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16 de outubro de 2011

Dia Mundial da Alimentação


Em todo o mundo, cerca de 800 milhões de pessoas vivem em situação de insegurança alimentar. Isso significa que elas não têm acesso à alimentação saudável, de qualidade, em quantidade suficiente e de modo permanente. 

O Dia Mundial da Alimentação é celebrado no dia 16 de outubro de cada ano para comemorar a criação em 1945 da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). O objetivo do Dia Mundial da Alimentação é conscientizar o conjunto da humanidade sobre a difícil situação que enfrentam as pessoas que passam fome e estão desnutridas, e promover em todo o mundo a participação da população na luta contra a fome. 

Paralelamente a isso temos dados são alarmantes. Atualmente, cerca de 500 milhões de pessoas sofrem com a obesidade, ou seja, uma em cada dez pessoas no mundo tem essa doença, que é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) um dos dez principais problemas da saúde pública no mundo.

No Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 13% da população adulta está acima do peso, sendo 48% de mulheres e 50,1% de homens com mais de 20 anos de idade. As crianças não estão imunes ao excesso de peso. Um em cada três jovens está com sobrepeso.

Para completar o quadro alarmante, em torno de 2% da população apresenta algum tipo de transtorno alimentar, que são as perturbações caracterizadas por graves alterações no comportamento alimentar e que podem levar ao emagrecimento excessivo, obesidade, problemas físicos ou mesmo incapacidades.

Diante dessa realidade e com o Dia Mundial da Alimentação, comemorado em neste 16 de outubro, a médica, endocrinologista e psicanalista Soraya Hissa de Carvalho, alerta a população sobre a necessidade de se pensar a alimentação de forma saudável.

“Hábitos alimentares saudáveis devem ser adotados em qualquer idade”, afirma Soraya. Segundo a endocrinologista, uma boa alimentação baseia-se em uma dieta equilibrada, capaz de manter um equilíbrio nutricional suficiente para permitir que o organismo desempenhe suas funções básicas.

Ela explica ainda não ser possível modificar hábitos alimentares de um dia para o outro. Para quem está acima do peso e quer reeducar a alimentação, a estratégia adequada é a que permite reduzir o peso e, simultaneamente, modificar os hábitos alimentares, para garantir que os quilos perdidos não sejam recuperados.

Para a endocrinologista é possível comer de tudo sem comer tudo. “Alimentação saudável consiste na variação e equilíbrio dos nutrientes essenciais: proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas e minerais”, afirma. Segundo Soraya, a alimentação de cada dia deve ser prazerosa e, principalmente, respeitar as necessidades energéticas de cada um, fornecendo as quantidades adequadas de alimentos para a manutenção da saúde. Ou seja, que satisfaça as exigências nutricionais do organismo, determinadas por características físicas do indivíduo, pela atividade que ele realiza diariamente e pelo meio em que vive.

Quem deseja alimentar-se de forma saudável deve evitar consumir alimentos gordurosos, frituras, alimentos industrializados, embutidos e enlatados. “No caso de doces e guloseimas, o consumo não deve ser rotineiro, priorizando sobremesas, sorvetes ou picolés à base de água e polpa de frutas, pois são os menos calóricos. Frutas, verduras, legumes, folhas verdes, cereais integrais, pães integrais, carnes magras e queijos menos gordurosos são muito indicados. O ideal é incluir também muito líquido e comer pouca quantidade em mais vezes”, indica.

Segundo a endocrinologista, aliar uma alimentação saudável à prática de atividade física regular contribui para importantes mudanças em nossas vidas. “Porém, para que possamos construir uma vida saudável, será preciso agregar outros aspectos igualmente relevantes, que têm a ver com o ambiente em que vivemos. São muitas as situações que provocam estresse, e lidar com elas, de forma a não permitir que isso venha a comprometer nosso bem-estar é agir na promoção e proteção de nossa saúde, seja ela física ou mental”, completa a psicanalista, Soraya Hissa de Carvalho.


fonte: Segs | FomeZero


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26 de setembro de 2011

Apague a gastrite à mesa



Seja de origem bacteriana ou emocional, o desconforto na parte superior do abdômen é o mesmo. Quem sofre de gastrite apresenta sintomas como dor de estômago e queimação. Essa inflamação no órgão que tem como responsabilidade preparar os alimentos e enviá-los ao intestino delgado aparece quando suas paredes internas passam a não suportar o ácido que circula por ali e que é essencial para a digestão das proteínas. Sem os cuidados adequados, a gastrite pode evoluir para problemas mais sérios, como úlcera e até câncer.

Uma bactéria incendiária, a Helicobacter pylori, é a principal causa da ardência estomacal. Geralmente, o micro-organismo se aloja nesse órgão e, dependendo da sorte do hospedeiro, assume a persona de um piromaníaco. "A bactéria não discrimina nem sexo nem faixa etária", diz o gastroenterologista Flavio Steinwurz, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Felizmente, dá para controlar o ímpeto ardoroso do micróbio com alimentos capazes de apagar esse fogo todo (veja abaixo). 

O senso comum lista itens da despensa que prejudicam a mucosa que reveste o estômago, mas lembre-se: o organismo de cada pessoa reage de uma forma diferente. "É importante testar os alimentos que causam desconforto e retirá-los do cardápio", ensina o nutrólogo Dan Waitzberg, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo.

Restringir a produção de ácido ficando de olho no que a gente come é de extrema importância, já que cada mordida dá a largada para o sistema digestivo trabalhar. Essa tática minimiza a agressão contra as paredes internas do estômago — e isso proporciona um alívio daqueles. Mas, além do monitoramento das refeições, outros passos podem amenizar a ardência e a controlar a progressão das lesões. A mastigação, como primeira fase da digestão, poupa os esforços do órgão. “A amilase, enzima da saliva, começa a quebrar o amido já na boca”, conta Flavio Steinwurz.

Comer várias vezes ao dia também está no topo da lista de conselhos de qualquer nutrólogo ou nutricionista. “Quantidades menores fazem com que o estômago não fique abarrotado”, diz a nutricionista Beatriz Botéquio, da Equilibrium Consultoria, na capital paulista. “Dessa maneira, o tempo de jejum também diminui, prevenindo a acidificação estomacal e, consequentemente, as crises de gastrite”, complementa Dan Waitzberg.

Na hora do suplício, vale apelar para chás antiácidos. “O de espinheira-santa, planta do Sul do Brasil, pode ajudar”, recomenda Waitzberg. E cuidado com o leite puro, que estimula a secreção de suco gástrico, e anti-inflamatórios. “Como são dissolvidos e absorvidos no próprio estômago, acabam causando lesões”, explica Fernando Bahdur, médico da Associação Brasileira de Nutrologia.

Os incendiários do estômago
Eles ou estimulam a produção de ácido estomacal ou agridem diretamente a mucosa do órgão. E aí é desconforto na certa. Estamos falando de: café, chocolate, bebidas alcoólicas, alho, pimenta, mostarda, cebola, molho de tomate, energéticos e frutas ácidas, como o abacaxi, a laranja, o limão e a acerola.

