forma, as propagandas de cerveja no rádio e na televisão serão permitidas somente das 21h às 6h, sendo proibidas nos intervalos das programações mais assistidas por crianças e adolescentes.

O Conselho de Medicina avalia esse quadro como um avanço no combate ao consumo exagerado de bebidas alcoólicas, especialmente entre os adolescentes. Defende a proibição da propaganda nos meios de comunicação e em eventos esportivos, culturais e sociais; e uma legislação semelhante à que limita as propagandas de cigarro no país. O movimento já recolheu mais de 600 mil assinaturas de apoio.

fonte: CruzeirodoSul
[ ... ]

18 de outubro de 2010

SAMU Fluvial de Manaus representará o Brasil na 'Internal Medicine 2011'


No evento internacional serão apresentadas experiências de vários países que versem sobre aspectos experimentais ou clínicos voltados para a Clínica Médica (incluindo as urgências médicas). O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU-192), da Prefeitura de Manaus, irá representar o Brasil no Internal Medicine 2011, Congresso promovido anualmente pela American College of Physicians e que acontece em abril, em San Diego, na Califórnia (EUA). O trabalho que será apresentado destaca um serviço que só existe em Manaus, atuando dentro dos padrões estabelecidos pelo Ministério da Saúde: o SAMU Fluvial, que atende as comunidades ribeirinhas.

O trabalho intitulado "A Dinâmica de Atendimento do SAMU nas Hidrovias Manauenses" ganhou o direito de representar o País, após ser selecionado entre 107 trabalhos nacionais apresentados no 1o Congresso Internacional de Medicina de Urgência e Emergência, ocorrido este mês, em São Paulo.

Na avaliação do secretário municipal de Saúde, Francisco Deodato, o prêmio de 1o lugar obtido no evento é reflexo do processo de reestruturação e valorização pelo qual passou o SAMU, a partir de 2009, início da atual administração. "Foram realizado investimentos em infraestrutura, equipamentos de ponta e capacitação dos servidores. Ficamos muito felizes com este resultado, que é um reconhecimento do trabalho de uma equipe extremamente aplicada em seu objetivo, que é prestar socorro humanizado, com qualidade técnica, independente das distâncias, típicas da nossa região", frisou o secretário.

O trabalho, apresentado pela gerente do Núcleo de Educação Permanente do SAMU Manaus, enfermeira Leda Lima Sobral, mostra o atendimento feito às 24 comunidades localizadas às margens dos rios Negro e Amazonas. "Chamamos atenção da comunidade acadêmica e de nossos colegas de outros Estados. O fato de conseguirmos alcançar uma população de 17.800 pessoas, que vive em áreas remotas, mantendo a qualidade do serviço, impressionou a todos", ressalta Leda Sobral. A frota do SAMU Fluvial é composta por 10 "ambulanchas" e 45 profissionais, entre médicos, enfermeiros, técnicos de Enfermagem e arrais (condutor de barco).

O 1º Congresso Internacional de Medicina de Urgência e Emergência é promovido pela Associação Brasileira de Medicina de Urgência e Emergência (Abramurgem). No evento, foram apresentados trabalhos de todo o Brasil. O SAMU Manaus mostrou os resultados obtidos com iniciativas que são específicas do município, inéditas no país: o Laboratório de Habilidades, onde as equipes são treinadas, e o SAMU Fluvial. O trabalho do Laboratório mostrou aos participantes do Congresso, o salto de qualidade obtido pelo Núcleo de Educação em Urgência do SAMU Manaus, após a implantação da unidade. Inaugurado pela Prefeitura em janeiro deste ano, o Laboratório de Habilidades é inédito na rede nacional do SAMU.

A experiência do SAMU Fluvial de Manaus será novamente apresentada pela enfermeira Leda Sobral.

fonte: revistaEmergencia

[ ... ]

29 de agosto de 2010

Os perigos do Narguile. Saiba mais


Onde tem fumaça, às vezes, tem um narguile – e é aí que mora o perigo! Mesmo porque o tradicional cachimbo d´água usado há milênios nos países do Sudeste Asiático e Oriente Médio agora é a moda entre os jovens no Brasil.

Tudo começou com a exibição na televisão de uma novela. Em seguida, bares e restaurantes aderiram à onda para agradar aos clientes. Assim, de boca em boca, o que era moda tornou-se uma febre.

Em virtude da mistura de inúmeras essências, o narguile tem aromas variados. É feito com um fumo especial (um melaço, subproduto do açúcar). Os sabores mais conhecidos, são: pêssego, maçã-verde, coco, flores e mel.

