Estudos recentes contrariam a crença popular de que a água ajudaria a filtrar as impurezas do fumo, tornando-o menos nocivo.
Fonte: DestaqueSP
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A lei antifumo completou neste sábado (7) um ano em vigor, em todo o Estado de São Paulo, com balanço positivo tanto para empresários como para o setor da saúde e para os não-fumantes. Após o alarde e pessimismo de que a legislação causaria prejuízo a bares, restaurantes, boates e similares na região, a conclusão é unânime: a lei foi um sucesso. Além do aumento no movimento dos estabelecimentos no período, o programa de tabagismo da Secretaria Municipal de Saúde de Campinas, por exemplo, nunca registrou tanta procura de pessoas que decidiram largar o vício do tabaco.
O diretor da "Iniciativa Livre de Tabaco" da OMS, Douglas Bettcher, revelou que os últimos dados indicam que a taxa de mulheres fumantes ainda é baixa (9%) se comparada com a de homens (40%).
O índice é menor em mulheres antes da menopausa
“Não podemos obrigar as pessoas a pararem de fumar em suas próprias casas, mas podemos alertar os fumantes sobre o que estão fazendo a seus entes queridos. Fazê-los pensar em seus amigos e parentes antes de acender um cigarro” conclui a médica Bárbara Jefferis.A comunidade científica, depois da pesquisa, está tentando aprovar projetos que ponham fim a displays de venda de cigarros e a máquinas automáticas que vendem o produto (as últimas podem “facilitar a vida” de fumantes menores de idade).
Apesar das diversas campanhas nacionais e do alerta incessante de todos os meios de comunicação e profissionais de saúde para os malefícios do hábito de fumar, o número de fumantes ainda persiste alto e uma nova geração começa a substituir a antiga. O que acontece entre as mensagens claras e disponíveis a todos e o comportamento que não se extingue? Uma nova pesquisa americana sugere que as atitudes iniciais sobre o cigarro e o uso, em algum ponto da juventude, pode ajudar o tabagismo a se transformar em um vício para a vida toda. O cigarro pode, na verdade, modificar estruturas cerebrais e fazer com que as pessoas fiquem mais resistentes às mensagens anti-tabagistas. Ou seja, o hábito de fumar é fácil de começar e difícil de parar.
“É por isso que a prevenção na juventude é a melhor estratégia”, explica Joseph DiFranza, pesquisador da Universidade de Massachusetts. Seu estudo, publicado no periódico Addictive Behaviors, sugere que fumar apenas um cigarro pode já mudar a anatomia do cérebro. Essa mudança ocorre mesmo se a pessoa não fumar novamente ou caso a experiência tenha sido traumatizante. Ou seja, apenas uma tragada já pode viciar. Seu estudo acompanhou mais de 30 mil estudantes, o maior estudo com adolescentes já feito até hoje.
“Apenas alguns cigarros e a pessoa já está viciada”, diz DiFranza. Seu estudo acabou de vez com o mito de que apenas pessoas que fumam diariamente podem se tornar dependentes do cigarro. “Os adolescentes que não fuma todo dia não se consideram fumantes”, diz. “Mas eles já sofrem com os sintomas pela abstinência.”
Quanto mais jovem, mais positivas as ações contra o tabagismo
Judy Andrews, outra pesquisadora sobre o assunto e especialista em percepções infantis sobre abuso de drogas, afirma que crianças a partir dos 7 anos já possuem fortes opiniões negativas sobre cigarro e que a TV, a família e os colegas são os que fazem a maior diferença e contribuem com as informações para esse posiconamento.
“Esse tipo de atitude pode prever quem teria mais tendência a se tornar um fumante”, diz Andrews, cujo trabalho, feito com 700 crianças da ensino básico foi publicado no Psychology of Addictive Behavior.
Na pesquisa as crianças foram apresentadas a imagens de fumantes e tinham que classificá-las, segundo sua opinião. Após 7 anos, as crianças que haviam indicado algum nível de positividade nas imagens tinham de 30% a 40% mais chances de terem fumado um cigarro. “Quanto mais jovem, mais fácil convencer uma criança dos fatos ruins ligados ao cigarro, ao contrário de tentar convencer adolescentes, que pensam que sabem de tudo”, diz Andrews.
fonte: UOL©2009 Navegando e Aprendendo com a Enfermagem | Template adaptado de TNB