Remédio de origem vegetal
A Agencia Nacional de Vigilancia Sanitaria aprovou o primeiro medicamento a base de plantas contra gastrite. Seu principio ativo . Schinus terebinthifolius . vem da arvore brasileira aroeira.mansa, alivia os sintomas e cicatriza a mucosa estomacal sem efeitos colaterais.

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A escolha correta dos alimentos impede que a faísca estomacal se transforme em fogaréu, promovendo um alívio duradouro

É só evitar os alimentos incendiários, investir nos protetores e comer sem medo.

Café da manhã
As proteínas do ovo ajudam a reconstituir a parede do estômago após o jejum noturno e o pão integral controla os níveis de ácido clorídrico, substância por trás da queimação

Almoço
As fibras da maçã e do arroz integral somadas ao betacaroteno da cenoura também protegem contra o incêndio.

Entre refeições
O iogurte equilibra os níveis de acidez estomacal e os grãos integrais dão uma força e tanto para o bom trabalho da digestão.

Jantar
A água de coco hidrata e ameniza a dor. Os brócolis complementam o serviço, diminuindo a inflamação.



fonte: SaudeVital

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30 de agosto de 2011

Dia do nutricionista. 31 de agosto

Comemorar esta data é lembrar da importância da alimentação na qualidade de vida de todos e na manutenção da saúde.
A data foi criada em 1949, por ocasião da inauguração da Associação Brasileira de Nutricionistas, atual Associação Brasileira de Nutrição.


Para festejar a data, os nutricionistas deixam algumas dicas simples:
  • Coma abundantemente cereais, frutas e vegetais. Esses alimentos são ricos em nutrientes essenciais para o organismo, devendo estar presentes na alimentação diária.
  • Mantenha um peso saudável. O excesso de gordura no corpo aumenta os riscos para hipertensão arterial, doenças do coração, diabetes e outras doenças. Por outro lado, a desnutrição também acarreta riscos à saúde como o aparecimento de osteoporose, e irregularidades menstruais (no caso das mulheres).
  • Coma regularmente. Pular refeições pode levar a um descontrole da fome, levando a aumento da ingesta de alimentos. Procure fazer de quatro a seis refeições em intervalos de três em três horas.
  • Reduza certos alimentos, não os elimine completamente. Se os seus alimentos preferidos são ricos em gordura, sal ou açúcar, não exagere na quantidade de sua ingestão.
  • O que fica e o que sai do cardápio. Prefira sempre os alimentos grelhados, assados e cozidos e evite as frituras. Evite também enlatados, doces e refrigerantes.
  • Consuma alimentos ricos em fibras. Os cereais, legumes e hortaliças são ricos em fibras essenciais para o organismo.
  • Beba bastante líquido diariamente. O corpo humano precisa de, no mínimo, dois litros de água todos os dias, que devem ser ingeridos, preferencialmente, no intervalo das refeições.
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8 de agosto de 2011

Dia nacional de combate ao colesterol


Essa substância, produzida basicamente pelo fígado, é essencial para a produção de hormônios, metabolização de vitaminas e digestão dos alimentos. O problema ocorre quando ela é encontrada em excesso no organismo.

As doenças cardiovasculares são as principais causas de morte no mundo e o fato delas serem silenciosas acaba prejudicando muitos diagnósticos. Um dos principais problemas é gerado pelas altas taxas de colesterol no organismo, que provocam derrame e infarto em casos mais graves.
Para conscientizar a todos sobre isso, no dia 8 de agosto, foi instituído o Dia Nacional de Combate ao Colesterol.

Pessoas com taxas elevadas de colesterol têm maior probabilidade de desenvolver doenças cardiovasculares, tais como angina, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, derrame e doença arterial periférica. As alterações no colesterol podem ser provocadas por fatores genéticos; uso de alguns medicamentos como os betabloqueadores, diuréticos e corticosteróides; em decorrência de doenças como hipotireoidismo, diabetes, insuficiência renal crônica, obesidade; e, principalmente, por hábitos de vida inadequados, como a má alimentação.


Alimentos
Os alimentos que mais contêm colesterol são o bacon, chantilly, ovas de peixes, biscoitos amanteigados, doces cremosos, peles de aves, camarão, queijos amarelos, carnes vermelhas com gordura, massas folhadas, gema de ovos, sorvetes cremosos, creme de leite, lagosta e vísceras.

O colesterol é classificado em dois tipos: HDL (colesterol bom) e LDL (colesterol ruim). O HDL remove o excesso de colesterol no sangue, reduzindo o risco de formação de placas de gordura. Já o LDL é responsável pelo acúmulo de placas de gordura nas artérias, o que dificulta a passagem do sangue e, consequentemente, pode trazer riscos à saúde.

Ainda que a maioria das pessoas não apresente sintomas, Aílton Júnior recomenda a periodicidade de exames de acordo com o grau de risco ou complexidade de cada paciente. Para a Sociedade Brasileira de Cardiologia, o índice ideal do colesterol total tem que estar abaixo de 200mg/dl.


Gordura Trans
Utilizada pela indústria alimentícia para conservar, dar crocância e textura, a gordura trans faz parte da receita de vários alimentos, como as bolachas, salgadinhos, biscoitos recheados, pratos congelados, sorvetes e pipoca de micro-ondas.

A gordura trans, assim como a gordura saturada, aumenta os níveis de LDL (colesterol ruim) e diminui os níveis de HDL (colesterol bom), ampliando o risco de entupimento das veias. Os diabéticos também podem ser afetados, uma vez que as gorduras trans podem diminuir a resposta do sangue à insulina. Por este motivo, é sempre bom ler os rótulos dos alimentos.


Mitos X Verdades
- Linhaça: estudos afirmam que como é rica em fibras solúveis, ela ajudar a reduzir o colesterol ruim. Modo de consumo: duas colheres de sopa, por dia, batidas no liquidificador. Ela pode ser misturada em sucos, iogurte ou frutas. Não há contra indicação de idade e para gestantes.

- Ovo: apesar de possuir grande quantidade de colesterol na gema, uma pessoa pode comer de um a dois ovos durante a semana sem qualquer perigo.

- Óleo de soja: nenhum produto vegetal possui colesterol. Com isso, o óleo de soja não possui colesterol.

- Batata frita: a batata, frita em óleo de soja, não possui colesterol. Entretanto, ela é muito calórica. Quando consumida fora de casa, em bares e restaurantes, pode conter gordura trans.

- Bebida alcoólica: O consumo moderado de bebida alcoólica, como o vinho, ajuda no aumento do colesterol bom (HDL). Modo de consumo: homem, uma taça de 200 ml por dia. Mulher, meia taça de 200 ml por dia.

- Atividade física: a prática regular da atividade física, além de todos os seus benefícios, eleva a taxa do colesterol bom (HDL).

fonte: Terra | AgMinas
  

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27 de julho de 2011

Semana Mundial de Aleitamento Materno 2011

De 1º a 7 de agosto, a Semana Mundial de Amamentação, vem este ano com o tema “Comunique-se! Amamentação: Uma Experiência em 3D”.
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19 de março de 2011

Novas diretrizes para o exercício no Diabetes tipo 2

Estabelecidas em conjunto pela American Diabetes Association e o American College of Sports Medicine as novas diretrizes salientam o papel crucial que a atividade física desempenha no controle do diabetes tipo 2.