O narguile (narguilê, narguila, arguile, naguilé etc) é formado por uma peça central, que parece um vaso, onde se coloca a água. Conectada à base está uma peça cilíndrica que sustenta o fornilho, onde se coloca o tabaco, e em cima do tabaco, o carvão. A mangueira, por onde se aspira a fumaça, resfriada pela água, se encaixa na parte superior do narguile e termina numa piteira. Pode haver mais de uma mangueira para várias pessoas fumarem juntas. Ele funciona quando é aspirado por um tubo que reduz a pressão no interior do aparelho, fazendo com que o ar aquecido pelo carvão passe pelo fumo, produzindo a fumaça. Essa fumaça desce até a base, onde é resfriada e filtrada pela água, que retém algumas partículas sólidas. A fumaça segue pelo tubo até ser consumida pelo usuário com o sabor da essência escolhida.
Segundo o dr. Sérgio Ricardo Santos, Presidente da Comissão de Tabagismo da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT), o narguile causa ainda mais males do que o cigarro, pelo potencial de transmitir também doenças infecciosas – já que é usado por mais de uma pessoa ao mesmo tempo sem a devida esterilização. Vale lembrar que o seu uso é proibido para menores de 18 anos, assim como o cigarro.
Efeitos à saúde
Também conhecido como ‘hookah’ nos países de língua inglesa, ou por ‘shisha’ no norte da África, o narguile pode causar diversas doenças, sendo as respiratórias as mais observadas.

Especialistas em doenças respiratórias advertem que 50 tragadas são suficientes para viciar. Isso ocorre devido à nicotina, que causa a chamada sensação de bem-estar, adverte o dr. José Eduardo Delfini Cançado, Presidente da SPPT.

Estudos recentes contrariam a crença popular de que a água ajudaria a filtrar as impurezas do fumo, tornando-o menos nocivo.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta que a fumaça inalada em uma sessão de narguile, que pode durar entre 20 minutos e uma hora e meia, corresponde à inalação de mais de 100 cigarros. E são consumidos até 10 litros de fumaça, pois a presença da água faz com que se aspire mais fumaça, que se torna mais tolerável. Dessa maneira, inala-se maior quantidade de toxinas.

Veneno
O que muitos pensam erroneamente é que esse tipo de fumo não é tão prejudicial à saúde. Longe disso: por conter diversas toxinas, pode causar câncer de pulmão, além de doenças cardíacas, tuberculose, herpes, hepatite e outras. “A única forma de minimizar os males causados pelo narguile é evitar o uso e não aspirar a fumaça“, alerta o dr. Sérgio.


Entrevista
A Dra. Jaqueline Scholz Issa, cardiologista, diretora do Programa de Tratamento do Tabagismo do InCor (Instituto do Coração) de São Paulo, responde as perguntas dos ouvintes enviadas à Rádio Jovem Pan para a campanha contra as drogas:

Quais são os malefícios do uso continuado do narguile? É igual ao tabaco?
Dra. Jaqueline Scholz Issa:
É igual ao tabaco. O fumo utilizado no narguile contém as mesmas substâncias tóxicas do tabaco (nicotina, alcatrão, monóxido de carbono, que tira o oxigênio das células) e sua fumaça contém também os aditivos aromatizantes e substâncias nocivas do carvão. Causa, portanto, dependência, perda de dente, câncer de boca e todos os riscos do tabaco à saúde: doenças respiratórias, câncer e doenças cardiovasculares.

Qual a origem do narguile? A planta é tabaco? Vários amigos meus dizem que provoca euforia. É verdade?
Dra. Jaqueline Scholz Issa:
O narguile tem origem no Oriente. Uma das versões é a de que teria sido inventado na Índia do século XVII. Na China, passou a ser utilizado para fumar o ópio, e assim permaneceu até a revolução comunista, no fim da década de 40. Com os árabes, passou a ser utilizado em grupo, acompanhado de café. As cruzadas também espalharam o narguile pelo mundo, quando os guerreiros sobreviventes traziam-no para seus países. No Brasil, o narguile foi trazido por trazido por turcos, libaneses e judeus. Para fumar, é utilizado tabaco. Maconha e crack também estão sendo fumados no narguile. E há grupos de adolescentes que estão trocando a água do narguile por bebida – causas da perigosa euforia relatada pelos seus amigos.

É verdade que o narguile veio com os árabes e muçulmanos para o Brasil? Ele é uma droga? É tabaco ou alguma outra coisa?
Dra. Jaqueline Scholz Issa:
Para o Brasil, foi trazido por turcos, libaneses e judeus. O que se fuma no narguile – tabaco – é droga. Há também quem utilize maconha, bebida e crack, potencializando os riscos dessas drogas.