Elas substituem as recomendações feitas no American College of Sports Medicine Position Stand "Exercise and Type 2 Diabetes", que foram emitidas em 2000.

Desenvolvidas por um grupo de nove especialistas, as novas orientações foram publicadas simultaneamente na edição de dezembro da "Medicine & Science in Sports & Exercise e da Diabetes Care .

"Estudos de alta qualidade, que estabelecem a importância do exercício e da aptidão em diabetes faltavam até há pouco tempo", escreve o painel de especialistas", mas agora está bem estabelecido que a participação na atividade física regular melhora o controle da glicose no sangue e pode prevenir ou retardar a diabetes mellitus tipo 2, afetando positivamente os lipídeos, pressão arterial, eventos cardiovasculares, mortalidade e qualidade de vida."

A maioria dos benefícios dos exercícios são percebidos através de melhoras rápidas e de longo prazo na ação da insulina, obtidas com o treinamento aeróbico e de resistência, escrevem os especialistas.

Para as pessoas que já têm diabetes tipo 2, as novas diretrizes recomendam pelo menos 150 minutos por semana de exercícios aeróbicos de intensidade moderada a vigorosa, espalhados pelo menos por 3 dias na semana, com não mais de dois dias consecutivos, entre sessões de atividade aeróbica. Estas recomendações levam em conta as necessidades daquelas pessoas para as quais a diabetes limita exercício vigoroso.

"A maioria das pessoas com diabetes tipo 2 não têm capacidade aeróbia suficiente para empreender sustentada atividade vigorosa para esta duração semanal, e podem ter limitações ortopédicas de saúde ou outras", disse em um comunicado Dr. Sheri Colberg R., PhD, professor de ciência do exercício da Old Dominion University e professor adjunto da medicina interna na Eastern Virginia Medical School, em Norfolk, Virgínia.

"Por esta razão, a ADA [American Diabetes Association] e ACSM [American College of Sports Medicine] fazem chamada para um regime de atividade física de moderada a vigorosa e não fazem nenhuma recomendação para qualquer quantidade de atividade vigorosa."

O estudo recomenda especificamente que tal exercício moderado corresponda a cerca de 40% a 60% da capacidade aeróbica máxima e afirma que, para a maioria das pessoas com diabetes tipo 2, uma "animada caminhada" é um exercício de intensidade moderada.

O painel de peritos recomenda ainda que o treinamento resistido faça parte do regime de exercícios. Isto deve ser feito pelo menos duas vezes por semana - o ideal é 3 vezes por semana - em dias não consecutivos. O painel também recomenda que as pessoas só comecem fazer musculação sob supervisão de instrutor qualificado, "para assegurar benefícios ideais para controle de glicemia, pressão arterial, lipídios e de risco cardiovascular e para minimizar o risco de prejuízo."

O uso regular de um pedômetro também é incentivado. Em uma meta-análise de oito estudos controlados e 18 estudos observacionais, as pessoas que usaram pedômetros aumentaram sua atividade física em 27% do valor inicial. Ter um objetivo, como, por exemplo, dar 10.000 passos por dia foi um importante preditor do aumento da atividade física, segundo o painel de peritos.

Finalmente, o novo guia enfatiza que os exercícios devem ser feitos regularmente para ter benefícios continuados e devem ser variados.

Os médicos devem prescrever exercícios, o Dr. Colberg disse: "Muitos médicos parecem não querer ou são cautelosos sobre a prescrição de exercícios para indivíduos com diabetes tipo 2 por uma variedade de razões, tais como excesso de peso ou a presença de complicações relacionadas à saúde. Entretanto, a maioria das pessoas com diabetes tipo 2 pode exercitar-se com segurança, contanto que sejam tomadas certas precauções. A presença de complicações do diabetes não deve ser usada como uma desculpa para evitar a participação em atividades físicas."

Dr. Colberg e os outros autores não revelaram relações financeiras relevantes.
Med Sci Sports Exerc . 2010; 42:2282-2303.


fonte: Medscape / saude-joni.blogspot.com
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6 de fevereiro de 2011

O cardápio ideal contra o câncer

Todo ano, são 500.000 novos casos de câncer no Brasil. Embora a doença seja causada por vários fatores, uma alimentação correta pode ajudar a preveni-la. O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) fez uma lista de alimentos indicados por sua ação anticancerígena. Confira quais são seus componentes benéficos, como agem no organismo e qual o consumo diário recomendado.

Confira abaixo os benefícios de cada alimento passando o mouse.
fonte: VejaOnline
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30 de janeiro de 2011

Pesquisa comprova o sedentarismo de nossa juventude


Embora o Brasil seja mundialmente conhecido pelo futebol e pelo culto ao corpo, o país é o que tem menos crianças praticando esportes nas escolas da América Latina. A constatação que serve de alerta para pais e educadores é da pesquisa Geração 5.0 – Os Novos Pilares da Infância, encomendada pelo canal Nickelodeon.

Comparado aos nossos vizinhos, o jovem brasileiro também é o que menos se preocupa com o meio ambiente e a sustentabilidade. Além disso, menos de 39% das crianças têm contato real com a diversidade – fator que pode ser decisivo no desenvolvimento de comportamentos violentos, como o bullying.

"Acreditamos que a alimentação, a atividade física, a sustentabilidade, a criatividade e a diversidade transformam a criança de hoje no adulto melhor de amanhã."

Os pais e a sociedade precisam acompanhar as mudanças – afirma Beatriz Mello, gerente de pesquisa do canal e responsável pelo estudo.



Meio ambiente
Segundo a pesquisa, apenas 56% das crianças se consideram interessadas no meio ambiente. Os pais ensinam valores, como não jogar lixo na rua, mas também aprendem com os filhos: uma em cada duas mães brasileiras diz que aprendeu muitas coisas sobre ambiente e reciclagem com o filho.

A pesquisa ouviu crianças e mães nos seguintes países: Brasil, Argentina, Chile, México, Colômbia, Venezuela e Peru.


Atividade física
:: Devido ao fato de a criança ficar cada vez mais dentro de casa, assistindo à TV ou jogando, ela tende a ganhar quilos desnecessários.

:: O peso corporal está relacionado ao consumo e ao gasto de calorias, e o peso das crianças tende a aumentar devido ao consumo de alimentos calóricos e processados. Além disso, os pequenos fazem cada vez menos atividades físicas.

:: Na escola e em casa, a prática de esportes e atividades físicas perde força e espaço para outras brincadeiras. Em 2003, 75% das crianças andavam de bicicleta enquanto hoje esse número caiu para 41%. Quando o assunto é futebol, 50% dos pequenos aproveitam o jogo “real”, enquanto 87% jogam video-game. 


fonte: PortalEdFis
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15 de janeiro de 2011

Aula de anatomia para malhação


A realidade da malhação é dura para nós, mortais (e não vale para as saradas invejavelmente abençoadas pela genética): esculpir um corpo é fruto de meses de dedicação e persistência. Mas fica mais fácil chegar lá se você entender o que passa por baixo do seu muque e da sua coxa.

Não, nós não vamos pedir para você decorar uma apostila de anatomia com os 650 músculos e os milhares de fibras do seu organismo. Em vez disso, fizemos uma triagem sobre o mínimo que você precisa saber para explorar o maior benefício possível do seu tríceps, quadríceps e todos os íceps que dizem respeito à sua silhueta. 


O QUE HÁ SOB A SUA PELE?
Músculos. Temos três tipos: os lisos, que revestem órgãos internos como estômago e esôfago; os estriados cardíacos, do coração; e os estriados esqueléticos, ligados aos ossos pelos tendões.

COMO ELES FUNCIONAM
Os músculos esqueléticos compõem de 30 a 40% de sua massa corpórea. São voluntários, ou seja, diferentemente do coração, que bate sozinho, é preciso acioná-los quando você tem que transportar uma TV de plasma (porque nenhum homem maleducado se ofereceu para fazer o trabalho pesado).

ÓRGÃOS DE FIBRA
Parece estranho, mas os músculos esqueléticos são como o pacote de espaguete. Cada filete representa uma fibra muscular, que se junta a outras e forma um feixe. Para fazer ideia, só nos quadris há mais de 150 fibras em cada feixe. O agrupamento deles forma os músculos como um todo.

AUMENTE O QUE TEM
Sua quantidade de fibras musculares foi estabelecida na época em que você deu seu primeiro beijo. Elas são construídas desde cedo, mas é na puberdade que os músculos se constituem. De acordo com Moisés Cohen, professor do departamento de ortopedia e traumatologia da Unifesp, os músculos e suas fibras não têm a capacidade de se multiplicar. “Restam as opções do aumento de volume de cada fibra e do ganho em resistência e força.”

CADA UM NEM SEMPRE É CADA UM
As características dos músculos são fatores importantes. Existem as fibras de tipo I, de contração lenta e resistentes à fadiga; tipo IIA, de contração rápida e também resistentes à fadiga; e tipo IIIB, de contração rápida mas fatigável. “Alguns pesquisadores defendem que, dependendo do treinamento, pode ocorrer a transformação de um tipo de fibra em outro”, diz Ricardo Cury, ortopedista da Santa Casa de São Paulo. “A distribuição das fibras musculares é determinada antes do nascimento ou na fase inicial da vida, tendo uma característica genética.” As fibras rápidas favorecem agilidade e explosão (como uma prova de 100 metros rasos), enquanto as lentas, a resistência. “Para encarar uma maratona, invista na contração lenta por meio de treinos com pouco peso e séries de 12 a 15 repetições”, recomenda o fisiologista do exercício Jason Conviser, do Centro de Medicina Northwestern Memorial, nos EUA.

DORES DO BEM
Quando você corta o dedo, seu organismo forma uma casquinha sobre a ferida para proteger e curar o machucado. Algo similar ocorre com seus músculos. As forças exercidas causam quebras microscópicas das fibras. Como resultado, os músculos emitem um sinal para as células reparadoras atuarem no local das rupturas. “Essas células sofrem um processo inflamatório benéfico que gera dor e diminui a capacidade de esforço. Daí vem o aumento da força e da massa muscular”, afirma o fisiologista do exercício Paulo Correia, professor da Unifesp. “Engana-se quem acha que, quanto maior a lesão, mais rápido o ganho. Esse processo leva tempo.”

SUPERVOLUME
Cientificamente, a palavra para o crescimento do músculo é hipertrofia. “Dá para aumentar os músculos trabalhando com intensidade e seguindo uma alimentação correta. A estratégia é diminuir a quantidade de gordura no corpo”, diz Gilmara Chaves, professora da academia Pelé Club, em São Paulo. “Para aumentar a massa e o peso rapidamente, opte por treinos com duas ou três séries de seis a oito repetições e muita carga.”

NEM TANTO AO HULK
Não queremos que a malhação transforme você no Hulk. O hormônio que faz o músculo crescer, a testosterona, é mais abundante de 20 a 30% em maior quantidade nos homens. “Outro ponto importante é a presença da enzima miostatina, que impede o aumento exagerado do músculo. Cada indivíduo possui uma quantidade específica da substância nas células”, diz Moisés Cohen.

QUEM TEM A FORÇA, HOMEM OU MULHER?
Quando cientistas realizaram um estudo comparativo entre a força muscular dos sexos, concluíram que os homens eram 50% mais fortes. Ao analisar o peso corporal baseado no ganho muscular, porém, descobriu-se que a formação dos músculos nas mulheres era mais firme do que nos homens.

OMBROS FORTES, CINTURA FINA
Lou Schuler, coautor do livro The News Rules of Lifting for Women (Novas regras do levantamento de peso para mulher), sem tradução para o português, diz que é mais fácil aumentar a massa muscular nos ombros. “Não há muita gordura em torno dos deltoides de uma mulher, e por isso ele tende a ficar mais definido”, afirma. Por que você quer uma ombreira permanente? A grande sacada é que ombros mais largos fazem a cintura parecer mais fina.

EXCESSO SEM DIVERSÃO
Atenção ao excesso de malhação. Musculação demais pode causar desde o encurtamento até um rompimento das fibras musculares. Se isso acontecer, troque o trabalho de peso por ioga e muita hidratação, até você ficar em condições de novo.

EXERCÍCIOS QUE QUEIMAM
Por décadas os cientistas pensaram que a sensação de ardência era resultado da liberação do ácido lático pós-treino pesado. Mas pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos EUA, descobriram outros motivos. Quando você se exercita, a musculatura transforma a glicose do alimento em ácido lático, que é transportado pelas proteínas para as mitocôndrias, fábrica de energia dos músculos. Quanto mais trabalhada a musculatura, mais eficientemente seu corpo utiliza os ácidos láticos como combustível. Isso significa que você pode ir mais longe e por mais tempo. Queimação sim – mas com restrições.

PARA ASSUSTAR
Os músculos mais fortes do corpo são os do maxilar – eles têm força de meia tonelada (peso de um caminhãozinho).
AERÓBICO? É PRA JÁ!
Está acima do peso? Invista em atividades aeróbicas (corrida, natação, caminhada, etc.) e não fique só na musculação. Muitos homens se esquecem desse pequeno, mas grande detalhe. Atividades aeróbicas ajudam a perder peso e devem acompanhar a musculação, no mínimo de 2 a 3 vezes por semana. Não adianta nada estar musculoso e não ter folego para ir a padaria ou passear com o cachorro. Bote um tênis, aqueça-se e comece a suar a camisa já.

VOCÊ É (MAIS OU MENOS) O QUE COME
Não precisamos repetir insistentemente que a qualidade da nutrição reflete na saúde corporal. Lembre disso.


fonte: WomensHealth/AcademiaeCia


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Mitos e verdades sobre o café

O café é, de longe, uma das bebidas mais apreciadas do mundo. Mas existem alguns fatos sobre ele que pouca gente sabe. Enfim, tomar café faz bem ou faz mal? Você provavelmente deve ter se perdido entre as inúmeras informações contraditórias que existem sobre o café. Conheça-o melhor então com as dez coisas que você precisa saber antes da próxima xícara.