Por que que o narguile está tão popular nas festas? Quem tem o interesse em divulgar mais esse consumo de tabaco? Ele é ilegal? Vicia? É droga?
Dra. Jaqueline Scholz Issa:
Porque se criou o falso conceito de segurança, incentivado pela falsa idéia de que é inócuo, os pais compraram a idéia de que não tem perigo. Falso e perigoso conceito porque fumar no narguile é altamente maléfico para a saúde. A água do narguile não filtra, ela esfria a fumaça. E a fumaça vem com nicotina, que vicia, vem com alcatrão e monóxido de carbono, substâncias do tabaco. O monóxido de carbono no narguile é potencializado pela combustão do carvão, o que significa que chegará mais forte ao organismo, retirando oxigênio das células e possibilitando o aparecimento de doenças, perda de dentes e de câncer na boca. Como a concentração de monóxido de carbono é maior com o narguile, por causa da combustão do carvão, sua concentração equivale ao final de 40 minutos a se ter fumado 100 cigarros. Quem tem interesse de divulgar o narguile é a indústria do cigarro, porque o usuário de narguile vai também fumar cigarro. É proibido para menor de 18 anos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, que veda a venda de qualquer produto do tabaco para adolescentes. Como é usado o tabaco, vicia, sim. Narguile é o objeto onde se usa droga.

Como podemos ajudar na campanha contra o tabaco nas escolas? Vários colegas meus fumam e não consideram o cigarro droga. O narguile é uma droga, também vicia?
Dra. Jaqueline Scholz Issa:
Deveríamos incentivar a participação em festas, sem drogas. Deveríamos motivar jovens a promoverem festas, sem bebida, sem cigarro ou outras drogas, com o objetivo de reunir os amigos para se conhecerem, conversarem, compartilharem companhia. O narguile é o objeto onde se usa droga, que vicia.

Tenho ido a festas e vejo o tal de narguile correndo por todos. Achei o cheiro muito estranho e enjoativo, meio adocicado... Ele é feito de quê? Será que vicia? É também uma droga?
Dra. Jaqueline Scholz Issa:
O cheiro é do tabaco misturado com essências de flores ou frutas. É uma droga. Portanto, vicia, sim.

Gostaria de saber o que é exatamente narguile. Como é o tabaco que é fumado pelas pessoas e por que ele é perfumado? Narguile também é considerado uma droga?
Dra. Jaqueline Scholz Issa:
O tabaco fumado no narguile é misturado com essências, ou seja, tem mais produtos químicos para prejudicar a saúde. Esse tabaco é droga, sim, que vicia e prejudica o organismo.

Fonte: DestaqueSP
[ ... ]

21 de agosto de 2010

Cresce no país a oferta da chamada Enfermagem dermatológica

A técnica é focada na prevenção e no combate às feridas de difícil cicatrização, que obrigam as pessoas a ficar de cama por muito tempo. Tratamento direcionado ajuda a apressar a cura.

Enfermagem Dermatologia em avanço
A aposentada Maria de Lurdes, 88 anos, é atendida pelo enfermeiro Jair: em três meses, ela superou a dor aguda que a impossibilitava de andar (foto: Cadu Gomes CDBA)
Há quatro anos, Marino Gonche, 77 anos, sofre com feridas nos pés que não cicatrizam. As úlceras, provocadas pelo diabetes tipo 2, acometeram os dois pés. Foi preciso uma cirurgia, na qual foram retiradas as solas dos membros. A partir daí, a vida do aposentado mudou severamente. De um homem ativo e independente, Marino se tornou um paciente que vive em cima de uma cama, completamente dependente. Porém, há um ano, o aposentado é assistido por uma enfermeira dermatológica, o que lhe fez ter esperanças de que logo poderá voltar a andar e sair da cama. “Depois que comecei a ser atendido pela enfermeira, meus pés melhoraram. O esquerdo está com a ferida cicatrizada, mas o direito ainda não”, relata Marino. “Tenho fé em Deus que essa moça vai me curar”, espera.

A esperança do aposentado se iguala à de inúmeras pessoas que convivem com úlceras provocadas por doenças, como o diabetes, acidentes, queimaduras e etc. Graças à enfermagem dermatológica(1), elas têm uma expectativa maior de retornar às suas vidas normais. No dia a dia dos hospitais e dos leitos residenciais, é essa especialidade da enfermagem que ajuda a trazer de volta a qualidade de vida para pacientes que, como Marino, sofrem com feridas de difícil cicatrização. “Pessoas que são tratadas pela enfermagem dermatológica têm um processo mais rápido de cura”, afirma Francisco Le Voci, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e dermatologista do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.