Cafeína pode matar. Mas não precisa entrar em pânico. Para chegar a esse ponto, seria preciso tomar de 80 a 100 xícaras de café num espaço de tempo bastante curto. O que acontece é que a cafeína é um estimulante, ou seja, aumenta a pressão sanguínea, a frequência cardíaca e, por algum tempo, contrai os vasos sanguíneos. Logo, o excesso da substância pode ocasionar derrames, ataques cardíacos e outros problemas cardiovasculares. Mas ninguém precisa abrir mão do cafezinho. E seguro tomar, diariamente, de duas a três xícaras da bebida.

Café pode fazer bem. Pesquisadores da Universidade de Scranton, nos EUA, descobriram que o café é rico em antioxidantes e que uma ou duas xícaras por dias podem trazer benefícios à saúde. A cafeína pode até trazer riscos à saúde, quando ingerida em excesso, mas os antioxidantes do café estão aí para fazer bem. Tudo depende da moderação.

Cafeína impulsiona o desejo sexual feminino. Pelo menos em ratas. As que receberam cafeína levaram menos tempo para voltar a procurar seus parceiros depois da primeira “brincadeira”, indicando que elas estavam prontas para mais uma rodada. Mas não adianta se empolgar e correr para ligar a cafeteira. É preciso levar em consideração que as cobaias nunca haviam tido contato com a cafeína, portanto sua ingestão pode ter este efeito apenas em quem nunca tomou café ou não costuma consumi-lo com frequência.

Café alivia a dor. O estudo ainda não é amplo, mas pode abrir portas para maiores pesquisas que apontem a bebida como um anestésico. Segundo especialistas da Universidade da Georgia, nos EUA, uma ou duas xícaras podem diminuir a dor causada por atividades físicas. A esperança dos pesquisadores é que o café possa estimular pessoas a manter suas promessas de se exercitar e, por conseqüência, ser mais saudáveis.

Cafeína pode manter acordado durante a noite, sim. Cientistas da Universidade da Califórnia recomendam que não se beba café menos de seis horas antes de ir para a cama, a menos que a intenção realmente seja ficar acordado.

Café descafeinado tem cafeína. A única diferença é que a quantidade de cafeína é bastante reduzida, mas dez xícaras de café descafeinado equivalem a uma ou duas da versão tradicional da bebida.

A descafeinização usa química. O método mais comum para retirar a cafeína consiste em cozinhar os grãos de café no vapor para elevar sua umidade. Este processo dissolve a cafeína e a leva para a superfície, de onde é retirada com a ajuda de um solvente orgânico chamado cloreto de metileno. Então os grãos são retirados, secos e estão prontos para o consumo.

Cafeína não é amarga. A culpa do sabor amargo do café é, na verdade, de duas outras substâncias presentes em seus grãos. Uma é o ácido clorogênico lactonas, encontrado nos grãos claros a médios. E outra é o fenil indane, presente nos grãos mais escuros. Mas estas substâncias amargas são antioxidantes, então não há razão para adiconá-las à lista negra.

Um bom café depende da torradez dos grãos e de seu preparo. Enquanto ele é torrado, o óleo preso nos grãos emerge devido à alta temperatura. Quanto mais óleo, mais forte o sabor. A cafeína costuma escapar de dentro dos grãos conforme eles passam mais tempo em contato com a água vaporizada durante a torragem. Logo, o café comum costuma ter mais cafeína que o expresso ou o capuccino, uma vez que novamente fica mais tempo em contato com a água. Quanto mais escuro o grão, mais cafeína.

O café foi descoberto por cabras. Há mil anos, na Etiópia, um rebanho de cabras manteve seu pastor acordado toda a noite por terem encontrado um grão que agradou seu paladar. O pastor levou o grão para monges da região. Daí, o café chegou na Península Arábica, onde fez grande sucesso, e se espalhou pelo mundo.


fonte: Maisde50
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2 de janeiro de 2011

Grupo desmente dicas de saúde feitas por celebridades

Um grupo de campanha revelou ao final de 2010 a verdade sobre algumas das mais duvidosas dicas de saúde e boa forma feitas por artistas, pondo fim a ideias como a reabsorção de esperma e o uso de braceletes de plástico para aumentar a energia do organismo.

Em lista anual de abusos contra a ciência, o Sense About Science (SAS) desmentiu sugestões feitas por atores, estrelas do pop e outras pessoas famosas sobre dieta e exercícios, um esforço "para ajudar as celebridades a perceber onde estão errando e para ajudar o público a entender as alegações de celebridades".

Na seção de saúde e fitness, o SAS notou que o jogador de futebol David Beckham e a noiva do príncipe William, Kate Middleton, foram vistos usando braceletes com hologramas que, segundo os fabricantes, podem melhorar a energia da pessoa.

O grupo também mencionou uma dieta usada pela top model Naomi Campbell e os atores Ashton Kutcher e Demi Moore. Na rotina da dieta, os seguidores sobrevivem apenas com maple syrup, limão e pimenta por duas semanas. Em entrevista concedida à apresentadora norte-americana Oprah Winfrey, em maio, Campbell disse: "É bom limpar seu corpo de vez em quando"

"Muitas dessas alegações promovem teorias, terapias e campanhas que não fazem sentido científico", disse o SAS.

A pop star Sarah Harding, ex-grupo Girls Aloud, disse à revista Now que ela polvilha carvão vegetal na comida, declarando: "Não tem gosto de nada e aparentemente absorve todas as coisas ruins e prejudiciais do corpo".

John Elmsley, cientista da área de química e escritor, disse que o carvão vegetal absorve moléculas tóxicas quando usado em máscaras de gás e tratamento de esgoto, mas que é "desnecessário quando se trata de uma dieta, porque o corpo já é bem capaz de remover qualquer "coisa ruim e prejudicial".

Um dos destaques do SAS foi a dica do lutador de vale-tudo Alex Reid, que disse ao tabloide The Sun que costuma "reabsorver" seu esperma para se preparar para uma luta importante.

"É muito bom para um homem ter sexo sem proteção desde que não ejacule. Porque eu acredito que todo aquele sêmen tem muita nutrição. Uma colher de sopa de sêmen tem o equivalente de bife, ovos, limões e laranjas. Eu estou reabsorvendo isso no meu corpo, isso me faz gritar "raaaaah", disse Reid.

John Aplin, cientista que pesquisa reprodução da Universidade de Manchester, disse que o esperma não pode ser reabsorvido quando já se formou nos testículos. "Na verdade, o esperma morre após alguns dias, e o conteúdo nutricional da ejaculação é realmente pequeno", disse Aplin ao grupo SAS.

Para tentar combater os efeitos de algumas das mais ousadas dicas de saúde, o grupo de campanha SAS publicou suas próprias "sugestões fáceis de lembrar para comentários de celebridades":

- Nada está livre de componentes químicos: tudo é feito com substâncias químicas, é só uma questão de elementos.
- Desintoxicação é um mito de marketing: nosso corpo se basta sem poções caras e dietas desintoxicantes
- As funções do organismo ocorrem sem estímulos externos
- Energia e boa forma vem de...alimentos e exercícios: não há atalhos.


fonte: Reuters

 
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Os preços de uma alimentação saudável


Uma alimentação mais saudável pode ser incentivada por meio de uma política de ajuste de preços dos alimentos.

Por meio da isenção de impostos sobre alimentos saudáveis e do aumento de impostos sobre os não saudáveis é possível estimular o consumo dos primeiros e promover uma dieta mais adequada da população.

Preço da saúde
Se o preço das frutas e hortaliças baixasse em 10%, o total de calorias ingeridas pela população, provenientes desses alimentos, aumentaria em quase 7,9%. [Imagem: Ag.USP]
A proposta é de um estudo da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, que partiu da ideia de que os valores de comidas e bebidas influenciam nos hábitos alimentares.

"Buscamos analisar como o preço estimula ou desestimula o consumo de certos alimentos", explica o nutricionista Rafael Moreira Claro, autor do estudo. No caso de frutas e hortaliças, se o seu preço baixasse em 10%, o total de calorias ingeridas provenientes desses alimentos aumentaria em quase 7,9%.



Fiscalização necessária

De acordo com o estudo, atualmente, frutas, legumes e verduras são a parte mais cara de uma dieta.

"Se uma pessoa quiser ingerir 1.000 calorias comendo apenas estes alimentos, precisaria de quase R$ 4,50 enquanto, hipoteticamente, poderia conseguir a mesma quantidade de calorias ingerindo açúcar com apenas R$ 0,3 (30 centavos)", relata Moreira Claro.

Assim, para não encarecer a refeição, a população de baixa renda acaba comendo menos frutas e hortaliças, alimentos saudáveis que poderiam fazer parte da dieta em maior proporção.

"Uma redução nos impostos sobre estes produtos ajudaria na diminuição de seu preço e no consequente aumento de seu consumo", observa o nutricionista, que ressalta: "A diminuição das taxas, porém, deve ser acompanhada de publicidade que avise ao consumidor sobre tal redução. Caso contrário o supermercado pode não repassar essa baixa de preço e continuar vendendo pelo mesmo valor".


Imposto da saúde

Em relação aos alimentos não saudáveis a pesquisa analisou as chamadas bebidas adoçadas (refrigerantes, bebidas energéticas e esportivas, além de sucos adoçados com açúcar) e apontou que se o seu preço aumentasse em 10%, seu consumo cairia em 8,4%.

Para induzir o aumento do valor, a sobretaxação dos refrigerantes seria uma medida possível e traria benefícios à sociedade na medida em que reduziria o consumo de uma bebida responsável por causar obesidade.

"O refrigerante não causa a obesidade sozinho, mas sua relação com a doença é evidente" alerta o nutricionista. Ele explica também que a diminuição na ingestão de bebidas adoçadas diminuiria os custos com o atendimento à saúde, em casos de obesidade e outras doenças crônicas. "O governo sairia ganhando, ainda que aumentar os impostos seja, num primeiro momento, uma medida impopular".


Renda familiar

O maior ou menor consumo de alimentos saudáveis também é impactado pela variação da renda de uma família. Tal impacto, porém, é menor do que o causado por uma baixa nos preços. Um aumento de 10% na renda familiar, por exemplo, aumentaria apenas em 2,7% o total de calorias ingeridas provenientes de frutas e hortaliças. O fato é justificado em função da diluição desse aumento de renda na aquisição de inúmeros outros bens e serviços.

Moreira Claro elucida que a questão dos impostos é o jeito mais simples de influenciar no consumo porque o preço afeta a todos de uma forma global e o impacto é mais direto quando valores são alterados, para mais ou para menos.

Além disso, nas classes mais altas, onde o poder aquisitivo já é significativo, o aumento da renda influencia ainda menos na compra de alimentos saudáveis. "Uma política de ajuste de preços, barateando os alimentos saudáveis e encarecendo os não saudáveis, é uma saída que traria mais efeito sobre a qualidade da dieta", finaliza.


fonte: AgenciaUSP
 
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15 de dezembro de 2010

O segredo da saúde é... o comportamento

Você já imaginou uma vida livre de doenças, com menos visitas ao médico e menos dinheiro gasto em medicamentos? Já imaginou um sistema de saúde eficaz e com atendimento de primeira classe?
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2 de dezembro de 2010

Dia Panamericano da Saúde


No dia 2 de dezembro é comemorado o Dia Panamericano da Saúde, uma data que mobiliza o continente em torno de campanhas educativas e preventivas em busca de qualidade de vida e bem-estar, objetivando alertar a população para a importância de cuidar da saúde no dia-a-dia, de uma forma saudável, comendo bons alimentos e praticando esportes.
Esta é mais uma data para lembrarmos da importância dos cuidados com a qualidade de vida e saúde.
Uma das principais vitórias que o Brasil obteve nos últimos anos, que precisa ser lembrada e comemorada neste Dia Panamericano da Saúde é a erradicação de doenças através da vacinação.

Após sofrer com epidemias de varíola, febre amarela, poliomielite, sarampo e catapora, o Brasil possui hoje um alto controle dessas doenças através de calendários obrigatórios de vacinação durante os primeiros meses e anos de vida das crianças. Essa estratégia contribuiu efetivamente para o controle dessas doenças no continente, através de ações educativas em escolas e bairros, para pais e educadores e principalmente através das campanhas nacionais de vacinação.

A erradicação da poliomielite, conhecida como paralisia infantil, é o principal exemplo do sucesso das campanhas de vacinação de crianças. O Brasil teve a erradicação da poliomielite registrada pela OMS em 1994 e para deixar o país há mais de 20 anos livre da doença, a Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações (CGPNI) mantém as campanhas de vacinação, até que a criança atinja os cinco anos de idade.

Por que é tão importante vacinar?
Um dos principais desafios a serem enfrentados no Dia Panamericano da saúde é a ampla divulgação das vacinas oferecidas gratuitamente pelo Governo e a conscientização dos pais e familiares de que a imunização pela vacinação é fundamental, porque mesmo quem tem boa saúde e vive em condições apropriadas de higiene não está livre de contrair determinadas doenças e propagá-las. Além disso, a vacinação é um importante instrumento da saúde pública por ser capaz de proteger uma grande quantidade de pessoas em pouco tempo e, no caso da vacinação de crianças, por conseguir barrar a disseminação de certas doenças durante uma geração inteira.

Além da vacinação, é preciso que os pais incentivem os filhos a manter uma vida saudável, incentivando os esportes e as atividades físicas e principalmente uma alimentação saudável.


fonte: AnaSimões-Murall / JC-SE
 
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16 de novembro de 2010

Gravidez não é desculpa para relaxar dos exercícios


Momento único na vida de uma mulher, a gravidez não é desculpa para não se exercitar. Nesse período, o corpo da futura mamãe sofre uma série de alterações e necessita de cuidados redobrados.


Recomendado para todas as gestantes, a prática de exercício físico é importante, não só para elas, como também para os bebês. Entre os benefícios estão: o controle do peso, diminuição do estresse, da depressão, do risco de parto prematuro e de desenvolver diabetes gestacional e hipertensão.