Esses profissionais se especializam na área e adquirem conhecimentos de materiais usados no tratamento dermatológico. São capazes de avaliar a ferida e prescrever os produtos que melhor podem auxiliar na cicatrização e recuperação da pele. “Os registros feitos pela enfermagem dermatológica são de importância fundamental para os médicos, pelas informações que representam. Incluem a avaliação do estado clínico do doente, o conhecimento da progressão da doença, as decisões tomadas e os procedimentos adotados”, pontua Le Voci.


A enfermeira Paula Herrman, que cuida de Marino, afirma que, com tratamento assistido, o paciente melhora mais rápido, pois há uma observação cuidadosa da evolução do problema com os produtos utilizados. “Na maioria das vezes, são pacientes acamados, que não podem ir ao consultório para o médico avaliar a ferida. Nós vamos à casa dele, avaliamos o problema, anotamos a evolução do tratamento e orientamos o cuidador como devem ser as trocas dos curativos e quais os materiais para aquela situação.” É isso que Paula faz pelo menos uma vez por semana com Marino. “Há um ano, ele não colocava os pés no chão por conta das feridas, que chegavam ao osso. Hoje, ele fica de pé, com a ajuda de uma órtese, e ensaia alguns passos. É uma alegria para ele e para mim também”, conta a enfermeira.



Prevenção
Além de promover a recuperação mais rápida da pele e dos tecidos atingidos pelas úlceras, a enfermagem dermatológica tem o papel de ajudar a prevenir o aparecimento de feridas, o que é crucial para pacientes acamados. Geralmente, essas pessoas estão bastante debilitadas e precisam de cuidados intensivos. Ficam praticamente o tempo todo na cama, seja no hospital ou em casa. “Essas pessoas precisam de um profissional especializado, obviamente sob orientação médica, para o tratamento dessas feridas. No caso de uma pessoa diabética, por exemplo, com um quadro intenso e uma evolução antiga, que começa a desenvolver úlceras, o enfermeiro dermatológico consegue avaliá-las e tratá-las no início, evitando que o quadro se agrave”, diz o dermatologista do Hospital Albert Einstein.

Dessa forma, do mesmo jeito que esses profissionais avaliam uma ferida já aberta, eles também sabem diagnosticar quando a ferida está para abrir. “Pacientes que estão há muito tempo acamados desenvolvem úlceras por pressão. A pele fica avermelhada e em seguida a ferida se abre. Se observamos a pele nessa fase inicial, tratamos antes de ela abrir. Para isso, não precisa a presença do médico”, diz o presidente da Sociedade Brasileira de Enfermagem, Feridas e Estética (Sobenfee) no Distrito Federal, Jair Gomes de Paiva Júnior.

Essas lesões ocorrem porque os pacientes acamados, tanto no hospital quanto em casa, precisam ser trocados de posição a cada duas horas, o que acaba sendo difícil de acontecer nos hospitais, pelo baixo número de enfermeiros e auxiliares. “Se essas feridas não forem tratadas logo, elas infeccionam e podem evoluir para escaras — tecido morto dentro da ferida”, explica Jair.

A aposentada Maria de Lurdes Souza Lima, 88 anos, quase desenvolveu uma escara. Enquanto se recuperava de uma cirurgia de varizes na perna direita, ela se feriu. Como a maioria das pessoas, a aposentada tentou curar-se com produtos caseiros. O resultado foi uma infecção, que a levou a um médico. Maria de Lurdes chegou ao Centro de Saúde da Candangolândia com uma ferida grau III, muito infeccionada. O médico passou um antibiótico e a ferida começou a ser tratada pela enfermagem dermatológica. Um trabalho em conjunto, que conseguiu, após três meses, fazer com que a inquieta Maria de Lurdes voltasse à vida normal. “No começo, doía muito. Agora, não sinto mais nada. Voltei a andar e a cuidar das minhas plantas”, comemora a aposentada. “Por uma ferida menor, minha tia perdeu a perna”, conta o filho de Maria de Lurdes.

No caso da aposentada, o trabalho da enfermagem dermatológica conseguiu diminuir o tempo de troca dos curativos. “Isso faz com que ela se desloque menos de casa e a recuperação se torne mais rápida”, afirma Jair.

A realidade na maioria dos hospitais e clínicas — e mesmo nas residências — é diferente da ideal. O número de pessoas especializadas em enfermagem dermatológica ainda é pequeno. Isso faz com que técnicos e auxiliares absorvam o trabalho, o que, na maioria das vezes, não tem um resultado positivo, fazendo com que o quadro do paciente se agrave. “Não culpo o sistema de saúde. O que falta são pessoas comprometidas e interessadas, que desejem se capacitar”, analisa Jair.
clique para ampliar

fonte: CorreioBrasiliense
[ ... ]

 

©2009 Navegando e Aprendendo com a Enfermagem | Template adaptado de TNB

Web Statistics