“A atividade física nesse momento da vida de uma mulher só traz ganhos, mas deve ser liberada pelo seu médico. É importante também pegar leve. Exercícios na água – natação e hidroginástica – são os mais aconselháveis”, afirma o Body Design de várias estrelas televisivas, Xande Negão.

Caminhada e alongamento também estão liberados, pois ao aumentar a circulação sanguínea e ganhar flexibilidade, as dores nas costas e pernas diminuem. Além de facilitarem o trabalho de parto.

Mas, para Xande Negão, a prática esportiva deve ser aliada a uma dieta equilibrada e rica em frutas, legumes e verduras. “Futuras mães: controlem os seus desejos e evitem as guloseimas. Assim vocês e seus bebês levarão uma vida mais saudável”, avisa.

Contudo, esse não é um motivo para as mulheres ficarem obcecadas com a balança. O normal é adquirir entre 12 e 20 quilogramas durante a gravidez. A dica é fazer, no mínimo, cinco refeições por dia, com intervalos de, no máximo, três horas.

O treinador convida ainda as sedentárias a se exercitarem e diz que elas sentirão a diferença e uma maior disposição. “Porém, elas só podem pensar em investir em alguma modalidade a partir do terceiro mês de gestação”, conclui.


fonte: TodaSaude

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29 de outubro de 2010

Dia Mundial de combate ao AVC - 29 de outubro


“Uma em cada seis pessoas no mundo terá um acidente vascular cerebral em sua vida. Essa pessoa pode ser você!” Com esse lema os profissionais de saúde, encerraram uma série de eventos em todo o país alusivos à Semana Nacional de Combate ao AVC (Acidente Vascular Cerebral, ou derrame cerebral), e ao Dia Mundial do AVC, celebrado nesta última sexta (29).

A data têm o objetivo de conscientizar a população quanto à prevenção, diagnóstico precoce, tratamento, entre outros assuntos relacionados à doença

Segundo dados do Ministério da Saúde, o AVC é uma das maiores causas de morte. É como se estivéssemos mergulhados numa guerra global onde milhares de pessoas fossem mortas todos os anos. O AVC que já matou cerca de 17 milhões de pessoas em todo o mundo, é a primeira causa de incapacitação e redução da qualidade de vida e a terceira principal causa de morte no globo hoje. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) o Brasil já ocupa o sexto lugar na lista das maiores vítimas de derrame, em números absolutos, atrás da China, Índia, Rússia, Estados Unidos e Japão. No Brasil, o número de mortes chega a 100 mil por ano.

“É possível diminuir muito o risco de ter um AVC. E, tendo-o, há tratamento que, sendo feito de forma imediata, pode reverter completamente ou minimizar muito os danos. Por isso é tão importante informar a população”, afirma o neurologista Gustavo Daher Vieira de Moraes Barros - coordenador de neurologia do Hospital Vera Cruz de BH.

Campanha “Um em cada seis”
Idealizada pela Organização Mundial de AVC (World Stroke Organization - WSO), a campanha em comemoração ao Dia Mundial do Acidente Vascular Cerebral acontece em 17 países, incluindo o Brasil, e tem o slogan "Um em cada seis” como tema, escolhido para destacar o fato de que no mundo de hoje, uma em cada seis pessoas terá um AVC durante a sua vida.

A campanha comemora não apenas o fato de que o AVC pode ser prevenido, mas de que os sobreviventes de AVC podem recuperar-se totalmente e manter sua qualidade de vida com os cuidados e apoio adequados a longo prazo. Além disso, tem o objetivo de reduzir o impacto do AVC alertando a população para seis passos básicos e essenciais para o combate da doença:
1. Conheça os seus próprios fatores de risco: hipertensão arterial, diabetes e colesterol alto.
2. Seja fisicamente ativo e exercite-se regularmente.
3. Evite a obesidade, mantendo uma dieta saudável.
4. Limite o consumo de álcool.
5. Evite o fumo do cigarro. Se você fuma, procure ajuda para parar agora.
6. Aprenda a reconhecer os sinais de alerta de um AVC.

Sobre o AVC
Dados da OMS - Organização Mundial de Saúde registram que mais de 5 milhões de pessoas morrem todos os anos devido ao AVC. Os números indicam que aproximadamente um entre quatro homens e uma entre cinco mulheres poderão sofrer um derrame até os 85 anos de idade. No Brasil o AVC mata cerca de 100 mil pessoas por ano, de acordo com o MS.

Os casos de AVC, quando não são fatais, podem deixar sequelas irreversíveis impedindo o paciente de realizar suas atividades diárias e levando-o a uma aposentadoria compulsória. Dados do ano de 2008 do INSS – Instituto Nacional do Seguro Social revelam que havia mais de 312 mil aposentadorias ativas por doenças do aparelho circulatório, sendo o AVC a mais frequente, que geraram um gasto no ano de cerca de R$ 227 milhões. Os gastos com auxílio-doença foram de quase R$ 89 milhões.

Boa parte das mortes relacionadas ao AVC poderia ser evitada se houvesse uma melhor divulgação dos critérios de tratamento exigidos nos casos de emergências médicas. A principal causa de AVC é a isquemia cerebral (AVC isquêmico), na qual uma artéria que leva sangue a uma parte do cérebro é fechada por um coágulo, o que resulta na morte do tecido cerebral que fica sem irrigação. Cerca de 85% dos casos de AVC são de origem isquêmica. Nas últimas décadas tem sido demonstrado que a rapidez e a organização no atendimento desta doença, além da utilização de protocolos e medicações específicas, diminuem a mortalidade e minimizam as sequelas.

Assista e divulgue o vídeo de sinais de alerta do AVC

O Protocolo de Tratamento Emergencial ao AVC inclui a administração do medicamento alteplase (r-TPA). Trata-se do primeiro e único trombolítico (medicamento que dissolve o coágulo que obstrui a passagem do sangue para o cérebro) aprovado pelas principais diretrizes nacionais e internacionais de tratamento do AVC. Quando administrado no intervalo de zero a quatro horas e meia do início dos sintomas, o medicamento aumenta as chances de uma recuperação completa, sem sequelas como incapacidade de fala, locomoção, distúrbios de memória e raciocínio. Tal característica possibilita a melhora significativa da qualidade de vida daqueles que são acometidos pelo AVCI.

PELA BOCA
Para minimizar o risco de o paciente ter um AVC, a alimentação é forte aliada.
O consumo excessivo de alimentos ricos em sódio, como os industrializados, favorecem o aparecimento da hipertensão arterial sistêmica. Já excessos no consumo de alimentos ricos em gorduras, principalmente as saturadas, promovem o aumento do colesterol e do peso corporal, aumentando o risco de obesidade.
Para quem tem pressão alta, os cuidados devem ser redobrados.
“Não é preciso abolir alimentos do cardápio, mas, sim, evitar. As práticas de alimentação saudável são fundamentais para prevenção do AVC”, explica a professora do curso de nutrição da Universidade Federal do Pará, Vanessa Lourenço.


fonte: MS/DiariodoPara/FarolComunitario
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16 de outubro de 2010

16 de outubro é o Dia Mundial da Alimentação


Hoje, quase um bilhão de pessoas vivam em situação de insegurança alimentar, ou seja, sem acesso à alimentação saudável, de qualidade, em quantidade suficiente e de modo permanente. O Dia Mundial da Alimentação é comemorado há 27 anos em mais de 180 países, que realizam atividades com o objetivo de promover a cooperação técnica e econômica entre os países para que a fome seja erradicada. A data surgiu em 16 de outubro de 1945, quando foi criada a Organização das Nações Unidas de Agricultura e Alimentos (FAO), que tem como principal meta aumentar os níveis de nutrição e desenvolvimento rural no mundo.

Neste ano, 925 milhões de pessoas não têm o que comer em todo o mundo, segundo dados da FAO. Apesar do número alto, que corresponde à soma das populações dos Estados Unidos, Brasil, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Espanha, ele é menor do que o registrado em 2009, quando 1,023 bilhão de pessoas eram consideradas famintas. Esta é a primeira vez em 15 anos que o quadro aponta uma melhora. Segundo o uruguaio Julio de Castro, representante da FAO em Moçambique, uma das causas para a redução é a queda no preço dos alimentos nos mercados internacionais e nacionais desde 2008. De acordo com a organização, a produção mundial de alimentos precisaria aumentar em 70% para alimentar a população que o mundo terá em 2050, estimada em 9 bilhões de pessoas. Para isso, tornam-se de grande importância investimento em agricultura, expansão das redes de segurança e programas de assistência social, reforço de atividades que geram renda nas áreas rurais e urbanas mais pobres, além da criação de mecanismos adequados para lidar com situações de crise.

fonte: ESHoje/BN
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11 de outubro de 2010

11 de outubro. Dia Internacional de combate à obesidade


A população está cada vez mais sedentária e, com isso, crescem os números da obesidade e a preocupação dos profissionais de saúde em combatê-la e, conseqüentemente, em prevenir as diversas disfunções causadas pelo excesso de peso. Hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, dislipidemia, artroses, varizes e síndrome metabólica são algumas delas.

Na intenção de estimular atividades preventivas, como o incentivo a uma alimentação saudável, foi criado em 1997 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Dia Internacional de Combate à Obesidade,  a ser comemorado no dia 11 de outubro de cada ano.
A obesidade é apontada pela OMS como um dos maiores problemas de saúde pública no mundo, por atingir 1 bilhão de pessoas. Além disso, ela é um fator de risco para a diabete.

Devido à epidemia mundial de obesidade infantil, cujos números estão em constante crescimento, alguns municípios - principalmente da Região Sudeste (Rio de Janeiro e São Paulo) - instituíram a Semana Municipal de Combate e Prevenção à Obesidade Infantil.

O hábito de uma alimentação saudável começa desde criança. A melhor forma de evitar que crianças se tornem adultos acima do peso é educá-las desde pequenas a ter uma boa alimentação.

É necessário realizar atividades nas quais ela (criança) seja apresentada, gradualmente, a novos alimentos, fazendo das refeições um momento agradável da rotina.
Como exemplo, as escolas podem adotar, a terça e quinta como "dia da fruta". Os alunos ficam estimulados a levar frutas e sucos variados para o intervalo do lanche. Neste caso, os achocolatados, biscoitos e batatinhas ficam de fora e as crianças trocam entre elas as frutas que trazem de casa.

Para o Dr. Henrique Suplicy, presidente da ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica), o combate à obesidade no Brasil vem sendo feito em ações isoladas. Ele ressalta a necessidade do trabalho de prevenção e da importância do dia 11 de outubro nessa busca. O especialista afirma que é através do esclarecimento da população que a prevenção avança. “No mundo todo estão percebendo. Não é do dia para a noite que os hábitos vão mudar, mas está havendo melhora”, afirma o endocrinologista. Ele se refere às mudanças de hábitos alimentares que, constata-se, pouco a pouco vem ocorrendo. Um exemplo que o próprio Dr. Suplicy cita é o caso da população feminina da região Sul do Brasil, a única que emagreceu no País, segundo os dois últimos censos realizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


O QUE É?
A obesidade é uma doença crônica, de difícil tratamento, que pode ser resultado de herança genética, fisiológica, sedentarismo, excesso de alimentos ou alimentação inadequada, devido a transtornos alimentares. Sua prevenção tem três fatores principais: reeducação alimentar, aumento ou prática de atividade física e mudança no estilo de vida. Em alguns casos pode haver a necessidade de intervenção medicamentosa e, nos mais severos, a realização de cirurgias é necessária.

Complicações da obesidade

fonte: ABESO/Angolapress/SRZD

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25 de julho de 2010

Você sabe a diferença entre sal e sódio?


A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) está realizando uma campanha para reduzir o consumo de sal entre os brasileiros.

O produto consumido em excesso agrava o estado de saúde dos hipertensos e pode causar complicações, como derrames. De acordo com a entidade, a hipertensão atinge cerca de 30% da população.


No popular
Segundo o diretor de Promoção Social da SBC, Dikran Armaganijan, uma das medidas defendidas pela entidade é a mudança nos rótulos dos alimentos industrializados, que deveriam substituir o termo cloreto de sódio pelo nome popular: sal.


Diferença entre sal e sódio
Uma pesquisa da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, promovida com pacientes hipertensos atendidos no Hospital Dante Pazzanese, constatou que 93% deles simplesmente desconhecem a diferença entre sal e sódio.

Quimicamente, o sal de cozinha é cloreto de sódio, ou seja, é formado por átomos de cloro e átomos de sódio. Os cristais de cloreto de sódio contêm 39.337% de sódio e 60,663% de cloro. Assim, a quantidade de sódio precisa ser multiplicada por 2,5 para corresponder ao total de cloreto de sódio, ou sal de cozinha, presente no alimento.

É importante verificar também que o termo sal é de uso genérico em química, e nem todos os sais contêm sódio. Assim, é mais correto falar que o sal de cozinha é cloreto de sódio.

Para o médico, essa alteração nos rótulos é importante devido a grande quantidade de sal presente nos alimentos industrializados: "A indústria brasileira mantém uma quantidade excessiva de sal nos alimentos. E nós, brasileiros, não estamos acostumados a ler a composição dos produtos."


Novos rótulos de alimentos
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabeleceu novas normas para as propagandas dos produtos com grande quantidade de açúcar, sódio e gordura saturada ou trans (gordura vegetal que passa por um processo de hidrogenação natural ou industrial).

As empresas têm seis meses para apresentar alertas nas propagandas sobre os riscos do consumo excessivo.

A Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia) reagiu à determinação da Anvisa e prometeu questionar a resolução judicialmente. Segundo a entidade, o consumo excessivo de alimentos possivelmente prejudiciais "é muito mais reflexo dos hábitos alimentares da população do que da composição dos produtos industrializados".

Além de pressionar a Anvisa sobre a necessidade das mudanças nos rótulos dos alimentos, a SBC vem promovendo várias ações de conscientização. Um exemplo são os dias temáticos de combate à hipertensão, onde os médicos medem a pressão da população em locais públicos e alertam sobre os perigos da pressão alta. "Eu acho que essas comunicações constantes devem alertar a população a se interessar um pouquinho mais", disse Armaganijan.

fonte: DiáriodaSaúde
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